Capa do romance A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO

A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO

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Olívia Abertton é a amada filha ilegítima de Ernest, mantendo sua alegria mesmo sob pressão. Gabe Clifford, um CEO implacável, planejou anos para destruir os Abertton. Ele decide usar Olívia como peça central de sua vingança contra Ernest, forçando um casamento comercial. Embora ela ame o irmão de Gabe, cai na armadilha do empresário sem escrúpulos. Contudo, o destino muda quando o carisma dela desafia o ódio dele, transformando o plano de Gabe em seu próprio castigo.

A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO Capítulo 1

POV GABE

Ouvi uma batida na porta e Jorel entrou. Meu irmão era a única pessoa na face da terra que se atrevia a entrar na minha sala sem bater. E que pouco se preocupava em ser anunciado, como se a presença dele fosse importante o bastante para não precisar de nenhuma formalidade.

- Recebi seu recado. – Ele sentou-se à minha frente, pegando uma caneta que estava sobre a mesa – Quanto você pagou por esta porra?

- Menos do que você paga por uma prostituta. – Mal retirei os olhos do que eu estava fazendo no computador.

- Não saio com prostitutas. Sou um homem disputado o bastante para felizmente não precisar pagar ninguém para me satisfazer sexualmente, como "uns e outros" por aí. – Deu uma risadinha debochada.

Minimizei a tela importante na qual eu estava trabalhando e o olhei:

- Não lembro de ter lhe dado o direito de sequer "pensar" no que faço ou deixo de fazer. – Deixei bem claro.

- Quando levanta a sobrancelha deste jeito você parece um velho. – Seguiu me provocando.

Respirei fundo e tentei botar na minha cabeça que Jorel era um idiota e que me seria útil, principalmente agora:

- No auge dos meus 30 anos não me acho um velho. Mas existe uma coisa que se chama "maturidade', que você não aprendeu na faculdade.

- Sabe que tenho faltado algumas aulas. – Gargalhou, achando divertido o fato de não se preocupar com porra nenhuma na vida a não ser bocetas.

- As pessoas fazem escolhas na vida. Se a sua foi ser um idiota sem futuro, lembrado pelo número de bocetas que comeu ao longo da vida, estou me fodendo.

- Me chamou aqui discutir meu estilo de vida? – o corpo dele arqueou-se levemente para frente, parecendo pouco interessado.

- Não. Na verdade, o chamei aqui para dizer que você irá casar! Parabéns!

Maximizei a página no computador, voltando a trabalhar na análise do projeto importante que eu precisava terminar até o fim do dia para aprovar ou reprovar.

Ouvi Jorel gargalhando, não me dando ao trabalho de olhar para sua cara idiota. Até porque, eu sabia que ele faria o que eu mandava. "Todos" me obedeciam e com meu irmão não seria diferente.

Segui fazendo a leitura das letras minúsculas na frente do computador, E a risada irritante dele foi diminuindo, até que parasse:

- Por que me chamou?

- Eu já disse! – Me limitei a dizer, indisposto a gastar minhas cordas vocais.

- Eu não vou casar. Se você leu isto em algum site por aí é mentira. Aliás, estas porras de sites de fofoca só servem para isto hoje em dia, destruir a reputação de bons rapazes, como eu! – Aquele tom de deboche dele me irritava profundamente.

- Sim, você vai casar – confirmei, de forma tranquila – Com Olívia Abertton.

Jorel voltou a rir feito um jumento. Como assim aquele laboratório queria que eu comprasse um medicamento que já tinha negociado com outra indústria farmacêutica? Não deviam nem ter mandado a proposta. Todos no ramo já sabiam que eu não negociava produtos que não fossem exclusivos. A Clifford já estava num patamar que nem precisava mais competir. Era a melhor do mundo.

- Você pode olhar na minha cara pelo menos, porra! – Jorel alterou a voz, quase num grito.

Suspirei e abaixei a tela:

- Acredita que ainda tem laboratórios que querem negociar com a Clifford sendo que já venderam o produto para outra indústria farmacêutica antes? – me recostei na cadeira de couro, levemente estressado com a petulância de algumas pessoas do meu ramo.

- Estou me fodendo para a porra do seu negócio, Gabe. De que casamento você está falando?

- Do seu – voltei a enunciar de forma tranquila, caso ele não entendesse que não tinha opção de fugir daquilo – Você casará com Olívia Abertton.

- Nem fodendo! – Ele riu, mas percebi aquele nervosismo de homem imaturo medroso passando por seus olhos.

- Sim, você vai.

- Por que você está mandando? – riu de novo, os lábios mal se movendo – Sou de maioridade, esqueceu? Não pode me obrigar!

- Está apaixonado por alguma de suas prostitutas?

- Elas não são prostitutas. – Vociferou.

- Aproveitam-se da sua bebida cara, dos jantares que lhes oferece nos mais luxuosos restaurantes e deitam-se nos melhores lençóis dos mais premiados hotéis do mundo. Em troca lhe dão sexo. São prostitutas!

- Você é muito filho da puta!

- E você um playboy mimado que não tem nada para fazer da vida. Então vai casar e pronto.

- Por que tem tanta certeza?

- Porque se não fizer isto, tirarei a sua mesada.

- Não pode fazer isto.

- Sim, eu posso. A recebe por caridade. Não é meu filho nem nada. Não tenho obrigação alguma com você para lhe dar dinheiro mensalmente a fim de que enfie em vagabundas por aí.

- Sou seu irmão, Gabe.

- E me vendeu sua parte na empresa, lembra-se?

- Você não me pagou nem perto do que valiam e sabe disto.

- Fiz a proposta e você aceitou. Sinto muito se não teve bons advogados que lhe orientaram a não aceitar minha oferta.

- Caralho, você saiu de onde? Porque duvido que tenha sido da barriga da nossa mãe.

- Case-se com Olívia Abertton e seguirá recebendo sua "gorda" mesada todos os meses. E quando ainda assim ela não for suficiente, posso lhe dar um extra quando precisar.

- Qual o problema com esta garota?

- Nenhum. Ela inclusive não é feia.

- Não é feia? – pegou o celular para verificar quem era.

- Ela é um chuchu: insípida, inodora e insignificante.

Vi um sorriso se abrir no rosto de Jorel:

- Ela é bonita! Qual o problema com ela? Quer que eu faça caridade? Deseja fazer negócios com a família Abertton?

- Longe de mim – deixei claro – Como eu disse, "ela" é insignificante. Mas o pai dela é digamos... Alguém com que eu tenho algumas questões a resolver. Mas são pessoais. Não tem nada a ver com você.

- Acho que até um chuchu já foi melhor descrito na vida! – ele voltou os olhos para a tela do celular – Ela estuda Medicina.

- Continua sendo um chuchu.

- Talvez seja muito inteligente para mim.

- Seu único trabalho é ir na igreja, casar com ela e viver a sua vida.

- Eu sou muito novo para casar, Gabe. Tenho 22 anos. E ela tem... 19. Um bebê! Duvido que o pai dela autorize esta babaquice.

- O pai dela não tem condições de autorizar ou não.

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