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A Obsessão do Banqueiro

Antonella Capri, de 19 anos, aceita qualquer desafio para salvar sua mãe do câncer, precisando de 100 milhões de dólares. Seu destino se une ao de Blake Colleman, um banqueiro frio de 29 anos que vive sob as regras rígidas de sua família. O que começa como um namoro de fachada por contrato de três meses logo se transforma em uma atração perigosa. Entre o ódio e o desejo, uma gravidez inesperada muda o rumo desse jogo de aparências e poder.
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Capítulo 2

Seu olhar foi significativamente para a taça de champanhe. 

— Vamos primeiro a esta festa e negociaremos mais tarde, quando você estará com um humor melhor. 

Antonella entendeu a deixa. Ele acha que pode baixar o preço quando ela estiver bêbada. 

— O preço não é negociável — diz ela com firmeza. — E terá de ser pago antecipadamente. 

Ele sorri minimamente. 

— Tenho certeza de que vamos chegar a um acordo em que ambos ficaremos felizes. — Antonella fez uma carranca. 

Ela foi ingênua. Seu plano é impreciso e ela não tem muitos argumentos para negociações de preços ou apostas. Ela ouviu através dos vidros do escritório onde trabalhou como secretária temporária, que seu chefe era um desses homens que estão dispostos a pagar dez mil libras para seu prazer, sem titubear. Mas, nunca achou que ele tentaria rebaixá-la para poder negociar. 

Enquanto Mase empanturra com queijo e biscoitos, ela se desculpa e vai para o banheiro. Há outra mulher de pé na frente do espelho. Ela olha para Antonella com uma mistura de inveja e desprezo. Antonella espera até ela sair, e em seguida, telefona para sua mãe. 

— Oi, mamãe. 

Onde está você, Antonella? 

— Ainda estou no restaurante. 

— Que horas você vai voltar para casa? 

— Vou me atrasar. Fui convidada para uma festa. 

— Uma festa? — a mãe repete preocupada. — Onde? 

— Não sei o endereço. Em algum lugar em Londres. 

— Como você vai chegar em casa? — Um fio de pânico se infiltrou na voz de sua mãe. Antonella suspira. Ela quase nunca deixou sua mãe sozinha à noite e consequentemente isso deixava-a uma pilha de nervos. 

— Eu tenho carona mãe. Só não espere por mim, OK? 

— Tudo bem. Você vai ter cuidado, não vai? 

— Nada vai acontecer comigo. 

— Sim, sim — diz a mãe, mas ela parece distraída e infeliz. 

— Como você está se sentindo, mamãe? 

— Bem. 

— Boa noite, então. Vejo você de manhã. 

— Antonella? 

— Sim. 

— Eu te amo muito. 

— Eu também, mamãe. Eu também. 

Desligou o telefone com um estalo. Ela não se sentia mais barata ou suja. Agora se sentia forte e segura. Não há nada que Magno possa fazer que vá humilhá-la. Ia conseguir o dinheiro, não importava o quê. Ela mal comeu, apenas observar ele sugar as ostras a fez se sentir enjoada, e como ela saberia que bife tartarré era carne moída crua? Ela reaplica o batom e vai ao encontro de Magno. 

— Vamos? — Magno perguntou, e antes que Antonella concordasse, ele imperiosamente estala seus dedos e pede a conta. Eles deixam o restaurante e uma vez lá fora, Magno chama um táxi preto. Está uma noite tão quente que Antonella carrega o casaco nas mãos. Rupert dá o endereço para o taxista e eles entram. O vestido dela levantou até as coxas, mas quando ela tenta puxá-lo de volta para baixo, ele coloca sua mão pálida sobre a dela e ordena com voz firme, 

— Deixe. 

Envergonhada, Antonella olha para o espelho retrovisor. O taxista os observava. Sem dizer nada, ela enrola seu casaco sobre os joelhos e vira o rosto longe de Magno, olhando para fora. Maldito. Enquanto ela olha para o nada, sente que a mão dele passa sob o casaco e sobre suas coxas. Mordendo o lábio, ela tenta ignorar, olhando para o lado, mas ele está arrastando a mão por sua coxa. Quando ele está quase em sua virilha, ela pega sua mão desagradável. Ela se vira para ele e o olha nos olhos. 

— Nós ainda não temos um acordo. 

— Verdade — ele diz, e tira a mão, mas o sorriso em seu rosto é provocativo e presunçoso. Ele sabe que ela precisa do dinheiro. 

O resto da viagem é feita em silêncio, enquanto o estômago de Antonella dá voltas. Ela está tão nervosa, que está realmente com medo de perder os poucos legumes que comeu vomitando no chão do carro. Felizmente, o táxi vira para a Avenida Bispo e para do lado de fora de uma casa grande e branca, de três andares, parecida com as do período histórico da Regência. Há carros de luxo estacionados ao longo do comprimento da rua. Magno paga o motorista do táxi e sobe um pequeno lance de escada para um conjunto de portas pretas. Ele toca a campainha e através das janelas altas Antonella vê o tipo de pessoas que só tem visto nas revistas. Impecavelmente vestidas e com joias. Ela olha para baixo, para seu vestido laranja barato, em desânimo e puxa a bainha, mas seus esforços de modéstia são contra produtivos, já que acaba destacando o seu decote. 

— Não se preocupe — Magno diz alegremente — Você vai ficar bem. 

Um homem acima do peso vestindo um antigo uniforme de mordomo abre a porta. Sua atitude sugere desdém. Ele pode dizer imediatamente que eles não pertencem ao local. Magno altivamente informa que eles são convidados de Blake Colleman. Os olhos do homem registram reconhecimento. Um vislumbre de um sorriso superficial. Ele acena educadamente com a cabeça e fica de lado para recebê-los. 

Antonella respira fundo, entra no grande corredor e abafa um grito ao ver o ambiente que a rodeava. 

Do lado de fora não parecia tão grande e espaçoso. Ela nunca foi a um lugar tão bonito e agora compreende o que Magno quis dizer e entende o significado do cheiro de dinheiro velho. As paredes são cobertas com pinturas de qualidade de um museu. Ela olha para os querubins Madona, com um olhar de admiração. Eles são tão bonitos que ela quer olhar com mais atenção, mas Magno a está guiando com firmeza pelo cotovelo em direção a uma espécie de antessala, onde uma jovem mulher pega o casaco em troca de um bilhete. 

A música clássica e as vozes emanam de duas portas abertas. Um garçom carregando uma bandeja de champanhe para na frente deles. Antonella quase não bebeu no restaurante, em um esforço para permanecer sóbria e equilibrada, mas agora sabe que deve beber ou nunca será capaz de passar por seu pacto com o diabo. Um diabo branco pálido e com caspa. 

Antonella pega uma taça e coloca a mão no braço do garçom, parando-o e bebendo o copo todo. As bolhas arderam pela sua garganta e fizeram seus olhos lacrimejarem. Ela devolve o copo vazio para a bandeja e pega outros dois. 

— Obrigada — diz ela, sem fôlego, e o garçom, um jovem do tipo mediterrâneo, permite que seus olhos escuros e inquietos passeiem até seu peito. 

Magno olha para ela com olhos selvagens, excitados. Ele a quer bêbada pois tem planos para ela. Ele a leva pela parte baixa de suas costas para uma das saletas. Antonella olha para a roupa das outras mulheres. Provavelmente custaram mais do que ela ganha em um ano. Ela sente muitos pares de olhos sobre ela e tem consciência de que se destaca como uma ferida no polegar. Ela olha para o quarteto de cordas e encontra seus olhos nela também. Droga de Colleman por convidá-los. Ela suga a taça de champanhe seco. Outro garçom passa e ela puxa mais um copo da bandeja. 

— Vá com calma — Magno a adverte. 

Ela se virou para ele com um sorriso brilhante. 

— Pensei que você me quisesse bêbada e flexível. 

Ele a pega pelo cotovelo e a leva para o fundo da sala, perto de uma grande palmeira. De costas para a festa ele diz — Eu não gosto de mulheres inconscientes, porra. 

Seus olhos se arregalam. O champanhe já subiu para a cabeça. Não há tempo melhor do que agora. Ela se sente corajosa novamente. 

— OK, estou pronta para falar dos termos agora. Certo, você não quer corpos inconscientes. O que você quer? 

Dos seus lábios veio o hálito frio. 

— Você já leu Cinquenta tons de cinza? 

Quase todas as outras meninas da agência leram o livro e ela estava atualizada sobre o assunto, enquanto elas ficaram entusiasmadas com isso, Antonella ficou confusa pela popularidade do livro. Será que todas as mulheres realmente têm um desejo secreto de ser propriedade de um homem poderoso? Poderia ser amor, quando um homem quer amarrá-la e açoitá-la nua? Quando ela mencionou isso para sua mãe, esta sorriu e astutamente observou — A mulher ocidental zombou das mulheres de burcas e agora veste uma coleira de cachorro e estão no mesmo patamar. 

Antonella olha em seus olhos claros. 

— Não, mas não é sobre um homem doente que abusa de sua amante? 

— Talvez não seja uma doença, mas uma questão de gosto. 

— É isso que você quer de mim? 

— Não é bem assim. O que eu gosto mesmo é de tomar uma mulher à força. Do ato perigoso, da probabilidade de acabar atrás das grades, por isso estou disposto a aceitar o estupro consensual. Você vai me encontrar em parques e becos, ou eu vou buscá-la no meu carro em um canto da rua e você vai fingir resistir enquanto eu irei dominá-la e estuprála. Haverá um pouco de dor e, às vezes, envolverá um pequeno sangramento, mas eu nunca vou marcar o seu rosto ou deixar cicatrizes permanentes. E quando terminar, vou deixá-la na sarjeta para fazer o seu próprio caminho de volta. Isso seria aceitável para você? 

Chocada, Antonella ouve a própria voz sair como se viesse de muito longe — Quantas vezes você esperaria esse… serviço de mim? 

— Digamos que cinco vezes? 

Ela sente como se fosse uma ave precariamente empoleirada em um fio fino. O rosto de Magno está congelado em uma máscara fria. Um homem de negócios até o fim. Dez mil deve ser o preço. O champanhe está fazendo ela se sentir muito tonta. Ele está esperando por algo dela e já descobriu que seu corpo é sua última opção. Ela pode realmente concordar em deixar alguém estuprá-la? Incapaz de falar, ela acena com a cabeça.

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