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Capa do romance A Gordinha dos Militares

A Gordinha dos Militares

Eliz aceita um casamento de fachada para resgatar as finanças da família, mas seus planos são interrompidos no altar. Ela acaba sequestrada por Esdra, Eliel e Enos, três militares obcecados por suas curvas. Decididos a impedir a união a qualquer custo, o trio está disposto a mantê-la em cárcere até que ela aceite que seu destino pertence a eles. Agora, a jovem enfrenta uma intensa perseguição e o desejo possessivo de seus captores.
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Capítulo 2

ELIZ HANT

Eu queria sentir raiva desses três, mas não conseguia. Meu corpo estava queimando de desejo naquele momento.

Eliel segurou minha mão e me conduziu até o andar de cima. A casa era enorme, bem moderna, com móveis claros e de bom gosto.

- Vocês são seguranças e têm uma casa dessas? Ser segurança paga tão bem assim?

A risada de Eliel ecoou pelo corredor. Ele me puxou para mais perto, abraçando minha cintura enquanto andávamos.

- Temos outras fontes de renda, amor. Podemos te dar a vida de luxo à qual está acostumada.

Ele disse, e eu adorava a proximidade dele. Apesar de me sentir uma anã, ele era muito alto e ainda musculoso. Eu, com meus um metro e cinquenta e seis, realmente me sentia pequena perto dele e de seus irmãos.

- Não quero que me deem nada. Só me deixem ir.

- Pare de dizer isso, Eliz. Nos dê uma chance.

Eliel abriu a porta de um quarto. Assim que entrei, percebi que a outra fonte de renda deles devia ser muito boa.

A cama king-size, com sua cabeceira estofada que se estendia pela parede, era o destaque do ambiente, cercada por luminárias pendentes que emanavam uma luz suave.

O piso de madeira contrastava perfeitamente com o tapete macio, enquanto o painel ripado, onde a TV estava embutida, adicionava um toque moderno.

Ao lado, o closet de portas de vidro iluminadas, uma poltrona de veludo próxima à janela panorâmica com cortinas automatizadas. Realmente, lindo e luxuoso. Eu me sentia em casa ali. Até parecia um pouco com meu quarto. Mas eles nunca entraram no meu quarto. Como saberiam?

- O banheiro é ali. Tem roupas para você no closet.

- Tem roupas para mim?

- Sim, compramos para você.

- Há quanto tempo estavam planejando me sequestrar?

Eliel soltou uma risada, me puxou e colou seu corpo no meu.

- Desde que colocamos os olhos em você, amor. Caso não nos desse atenção.

- Realmente são malucos.

- E você é toda desses malucos.

Eliel me beijou, e seu beijo suave me incendiou de novo. Eu os queria. Ah, como os queria... Mas, infelizmente, eu não podia fugir do meu casamento.

- Vou ajudar meus irmãos. Se precisar de algo, nos chame. E não tenha a ideia de tentar fugir. Há câmeras por todos os lados e está tudo trancado. Não tente nada que possa te machucar.

Ele avisou quando me soltou do beijo e saiu, me deixando sozinha no quarto.

Entrei no banheiro, admirando cada detalhe da decoração sofisticada. A água quente relaxou meus músculos tensos enquanto eu tentava assimilar tudo o que havia acontecido.

Ainda não acreditava que estava ali, sequestrada pelos três homens que faziam meu coração bater mais rápido do que deveria. Esdra, Enos e Eliel.

Cada um com sua personalidade única, mas igualmente perigosos para minha sanidade. E eu adorava que fossem assim.

Saí do banho enrolada na toalha macia e caminhei até o closet. Assim que abri as portas, fiquei paralisada.

O espaço era enorme, repleto de roupas organizadas perfeitamente. E tudo, absolutamente tudo, era do meu tamanho e seguia exatamente o meu gosto.

Meu coração acelerou. Como eles sabiam disso? Como podiam conhecer cada detalhe das minhas preferências?

Passei a mão pelos tecidos finos, hesitante. Escolhi um conjunto confortável, um short de algodão e uma blusa de manga curta, e me vesti, ainda intrigada com tudo aquilo.

Respirei fundo e decidi descer. Não adiantava me trancar ali e fingir que não estava presa com eles. Infelizmente, teria que arrumar um jeito de fugir e cumprir o que prometi.

Assim que cheguei ao andar de baixo, fui recebida pelo aroma delicioso da comida. O cheiro dos temperos se misturava ao do café recém-passado, criando um ambiente quase acolhedor. Se não fosse pelo fato de que eu estava sendo mantida ali contra a minha vontade. Bom, nem tanto contra a minha vontade.

Caminhei silenciosamente até a cozinha e parei na entrada, observando a cena à minha frente.

Esdra estava cortando legumes com precisão, sua expressão séria como sempre. Ele parecia completamente focado na tarefa, como se estivesse realizando uma missão importante.

Eliel mexia algo na panela enquanto cantava uma melodia baixa, um sorriso satisfeito nos lábios. Já Enos, inclinado sobre a mesa, montava pratos com uma concentração que me fez sorrir sem querer. Eles pareciam tão... naturais juntos, como se cozinhar lado a lado fosse algo que sempre haviam feito.

- Vai ficar aí nos espiando ou vai se juntar a nós?

A voz de Eliel me puxou de volta à realidade. Ele se virou com aquele sorriso travesso e me encarou como se soubesse exatamente o que eu estava pensando.

- Eu só estava sentindo o cheiro da comida. - Murmurei, cruzando os braços numa tentativa de parecer indiferente.

- Espero que esteja com fome, porque fizemos algo especial para você. - Disse Enos, me lançando um olhar intenso que me fez desviar o olhar, já ficando excitada de novo.

- Especial? - franzi a testa, desconfiada.

- Sim. - Respondeu Esdra, finalmente levantando os olhos para mim. - Sabemos que você gosta de comidas bem temperadas e nada muito industrializado, então preparamos algo de acordo com o seu gosto.

Meu coração falhou uma batida. Mais uma vez, eles demonstravam saber sobre mim mais do que deveriam. Isso deveria me assustar, mas, em vez disso, senti um calor incômodo se espalhar pelo meu peito.

- Vocês parecem saber muitas coisas sobre mim. - Disse devagar, observando suas reações.

Eliel riu e se aproximou, apoiando-se no balcão, me olhando nos olhos.

- Claro que sabemos, baixinha abusada. Você acha que íamos sequestrar uma mulher sem conhecer cada detalhe dela?

Arqueei uma sobrancelha, irritada com o tom casual dele.

- Costumam fazer isso com frequência? Sequestrar mulheres?

- Talvez. - Eliel disse, com seu tom de deboche.

Cruzei os braços, determinada a não mostrar que senti ciúmes, mesmo sabendo que ele estava me provocando.

- E por quanto tempo pretendem me manter aqui?

Enos se aproximou, e sua proximidade me fez prender a respiração.

- Até você entender que pertence a nós.

Minha garganta secou. Eu deveria gritar, protestar, lutar. Mas, no fundo, uma parte de mim se perguntava por quanto tempo conseguiria resistir a eles. Eu sabia que pertencia a eles, só não podia admitir.

ESDRA:

O cheiro dos temperos se misturava ao aroma dos legumes frescos que eu cortava. Eu nunca me importei com essas coisas, nunca fui de agradar ninguém.

Mas ali estava eu, como um tolo, preparando a salada favorita de Eliz, cozinhando os legumes no ponto certo, cuidando para que tudo ficasse do jeito que ela gostava.

Meus dedos firmes seguram a faca enquanto as lembranças inundaram minha mente.

O primeiro momento em que coloquei os olhos nela. Lembrei-me da primeira vez que a vi, anos atrás, quando eu, Eliel e Enos começamos a trabalhar como seguranças para Caroline, irmã de Eliz.

Naquela época, já a achava linda. Seu corpo perfeito, suas curvas marcantes, aquele jeito petulante e desafiador que só fazia com que eu quisesse domá-la. Mas Eliz não era uma mulher para ser domada, e foi exatamente isso que me prendeu a ela.

No começo, achei que fosse apenas uma atração física, nós já havíamos dividido mulheres antes, eu e meus irmãos. Era uma diversão, nada sério. Mas Eliz... Eliz era diferente.

Ela nos conquistou sem esforço, a forma como falava, como defendia sua irmã.

Quando Caroline ficou doente, Eliz cortou os cabelos para apoiar a irmã. Lembro exatamente do momento em que a vi de cabelo curto pela primeira vez.

Ali, tive certeza absoluta: Eliz era a mulher mais incrível do mundo. E se era incrível, só podia ser nossa. Não havia outro destino possível.

Não aceitava que um maldito casamento de conveniência a tirasse de nós.

Eliz veio até nós e começou a nos ajudar com o jantar. Sem dizer nada, passou a se mover entre nós, procurando o que fazer, mas só me deixava mais excitado essa proximidade, esse cheiro gostoso que só ela tinha. Eu estava louco por ela e não abriria mão.

O jantar foi num clima surpreendentemente amigável. Eliz ainda estava irritada com a gente, mas havia algo diferente em seu comportamento.

Ela estava mais solta, rindo das brincadeiras de Eliel e Enos, provocando-os com comentários sobre a comida.

- Sabe, estou surpresa. - Ela disse, pegando mais um pedaço da salada. - Eu jamais imaginaria que vocês saberiam cozinhar tão bem.

Eliel sorriu de lado, orgulhoso, pegando mais salada e levando até a boca de Eliz, que aceitou sorrindo.

- Acha que vivemos só de armas e brigas, baixinha abusada?

- Acho. - Ela respondeu provocativa, bebendo um gole de vinho.

Eu a observava com atenção, gravando cada detalhe dela naquele momento. As bochechas coradas pelo vinho, os lábios úmidos e brilhantes, os olhos atentos, como se estivesse tentando entender cada um de nós.

Ela não dizia isso em voz alta, mas gostava de estar ali conosco, onde era o seu lugar. Percebia nos pequenos gestos. Na forma como relaxava os ombros, no jeito que sorria sem perceber. Ela era tão linda, tão perfeita, tão nossa.

- E enquanto me manterem aqui, vão cozinhar para mim. - Ela disse com aquele sorriso lindo.

- Cozinho sempre que quiser, Eliz. - Falei, olhando-a. - Desde que fique aqui, conosco.

O sorriso dela se alargou por mais de um segundo, seus olhos brilharam.

- Isso é chantagem emocional. - Resmungou, espetando um pedaço de tomate com o garfo.

- É um aviso. - Eu corrigi. - Você já é nossa, Eliz. Não adianta lutar contra isso.

Ela ergueu o olhar, os olhos brilhando em desafio.

- Eu nunca fui de ninguém.

Me inclinei sobre a mesa, aproximando-me dela.

- Nunca foi, porque não nos conhecia. Agora que conhece, tem a quem pertencer.

O silêncio caiu sobre a mesa. Eliz não desviou o olhar e soube que havia conseguido atingi-la. Ela apenas sorriu e seguimos a nossa refeição.

Mais tarde, enquanto lavava os pratos, senti um olhar sobre mim. Não precisei me virar para saber quem era.

- Por que ainda está acordada? - perguntei, sem interromper o que fazia.

- Não consigo dormir. - Ela disse. Percebi que sua voz estava mais suave, menos afiada do que antes.

Sequei as mãos no pano e me virei para encará-la.

- Está pensando no casamento? - perguntei, indo direto ao ponto.

- Isso não importa mais, não é? - ela sorriu, mas havia algo triste no fundo daquele sorriso. - Vocês já estragaram tudo.

Me aproximei dela, parando tão perto que nossos corpos quase se tocavam.

- Estragar seria deixar você se casar com um homem que não te ama.

- Ele gosta de mim. E é só um casamento de contrato. - Ela argumentou.

Eliz ficou em silêncio por um momento, e eu apenas a olhei, admirando aquela que nos queria, mas não admitia.

- E vocês acham que me amam?

Ergui a mão, segurando o queixo dela com firmeza, mas sem força.

- Nós temos certeza.

Ela riu baixinho, não escondendo a satisfação em ouvir isso.

- Vocês são completamente loucos.

- Por você? Com certeza.

Consegui sentir o calor do corpo dela, o cheiro adocicado da pele. Ela me enlouquecia.

Me inclinei um pouco mais, os lábios quase tocando os dela, quando a voz de Eliel ecoou do corredor.

- Ah, qual é! Se for para agarrar a nossa mulher, faz isso onde eu possa ver também.

Eliel se aproximou de nós, junto com Enos, e logo nossa marrentinha estava entre nós, no seu lugar de direito, no único lugar onde devia ficar.

- Por que vocês têm que ser tão gostosos? - ela resmungou, se colocando nas pontas dos pés, esticando os braços até meu pescoço, me puxando para me inclinar até sua boca. E eu não hesitei por um minuto. Eu queria seu beijo, eu queria tudo dela, tudo para mim.

Quando nosso beijo aconteceu, a levantei nos braços. Enos atrás dela, começou a beijar seu pescoço e pequenos gemidos escaparam de nossa marrentinha.

- Você é tão mais adorável, se entregando assim para nós, baixinha abusada.

- Não estou me entregando... - Ela puxou Eliel para um beijo. Ele não se fez de rogado, beijou nossa marrenta com paixão. - Estou aproveitando o momento.

Ela agora beijava Enos. Encaixei sua cintura em cima do meu pau, esfregando nela, fazendo-a sentir toda a extensão. Ela gemeu mais, pressionando o quadril contra o meu, buscando roçar sua boceta em mim. Agora fui eu quem soltou um gemido.

As mãos de Eliel foram direto em seus seios. Ele levantou a blusa dela, revelando aquelas delícias para nós. Enos se inclinou e lhe tomou um seio na boca. Fiz o mesmo com o outro, chupando-a com vontade, ouvindo os gritos deliciosos de prazer dela. Eliel deslizou sua mão até a boceta dela, dedilhando por cima do short de pano mole. Ela se entregou totalmente a nós.

- Melhor você ir dormir, baixinha. - Enos disse, sua voz tranquila. - Amanhã teremos um longo dia.

- O quê?

Eliz nos olhou confusa, com os olhos brilhando pelo desejo. Eu a coloquei no chão. Meu pau e o dos meus irmãos quase explodiram nas calças, em reclamação do ato interrompido.

- Vai dormir. Só vai sentir nossos paus nessa boceta gostosa quando admitir que é a nós que ama. - Enos disse.

O olhar dela estava confuso e raivoso ao mesmo tempo. Ela desferiu um soco na altura do peito de cada um de nós.

- Idiotas!

- Marrentinha, linda. - Falei, me inclinando e beijando de leve sua boca.

- A baixinha abusada mais gostosa do mundo. - Eliel também a beijou.

- Nossa, linda garota. - Enos também a beijou.

- Babacas. Não sou de vocês.

Ela empinou seu nariz arrebitado e saiu andando, rebolando aquela bunda enorme e deliciosa. Meu pau quase saltou das calças, indo sozinho à procura daquela que me deixou cheio de desejo, louco para provar aquela delícia quente entre suas pernas.

ENOS

A manhã começou como qualquer outra, mas meu corpo já anunciava que seria um inferno. Acordei com o pau duro e nem precisei me perguntar o motivo. Era Eliz, nossa linda e deliciosa Eliz.

A presença dela me consumia de um jeito absurdo: o cheiro, a voz, o jeito como ela nos desafiava com aquele olhar feroz e irritado. Eu a queria. Não, nós a queríamos.

Levantei-me, fui direto para o banheiro e tomei um banho frio. Não ajudou muito, mas pelo menos me fez respirar melhor.

Meus irmãos e eu havíamos combinado que daríamos tempo para ela aceitar a situação, mas paciência nunca foi exatamente o meu forte. E quanto mais ela resistia, mais isso me deixava doido.

Eu a queria e não conseguia negar, ainda mais com a forma como ela se entregava às nossas carícias. Seus gemidos me alucinavam, seu corpo, caralho, aquele corpo, me deixava louco. Cheio de curvas gostosas, sua bunda parecia pedir para ser estapeada por mim. Pronto, estava duro de novo, porra.

Assim que terminei, vesti um short e uma regata e fui para a academia da mansão. Precisava gastar energia ou acabaria enfiando Eliz contra a parede e mostrando a ela que fugir não era mais uma opção.

Estava no meio do treino quando o celular vibrou no banco ao lado. Suspirei, já imaginando que não seria nada de bom. Atendi, e a voz do chefe soou séria do outro lado.

- Temos uma missão. O filho do governador está encrencado no exterior. Pegou a mulher errada e foi parar na prisão. O governador quer que vocês o tirem de lá antes que ele acabe morto.

Revirei os olhos. Era sempre assim. Meu trabalho oficial era ser segurança, mas meu real serviço envolvia capturar bandidos, resgatar reféns e resolver merdas que a polícia não conseguia, ou não queria, resolver. Só que, dessa vez, eu não estava disposto a ir. Nenhum de nós estava.

- Não vai rolar.

- Como assim, Falcão? Isso veio direto do alto escalão!

Ele me chamou pelo apelido que me deram, pelo meu serviço se assemelhar ao de um falcão, olhos atentos a tudo e um bote preciso. Não que eu fosse convencido, mas era assim mesmo, em serviço.

- Estamos ocupados.

- Não existe essa de ocupado. Precisamos de vocês e vocês atendem. - Ele disse sério.

- Não somos mais militares, nem agentes, nem policiais. Fazemos isso pelo dinheiro, e agora não estamos dispostos. Não manda mais em nós, capitão. E por hoje a resposta é não.

- Se o moleque morrer, vocês serão os culpados. Ele se envolveu com a mulher de um dos chefes do quartel mexicano.

- E o que temos com isso? O moleque é um merda que não sossega o pau no meio das calças e nós seremos culpados? Que se foda. Até a próxima, capitão.

Desliguei antes que ele tentasse argumentar. Meu foco era Eliz agora. Estávamos ali por ela. Fizemos e planejamos tudo por ela, e nada nos deterá.

E foi exatamente nesse instante que ela apareceu. Me virei e dei de cara com a visão do inferno, ou melhor, do paraíso.

Eliz estava ali, parada na porta, com um sorrisinho provocador nos lábios. Usava apenas a parte de cima de um baby doll transparente e uma calcinha de renda que mal cobria a delícia que ela escondia entre as pernas. Meu coração disparou e meu pau endureceu num segundo.

Ela estava me provocando. Sabia exatamente o efeito que causava. E, porra, eu estava prestes a perder o controle.

- Algum problema, Enos? - ela perguntou, cruzando os braços, o que apenas destacava ainda mais seus seios sob o tecido fino.

Fechei os olhos por um segundo, tentando me recompor.

- Você tá brincando com fogo, Eliz. Andando assim pela casa, porra.

- Vocês me sequestraram e esperam que eu me comporte como uma mocinha recatada?

Me aproximei devagar, cada músculo do meu corpo tenso. Eu sabia que ela queria me provocar, que queria testar os limites. Mas eu já estava no meu limite havia dias. Na verdade, há anos, desde que a conheci. E eu precisava dela.

- Eu esperava que você tivesse juízo. - Murmurei, a voz mais grave do que o normal.

Ela ergueu o queixo, com aquele sorriso lindo formado nos lábios grossos e avermelhados, tão convidativos.

- E eu esperava que vocês fossem me soltar. Parece que estamos todos decepcionados.

Minha mão se fechou ao lado do corpo. Eu podia agarrá-la agora, jogá-la contra a parede e fazê-la entender que ela já era nossa. Mas eu queria mais. Queria que ela se entregasse, que parasse de lutar contra o que era inevitável.

- Você pode fingir o quanto quiser, Eliz. Mas sei que gosta.

Ela arregalou os olhos, fingindo indignação.

- Gosto?

Avancei mais um passo, ficando perto o suficiente para sentir o calor do corpo dela. Meu olhar desceu por suas curvas, pela pele exposta, pela forma como os mamilos estavam rígidos sob o tecido.

- Gosta do perigo, de provocar, do que eu estava prestes a fazer com você agora.

Eliz engoliu em seco. Passei a ponta dos dedos por seu braço, subindo até seu ombro. Sua respiração vacilou. Subi até a boca, desenhando seus lábios com os dedos.

- Você está tremendo? - provoquei.

- De raiva. - Ela retrucou, mas sua voz não saiu tão firme quanto queria.

- Claro, acredito muito. - Falei zombeteiramente.

Ela tentou dar um passo para trás, mas minhas mãos foram mais rápidas, segurando sua cintura e puxando-a contra mim. Ela arfou ao sentir minha ereção pressionando sua barriga.

- Quer continuar fingindo? - sussurrei em seu ouvido.

Eliz tentou se afastar, mas eu não deixei. Deslizei os lábios por seu pescoço, sentindo sua pele quente e cheirosa. Ela prendeu a respiração.

- Você é nossa, Eliz. Só precisa aceitar isso.

Ela soltou um gemido baixo, quase imperceptível, e então... me empurrou.

- Eu não sou de ninguém.

Seus olhos estavam brilhando, mas eu via o desejo escondido ali. Eu via a forma como seu corpo reagia, mesmo que ela quisesse negar. Soltei um riso rouco.

- Veremos.

Ela bufou e saiu pisando duro, sem perceber que Esdra e Eliel estavam na porta, observando tudo. Eliel sorriu, divertido.

- E aí? Como foi a provocação dela?

Esdra cruzou os braços.

- Ela está jogando. Mas logo vai perceber que não tem como ganhar. - Falei convicto.

Passei a mão pelos cabelos, tentando recuperar o fôlego.

- Ela pode tentar resistir o quanto quiser. Mas no fim, vai ser nossa. - Esdra disse, categórico.

E, dessa vez, não havia dúvida alguma sobre isso.

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