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Capa do romance A Gêmea Errada para o Alfa Certo

A Gêmea Errada para o Alfa Certo

Sophie enfrenta uma metamorfose brutal e aterrorizante. Sob o olhar enigmático de um Alfa, a jovem humana sente seus ossos partirem e instintos primitivos dominarem sua mente racional. Entre dores excruciantes e a sede de sangue iminente, ela mergulha em um destino sobrenatural repleto de traições e maldições. Enquanto luta para não perder a própria humanidade, Sophie deve navegar por rivalidades lupinas e escolhas impossíveis para encontrar seu lugar e a paz.
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Capítulo 3

Despertei de súbito, procurando por Conan. Percebi que meus ferimentos haviam sido tratados e varri o ambiente com os olhos, encontrando meu sobrinho em um berço próximo à minha cama. Minha atenção foi capturada pela figura enigmática do lobo, que possuía um tom branco gelo misturado com luzes prateadas, adentrando o quarto.

— Não se aproxime de nós, fera! — gritei, esforçando para parecer ameaçadora, embora minha voz entregasse o nervosismo que estava sentindo.

O lobo continuou avançando, parando em minha frente e sentando-se em suas patas traseiras. Ele emitiu um som de escárnio, como se achasse minhas ameaças engraçadas.

— Estou te avisando, besta. Não permitirei que machuque meu bebê! — reforcei minhas palavras, para que não houvesse dúvidas.

O peludo se aproximou, olhando-me intensamente e farejando o ar ao meu redor.

— Este filhote não é seu. O cheiro é semelhante, mas não idêntico. Ele me pertence — rosnou, exibindo seus caninos.

— Você está falando? Ou estou ficando louca, ouvindo um lobo falar… — balbuciei, intrigada.

— Me entregue o filhote, humana! — rosnou de forma ainda mais ameaçadora, sua voz ressoando com autoridade.

— Filhote? Você não vai tocar no meu bebê! — gritei desesperadamente, ficando em frente ao berço em posição de defesa.

O lobo se aproximou ainda mais, tentei atacá-lo. No entanto, com um movimento rápido e quase imperceptível, ele conseguiu me derrubar no chão e colocar o peso do seu corpo sobre o meu, cheirando meu pescoço.

— Sendo uma presa tão fraca, não deveria me desafiar — Ele rosnou

Estremeci, sentindo um arrepio na espinha

— O seu cheiro é similar, mas não igual. Você não é ela, e este não é o seu filhote! — esbravejou, seus dentes serrados próximos à minha pele quente.

Subitamente, ele se afastou, transformando-se em um homem alto, de pele clara, com um olhar orgulhoso. Sua estrutura muscular exalava poder e vitalidade. Seu cabelo escuro emoldurava um rosto esculpido, uma barba bem cuidada adicionando um toque de sofisticação. Sua postura confiante e presença dominante chamavam a atenção, mas meus olhos foram diretamente para a cicatriz que ia do ombro até o meio do tórax nu.

— O QUE É VOCÊ? — falei alto, chocada e assustada.

Ele declara com determinação: — Este filhote me pertence!

— Por que o chama de filhote? Quem você pensa que é para reivindicá-lo? — questiono, levantando uma sobrancelha desafiadora.

— Sou o pai dele e seu rei! — sua voz soa feroz e arrepiante.

— E-Eu… você é o pai? — gaguejo perplexa com a revelação.

— Sim, portanto, o filhote me pertence, — declarou imponente.

— Não! — minha resposta é firme, desafiando sua pretensão.

Ele arqueia uma sobrancelha, avaliando minha resposta desafiadora.

— Não? Interessante… — ele comenta, observando minha determinação crescente.

Tomando uma postura determinada, afirmo: — Prometi a minha irmã que cuidaria e protegeria seu filho como se fosse meu. Não permitirei que você o leve, nem que tenha que lutar até a morte!

Ele observa, percebendo a coragem emergindo em mim. Um sorriso quase imperceptível cruza seus lábios, mas sua confusão e nervosismo a impedem de notar.

Ele reconhece:

— Você não tem cheiro da morte, acredito em sua história.

— Cheiro da morte? — repito, surpresa.

— Sim, sua irmã, ela exalava doença e morte. Mas havia algo único nela… — Seus olhos ficam semicerrados enquanto ele refletia. — Pelo menos foi o que pensei.

Lágrimas enchem meus olhos.

— Se você sabia que ela morreria, — cerro os punhos em ira, — por que não cuidou dela? Por que a abandonou? E por que somente agora apareceu, querendo levar a única lembrança que sobrou dela? — Esbravejo, encarando-o sem ceder.

— Sua irmã conseguiu disfarçar bem o cheiro dela, sem deixar rastros. Eu a encontrei pelo cheiro do meu filhote. Senti a ameaça em volta dele, e seu desespero, — pondera ele, aproximando-se.

— Por que me atacou? — questiono, lembrando das cenas no cemitério que me causavam arrepios de pavor.

Ele dá de ombros: — Não a ataquei. Eu os protegi.

— Os outros lobos não estavam com você?

— Não, são de outra matilha. Querem destruir meu herdeiro e tomar meu trono.– Seu olhar cintilou, pude sentir o ódio em suas palavras.

— Trono? Você é um rei, — boquiaberta, pergunto.

— Melhor ainda, sou um ALFA, — há um tom de orgulho e honra em seu timbre, sua postura majestosa revela seu poder.

— O que é um alfa? — sigo confusa.

— Vocês humanos são tão deprimentes… — Ele revira os olhos com desprezo.

Observo atentamente sua postura enquanto seco uma lágrima teimosa que escorria pelo meu rosto. "Preciso de respostas. Quem nos atacou? Por que querem matar Conan? Como conheceu minha irmã?” — Solto o ar após as perguntas que martelavam minha mente.

— Foram atacados pelos lacaios da Alcateia da Lua Crescente. Já respondi sua pergunta quanto ao filhote… Não seja lerda, humana. Acompanhe as respostas. — A rispidez em suas palavras deixa claro que os questionamentos o aborreciam.

— Ok, Sr. sem educação.

Em um rosnado estrondoso, ele rugiu: — Sr. Alpha ou Rei, humana insolente.

Seu rugido me fez recuar alguns passos até encostar no berço. Conan acordou chorando, tão assustado quanto eu estava. Virei para pegá-lo, mas uma mão forte e áspera o amparou antes que eu pudesse alcançá-lo. Sua velocidade era absurda, fora do normal.

— Não o machuque, por favor — abaixei meu tom de voz, com medo dele quebrar meu sobrinho em seus braços fortes. — Devolva-o para mim, por favor. — Estendi os braços devagar.

— Ele é meu herdeiro. Meu sangue, meu primogênito e futuro líder desta alcateia. Por que o machucaria? — Seu cenho franzido me fitava como um ponto interrogativo.

Estranhamente, o bebê se acalmou em seus braços, como se o tivesse reconhecido apenas pela aproximação. Talvez ele esteja dizendo a verdade, talvez seja o pai desta criança! Minha irmã havia avisado que ele era um ser extraordinário, entretanto, nada disso fazia sentido. Como ela o conheceu? Por que se escondeu dele?

Ergui meu queixo desafiadoramente, obrigando-o a manter seu olhar nos meus.

— Como conheceu minha irmã? Por que ela sentiu que deveria se esconder de você?

Uma neblina pairou sobre seu olhar, fazendo-me tremer com a pressão de sua presença. Seus olhos estavam em chamas de formas predatórias. Apesar de sua intimidação, não desviei o olhar. Eu precisava das respostas e, mais importante, precisava saber se corríamos riscos aqui!

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