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Capa do romance A mafiosa infiltrada 3 - Los Angeles em chamas

A mafiosa infiltrada 3 - Los Angeles em chamas

Kaitlyn abandonou a máfia pela família, mas a paz termina quando sua filha de quatro anos, Laís, é sequestrada. Assombrada pela morte de Lane e cercada por traições, inclusive de seu grande amor, ela mergulha novamente no crime. Ao lado dos irmãos, Kaitlyn enfrenta fantasmas do passado e novos inimigos em Los Angeles. Sem saber em quem confiar e acuada pela culpa, ela fará qualquer sacrifício para salvar sua pequena, em um jogo perigoso onde o fracasso não é opção.
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Capítulo 2

Odeio perder o controle da situação, mas estava cansada de escutar eles falando da máfia, aquilo enche minha paciência.

A máfia ultimamente não me passa uma boa visão, é como se não fizesse sentindo pra mim.

Antes eu me sentia viva em participar de tudo, em ser a dona da porra toda, mas deste que a Lane morreu, não é como antes, a máfia não chama minha atenção e não trás boas memórias.

Claro que de boas memórias eu tenho muitas, mas tudo ficou triste depois que minha melhor amiga morreu.

As vezes eu sinto que é por minha culpa, eu poderia ter evitado tudo isso.

Ok, vai, não vou mentir.

Eu sinto uma falta do c*ralho da máfia, matar, correr em alta velocidade, roubos, festas de alto padrão e afins.

Mas no momento, não estou no mesmo pique de antes, fala sério, não sou mais aquela adolescente de dezeseis anos, que se metia em cada perigo que via pela frente.

Agora eu tenho uma responsabilidade maior, que é a Laís.

E nada além dela.

Alana entra em um assunto aleatório, tirando o clima tenso que avia ficado, contando um pouco de sua viagem.

Depois do jantar acabar, fui para frente da casa, sentando na calçada e olhando para o céu, que estava estrelado e com uma lua maravilhosa.

Alguns minutos depois, Bruce se senta ao meu lado, encostando sua cabeça no meu ombro.

— As coisas tão complicadas né? — Perguntou depois de um tempo, dei um suspiro, engolindo o seco.

— É, ela era meu ponto de equilíbrio, não é fácil sem ela.

— Sei que onde quer que ela esteja, ela sente muito orgulho da mulher forte que você se tornou, Kaitlyn. — Bruce fala, levantando seu olhar para mim, dou um sorriso sem mostrar os dentes e enxugou uma lágrima que fazia questão de escorrer.

— Nossa família cresceu, mas o lugar dela continua vazio e nunca vai ser substituído. — Falo e sinto ele me abraçar com força.

[...]

Me deito ao lado da Laís, que assitia um desenho na tv, ela ria enquanto comia pipoca.

— Sabe mamãe, as vezes eu acho que a senhora não é feliz. — Fala do nada, me pegando de surpresa.

— Como assim, meu amor?

— Eu sei que a senhora perdeu a titia Lane, mas a senhora não pode perder os outros títios. — Fala e se vira apara o lado, fechando os olhinhos.

Fiquei de boca aberta e olhos arregalados.

Ela realmente falou isso?

Dou um beijo em sua testa e saio do seu quarto, desço as escadas até a cozinha, pego um copo de água e me encosto no balcão.

Ainda pensando no que Lais falou, 4 aninhos e tem mais maturidade que eu.

Falando nisso

Uma semana para o aniversário dela, o aniversário em que Kaylane completaria 23 anos.

— Sinto sua falta. — Falo baixo olhando para o céu.

Meu peito doía e eu sentia um nó se formar na minha garganta, ainda não superei.

— Você teria orgulho de mim. — Enxugo as lágrimas, quando passos descendo as escadas são ouvidas.

— Amor? Já tá tarde, bora deitar. — Lucas fala, me abraçando por trás e beijando meu pescoço.

— Depois eu vou. — Me viro para ele e passo meus braços ao redor do seu pescoço.

— Eles ficaram tristes com a situação. — Lucas fala me arrancando um suspiro de frustração.

— Eu não quero falar sobre isso.

— Você não pode fugir do seu passado Kaitlyn. — Me dá um beijo lento e me solta, subindo as escadas em seguida.

Eu me sentia cansada, não fisicamente e sim mentalmente, era como se eu me encontrasse em um labirinto e não tivesses achando a saída.

Todo ano, eu e Bruce íamos para o cemitério, no dia do aniversário da Lane, e passávamos a tarde toda lá, lembrando dos momentos bons que a gente viveu.

Eu tentava encoder a Laís do mundo, não queria que nada de mal acontecesse com ela, ninguém sabe que eu não faço mais parte da máfia, os inimigos acham que eu só não quero ficar em holofotes, mas se descobrissem que eu não sou mais dona, a gente correria riscos.

A casa é cercada por seguranças, mas todo cuidado é pouco, depois da Laís, eu atravesso a rua olhando para os dois lados, nunca se deve confiar em alguém, é cuidado em cima de cuidados.

Coloco o copo na pia e resolvo ir descansar

Subo as escadas em direção ao quarto, Lucas estava jogado na cama roncando alto, me deito ao seu lado, me cobrindo com o edredom, apago a luz do abajur e me viro para o lado, sinto os braços de Lucas arrodear minha cintura e me puxar para mais perto.

Sei que amanhã será um novo dia, com novas escolhas e novas felicidades.

A paciência anda lado a lado com o tempo, sei que coisas novas vão surgi.

Sinto minhas pálpebras pesadas e por um instante tudo fica escuro.

[...]

— TIRA A MÃO. — Dou um tapa na mão do Lucas, que afasta rapidamente com uma cara de dor, me aproximo do bolo decorado, vendo a marca do dedo dele na cobertura. — Trate de ajeitar isso, seu nojento, eles já estão chegando. — Mando apontando para o bolo, me afasto da cozinha e tiro meu avental, jogando para algum canto da sala.

Minha mãe e o tio Giovanni iriam vim nos visitar hoje, por coincidência Ph também vai vim hoje, visitar a neta e o filho, poisé, minha mãe e o Ph no mesmo ambiente, coisa boa não sai daí.

Ele foi solto a três meses, depois de cumprir algumas punições, ele continua dono do morro, mas decidiu vim visitar nós hoje.

Poisé, traficante internacional.

Lais se aproxima de mim com a boca suja, de cobertura verde, ela me encarava com o olhar – não me mata – arregalei os olhos e corri até a cozinha, Lucas comia um pedaço do bolo.

— Eu vou te matar. — Fechei os olhos com força, buscando paciência e não enviar o resto do bolo no meio do cu dele.

— Foi mal, eles já estão chegando mesmo, não faz falta. — Aproveito que ele tá de costas e jogo a panela de pressão nela.

— A próxima vai ser na cara. — Saio da cozinha, enquanto eles resmungava de dor, a campanhia toca e Laís sai correndo para abrir a porta.

— VOVÓ. — Grita e pula no colo da Khloe.

— Oi minha pequena, a rapariga da sua mãe tá? — Lais da espaço para eles entrarem, tio Giovanni a abraça forte e entrega uma caixa de bombons.

— Oi mãe. — Dou um abraço forte nela, que não parava de falar o quanto eu estava cheirosa.

— Sabe, aquele aeroporto tava cheio, era cada briga. — Fala sentando no sofá — Até comprei pipoca pra vê o barraco de duas mulheres por causa de um macho que tava lá.

— A senhora e essa mania de Maria fifi. — Ela deu de ombro, colocando a última pipoca na boca. — Espero que esteja cuidando bem dela. — Falo ao tio Giovanni, que se aproxima com um sorriso.

— Eu tento né, mas sua mãe é complicada, acredita que ela ficou sem falar comigo, porque eu não dei bom dia a ela?.

— Ela é dramática, você se acostuma.

— Iae sogrinha. — Lucas sai da cozinha ainda com uma cara de dor, e abraça os dois. — Tá diferente, pintou o cabelo?

— Toda vez que venho aqui, você sempre pergunta a mesma coisa. — Mãe fala depois de revirar os olhos, dou uma risada baixa pela amizade dos dois e o não terem rancor do passado no presente.

— É claro, a senhora fica bonita a cada dia que passa.

A campanhia toca novamente, e dessa vez quem vai abrir é o Lucas.

— Pai. — Khloe levanta rapidamente e olha para porta, Ph passa por ela com um sorriso no rosto, aquele típico sorriso lindo de quem sempre está no comando, mas o sorriso vacila quando ver Khloe.

— Oii vovô. — Lais abraça o Pedro, que lhe pega no colo.

— Oi princesa, tá grandona. — Fala bagunçando seus cabelos. — Boa tarde a todos, oi Kaitlyn. — Coloca Laís no chão e se aproxima com as mãos no bolso

— Oi Pedro. — Minha voz quase não sai, ainda não consegui me acostumar totalmente com ele.

— Cadê sua irmã? — Pergunta se virando para o filho.

— Califórnia, ela falou que estaria ocupada e que não daria para vim, mas mandou um beijo.

Ph e Giovanni se cumprimentaram com um aperto de mãos, tava para sentir o clima pesado de longe.

Fomos para a sala de jantar, que estava com a mesa posta, as cadeiras em volta dela e várias comidas de todo o tipo, sentamos e começamos a nos servi.

— Sabe, nunca pensei em sair do Rio de Janeiro e passar o fim de semana aqui. — Ph quebrou o silêncio — Vocês precisam passar o fim de semana no Rio, o morro evoluiu muito.

— Assim que possível a gente vai sim, a gente marca o dia direitinho. — Lucas fala e eles entram em uma assunto que não me interessava.

Dava para vê que minha mãe tava desconfortável com a situação, mas o Giovanni parecia nem ligar.

— Como tá as coisas na máfia, tio? — Pergunto quebrando o clima estranho que ficou.

— Na metida do possível, Noah acabou sendo baliado e está no hospital, mas seu estado é estável, consegui novos membros para a equipe, já que Ryan, Matteo e Tracy ficaram aqui de vez.

— Você sabe que não é de vez, eles estão dispostos a voltar para a máfia italiana quando o senhor quiser.

— Não acho que seja necessário.— ele faz uma pequena pausa, parecendo lembrar de algo — alias, tenho uma proposta, queria juntar as duas máfias em uma só, a italiana e a sua, a duas estão no ranking de maiores e melhores máfias do mundo, as duas juntas só tem a acrescentar. — Fala e todos olham para mim.

— Isso não é comigo, você tem que falar diretamente com a Talita, ela que está responsável sobre a máfia agora.

— Eu sei, mas querendo ou não você é a dona, ela mesmo falou isso, mandou eu falar com você, pois só aceitaria se você aprovasse a ideia. — Revirei os olhos sabendo que não teria jeito, quem teria que decidir aquilo era eu, não via necessidade, já que a dona da máfia é a Lia, mas ela insistia em falar que a máfia continuava sendo minha.

— Depois a gente conversa sobre isso. — Falei, encerrando aquele assunto aqui.

Meu celular começou a tocar alto, pedi licença e sai da mesa para atender, no visor aparecia um número privado, atendi e levei até o ouvido.

— Alô?

Silêncio.

— Alô? — Repeti a fala sem paciência.

— Tão bom ouvir sua voz. — Senti minhas mãos soarem quando a voz reproduziu do outro lado.

— O que você quer? — Perguntei engolindo o seco.

— Só queria ouvir sua voz, beija-flor. — Fechei os olhos com força, sentindo minha pernas ficarem fracas, ele sabe que eu odeio esse apelido.

— Escuta aqui seu idiota, se você ligar novamente, eu...

Fui interropida pela sua gargalhada alta.

— Relaxe, só queria dá um aviso, toma cuidado ok? Vou cumprir com minha promessa de oito anos atrás. — E a chamada é encerrada.

Eu em, maluco.

Minha garganta forma um nó, meu peito aperta e eu sentia que poderia fraquejar e cair no chão a qualquer momento.

Mas não era possível, né? Mortos não revivem,bom, Bruce tá vivo, mas ele não morreu, então, meu Deus, vou enlouquecer, não é possível ser ele.

Se bem que o Bruce falou alguma coisa relacionada a ele...

Eu só posso está ficando louca, é,é isso, isso é o Lucas no meu juízo.

—KAITLYN PORRA. - Dou um pulo após escutar o grito do Lucas no meu ouvido, direciono meu olhar para ele, que recua um passo para trás.

—Se tu gritar no meu ouvido de novo, eu te mato, idiota. – Viro de costas e volto para a mesa.

— Sempre de bom humor. — Lucas fala com ironia no seu tom de voz.—Aconteceu alguma coisa? – Pergunta com preocupação, e tudo que eu faço é negar com a cabeça. — Eu te conheço amor, me fala. — Dava para vê a preocupação nos seus olhos, mas não queria deixar toda a família ajustada com isso, prefiro resolver eu sozinha, e depois eu falo dessa minha nova preocupação.

— Relaxa, juro que não aconteceu nada, se não eu te falava. — Tento ser o mais convincente possível, demostrando tranquilidade na minha expressão, mas não sei se a voz saiu como eu esperasse, ele me encara por mais uns segundos e concorda com a cabeça, desistindo de tentar.

A conversa continua e minha mente vai parar longe.

[...]

Me levanto da cama, sentindo minha cabeça latejar, tomo um gole da água que estava em cima do criado mudo, lavo meu rosto com a água gelada e escovo meus dentes, passo um pente no meu cabelo, só para tirar o frizz, tentando tirar mais a cara de morta.

Prendo meu cabelo e desço as escadas, vou direto para a cozinha, coloco um pouco de água no copo e tomo todo o líquido, pela pequena janela da cozinha, vejo os seguranças fazendo a patrulha pelo redor da casa, saio pela porta da frente, indo até eles, uns me cumprimentam com sorrisos e outros só dão bom dia.

A casa estava um completo silêncio, nem o som dos passarinhos era escutado, o que era estranho, já que são oito horas da manhã.

— Você viu o Lucas e a Laís? — Pergunto quando me aproximo de Alfredo, um dos principais seguranças da casa, ele era o que eu mais confiava.

— Eles saíram faz algum tempo, senhora. — Olho para os lados, vendo que o carro do Lucas não estava ali, volto meu olhar para Alfredo e dou um sorriso em agradecimento.

Volto para dentro de casa e subo as escadas até o quarto, procuro meu celular pela cama, quando escuto o toque alto dele, no visor aparece o nome de Tracy, abro um sorriso e atendo, levando o celular até a orelha.

— Kaitlyn, tá escutando? — Sua voz sai falha, o sorriso dos meus lábios desmancha na hora.

— O que aconteceu? Tracy, tá tudo bem? — Escuto seu suspiro, depois de longos segundos, ela responde.

— O Ryan tá no hospital, levou dois tiros hoje mais cedo, um foi de raspão, mas o outro acertou o peito, ele tá na sala de cirurgia agora. — Fala como se tivesse tentando não chorar, meu coração começa a acelerar, e penso em várias coisas ao mesmo tempo, a preocupação me invade.

— Q-qual hospital? — Pergunto, calçando meu tênis na pressa e pegando a chave do carro, desço as escadas correndo, esperando a resposta.

— Vou mandar o endereço por mensagem. — Desligo a chamada, antes de destranca a porta, Lucas e Laís aparecem, com sorvetes na mão.

[...]

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