Capa do romance A Boneca de Luxo do Ceo

A Boneca de Luxo do Ceo

9.7 / 10.0
Sufocada por dívidas e cuidando da mãe doente, Louren Smith enfrenta uma crise extrema quando o vício em jogos do irmão coloca a família em perigo mortal. Sem saída financeira, ela se vê encurralada por um poderoso CEO de São Paulo. Frequentador da boate onde ela trabalha, o magnata oferece um contrato sexual em troca da quitação das pendências. Diante de uma proposta audaciosa e sem alternativas, Louren terá que decidir se aceita ser dele para salvar quem ama.

A Boneca de Luxo do Ceo Capítulo 1

༺ Louren Smith༻

Em todas as lojas em que entreguei meu currículo, a resposta foi a mesma: "Desculpe, não estamos contratando no momento". Saí da última loja desanimada. Como pode ninguém estar precisando de funcionários nessa cidade?

Estou desesperada para arrumar um emprego. As coisas em casa não estão fáceis, minha mãe precisa de remédios e alimentos que não podemos pagar. Às vezes, odeio a falta que o dinheiro faz. Como eu queria ser rica e resolver todos os meus problemas.

Cansada de bater pernas o dia todo pelo centro da cidade, decidi seguir por uma rua mais deserta, torcendo para não ser assaltada. Minha bolsa está vazia, e meu celular não tem crédito há meses. É difícil viver no Brasil.

Deixei meu currículo em uma loja de material de construção, mas a resposta foi a mesma. Se as coisas continuarem assim, vou ter que arrumar outro jeito de ganhar dinheiro. Estou exausta de andar por horas e com dores nos pés. Só quero chegar em casa e relaxar na minha cama.

No caminho, passei por uma luxuosa boate. Aposto que só pessoas com muito dinheiro a frequentam.

Não é qualquer pobretão que entra lá, e o nome é muito cômico; "Véu da Noiva da Noite". Realmente, o dono do estabelecimento é criativo demais ou apenas tem preguiça de procurar um nome mais adequado. Me aproximo mais vendo que há um cartaz e decido verificar o que está escrito, talvez eu tenha sorte e seja algo bom.

"Estamos contratando, vagas apenas para mulheres no momento! Receba um salário fixo, além das gorjetas que ganhar dos clientes. A vaga é para garçonete."

Por um momento, fiquei feliz em ver que eles estavam procurando pessoas para trabalhar. De imediato, bati na porta da boate e um homem grande e musculoso, com um corte de cabelo no estilo militar, surgiu de dentro do lugar, me olhando de cima a baixo. Com toda a certeza, deveria fazer a segurança do local. Ele me observa sério e pergunta:

— Oi! O quê você deseja?

— Olá, eu não quero incomodar! Apenas uma informação; essas vagas ainda estão disponíveis ou já foram todas preenchidas? — ele franze a testa e olha para o cartaz e responde coçando a cabeça.

— Se eu não me engano, ainda há cinco vagas! Por acaso, você deseja se candidatar?

— Oh! Sim, eu adoraria... Estou procurando emprego o dia todo. Quem sabe finalmente, eu tenho sorte!? — ele apenas concorda com o que digo e responde novamente.

— Está certo, acredito que dona Geralda ainda vai recebê-la. Ela é a dona da boate, mas quem administra é seu filho, Nicolas.

— Tudo bem, você vai me levar até lá, ou preciso aguardar aqui fora? — ele me olha sério, colocando a cabeça para dentro da boate e pergunta.

— Aguarde aqui um momento! Perguntarei se ela pode recebê-la ou se vai mandar você vir só amanhã.

Apenas concordo com ele e fico aguardando do lado de fora, enquanto ele entra novamente na boate. Tomara que essa mulher me dê esse emprego, eu preciso muito.

Após alguns minutos, o segurança retorna afirmando que a mulher vai me receber. Então ele me pede para acompanhá-lo. Ao entrar, percebo que a boate por dentro é ainda mais luxuosa. Realmente, a pessoa que vem para esse tipo de ambiente tem que ter muito dinheiro, não é para qualquer um.

Chegamos a um cômodo que parece ser um escritório. Ele bate na porta e a mulher fala algo e pede para entrar. Vejo uma senhora bem glamorosa e exuberante. Não sei se ela parece vulgar ou sexy ao mesmo tempo, mas esse nome que ela possui é horrível, “Geralda”. Penso que sua mãe deveria ter muita raiva dela para colocar um nome desses.

— Então, é essa garota, Nick? Bom, por favor, moça, sente-se. Pode deixar que daqui cuido do resto, Nick!

O segurança apenas concorda e se retira, fechando a porta e me deixando a sós com ela, que apenas me dá um sorriso estranho. Eu só espero que ela não esteja apenas sendo uma boa anfitriã e depois vire um verdadeiro demônio de chefe.

— Bom, moça, o Nick acabou não me dizendo seu nome, mas me diga: realmente tem interesse na vaga?

— Ah! Sim, eu preciso de um emprego, mas ainda não sei exatamente o que vocês precisam para me contratar? — ela me encara com um sorriso misterioso, então responde retirando um daqueles cigarros chiques de sua bolsa, que sempre vejo aquelas atrizes fumando nos filmes antigos. Com toda a certeza, devem ser bem caros.

— Me fale um pouco sobre você: seu nome, capacitação, essas coisas?

— Bom, eu me chamo Louren, tenho 22 anos! Algumas qualificações no meu currículo são: já trabalhei como garçonete em restaurante, então sei mais ou menos como funcionam algumas coisas e sei atender as mesas, fui vendedora em lojas, atendente de caixa e recepção, etc.

— Isso é bom, pelo menos você tem experiência! Então, Louren, vamos ao que interessa. Você percebeu que essa boate não é qualquer casa noturna que você esteja acostumado a frequentar? Aqui só vêm pessoas que realmente têm dinheiro, como políticos, empresários, homens de cargos poderosos. Eu recebo até pessoas do exterior e, claro, socialites que gostam de se divertir muito e gastar dinheiro. Você ainda não notou, mas existe um palco de apresentações para cada dia. Funcionamos de quarta a domingo, e claro, também precisamos discutir sobre a roupa de trabalho e saber se está disposto a aceitar.

— Isso depende muito! Que tipo de roupa vocês usam aqui? — ela se levanta puxando um manequim, me mostrando uma roupa que mais parece uma fantasia sexual. O short é tão curto e a camiseta de cima bem vulgar. Por um momento, pensei: "Misericórdia, como usarei uma roupa dessas? Isso nem deveria ser chamado de uniforme de trabalho e sim de roupa de prostituta".

Ainda encarava a roupa no manequim completamente perplexo. Dona Geralda, então, disse chamando minha atenção:

— Esse é o uniforme que as meninas usam no "Véu da Noiva da Noite", pois o nome representa luxúria e desejo. Outra coisa, não nos importamos também se vocês acabarem se envolvendo com algum cliente que esteja pagando por você. Não que você seja dessas mulheres, não quero ofendê-la, mas tem algumas meninas que aceitam. Agora me diga: você realmente quer esse emprego?

Respirei fundo, pois eu não podia recusar algo assim. Na situação em que eu me encontrava, tinha que pensar na minha mãe. Porque aquele safado do meu irmão some e só aparece depois de uma semana ou duas. As contas estavam chegando, então apenas concordei, aceitando a proposta, mesmo já pensando no que eu posso passar no futuro.

— Eu aceito o emprego! Realmente estou precisando, não nego. Só espero que os seus clientes também não sejam desrespeitosos.

— Isso depende muito da entrada que você dá. Se fizer o seu trabalho, eles não vão mexer. Agora, se você der brecha, já sabe? Por isso que contrato os seguranças, porque se você se sentir incomodado, deve avisar ao Nick! — me levantei apertando a mão dela e respondi.

— Certo, e quando começo exatamente?

— Você pode começar neste próximo sábado! Infelizmente, não abriremos nem na quarta e muito menos no restante da semana. Só no sábado e domingo. Preciso fazer uma limpeza na boate, mas aguardo por você aqui no meu escritório com seus documentos. Mandarei o meu contador providenciar o seu contrato.

Apenas concordei e acertei os últimos detalhes com Dona Geralda. Sério, esse nome era horrível. Não é que eu tivesse algum preconceito, mas sei lá, não gostava deste nome. Quando me retirei dessa boate, pensei:

“ Ah, meu Deus! Eu não sei o que enfrentarei lá dentro, ainda mais com aquele uniforme minúsculo. Porém, dei-me forças, pois preciso desse emprego.

Duas semanas depois…

Alguns dias haviam se passado e finalmente eu comecei a trabalhar naquela boate. E, claro, como sou uma mulher de cabelos negros e pele clara e, por sorte do destino, herdei os olhos verdes (não da parte da minha mãe, mas sim do meu pai), chamei muita atenção assim que coloquei aquele uniforme. Os homens sempre me convidavam para algo a mais, porém, eu rejeitava qualquer tipo de proposta e fazia apenas meu trabalho.

Hoje, uma das meninas me ajudou com a maquiagem. Nossa, eu tinha me transformado em outra mulher que nem eu mesma reconhecia, pois sempre fui muito comportada na maneira de se vestir e me maquiar.

E, claro, as investidas começaram dos clientes, contudo, mantive o profissionalismo. Sempre que não estava a fim de atender mais aquela mesa, pedia para outra amiga garçonete atender e focava em outras atividades.

Hoje, o movimento da boate estava grande. Dona Geralda me mandou para a área VIP e eu tinha que levar algumas bebidas para um grupo de empresários.

Quando cheguei na mesa, percebi que todos eles estavam conversando sobre algo. Dei boa noite e entreguei suas bebidas, e notei os olhares que deram pelo meu corpo. Isso era tão desconfortável, mas ao levantar a cabeça, até estremeci com o olhar de um homem mais velho que estava em silêncio, me observando de cima a baixo. Ele nem disfarçava suas intenções safadas. Pedi licença para o grupo, pois ia me retirar, e quando estava saindo, ele disse:

— Espere um momento, garçonete. Você é nova aqui, certo? Sempre marco todos os rostos que trabalham nesse lugar.

Me virei olhando para ele e engoli em seco. Só faltava esse homem agora cismar comigo. Ele me encarou com um sorriso malicioso, esperando a minha resposta! Não sei por que estou me sentindo intimidada dessa maneira com o olhar penetrante que ele me dá. Sinto um choque estranho passar pelo meu corpo e um frio na barriga de nervoso.

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