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Capa do romance A escrava comprada pelo príncipe

A escrava comprada pelo príncipe

Em plena praça, a jovem é humilhada num leilão cruel. Enquanto homens rudes disputam sua posse por míseras moedas de bronze, o medo a consome. A tensão aumenta até que um estranho encapuzado interrompe a disputa, oferecendo uma valiosa moeda de ouro por ela. Diante da incredulidade da vendedora, que a considera sem valor, o misterioso comprador reafirma sua proposta generosa, selando o destino da escrava e iniciando uma jornada inesperada.
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Capítulo 3

                                   Erik

  Eu estava caçando quando avistei Amélie olhando as flores, decidi seguir ela por que ela estava muito fofa, ela foi andando observando atentamente cada parte da floresta do reino, ela chegou no riacho colocou o pé na água, eu estava escondido atrás de uma árvore observando seus passos, ela tirou o corset que segurava seu vestido, eu não sei se estou certo olhando ela mas meu olhos não conseguem desviar nem por um segundo, ela tirou o restante da roupa e ficou nua, que corpo lindo, acho que estou vendo uma miragem porque isso não pode ser real, ela entrou na água deixando para fora seus seios redondos, grandes e pontudos, ela brincava com água com muita inocência, ela saiu da água ficando de frente para mim em um ângulo perfeito em minha direção, fazendo eu olhar diretamente para o triângulo que tinha no meio das suas pernas. Meu coração implorava para que ela não colocasse a roupa, mas ela colocou, eu tropecei em uma pedra e ela percebeu a minha presença. — Sou eu. — Resolvi mostrar que sou eu para ela não ficar com medo, ela estava molhada e tremendo, peguei o pano e comecei a secá-la.

— Pode secar minhas pernas também. — Amélie falou desviando o olhar dela. 

  Ela está com frio, eu vou secar e me segurar, não vou alémdisso. Sequei primeiro os pés dela, subi para a panturrilha, minhas mãos estavam chegando na coxa dela, meu coração pareceu que ia pular, mas eu irei aguentar, subi para sua coxa, e ela rangeu.

— Te machuquei? — Perguntou o príncipe.

— Não, pode continuar.

  Eu continuei subindo pelas coxas dela, limpando cada parte e ela rangeu mais, aí eu entendi que ela que estava gemendo, isso me deixou ereto. O vestido dela estava na cintura deixando toda sua perna livre para eu passear com o meu pano, quando cheguei perto da cintura ela estava sem calção.

— Desculpa, melhor eu parar por aqui. 

— Eu não coloquei o calção porque não achei necessário.

— Não deixe de colocar, pode ser muito perigoso, alguém pode mexer com você.

— Ninguém teria olhos para mim Erik.

— Eu tenho.

  Ela olhou para o lado com uma expressão de vergonha.

— Quer terminar de secar meu corpo? 

— Se eu continuar fazendo isso eu não irei parar, você não sabe o que eu sou capaz de fazer se eu subir um pouco mais esse vestido. 

— Então eu voltarei para o castelo — Amélie replicou.

— Faça isso.

  Ela foi embora, eu estou tão ereto que preciso esperar alguns minutos para ele diminuir, assim posso voltar com tranquilidade. Quando voltei para o castelo fui chamado para me apresentar para o rei, todos os chefes estavam na sala do reino me esperando.

— O que está acontecendo?

— Os chefes não acham certo você estar casado com uma escrava — exclamou o Rei.

— Ela não é mais uma escrava.

— Mas pode ser uma meretriz e você não sabe — o chefe religioso se levantou com braveza.

— Ela não é uma meretriz — Erik respondeu.

— Então deixa o médico do reino examiná-la — falou o rei.

— Vocês não podem duvidar dela assim.

— Certo, o médico do reino vai examiná-la hoje. 

— Rei, como pode fazer isso com minha futura esposa.

— Eu já dei a ordem. 

  O médico chegou, foi até o quarto da Amélie, entrou sem nem bater na porta.

—  O que é isso? — Perguntou assustada a moça.

— Viemos examiná-la.

— Eu não estou doente, nunca nem peguei varíola.

— Não é esse tipo de exame, precisamos conferir sua virgindade.

— Eu sou virgem, ninguém nunca me tocou, até tentaram, mas o último levou uma garrafada na cabeça e quase morreu.

— Então é por isso que ela foi vendida? Como alguém ousou tocá-la, meu sangue está fervendo — ferozmente bradou o príncipe.

— Abra as pernas, precisamos fazer isso.

— Eu não quero — Amélie começou a chorar de medo, tendo gatilhos do passado.

  Me cortou o coração vê-la dessa forma, mas o rei ordenou e eu não posso fazer nada, todos saímos do quarto. Ela abriu as pernas, o médico real observou a intimidade dela bem de perto, ela estava com os olhos fechados, o rei e Erik estavam esperando fora do quarto o médico saiu.

— A moça é virgem, não tem com o que se preocupar. 

— Viu eu disse, o senhor a fez passar pelo ridículo.

— Foi necessário, as dúvidas foram sanadas.

  Eu entrei no quarto para ver como Amélie estava se sentindo, ela estava deitada encolhida na cama chorando.

— Desculpa, eu não queria que fizessem isso com você.

— Eu me senti muito mal.

— Alguém tentou tocá-la no passado? 

— Sim, por isso fui vendida. O senhor Gerald tentou abusar de mim, mas eu taquei uma garrafa na cabeça dele, por sorte ele ficou vivo, mas a senhora Alba ficou com muita raiva de mim.

— Infelizmente ele ficou vivo, deveria morrer, eu mandarei matá-lo — respondeu seriamente o príncipe.

— Não faça isso, por favor.

— Só não farei por você, preciso ir agora.

  Voltei para a sala do reino, estavam todos tendo uma grande discussão.

— Meu filho escolheu, provamos que ela é virgem, ele irá se casar com ela.

— Eu não acho certo, vossa alteza. Ela precisa de mais do que isso para ser a futura rainha de Armir, se ela se casar com o príncipe nunca a verei como uma princesa. — O chefe executivo estava muito irritado com toda a situação. 

— Você não tem que ver nada, ela será minha esposa e ponto final. 

— Então faremos um baile para apresentar a futura princesa para todos os Duques, inclusive iremos chamar os reis dos reinos vizinhos, Laska e Borlenger. 

  Ficou decidido que haverá um baile, eu não questionei nada para eles não mudarem de ideia. Eu preciso casar-se com essa mulher, a imagem dela nua não sai da minha cabeça. 

— Príncipe, amanhã você retorna com seus treinos de espadas. 

— Eu não quero voltar agora Taner, mas se eu não tiver opção não há nada a fazer. 

  Coloquei minhas armaduras pesadas e fui para o treino de espadas, Taner é o cavaleiro na linha de frente. Quando tem uma guerra é ele quem dá as ordens, um homem muito forte e influente. 

— Venha Erik, você treinará com seu irmão.

— Eu não vou treinar com o idiota do Valark. Valark fica me irritando dizendo coisas no meu ouvido durante o treino para me desestabilizar. 

— Tá com medinho Erik? — debochou Valark.

— Estou com medo de enfiar essa espada no seu pescoço.

  O treino começou, os outros cavaleiros estavam nos olhando atentamente, eu sou bem mais forte que Valark mas ele sempre me vence quando começa a dizer coisas que eu não gosto de ouvir. Estávamos de longe rodeando um ao outro, Valark correu em minha direção apontando sua espada, ele foi muito precipitado quando ele chegou, eu desviava atacando sua espada contra a minha. O barulho que a espada fazia enquanto a gente se atacava era alto, os cavaleiros estavam vibrando com o meu ataque que era bem mais forte do que o do Valark, parecia que eu ia dar o golpe final quando ele começou a falar.

— Sua esposa Amélie é tão bonita.

— Não me venha com suas artimanhas, deixe Amélie fora disso.

— Seria incrível ver o corpo dela. — Escutar aquilo me deixou enfurecido, fui com mais braveza para cima dele com a minha espada.

— Já disse para você tirar o nome de Amélie da boca.

— Com certeza ela era uma meretriz antes de vir para cá. Ocorpo dela é lindo, eu adoraria sentir meu corpo sobre o dela. 

— CALA A BOCA VALARK — disse o príncipe enfurecido.  

  Não aguentei, ataquei ele com toda a força que eu tinha apontando bem para o coração dele, ele conseguiu atacar a minha espada com a sua e jogou ela longe, me deu um chute na barriga me fazendo cair ajoelhado e apontou sua espada sobre a minha cabeça. 

— Você é fraco mentalmente Erik, quando estiver em uma guerra vai escutar essas coisas o tempo todo, você tem odobro do meu tamanho, mas o cérebro de uma minhoca — advertiu Valark.

— Eu já falei para você treinar essa mente príncipe Erik, é por isso que sempre perde para o seu irmão, ele sabe seu ponto fraco. 

— Desculpe Taner, eu vou treinar mais.

  Todos saíram depois do treino para descansar, mas eu continuei treinando, amanhã enfrentarei meu irmão de novo e não posso perder. Depois do treino quando eu estava voltando para o castelo avistei de longe Amélie no jardim com asoutras moças fazendo arranjos de flores. De longe todas notaram a minha presença e começaram a acenar para mim, menos Amélie, o único aceno que eu quero é o dela.

  No dia seguinte eu já estava esperando pelo meu irmão no treino, eu descansei bastante essa noite para enfrentá-lo.

— Vamos começar o treino, príncipe Erik e príncipe Valark,para o centro, vocês serão os primeiros. 

  Eu e Valark mais uma vez ficamos rodeando e pensando quem vai atacar primeiro. — Erik também estava mais esperto depois do erro precipitado dele. — Ele não vinha me atacar então eu me aproximei bem devagar e mandei o primeiro lance, ele conseguiu rebater com sua espada, nos atacamos bravamente.

— Príncipe Erik, se acha tão forte, mas não passa de um fracote.

— Digo o mesmo — respondi apenas.

— Você se acha forte, mas eu acho que sou o mais inteligente para comandar o reino, imagina Amélie ao meu lado como rainha. — Valark esperava uma resposta do príncipe que nadadisse, apenas observava atentamente os passos de Valark.

— Você não vai dizer nada? E se disser que vou tocar no corpo de Amélie nu? 

  No seu momento de fragilidade eu chutei suas pernas com força que o fez cair deitado no chão, pisei em cima da sua mão que segurava a espada, ele gritou de dor.

— Você nunca tocará em Amélie, porque eu arrancaria sua cabeça se fizesse. 

— Muito bem príncipe Erik, gostei — disse o cavaleiro Taner.

  Depois do treino eu fui tomar um banho e andei pelo jardim, queria encontrar com Amélie em algum lugar, achei ela sentada na grama com um livro.

— Você gosta mesmo do jardim do castelo.

— Eu adoro, aqui é deslumbrante. 

— Está lendo? 

— Sim, eu coloquei em prática tudo o que você me ensinou, estou lendo algumas coisas.

  Amélie começou a ler para me mostrar o que tinha aprendido, ela está lendo bem agora, ela é muito inteligente.

— Você aprende rápido.

— Eu fico lendo todas as noites no meu quarto. 

  Amélie estava lendo algumas palavras do livro que ela escolheu, eram todos de romances.

— “Agora eu serei sua”, o romance nesse livro é tão intenso. 

  Aquelas palavras saindo de sua boca me causavam palpitações, por que ela tinha que dizer aquilo tão claramente?

— Ei vocês dois, mandei fazer um lanche da tarde.

— Sim senhora rainha, já estamos indo.

  Fomos atrapalhados pela minha mãe, tinha que ser ela, sentei-me ao lado de Amélie.

— Amanhã os dois treinarão a dança para o dia do baile.

— Mas para que isso?

— Amélie não sabe nada de dança, ela precisa treinar.

— Vou ter que desmarcar o treino de espadas.

— Não precisa se preocupar, eu posso treinar sozinha mesmo — respondeu Amélie sem querer incomodar.

— Precisa se preocupar sim, vocês dois vão se casar em breve. Eu não quero passar vergonha na frente de Laska e Borlenger.

— Está bem grande rainha, amanhã estarei aqui.

  Minha mãe sempre se preocupou com as aparências.

                               AMÉLIE

 Eu e a rainha temos conversado muito, sempre participando de todas as aulas possíveis, eu não sei se ela me aceitou, mas ela me trata com respeito.

— Amélie, você está bordando errado! você precisa pegar a agulha desse jeito, parece uma criança que não aprendeu nada da vida.

— Desculpa rainha, eu não tive uma mãe para me ensinar. 

  Ela pegou minha mão e me mostrou como eu devo fazer.Estou bordando um simples vestido, depois ela que me ensinará a borda vestido maiores. 

— Com muita paciência você vai longe, seus arranjos de flores melhoraram muito, você já anda reta como uma Lady, mas ainda lhe falta muito.

— Acho que seria mais fácil se o príncipe encontrasse uma mulher pronta para ele, começar do zero comigo deve dar muito trabalho.

— Realmente dá, você está me dando muito trabalho, mas meu filho te escolheu então seja grata e levanta essa cabeça.

— Desculpa rainha, é que eu ainda não caí na real, parece que é mentira que eu estou aqui, até a uns dias atrás eu estava limpando o banheiro da senhora Alba.

— Pois caia na real se não uma mulher bem-feita irá tomar seu lugar.

  A rainha é durona as vezes, mas ela sempre tem me encorajado, a cada dia que passa eu me sinto mais aberta em conversar com ela. Erik chegou para a aula de dança.

— Está atrasado Erik.

— Desculpa mãe, tive que resolver algumas coisas.

— Vamos começar, preciso que vocês fiquem um de frente para o outro. Erik, use uma mão nas costas dela, Amélie coloque sua mão sobre o peito dele.

  A gente estava muito perto, a rainha colocou a música e começamos a dançar, eu estava quase pisando no pé do Erik,mas ele conseguia se desviar dos meus erros, sua mão estava entrelaçada a minha, ele tinha que abaixar a cabeça para ficar mais perto de mim, porque ele é muito alto, acabei dando um pisão no pé dele.

— Ai!

— Desculpa, foi sem querer.

— Tudo bem, vamos continuar praticando.

— Está tudo errado, Amélie preste atenção, nessa parte da música vocês precisam girar, Erik segure ela mais firme.

  Ele me segurou mais apertado, seu peito estava encostado no meu rosto eu podia sentir seu coração bater, naquele momento ele estava um pouco acelerado. 

— Muito bem, vocês melhoraram. Agora Amélie vem comigo porque nós vamos provar o vestido.

— Sim senhora. 

  Ah não, vestido não, nos meus pensamentos eu estou correndo fugindo dos vestidos apertados, chegou vários vestidos para mim experimentar, coloquei o primeiro.

— Essa cor não combina com você, próximo.

— Este vestido até que é bonitinho, mas a gente precisa de um perfeito.

  Perdi as contas de quantos vestidos experimentei, o próximo vestido precisou de várias damas de companhia para colocar em mim,  tinham duas de cada lado puxando o corset com toda força que era possível.

— E este rainha? Gostou?

— Esse vestido ficou deslumbrante, ele está perfeito em você, parece que temos o nosso escolhido.

  Hoje é o dia do baile e eu vou ser a última a chegar na festa, sou eu que tenho que causar impacto, fiquei o dia todo presa nesse quarto. Wanda entrou no quarto e me contou como está ficando lá embaixo.

— A sala real está linda, cheia de arranjos de flores que foram feitas por vocês, você irá descer pelas escadas.

— Minha nossa odeio ser o centro das atenções.

— Você está tão linda, não fique com vergonha.

  A rainha me chamou, deu mais alguns acerto no meu vestido e me mandou segui-la para um quarto que dava acesso a escada da sala real.

— Desça.

— Você não vem comigo?

— A futura princesa e rainha é você, ergue essa cabeça e mostre que você é forte. 

  Meu coração estava pulando, mas pela primeira vez eu não abaixei minha cabeça em sinal de reverência, eu a levantei com o nariz mais empinado que eu podia, e desci a grande escada.

— Nossa que linda, essa é a princesa — exclamou um homem que estava no salão. 

  Erik estava no final da escada esperando que eu chegasse, os olhos dele estavam vidrados em mim, quando eu cheguei perto ele esticou a mão pegando a minha.

— Você está tão linda, minha princesa. 

— Obrigado príncipe.

— Amélie, vem aqui — chamou o rei.

— Esta é a futura princesa de Armir, que se casará com nosso filho, príncipe Erik. — Falou o Rei me apresentando para todos.

— Amélie vêm comigo te apresentarei para os reis dos reinosvizinhos. 

—  Está bem príncipe. 

— Eu te apresento ao Rei Frederik de Laska.

— É um prazer em conhecê-la madame.

— O prazer é todo meu — cumprimentei segurando o meu vestido como a rainha me ensinou. 

— Agora te mostrei o Rei Nicola de Borlenger.

— Muito prazer…

  Não me deixando fazer o meu cumprimento o rei segurou a minha mão e a beijou, este rei é jovem e bonito, cabelos pretos bem escuro com um olhar acinzentado. — O príncipe Erik olhou para ele percebendo sua intenção.

— O prazer é todo meu, madame Amélie. Você é uma jovem muito bonita, o príncipe soube escolher bem.

— Obrigado pela gentileza. 

— Minha esposa tem que ser a mais bonita mesmo, com toda licença, levarei minha princesa para dançar.

  A hora da valsa começou, dançamos seguindo os passos que treinamos, Erik estava olhando bem nos meus olhos.

— Aquele rei é muito atrevido, como ousa te olhar daquela forma.

— Que forma? 

— Você ainda é muito inocente e não percebe, precisa tomar cuidado para ele não tirar proveito de você — retrucou Erik.

  A dança terminou, Erik parecia um pouco revoltado, ele e o rei estavam se encarando de longe, a prima do Erik chegou para nos cumprimentar.

— Muito prazer princesa, você sabia que o príncipe estava prometido a mim?

— Você chega do nada só para dizer isso para ela? Quem você acha que é Ana?  

— Você sabe que era pra ficar comigo, me trocou por essa aí.

— Eu não quero brigas, ainda não sou a princesa. 

— Mas você será Amélie, nem que eu tenha que destruir o mundo para te transformar em uma.

  Princesa Ana saiu com muita raiva, o jeito que ela me olhava era assustador, Vic se aproximou de mim. 

— Você sabe esconder segredos mesmo — falou Vic.

— Eu não podia contar, ainda não tinha certeza de nada.

— Eu te ajudei a fazer os melhores arranjos, te contei meu desejo de ficar com o príncipe e você nada.

— Eu realmente não podia falar nada, eu não sabia e ainda não tenho certeza se irei virar princesa.

— É claro que irá virar princesa, olha como o Erik te olha. 

— Mas isso não é o suficiente. Olha, eu estou com falta de ar, este vestido está me apertando, vou no jardim respirar um pouco. Fui para o jardim, a noite está linda aqui, posso sentir a brisa um pouco.

— Não é bom uma princesa ficar aqui fora sozinha.

Me virei surpresa — Oi rei Nicola, eu estava com falta ar, já estou voltando. 

— Para que a pressa? Não quer conversar comigo um pouco? — respondeu aproximando-se.

  Eu comecei andar mais para trás à medida que ele ia avançando.

— Não tenha medo de mim, eu só quero te conhecer mais. 

Uma voz me chamou — Príncipe Erik, estou aqui.

— Eu estava te procurando, não lhe encontrei no baile. Algum problema rei Nicola?

— Nenhum, eu queria conversar com ela apenas, mas parece que ela tem medo de mim, voltarei para festa. 

— Vem comigo Amélie. — O príncipe segurou minha mão me levando. 

— Já falei para você tomar cuidado, vou te levar para tomar um ar em um lugar mais reservado. — Andamos por um lugar que parecia um labirinto e chegamos num lugar lindo coreto de jardim, cheio de flores por todos os lados, ele me disse que eu podia ficar ali para respirar e que ninguém iria me incomodar.

— Você quer que eu vá?

— Não, fica aqui comigo.

— Você está tão linda — o príncipe olhando para o decote do seu vestido.

— Obrigado, você também está.

  Ele estava olhando para minha roupa, será que exagerei? Ele se aproximou colocando uma mecha do meu cabelo atrás daminha orelha.

— Posso te beijar? 

— Pode.

  Seu rosto encostou no meu e seus lábios bem devagar se conectaram com o meu, ele beijava bem devagar me guiando.

— Desculpe, eu nunca beijei.

— Seu beijo inocente é fofo, eu vou te ensinar não se preocupe.

  O beijo foi ficando mais intenso, minhas mãos estavam segurando a roupa dele com força, e suas mãos estavam apertando minha cintura com intensidade, acabamos deitando no chão sem nem perceber, eu estava deitada por cima dele, a mão dele estava caminhando nas minhas pernas por debaixo do vestido.

— Eu quero você.

— Não princesa, ainda não nos casamos.

  A gente falava do quanto aquilo estava errado, cada palavra um beijo, cada beijo uma passada de mão, ele tirou meu calção me deixando nua por debaixo do vestido, eu abri minhas pernas e me sentei no seu colo, eu estava sentindo algo rígido na minha intimidade, me deu vontade de me esfregar.

— Só se esfregar tá, para não tirar sua virgindade.

  Comecei a me esfregar, eu ia e voltava enquanto ele segurava minha cintura por dentro do vestido.

— Queria te ver fazendo isso sem nada.

  Eu não queria saber de mais nada só de me esfregar na rigidez dele, ele soltava alguns gemidos e eu também.

— Preciso ver seus seios. — desamarrando meu vestido atrás e soltando meus seios que pularam para fora.

— Eu precisava ver essa obra de arte.

  A língua dele passeava fazendo um mapa nos meus seios, eu me esfregava cada vez mais rápido, ele só pressionava com força a minha intimidade na dele, até que um líquido saiu de dentro mim. 

— O que é isso? 

— Calma princesa, você acabou de ter um êxtase, isso acontece quando você tem um enorme prazer. 

— Olha como eu estou! Não posso voltar para a festa assim.

— Tem um caminho aqui que leva até os quartos, você pode ir eu falo que você não estava se sentindo bem. 

  Ele me levou até o caminho que dava para os quartos, chegamos ao meu quarto, — Durma bem — ele falou beijando meus lábios. Todos na festa estavam doidos, eu ainda não me acostumei com tantas perguntas para mim, mas o príncipe soube tirar do meu coração toda a insegurança, agora sinto muita vontade de ser uma princesa para me entregar a ele todas as noites.

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