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Capa do romance A delegada e o ceo

A delegada e o ceo

Iniciando a série Herdeiros Intensos, conhecemos Chelsea Coxx, uma delegada destemida e mãe dedicada que evita o amor devido a traumas passados. Sua vida cruza com a de Joseph Foster, o focado herdeiro de uma rede de resorts acostumado a relações longas. Para reconquistar Chelsea e provar que sentimentos antigos merecem uma nova chance, Joseph precisará enfrentar segredos do passado e testar seus próprios limites em uma jornada de superação e romance.
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Capítulo 1

Capítulo 1

Chelsea Coxx

A cordo com o barulho infernal do despertador, não sei porque ainda

insisto com esse barulho irritante.

Me levanto e vou direto para meu banheiro, tomei um banho relaxante e

faço toda minha higiene matinal.

Ao sair, entro em meu closet, sem saber o que usar, já que hoje o dia será

longo na delegacia, e temos um rastro para seguir, contra uma quadrilha que

está me dando a maior dor de cabeça nos últimos dias.

Então opto por algo prático hoje, e não será uma saia e meu lindo salto

alto de louboutin.

Pego uma lingerie confortável, calça jeans skinny escura, uma blusinha

branca e por cima uma camisa de seda

bordô, calço minhas botas amigas de todas as horas, faço uma maquiagem

simples e um batom vermelho, porque eu sou extremamente apaixonada em

todos os tipos de tons de batons vermelhos.

Pronta para mais um dia de trabalho puxado, me direciono ao lugar que

a razão da minha vida dorme, em um sono tão gostosinho que dá até dó de

acordá-lo.

- Filho, acorda pequeno vai se atrasar para o colégio, chamo pela

primeira vez e nada, nem sinal.

E então me deixo levar no tempo, quando descobri que teria um bebê,

foi um choque tão grande eu não estava pronta, não psicologicamente, estava

começando na minha carreira de delegada eu e aquele ordinário do Charles

estávamos brigando muito, porque ele não estava aceitando muito bem, ter

uma namorada delegada e ainda por cima que tomaria as decisões na

delegacia que trabalhávamos juntos, eu só podia estar louca mesmo quando

me envolvi com aquele estrupício.

Estrupício mas gostoso, porque certas coisas na vida, precisam ser tão

difíceis de resistir.

Solto uma risada e quando baixo os olhos me deparo com um par de olhos

azuis, que eu também amo e que são idênticos aos da minha mãe, mas que

também são iguais ao do safado do pai dele.

Olho novamente e ele está me avaliando, assim como meu pai fazia

sempre que eu ou as minhas irmãs aprontávamos algo, ele sempre descobria

assim, nos olhando.

- Hora de levantar mocinho!

- Daqui a pouco sua tia Celine está aí pra vocês irem pra escola.

- Mamãe, porque não posso ficar em casa hoje?

- Porque pra você ser um detetive assim como seu avô você precisa

estudar e ser muito inteligente pra resolver todos os casos, lembra?

- É claro, vou ser o melhor detetive de Seattle não é mamãe?

- Sim meu pequeno, você será o melhor!

- Mas se quiser podemos jantar com a vovó e o vovô à noite, o que acha?

- Eu acho magnífica essa ideia, perfeita mamãe.

- Agora vá levante-se, se não nós dois iremos nos atrasar, e não

queremos isso certo mocinho?

Ben balança a cabeça concordando e corre para seu banheiro. Há cinco

anos que Deus tinha me dado a maior benção da minha vida, nunca pensei

que ser mãe e ainda mais sozinha e com uma carreira no início, iria ser tão

difícil de conciliar tudo, mas no fim deu tudo certo.

Arrumei sua cama, e vi que Ben não havia colocado seu aparelho

auditivo, então provavelmente se eu falasse ele não iria escutar muito bem, já

que do ouvido do lado direito ele escutava apenas 15% sem o aparelho, Ben

já nasceu com a audição pequena, descobrimos logo que nasceu.

Mas meu garotinho é tão guerreiro que nunca deixou se abater por não

poder escutar cem por cento dos dois ouvidos, leva uma vida normal e com

saúde e isso é o mais importante.

No ano passado no seu primeiro ano na escola, um certo dia Ben

chegou em casa um pouco triste, e logo achei estranho pois meu filho é

sempre alegre.

Então quando perguntei o que havia acontecido, ele me disse que alguns

garotos pediram para ver seu aparelho e ele na inocência tirou e entregou para

que eles pudesse ver, mas depois eles começaram a rir e zombar do meu

menino, ao ouvir e ver a carinha dele naquele momento, meu coração ficou

em pedaços, então expliquei pra ele, que ele nunca deveria tirar o aparelho

fora de casa, e que aquelas crianças não sabiam o que faziam já que o

aparelho auditivo dava a ele um super poder.

Abro um sorriso ao lembrar da carinha que ele fez, quando me ouviu

falar que ele tinha um super poder, e logo disse:

- Mamãe qual o meu super poder?

- Seu super poder é o da audição, você pode escutar a quilômetros de

distância igual ao Superman.

E então aqueles olhinhos que estavam tão tristonhos, deu lugar a um

lindo sorriso, Ben assim como eu era apaixonado no mundo Marvel e da DC,

meu companheiro de filmes e séries, quem me via em campo fria e durona, já

mais imaginaria como eu amava estar em casa com meu filho ouvindo suas

aventuras com suas tias ou seus avós e até mesmo na escola.

Depois do episódio do aparelho fui a escola e conversei com a

diretora que iria conversar com os pais das crianças já que eram da mesma

idade de Ben, na mesma semana minha irmã mais nova Celine passou a dar

aulas na mesma escola e logo tratei de mudar Ben para a sala dela, pois assim

ele teria mais segurança em falar com um adulto já que sempre foi

apaixonado nas tias e avós.

Ben volta trocando sua roupa e me tirando de meus devaneios.

- Vem aqui mocinho, deixa eu te colocar o aparelho! - Coloco o

aparelho em seu ouvido e continuo dizendo:

- Vem vou te ajudar com as roupas.

- Não precisa mamãe, eu já sou grande e sei me trocar sozinho.

- E quando foi que você cresceu que eu nem vi?

Dei uma mordida de leve em sua bochecha, e fazendo cosquinhas em sua

barriga, ele soltou uma risada tão gostosa, o soltei e fiquei olhando meu mini

homenzinho se trocando.

- Acabe logo, vou preparar nosso café e espero você lá embaixo! -

Tá bom mãe eu já estou indo!

Morávamos em um apartamento de dois andares, três quartos na

parte de cima, dois sendo suítes, no outro eu o fazia de escritório, já que

muita das vezes eu acabava trazendo serviço pra casa.

Uma sala espaçosa na parte de baixo, uma biblioteca e uma cozinha

planejada, a sala era espaçosa com uma lareira de frente para o sofá grande e

espaçoso, da sacada que havia na sala tinha uma vista do Myrtle Edwards

Park, amava nossa casa, minha família não era rica, mas tínhamos condições

de nos mantermos confortáveis, eu tinha um bom salário, minha mãe é

Advogada tem seu escritório, no centro de Seattle, onde atende seus clientes,

meu pai policial aposentado, mas que atua como detetive particular e não me

gabando mas um dos melhores na cidade.

E finalmente chegamos às minhas irmãs, temos poucos anos de

diferença uma das outras, então somos bem unidas e fisicamente totalmente

diferentes.

Eu com meus 36 anos com meu cabelo médio com ondas e na cor

castanho, puxando para meu pai quando mais novo, tenho os olhos grandes e

expressivos em um tom amendoado nunca sei se estão castanhos claros ou

um tom meio esverdeado, costumo falar que foi uma mistura dos olhos de

minha mãe, com os olhos de meu pai e deu na cor dos meus, minha boca

volumosa onde amo passar meus milhares de batons em tons de vermelho.

Já minha irmã do meio Clara com seus 30 anos, puxou minha mãe,

branca dos cabelos pretos e olhos azuis da cor do céu, seu jeito brincalhão e

despojado às vezes a colocava em cada enrascada.

Sorrio ao lembrar de algumas vezes que tive que tirá-la do sufoco, amo

aquela maluca.

E por fim, mas não menos importante Celine, minha caçulinha com

seus apenas 23 anos, loira de olhos azuis como de minha mãe e alta, nossa

princesinha, meiga e tímida e professora de Ben.

Que por falar naquele menino cadê ele.

- Beníciooo, grito da ponta da escada. - Desce logo ou vai se atrasar. -

Então ele aparece no topo e diz:

- Já estou indo mamãe, Tia Celine já chegou? E com isso a campainha

toca.

- Sim acabou de chegar.

Recebo minha irmã que entra e vai logo pegar uma xícara de café e

paparicar seu sobrinho sapeca.

- O que houve, não tomou café em casa não? Sorrindo ela me olha e

olha novamente pra Benício que está entretido com seu cereal, e fala:

- Dormi na casa do Augusto ontem, mas antes que você fale alguma

coisa, não fizemos nada, mas acho que ele não vai mais aguentar por muito

tempo, ele tem estado nervoso ultimamente e sempre estressado, além de

ultimamente estar sempre falando em casar, mas não sei se é isso que eu

quero pelo menos não agora, mas também não estou pronta pra dar esse

passo.

- Como assim estressado e nervoso?

- Ele te fez algo ou te machucou?

Ela abaixa a cabeça e olha para Ben, logo se virando para mim

novamente.

- Não Chelsea, ele não me bateu.

- Acho que é estresse do trabalho sei lá.

Fico desconfiada pois ela nunca fala tanto sobre Augusto. E sempre

que nos vemos ele é sempre tão formal com todos da família, sem contar que

desde o primeiro dia que o vi, não fui com a cara dele.

Resolvo deixar isso pra lá, pelo menos por agora, pois às vezes pode ser só

cuidado excessivo com minha caçula.

Então focando novamente nela digo:

- Irmã, se você não está pronta e nem quer se casar agora, não se

pressione tanto, tudo ao seu tempo e se o Augusto te ama de verdade ele irá

saber esperar o seu tempo.

- Esperar o tempo pra que mamãe? - Benício pergunta curioso.

- Tempo de vocês irem pra escola, e eu para a delegacia!

Respondo mudando de assunto, minha irmã me olha, me dando um

sorriso em agradecimento e saímos cada um para seu destino .

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