
A jovem inocente e o milionário
Capítulo 3
(...)
Pela manhã, vou com as demais meninas para uma
sessão de fotos. Algo que faz eu me sentir horrível, já que
a maioria delas é feita conosco usando roupas íntimas.
Mesmo que o fotógrafo seja bastante profissional, fico
desconfortável.
— Que tal mais algumas fotos? — Rodolfo sugeriu
malicioso.
— Não precisa. — A madame, sempre que pode,
intervém por mim. — Pode ir se trocar, Laiza Nayara. — Os
dois ficam conversando.
Obedecendo sua ordem, troco-me em uma sala ao
lado. Já vesti meu uniforme e estou amarrando meu cabelo
com uma presilha. É quando ouço passos atrás de mim.
Virando-me rapidamente, deparo-me com Rodolfo.
— Algum problema?
— Sobre as fotos... — Aproxima-se cada vez mais de
mim.
— O que têm as fotos? Preciso refazê-las? — Imagino
que por eu ter me sentido um pouco desconfortável, elas
não ficaram boas.
— Acho que sim. — Olha para trás, para a porta
entreaberta. — Que tal se eu fechar a porta e atuar como
fotógrafo? Você pode pousar para mim?
— Creio que isso não será necessário, Rodolfo.
— Quem diz isso sou eu, menina. — afirmou raivoso.
— Você cresceu, Laiza, e ficou muito gostosa. Putz! Nem
parece mais aquela menina que vivia chorando por tudo.
Tornou-se uma bela mulher.
— Obrigada pelo elogio! Agora, preciso ir.
Tento passar por ele, mas sou segurada pelo braço.
Ele o aperta com muita força, como se desejasse arrancá-
lo. Encaro seus olhos, sabendo o que isso quer dizer. Seu
olhar é de luxúria sobre mim, devorando-me como se eu
fosse um pedaço de carne. Há alguns dias venho notando
esses olhares.
— Aonde você pensa que vai, menina? Mandei ficar.
— O que você quer comigo? — Sinto medo dele tentar
fazer alguma coisa contra mim.
— Calma, menina! Não precisa gaguejar. Eu só quero
fazer com você umas coisinhas que desejo há muito
tempo.
Meu Deus!
— Q-quais c-coisinhas?
— Não pense em gritar! Senão, não irei responder por
mim. — Mantém seu olhar malicioso sobre meu corpo.
Eu sempre convivi com tudo isso, então não é
nenhuma novidade para mim receber olhares como esse.
Contudo, homem nenhum jamais tentou tocar em mim,
como ele está tentando. Sua mão desce pela minha coxa,
fazendo-me querer gritar. Mas ele coloca a mão sobre
minha boca, impossibilitando-me de pedir ajuda.
— Eu falei para não gritar, vadia.
Meus olhos se enchem de lágrimas. Quero sair daqui.
Seus toques me causam nojo e repugnância. Ele é um
homem de meia-idade, sua aparência não é uma das
melhores e seu mau hálito me deixa com uma enorme
vontade de vomitar todo o meu café da manhã.
Até perdi o movimento das pernas, pois o medo me
paralisou. É sempre assim.
— Rodolfo, por favor, deixe-me ir!
— Se você não fosse exclusivamente do senhor
Campbell, nós iríamos ter um longo dia juntos, docinho.
Agora, saia daqui, antes que eu mude de ideia!
Saio correndo o mais rápido que posso, sem saber
dizer se foi sorte eu ter conseguido sair ilesa dele. Sinto
calafrios ao fechar os olhos e o imaginar me tocando.
O que mais me assustou, foi ele ter afirmado que eu
pertenço a um homem. Como pode ter tanta certeza disso?
Essa dúvida me deixa completamente intrigada.
Capítulo Três
APÓS SAIR praticamente correndo da sala, onde
estava presa com o Rodolfo, sinto que meu coração está
prestes a sair pela boca. A minha pulsação acelerada me
dá uma vasta sensação de que vou desmaiar. Só de
imaginar que quase fui violentada por aquele ser medíocre
que não sabe respeitar nem a própria mãe... Se bem que
um ser repugnante como esse, não merece ter uma mãe.
Ele me dá nojo. Tudo aqui me causa nojo.
Pensando bem, até que não seria tão ruim ir embora
daqui para sempre. Se, pelo menos, eu pudesse levar a
Chelsea comigo, poderíamos reconstruir nossas vidas
longe desse lugar sufocante e aprisionante.
— Suas fotos devem ter ficado o máximo. Você fica
bonita em qualquer situação. Não é mesmo, Iza? —
Estamos sentados em um banco, no jardim. — Aconteceu
alguma coisa? — perguntou preocupada.
— Não. Estou bem.
Suas mãos tocam em minha face, erguendo meu olhar
até o seu. Seu semblante é o de alguém assustada. Ela é
só uma garotinha insegura.
— Estou com medo. — confessou o óbvio. — O leilão
de hoje à noite está me fazendo sentir calafrios.
— Pense comigo! Imagine se um bom homem comprar
você e estiver disposto a te dar uma vida boa! Em alguns
anos, poderemos nos encontrar em alguma festa.
— A madame falou que irei ajudar a servir.
— Ela está fazendo isso para te proteger.
— Sou grata a ela por isso, mas, ainda assim, não
gostei da sua ideia. Não quero me separar de você, nunca.
— Bufa irritada. — Se a gente conseguisse fugir daqui e ir
até a polícia pelo menos, poderíamos ter uma vida melhor.
Essa possibilidade é praticamente impossível. É por
isso que não penso em tentar fugir daqui. Isso significa
morrer.
— Eu ouvi bem, meninas? As princesas querem deixar
a torre para sempre? — Mag apareceu do nada, dando um
pequeno susto na gente.
Olho para minha amiga e lhe peço calma. Ela odeia
essa garota em todos os sentidos, mas não podemos
perder a calma com ela neste momento tão delicado.
Mag é uma adolescente quase comum e, assim como
a gente, foi criada presa, por trás das muralhas, sem
escolha. Não julgo seu comportamento rebelde e maldoso,
porque, talvez, se não estivéssemos nessa nossa
realidade, ela poderia ser boa.
— Vocês sabem que isso é impossível, suas idiotas.
Vejam o tamanho destes muros e toda a segurança! —
Tem razão. — Eu poderia contar ao Rodolfo ou à madame
tudo que vocês conversaram aqui, mas não estou a fim.
— O que você ganha com tudo isso, Mag? —
perguntei.
— Ver vocês preocupadas e tristes é a minha maior
satisfação.
— É bom ficar de boca fechada, menina. Não quero
discutir com você. — Chelsea já está chateada.
— Hoje pode ser a última vez que estou olhando para
as caras e roupas de vocês, porque há a chance de eu ser
a mais nova milionária do país. E vocês ainda vão
continuar aqui, mofando, pois ninguém vai querer comprar
as duas meninas mais feias de todo o “orfanato”.
— Vaze daqui, garota! — a ruiva mandou.
Ela está prestes a se levantar para ir, mas eu a seguro.
— Mag, nós te ajudamos com o exame de urina. Será
que pode ficar e fingir que não nos ouviu conversando
besteiras?
— Vou pensar no caso de vocês. Beijos, vadias! — Sai
rebolando sua bela bunda. Ela adora falar sobre suas
qualidades.
Garota mais irritante do que essa, está para nascer.
Odeio a maneira como ela gosta de manipular as pessoas
à sua volta, sempre tentando ser superior, como se
humilhar o próximo fosse seu maior objetivo.
— Da próxima vez, eu juro que... — Chelsea começou
a falar.
— Não jure nada, amiga! Vamos para a nossa aula!
— Só você mesmo para chamar aquilo de aula. Odeio
ter que ver aquelas pessoas ensinando sobre sexo para
nós. Se eu pudesse, mataria todos eles.
— Você não vai matar ninguém. Agora, vamos!
— Você não sabe, Iza, mas eu sei que um belo
príncipe virá me salvar daqui um dia.
(...)
O vestido que Chelsea usará hoje à noite, no leilão,
está pendurado sobre o cabide. É um lindo em tom de
vinho, perfeito para ela. Não sei o motivo, mas estou
preocupada por saber que ela estará sozinha nessa festa,
sem mim. A minha amiga tem a cabeça quente, portanto
temo que faça alguma besteira. Mesmo que vá somente
servir algumas bebidas, tenho medo de que se envolva em
confusão.
— Prometa para mim que não vai perder a cabeça
hoje!
Ela cruza os braços e sorri.
— Se eu morrer, prometo proteger você para sempre.
Vou ser aquele tipo de fantasma que vai assustar todo
mundo que tentar te fazer algum mal.
— Você é maluca.
A noite logo cai e ela começa a se arrumar, assim
como a maioria das meninas. Ainda lhe ajudo com a
maquiagem, porque sei fazer umas das melhores daqui.
Algumas garotas me procuram para as maquiar quase
sempre. Como somos muitas, às vezes as maquiadoras
disponíveis não conseguem dar conta do serviço.
Um segurança vem buscar minha amiga. Quando a
levam, sinto a necessidade de abraçá-la e começo a
chorar. Tenho uma sensação horrível em meu peito de que
ela não vai voltar, nunca mais. Mas essa pode ser uma
reação normal da minha mente, por causa da pressão
envolvendo toda essa situação. É apenas nervosismo.
Espero que seja.
Deito em minha cama e, depois de chorar horrores,
finalmente adormeço.
(...)
Acordo, sentindo mãos quentes tocarem em mim. O
que está me machucando para dedéu.
O quarto está escuro, mas posso ver Rodolfo sentado
na beira da cama, com uma mão em minha coxa. Não faço
ideia de quanto tempo faz que ele já está aqui.
Tudo que quero fazer é gritar, mas quem irá me ouvir?
— Rodolfo? O que você está fazendo aqui? —
Levanto-me da cama em um pulo e ascendo a luz. É
mesmo ele.
— Estou fazendo a ronda, menina. — respondeu
cinicamente.
— Por que insiste em me tocar? Sabe que não pode
fazer isso. Estou sendo negociada para um cliente e...
— Calma, menina! Não vou tirar sua virgindade à força,
porque sei o tanto que ela vale para nossos bolsos. Mas
não me custa nada ficar observando você no meio das
noites. — Então, hoje não foi a primeira vez? Meu Deus!
Esse homem está obcecado por mim. — Não precisa ficar
nervosa. Já estou indo para o leilão. Espero que fique feliz
pela sua amiga, porque ela está valendo muito para o
nosso mercado. Mesmo sendo tão jovem, chamou a
atenção de um grande empresário. — informou, divertindo-
se.
Se ele queria me perturbar, conseguiu roubar todo o
meu sono.
Eu o vejo sair do quarto e, em seguida, arrasto uma
poltrona até a porta. Como se isso fosse impedir a entrada
dele caso queira vir aqui novamente! O cara é louco.
O que ele disse da minha amiga, é mesmo verdade?
Chelsea foi à festa para servir, não para ser vendida.
Certamente, falou isso para me deixar pensativa. Não
posso passar a noite inteira imaginando a possibilidade de
não a ter comigo amanhã de manhã. Como irei dormir
agora? Só quero chorar.
Não consigo pregar os olhos, literalmente, depois
daquele asqueroso ter falado aquelas besteiras. Seus
assédios estão ficando sérios, então penso que talvez seja
melhor comunicar sobre eles à senhora Cloe. Ele está
ficando incontrolável. Como pôde vir ao meu quarto no
meio da noite e me tocar daquela maneira? Isso não é
certo. Ninguém daqui tem autorização alguma para tocar
em alguma de nós.
Como não tenho noção da confusão que isso poderia
causar, fico com um pé atrás todas as vezes que penso em
ir até a sala da madame.
O dia logo amanhece, e nada de Chelsea voltar. Isso
está me deixando aflita. Não quero perder minha amiga
assim, sem ao menos ter uma chance de me despedir dela
e dizer o quanto a amo.
Encontro-me com algumas das selecionadas e
ninguém sabe me dizer como ela está. Aflição e
nervosismo me tomam neste momento. Como isso pode
estar acontecendo?
Estou prestes a ir até a sala da diretora para perguntar
pela minha amiga, quando a vejo chegar gritando e
correndo na minha direção, feito uma louca. Na verdade,
ela é muito maluquinha. Vou matá-la por ter me dado um
susto.
Retribuo seu abraço e tento lhe dizer algo, mas ela me
interrompe, falando de uma maneira ofegante.
— Não sabe dos babados que aconteceram ontem à
noite. — questionou de maneira divertida. — Venha
comigo! Vamos para o jardim!
— Não podemos. Tenho aula agora.
Eu amo o seu jeito maluquinho. Seu jeito Chelsea de
ser é único. A minha irmã é doidinha, porém não sei mais
viver sem suas travessuras.
Vou para a aula de Conhecimentos Gerais. Dessa vez,
não é uma sobre sexo. Durante a semana, ensinam para
nós essa matéria e Matemática, duas ou três vezes.
Precisamos ter conhecimento para alguma coisa nesta
vida.
Isso parece que nunca terá fim, só que conto cada
segundo para acabar. Estou curiosa para saber o que a
ruivinha descobriu de tão emocionante. Aposto que não é
nada demais, que ela apenas quer me dizer besteiras e
fofocas, mas me remexo de curiosidade para saber o que
é.
Quando a aula acaba, recolho meus cadernos e livros,
encontro-me com ela no corredor e corremos em direção
ao banheiro, entusiasmadas com a tal revelação.
Ela entra em uma cabine e a fecha. É muito
maluquinha.
Encaro minha face no espelho, notando que estou um
pouco abatida. Mas não é nada que um pouco de pó
compacto não resolva. Também estou com algumas
espinhas quase no ponto de espremer. Normal para uma
adolescente como eu.
De repente, ouço um barulho horrível de alguém
vomitando como se estivesse colocando as tripas para
fora. O som é tão feio, que chego a pensar que Chelsea
está morrendo.
Preocupada, bato na cabine em que ela está e a peço
para abrir a porta imediatamente.
— Chelsea! Está tudo bem?
Ela sai da cabine parecendo super bem, sem nenhuma
expressão de dor ou algo do tipo. Se não foi ela, quem foi?
Não imaginei nada disso, pois não sou louca e sei o que
ouvi
— Pensei que você estava passando mal. — dissemos
ao mesmo tempo, ficando surpresas uma com a outra.
Algo de errado está acontecendo neste banheiro.
Eu estranho e ela franze o cenho.
— Se não foi você, muito menos eu, quem foi? —
questionou.
— Não sei.
Ouvimos o barulho novamente, vindo da cabine ao lado
de onde Chelsea estava. Realmente, acho que alguém
está morrendo ali dentro. A pessoa parece estar passando
muito mal.
Olhamos uma para outra, preocupadas com o que
pode estar acontecendo.
— Calma! — falei baixo.
Bato na porta e posso notar que ela está aberta.
Depois de empurrá-la, tomo um susto ao ver a Mag. Ela
está sentada no chão, pálida como a neve. Há vômito seu
espalhado por todo chão e muito sangue. O odor é forte.
— Meu Deus! Ela está morrendo! — afirmei nervosa.
— Vou chamar alguém para ajudar. — Chelsea falou.
— Não! — a voz dela saiu por um fio. Está chorando
por causa da dor. — Pelo amor de Deus! Eles vão me
matar.
Vendo-a caída no chão, sangrando e vomitando, posso
perceber do que se trata. Não posso acreditar que ela foi
capaz de cometer tal ato, sabendo das consequências.
— Vou chamar alguém. — Chelsea insistiu.
Eu a seguro pelo braço e ela me olha sem entender.
Está tão preocupada quanto eu.
— Não! — pedi firmemente.
Sua inocência é algo lindo de ver. Ela não entendeu o
que está acontecendo.
Estou um pouco surpresa, porque não havia percebido
nenhuma alteração no corpo da Mag, nenhuma grama a
mais. Ela estava grávida e acabou de cometer o pior erro.
Ainda colocou sua vida em risco.
— Por que não?
— Ela está abortando. — Estou petrificada. — Mag
está abortando o filho.
Chelsea a olha horrorizada.
Não temos o que fazer, pois mesmo sentindo bastante
dor, ela não nos deixa chamar ninguém. E tem razão,
porque se alguém a ver, irá matá-la por ter engravidado.
Não penso em outra coisa além da dúvida: quem era o pai
dessa criança? Ela não tem juízo algum. Como pôde se
entregar a um homem sem se cuidar?
— Vá buscar água para ela tomar e não fale nada a
ninguém! — pedi.
Ela sai correndo e eu me aproximo mais da Mag,
encarando seu rosto pálido e suado.
— Não me denuncie, Laiza! — implorou.
Como ela é capaz de pensar algo assim de mim? Eu
jamais lhe faria algum mal. Sei dos riscos que estou
correndo por ajudá-la, mas, ainda assim, não irei deixá-la
morrer sozinha neste banheiro fedido.
— Eu nunca iria te prejudicar, Mag.
— Mas... deveria fazer isso. Eu te humilhei durante
anos e você está me ajudando. Essa é sua chance de
ferrar comigo.
— Não fale muito! De quanto tempo você estava
grávida?
— Quatro semanas, eu acho.
— Por que fez isso?
— Não foi minha culpa. Eu não queria. Fui violentada.
Fico em choque com sua revelação. Como assim? Aqui
dentro, alguém teve a audácia de violentar uma virgem?
Ela faz parte do grupo das virgens, das conservadas.
— Por que não comunicou à senhora Cloe?
— Nem todas têm proteção, como você. Acha que
iriam acreditar em mim?
— Quem te fez isso?
— Não importa. Só não me deixe morrer sozinha!
— Segure a minha mão, por favor!
E ela faz isso firmemente.
Eu nunca a vi assim, tão frágil e amedrontada. Ela
sempre foi alguém de personalidade forte, de postura
ereta, e rígida com todos; estava sempre me humilhando.
Veja como o mundo dá voltas! Agora me encontro a
ajudando.
Ela desfalece algumas vezes e demora a voltar. Em um
momento, até pensei que morreu, porque passou quase
uma hora desmaiada.
Chelsea também traz álcool e remédios para dor.
Damos bastante pílulas para ela beber.
Não me importo com todo o sangue, que já sujou boa
parte da minha saia, pois quero apenas ajudá-la. Até faço
uma oração para ela não morrer e peço para que tudo dê
certo.
Eu poderia abandoná-la aqui, entretanto não sou capaz
de deixar ninguém na mão, muito menos alguém que já foi
minha melhor amiga no passado.
— Tem certeza que ninguém te viu? — perguntei.
— Absoluta. Passe mais álcool no nariz dela!
Faço isso e vejo Mag despertar novamente. Parece
estar recuperando suas forças.
— Como se sente?
— Eu quero comer.
— Você é maluca. Onde conseguiu as drogas? —
Chelsea questionou irritada.
Eu olho feio para ela. Esse é um momento delicado,
não propício para brigas.
— Tenho meus contatos, sua burra.
— Veja só, Iza! Não vou ajudar mais.
— Calma! — pedi. — Meninas, não façam isso! Mag!
— repreendi.
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