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Capa do romance A Noiva Forçada do CEO

A Noiva Forçada do CEO

Isabella Maziero fugiu da ganância familiar para Dublin, mas o destino a trouxe de volta após a morte da irmã. Sem que ela saiba, seus próprios parentes a entregam como pagamento de dívidas a Marcos Rossi, um bilionário que busca uma esposa para garantir o controle de seus negócios. Agora, Isabella vive em uma mansão sob as regras de um estranho influente. Determinada, ela se recusa a ser submissa e enfrentará o poder de Marcos para manter sua própria voz e liberdade.
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Capítulo 1

A NOIVA FORÇADA DO CEO

DUOLOGIA NOIVAS RELUTANTES

Para melhor entendimento, convido você para ler também o livro 1

A NOIVA ERRADA DO CEO

São livros que podem ser lidos separadamente.

Capítulo 1

Isabella Maziero

Assim que Isabella pisou na cidade, as nuvens também pareciam chorar como ela. Gotas caíam incessantemente, refletindo sua tristeza e desespero. O ar estava pesado com a umidade, e a dor da perda parecia penetrar até os ossos. Descendo do trem, ela apanhou um ônibus e foi direto para onde o corpo da irmã estava, temendo não chegar a tempo de se despedir de Paola, sua irmã mais nova.

A imagem da irmã, uma vez radiante e bela, agora se apresentava pálida e mórbida, com traços de sofrimento evidentes em seu rosto. Isabella, ao encarar Paolla, não conseguiu conter as lágrimas que inundaram seus olhos. Em um misto de dor e arrependimento, ela se aproximou da irmã e, com a voz embargada, pediu perdão por não ter sido capaz de salvá-la, por tê-la deixado à mercê daquele ambiente sombrio e assustador. Entre soluços e suspiros entrecortados, Isabella se despediu de Paolla, sabendo que aquele momento marcava o fim de sua convivência e que nunca mais teria a oportunidade de vê-la novamente.

O corpo de Paola foi para o cemitério, e Isabella pegou um ônibus para fazer o percurso, já que ninguém da família estava ali para acompanhar a irmã. Somente o carro da funerária. Cada quilômetro percorrido até o cemitério, era uma lembrança dolorosa de como Isabella queria ter salvo Paola para que a irmã não tivesse esse fim. A mãe e o tio sempre viveram uma vida boa com o dinheiro da herança dos avós de Isabella, mas aquele dinheiro acabou mais rápido do que Isabella poderia imaginar. Agora, ali estava ela novamente, frente a frente com a mãe que, anos atrás, desejava casá-la por dinheiro.

Assim que Isabella chegou ao cemitério, não apenas a mãe a olhou, mas todos ao redor. O tio estreitou os olhos, questionando sua presença com o olhar. A atmosfera estava carregada de tensão e julgamento.

— Sua irmã se foi. — A mãe de Isabella declarou, com uma voz fria e distante.

Isabella sentiu um nó na garganta, mas conseguiu responder, sua voz embargada pela dor:

— Queria tanto que Paola tivesse tido outro fim, mamãe.

A mãe suspirou, os olhos cansados e amargos.

— Eu também, mas ela não me ouviu. Sua irmã ficou louca depois daquela criança.

Isabella sentiu um aperto no coração ao lembrar do sofrimento de Paola.

— Qualquer mãe sentiria falta do filho que se foi.

A mãe a cortou, impaciente.

— Ela deveria ter procurado um casamento melhor e não ter ficado com aquelas loucuras. Agora todos nós estamos perdidos.

Enquanto a mãe falava, Isabella percebeu que seus olhos se desviavam para um homem que havia acabado de chegar. Ele vestia um terno negro impecável, óculos escuros apesar do tempo nublado, e tinha os cabelos bem penteados. Cada detalhe de sua aparência gritava luxo, exatamente como a mãe de Isabella gostava. No entanto, o rosto dela não expressava alegria, mas sim um desejo desesperado de desaparecer. Quem era aquele homem?

Quando o caixão de Paola começou a descer, Isabella não conseguiu se conter. A irmã agora estava perto do seu bebê, as duas estariam lado a lado, no descanso eterno. As lágrimas vieram em um fluxo incontrolável, e ela chorou desesperadamente. A única pessoa que ela deveria ter salvado daquela loucura toda, ela não conseguiu. Sentia-se completamente falha, esmagada pela perda e pela culpa.

Isabella observou o caixão sumir na terra, seu coração quebrado em mil pedaços. As palavras da mãe e a presença do estranho homem que a observava, permaneciam em sua mente, aumentando ainda mais sua sensação de claustrofobia. Até os olhos dos dois se encontraram.

— Você é irmã de Paola? - ele se aproxima - Fui eu quem te ligou.

— Sim, eu preciso ir embora e agradeço por me avisar. Preciso ir - o tio de Isabella estava vindo em sua direção, ela não queria aquele encontro.

Isabella saiu do cemitério rapidamente, o pavor de ver seu tio vindo em sua direção tomou conta de seu corpo. Não queria ouvir nada do que aquele homem pudesse falar para ela. A chuva forte pegou todos de surpresa, e Isabella, com o coração acelerado, saiu correndo do cemitério. As pessoas ao seu redor também buscavam abrigo, correndo para seus carros. Ela, porém, tinha que chegar ao ponto de ônibus e torcer para que ele viesse rapidamente.

As árvores ao longo do cemitério balançavam violentamente com o vento, e o cheiro de terra molhada misturava-se com o aroma das flores recém-colocadas sobre os túmulos. Com a mochila nas costas, Isabella nem cogitou pegar a jaqueta, isso atrasaria ainda mais sua saída. Caminhou pela calçada do cemitério, mas não havia um ponto de ônibus à vista. Um carro parou ao seu lado, e quando o vidro foi abaixado, Isabella viu que era o bonitão.

Ele ofereceu-lhe carona, mas ela não conhecia aquele homem. Não iria entrar no carro dele, por mais bonito que ele fosse. Naquele momento de tristeza, não era hora de flertar com qualquer homem que aparecesse em sua vida. Mas quando o carro de seu tio parou atrás do carro do bonitão, e ela viu a porta se abrir, seu tio saindo do veículo, uma onda de pânico tomou conta dela.

— Me tira daqui, por favor — pediu Isabella, desesperada.

O homem arrancou com o carro e, ao olhar para trás, Isabella viu o carro do tio ficando para trás. Seu coração, que batia tão rápido, finalmente começou a se acalmar.

— Está fugindo da sua família? — perguntou o homem, os olhos fixos na estrada.

— Sim... Se você puder me deixar em algum lugar para pegar um ônibus...

— Pegar um ônibus? — O cheiro inebriante que emanava dele a fez hesitar.

— Sim, eu preciso voltar para minha casa.

— Não vai ver sua família?

— Acho que isso não lhe diz respeito — disse ela, tentando esconder sua irritação — Obrigada por ter me avisado sobre Paola.

— Eu ia pedir para te buscar, mas você não me deu chance de falar nada.

— Não gosto de depender de ninguém. O que importa é que consegui chegar e pude me despedir.

O carro dele seguiu pelas ruas da cidade, que parecia diferente para Isabella, mais moderna, mais estranha. Ela não se lembrava de mais nada, aquela cidade não era mais a cidade dela. As luzes da cidade começaram a ficar para trás, e logo estavam em uma estrada deserta.

— Para onde você está indo? — perguntou Isabella, o pânico começando a tomar conta novamente.

— Para a minha casa.

— Não, eu quero que pare o carro — ela tentou abrir a porta, mas estava trancada — Abra essa porta.

— Tenho umas coisas para te mostrar. E para o seu bem, é melhor você me acompanhar e trocar essa roupa transparente.

O medo tomou conta de Isabella. O que aquele homem queria? Por que estava levando-a contra sua vontade? O cheiro dele, antes inebriante, agora parecia sufocante. A mente de Isabella trabalhava freneticamente, tentando encontrar uma saída, enquanto o carro avançava pela estrada escura, levando-a para um destino desconhecido.

— Quem é você? E o que quer de mim?

— Sou Marcos Rossi, e logo você vai saber o que quero de você.

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