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Capa do romance A escolhida do mafioso

A escolhida do mafioso

Jefferson construiu um império de poder e sangue no Brasil, tornando-se um homem temido e implacável. No entanto, o passado exige seu preço através de uma antiga promessa: um casamento arranjado com a herdeira do influente Sr. Augusto para selar uma aliança com a máfia italiana. O plano era desposar a filha mais velha, criada para a tradição, mas a presença de Camila muda tudo. Com apenas dezoito anos, a filha caçula desperta um desejo perigoso que ameaça os negócios.
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Capítulo 3

Camila narrando

Eu sempre sonhei em me casar.

Sonhava com vestido branco, véu esvoaçante, uma cerimônia no jardim, cheia de flores e promessas sinceras. Sempre fui assim... romântica, sonhadora. O tipo de garota que acredita que o amor verdadeiro existe, mesmo num mundo onde todos parecem rir disso.

Então, quando ouvi a notícia na sala, senti o coração acelerar.

- Catarina vai se casar - minha mãe disse, com um sorriso orgulhoso nos lábios.

Minha irmã, a mais velha. A preferida

Ela estava sentada ao lado, com um copo de vinho na mão, e deu de ombros como se aquilo não fosse nada demais.

- Não é exatamente meu sonho, mas... é o que esperam de mim - respondeu ela, casualmente.

Me doeu ouvir aquilo. Porque pra mim, casamento sempre foi um sonho. Pra ela... apenas um acordo. Mais um passo dentro de um plano familiar.

Engoli em seco e sorri, como sempre faço.

O tempo passou rápido desde então. E quando o dia do jantar chegou, eu ainda tentava fingir que era só mais um compromisso.

Mas alguma coisa dentro de mim... estava inquieta.

Vesti um modelo claro, discreto. Como sempre. Não era pra mim que as atenções estariam voltadas. E tudo bem. Eu já tinha me acostumado a ser o fundo da pintura. Aquela que observa.

Mas então... ele chegou.

Jefferson.

O homem que minha irmã ia se casar.

E naquele instante, minha respiração falhou.

Alto. Imponente. De olhar escuro e expressão fria. Ele não parecia caber naquele ambiente engessado. Não sorria com facilidade, nem se curvava pra agradar. Carregava uma presença pesada, firme, quase... perigosa.

E mesmo assim... meus olhos foram direto para ele.

Não consegui evitar. E o pior: ele também me olhou.

Um olhar preso no meu. Um olhar que não era de cunhado. Não era educado. Era um olhar de quem me via de verdade, como mulher.

Senti o coração bater mais forte. O rosto esquentar.

E pela primeira vez... me senti errada.

Errada por querer ser vista por ele.

Errada por imaginar, mesmo por um segundo, que poderia ser eu ao lado dele. Eu, e não Catarina. Eu com aquele olhar preso em mim.

Naquele jantar... eu descobri duas coisas:

Primeiro, que meu sonho de casamento ainda morava aqui dentro.

E segundo... que ele não era mais puro.

Porque agora, ele tinha o rosto - e os olhos - de Jefferson.

O homem da minha irmã.

O homem que eu não podia desejar.

Mas já desejava.

Depois de alguns minutos no jantar, eu precisava respirar.

A sala estava cheia de sorrisos forçados, brindes vazios e expectativas pesadas demais para mim. Catarina parecia à vontade, como se já tivesse aceitado seu destino. E talvez tivesse mesmo. Ela sempre foi forte, decidida, segura de si.

Eu? Eu só queria sair dali.

Levantei da mesa com a desculpa de ir ao banheiro e me permiti andar devagar pelos corredores da mansão. Aqueles quadros antigos nas paredes me observavam como juízes silenciosos, como se soubessem que algo dentro de mim estava errado.

Foi quando virei a esquina... e dei de cara com ele.

Jefferson.

Parado, imponente, como se o corredor fosse dele. Meus pés travaram. Meu coração disparou.

- Perdão... eu não sabia que tinha alguém aqui - murmurei, quase sem ar.

- E não tem. Só eu. E agora... você - ele respondeu, com a voz baixa, firme. Perigosa.

Senti um arrepio subir pelas costas.

Eu deveria ter recuado. Deveria ter sorrido e voltado pra sala. Mas fiquei ali, como se alguma força invisível me mantivesse presa. Os olhos dele estavam nos meus, intensos, fundos, como se me atravessassem. Eu nunca tinha sido olhada assim.

Nunca.

Tentei puxar conversa. Dizer qualquer coisa pra amenizar o clima.

- Foi um bom jantar - comentei, fraca, como se isso pudesse nos salvar daquele silêncio.

- Foi. Mas você não disse quase nada.

Sorri de canto, sem graça.

- Acho que... eu não sei muito o que dizer quando todos esperam que eu apenas sorria e fique calada

Ele deu um passo pra frente. O corredor pareceu encolher.

- Engraçado... você parece ter muito a dizer. Só não encontrou quem te escute.

Ergui os olhos devagar. E foi aí que aconteceu. O mundo parou. E só existia ele. E eu. E aquele olhar de prender a alma.

- E você? Vai me escutar? - perguntei, sem nem pensar.

Ele inclinou levemente a cabeça, e o tom da voz dele desceu como um sussurro direto na minha pele:

- Se você souber sussurrar...

Senti o sangue esquentar. Mordi o lábio. Me obriguei a dar um passo para o lado, quebrando o feitiço. Eu precisava fugir dali antes que cometesse o erro que meu corpo já implorava pra cometer.

- Estão nos esperando na mesa... - sussurrei.

- Que bom que a noite ainda não acabou.

Virei as costas e caminhei de volta, sentindo o peso dos olhos dele nas minhas costas. Meu coração não desacelerava. Minha mente gritava.

Era errado.

Mas era real.

Jefferson era o noivo da minha irmã.

Mas aquele corredor... me fez sentir como se fosse só meu.

Depois voltamos pra sala, mas o clima não tava mais o mesmo eu peguei e fui para o quarto um dos quartos que a gente for hospedado na mansão de Marino

Fechei a porta do quarto devagar, como se o silêncio pudesse esconder o caos que eu carregava por dentro.

Apoiei as costas na madeira fria e respirei fundo. Não adiantou. O peito ainda doía. O coração ainda batia acelerado. A imagem dele ainda estava aqui... cravada na minha pele, nos meus olhos, na minha boca que ardeu de vontade.

Jefferson.

O nome ecoava dentro de mim como um pecado.

Passei as mãos pelo rosto, tentando apagar aquele momento do corredor. Aquela voz baixa. O olhar que me prendeu. A presença dele tão perto, tão intensa, tão errada.

Mas era impossível esquecer. Meu corpo inteiro ainda tremia por dentro.

Caminhei até a janela, olhando a noite lá fora. Tudo estava quieto. As luzes da mansão refletiam nas árvores do jardim, e a lua parecia me observar com julgamento. Como se soubesse o que eu estava sentindo.

- Por que ele? - sussurrei para mim mesma.

Por que logo ele?

O noivo da minha irmã. O homem que deveria ser apenas mais um nome em um papel, parte de um acordo entre famílias. Um futuro cunhado. Um estranho.

Mas não era.

Jefferson era diferente de tudo que eu já conheci. Ele me olhou como ninguém nunca me olhou. Me escutou como se eu fosse importante. Me fez sentir... viva. Mulher. Desejada.

E isso me destruiu por dentro.

Eu me sentei na cama, abraçando os joelhos. A cabeça encostada nas pernas, os olhos ardendo.

Eu não podia me apaixonar por ele.

Eu sabia disso.

Mas o coração, esse traidor silencioso, não se importa com regras, promessas ou alianças. Ele só sente. E o que eu senti hoje... foi forte demais pra ignorar.

O problema é que, pela primeira vez, meu sonho de amor tem um rosto.

E esse rosto... tem o nome do homem que minha irmã vai se casar.

Jefferson.

E eu?

Eu estou perdida.

- E você? Vai me escutar? - perguntei, sem nem pensar.

Ele inclinou levemente a cabeça, e o tom da voz dele desceu como um sussurro direto na minha pele:

- Se você souber sussurrar...

Senti o sangue esquentar. Mordi o lábio. Me obriguei a dar um passo para o lado, quebrando o feitiço. Eu precisava fugir dali antes que cometesse o erro que meu corpo já implorava pra cometer.

- Estão nos esperando na mesa... - sussurrei.

- Que bom que a noite ainda não acabou.

Virei as costas e caminhei de volta, sentindo o peso dos olhos dele nas minhas costas. Meu coração não desacelerava. Minha mente gritava.

Era errado.

Mas era real.

Jefferson era o noivo da minha irmã.

Mas aquele corredor... me fez sentir como se fosse só meu.

Depois voltamos pra sala, mas o clima não tava mais o mesmo eu peguei e fui para o quarto um dos quartos que a gente for hospedado na mansão de Marino 

Fechei a porta do quarto devagar, como se o silêncio pudesse esconder o caos que eu carregava por dentro.

Apoiei as costas na madeira fria e respirei fundo. Não adiantou. O peito ainda doía. O coração ainda batia acelerado. A imagem dele ainda estava aqui... cravada na minha pele, nos meus olhos, na minha boca que ardeu de vontade.

Jefferson.

O nome ecoava dentro de mim como um pecado.

Passei as mãos pelo rosto, tentando apagar aquele momento do corredor. Aquela voz baixa. O olhar que me prendeu. A presença dele tão perto, tão intensa, tão errada.

Mas era impossível esquecer. Meu corpo inteiro ainda tremia por dentro.

Caminhei até a janela, olhando a noite lá fora. Tudo estava quieto. As luzes da mansão refletiam nas árvores do jardim, e a lua parecia me observar com julgamento. Como se soubesse o que eu estava sentindo.

- Por que ele? - sussurrei para mim mesma.

Por que logo ele?

O noivo da minha irmã. O homem que deveria ser apenas mais um nome em um papel, parte de um acordo entre famílias. Um futuro cunhado. Um estranho.

Mas não era.

Jefferson era diferente de tudo que eu já conheci. Ele me olhou como ninguém nunca me olhou. Me escutou como se eu fosse importante. Me fez sentir... viva. Mulher. Desejada.

E isso me destruiu por dentro.

Eu me sentei na cama, abraçando os joelhos. A cabeça encostada nas pernas, os olhos ardendo.

Eu não podia me apaixonar por ele.

Eu sabia disso.

Mas o coração, esse traidor silencioso, não se importa com regras, promessas ou alianças. Ele só sente. E o que eu senti hoje... foi forte demais pra ignorar.

O problema é que, pela primeira vez, meu sonho de amor tem um rosto.

E esse rosto... tem o nome do homem que minha irmã vai se casar.

Jefferson.

E eu?

Eu estou perdida.

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