Capa do romance Peça-me oque Quiser

Peça-me oque Quiser

7.9 / 10.0
Com a morte do pai, o empresário Eric Zimmerman viaja à Espanha para gerir as filiais da Müller. Em Madri, ele se encanta por Judith, uma funcionária sagaz que logo cede ao seu magnetismo. Juntos, mergulham em um universo de fantasias eróticas, explorando o voyeurismo e as dinâmicas de poder entre dominantes e submissos. No entanto, conforme a paixão cresce, Eric teme que um segredo obscuro venha à tona, ameaçando destruir o intenso laço que os une.

Peça-me oque Quiser Capítulo 1

Que mala é minha chefe.

Sinceramente, no fim das contas vou ter que pensar igual à metade da empresa: que

ela e Miguel, meu colega que se acha o máximo, têm um caso. Mas não. Não quero ser

maliciosa e entrar na onda de todo mundo. O disse me disse das fofocas.

Desde janeiro eu trabalho na Müller, uma companhia farmacêutica alemã. Sou a

secretária da chefe das sucursais e, embora eu goste do meu emprego, muitas vezes me

sinto explorada. Sério... só falta minha chefe me amarrar na cadeira e enfiar um pedaço

de pão na minha boca em vez de me deixar almoçar.

Quando por fim termino a pilha de trabalho que minha querida chefe me encarregou

de concluir até o dia seguinte, deixo os relatórios na mesa dela e volto à minha. Pego

minha bolsa e vou embora sem olhar para trás. Preciso sair do escritório ou acabarei em

todos os jornais como assassina em série de chefes que se acham o centro do mundo.

São 23h20... Tarde pra caramba!

Na rua cai um dilúvio. Perfeito! Tempestade de verão. Chego à porta e, depois de

tomar coragem, corro até o estacionamento, onde me espera meu amado León. Entro

ensopada na garagem e, após apertar o botão de comando, Leonzinho pisca suas luzes

me dando as boas-vindas. É tão fofo...!

Logo me enfio no carro. Não sou medrosa, mas não gosto de estacionamentos, e

menos ainda quando ficam assim tão desertos a uma hora dessas. Automaticamente,

começo a me lembrar de filmes de terror em que uma mulher caminha por um desses

estacionamentos e um desalmado vestido de preto aparece e a apunhala até a morte.

Caraca, que situação!

Entro no carro, aciono as travas, abro a bolsa, tiro um lenço de papel e enxugo o rosto.

Estou encharcada! Mas, justo quando vou enfiar as chaves na ignição... putz!, elas caem.

Solto um palavrão no escuro e me abaixo para procurá-las.

Passo a mão pelo assoalho. À direita elas não estão. À esquerda também não. Droga...

encontro o pacote de chiclete que fiquei dias procurando. Ótimo! Continuo tateando o

chão do carro e por fim encontro as chaves. Então ouço umas risadas próximas e olho ao

redor com cuidado para que não me vejam.

Ai, meu Deus!

Entre risadas e carícias vejo se aproximarem minha chefe e Miguel. Parecem

entretidos. Isso me irrita. Eu me matando de trabalhar até as onze e tanto e eles na

farra. Que injustiça! Logo minha chefe e Miguel se apoiam na coluna lateral e se beijam.

Olha isso...!

Não acredito!

Semi agachada no interior do meu carro pra que não me vejam, contenho a respiração.

Por favor... por favor! Se eles descobrirem que estou aqui, vou morrer de vergonha. Não,

isso não pode acontecer. De repente, minha chefe larga a bolsa e sem a menor cerimônia

toca com determinação no meio das pernas de Miguel. Está tocando ele!!!

Minha nossa! Mas o que é que estou vendo?

Meu Deus! Agora é Miguel quem enfia a mão por baixo da saia dela. Ele levanta minha

chefe, a empurra para cima contra a coluna e começa a se esfregar nela. Uau!

Ai, meu Deus! Que é que eu faço?

Quero dar o fora. Não quero ver o que estão fazendo, mas também não posso ir

embora daqui. Se eu arrancar, eles vão saber que eu estava espiando. Então, agachada e

sem me mexer, não posso deixar de ver o que eles fazem. Logo Miguel a obriga a virar

de costas. Ele a coloca sobre o capô do carro, abaixa a calcinha, primeiro com a boca e

em seguida com as mãos. Caraca, estou vendo a bunda da minha chefe! Que horror! E

nesse momento escuto Miguel perguntando:

— Diz, o que você quer que eu faça contigo?

Minha chefe, como uma gata no cio, murmura completamente entregue:

— O que você quiser... o que você quiser.

Uau, que isso, meu Deus, que isso! E eu na primeira fila. Só falta a pipoca.

Miguel volta a empurrá-la sobre o capô. Abre suas pernas e chupa ela. Ai, minha

nossa! Mas do que estou sendo testemunha? Minha chefe, dona Maníaca, solta um

gemido e eu tapo os olhos. Mas a curiosidade, a atração pelo proibido, ou seja lá como

isso se chame, me domina e eu os destapo. Sem piscar vejo como ele, após se deliciar,

se afasta dela uns centímetros e lhe enfia um dedo, logo dois, e, levantando-se, agarra

sua cabeleira escura e a puxa para si, enquanto mexe seus dedos a um ritmo que, por

que negar?, faria qualquer uma suspirar.

— Siiiiiiiiiiiim! — escuto minha chefe gemer.

Respiro com dificuldade.

Vou ter um troço.

Que calor!

Goste ou não, ver tudo isso está me dando um frenesi, e não é porque eu tenho

andado nervosa. Minha vida sexual é supermorna, beirando o previsível, então essa cena

ao vivo e em cores está me excitando.

Miguel abre a braguilha de sua calça cinza. Põe para fora um pênis mais que aceitável.

Ai, Miguel! E fico boquiaberta quando vejo que ele mete tudo de uma vez só. Assim eu

morro! Mas de prazer... E justo pelo que faz minha chefe gemer.

Meus mamilos estão duros, e logo me dou conta de que estou tocando neles. Mas em

que momento enfiei a mão por dentro da blusa? Depressa eu tiro a mão dali, mas meus

mamilos e o meu desejo protestam. Eles querem mais! Mas não. Assim não pode ser.

Não faço essas coisas. Minutos depois, após vários gemidos e sacolejos, Miguel e minha

chefe se recompõem. Uau! Já terminaram! Eles entram no carro e partem. Respiro

aliviada.

Quando por fim volto a ficar sozinha no estacionamento, saio do meu esconderijo e me

ajeito no banco do carro. Minhas mãos tremem. Os joelhos também. E percebo que

minha respiração está acelerada. Excitada pelo que acabo de presenciar, fecho os olhos

enquanto vou me acalmando e penso em como seria fazer sexo nessa intensidade.

Caliente!

Dez minutos depois, arranco com o carro e deixo o estacionamento. Vou beber cerveja

com meus amigos. Preciso me refrescar e refrescar minha... febre.

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