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Capa do romance 25 Um Número Muito Louco - Romance Harém Reverso

25 Um Número Muito Louco - Romance Harém Reverso

Gemma trabalha no vestiário dos Strudford Storms, o que para muitos seria um sonho, mas para ela é apenas rotina. Tudo muda quando o time faz uma oferta irrecusável: vinte e cinco encontros intensos em apenas vinte e cinco dias. Os atletas estão determinados a provar que ela não precisa escolher apenas um homem. Prepare-se para um romance de harém reverso levado ao limite, onde a regra é se entregar a todas as possibilidades sem restrições.
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Capítulo 1

SINOPSE

Vinte e cinco dias.

Vinte e cinco homens.

Um romance exagerado ao extremo.

Para algumas mulheres, uma visita ao vestiário dos Strudford Storms seria um sonho realizado. Para Gemma, é só mais um dia no trabalho.

Ou pelo menos era, até o time colocar uma proposta na mesa que Gemma não pode recusar.

A proposta?

Vinte e cinco encontros quentes pra provar para Gemma que, as vezes, a melhor escolha é não fazer nenhuma escolha...

Você nunca viu um harém como esse.

DEDICATÓRIA

Para o Papai Noel

Que ainda não nos disse se este livro nos coloca na lista de bonzinhos ou dos travessos...

Capítulo 1

GEMMA

"Que ique registrado: o rei das comédias românticas, Tom Hanks, jamais cancelaria um encontro perfeito."

Reviro os olhos enquanto ajeito o celular entre a orelha e o ombro, tentando equilibrá-lo enquanto preencho a papelada que os donos precisam sobre o progresso da reabilitação do Ben. Por mais que eu saiba que ele está pronto para voltar ao campo, isso não vai acontecer tão cedo.

"Duas coisas. Primeiro, quando foi a última vez que Tom Hanks fez uma comédia romântica? Tipo, uns dez anos atrás? Ele está muito ocupado fazendo ilmes de verdade agora."

O suspiro de Cara é tão alto que quase me assusta e me faz deixar meu celular cair. "Retire o que disse, seu monstro que odeia comédias românticas!"

"Histórias de amor melosas e irreais não são a minha praia. Você sabe disso. Eu sou realista."

De jeito nenhum vou admitir que passei o último im de semana fazendo uma maratona de ilmes da Meg Ryan sozinha no sofá. Talvez eu possa assistir aos ilmes da Kate Hudson neste fim de semana. Ou posso icar realmente maluca e desenterrar a coleção da Molly

Ringwald...

Maldito Colin por cancelar de novo.

Cara bufa. "Tudo bem. Vamos concordar em discordar. E qual era a segunda coisa?"

Faço uma pausa com a caneta apontada para a papelada do time, pois não me lembro do nome do médico especialista do Ben. Falei com ele semana passada.

"Hum?"

"Você disse que tinha duas coisas. Essa era uma, qual é a outra?"

"Ah, certo." Respiro fundo. "A segunda coisa é que eu não preciso de um herói romântico na minha vida porque sou feliz com o Colin."

Ela dá uma risadinha por um instante, até perceber que eu não estou rindo junto. "Ah, você está falando sério."

Me dou conta de que hesitei antes de me apressar em defender Colin novamente. "Talvez se você lhe desse outra chance-"

"Inferno, não," ela me interrompe. "Passar tempo com aquele idiota de bico de caneta faria parecer que eu aprovo suas escolhas de vida, e de initivamente não aprovo." A voz dela é leve e provocadora, menos a parte em que chamou Colin de idiota de bico de caneta.

"Bico de caneta? Sério?"

Cara tem a tendência de pegar insultos da liga juvenil de hóquei que ela ajuda. O que signi ica que todos os seus insultos soam como se viessem de um menino de onze anos... porque vieram mesmo.

Eu estava prestes a mudar de assunto quando uma mão agarrou a porta do meu escritório e a empurrou completamente, abrindo-a. Milo entrou, com um buquê de rosas vermelhas frescas em uma das mãos.

Por um instante estranho, penso que ele está me trazendo rosas e meu estômago dá uma cambalhota.

"Uma entregadora acabou de deixar isso aqui para você", ele explica.

Concordo com a cabeça e estendo as mãos para pegá-los, mas ele os deixa cair no canto da minha mesa antes que eu tenha a chance, o maço pendurado sem cerimônia na beirada. Nem me dou ao trabalho de pegar o cartão, porque nós dois já sabemos de quem são.

"Cara, preciso ir. Te ligo mais tarde."

Ela começa a protestar, mas eu desligo na cara dela no meio da frase. Ela icaria no telefone para sempre se eu deixasse, porque ela não tem um emprego ixo no momento. Se ela não tiver notı́cias minhas em breve, vou ter que mudar meu plano de celular.

"Cyrus quer você em campo hoje."

Não me surpreende. Quando comecei neste emprego, como única preparadora fı́sica em tempo integral do time de rúgbi Strudford Storms, eu passava a maior parte do tempo no escritório. Agora, dois anos depois, é raro o Cyrus-o capitão do time-não me chamar para o campo. Não que eles realmente precisem de mim na maioria dos dias.

Acho que ele faz isso só para me irritar na maior parte.

"Claro, já saio."

En io o celular no bolso de trás enquanto me levanto e pego minha bolsa no armário de trás. Há um kit de primeiros socorros comum que os treinadores mantêm no campo, mas eu guardo uma coleção mais completa de coisas na minha própria bolsa. Incluindo uma porção danada de pacotes de gelo instantâneos, considerando que parece ser a única coisa que eu distribuo como doces de Natal.

Quando me viro de volta para a porta, Milo ainda está olhando ixamente para as lores abandonadas no canto da minha mesa. Talvez

eu devesse pegar um copo d'água para elas ou algo assim.

"O que ele fez desta vez?" Milo olha ixamente das lores para mim.

"Nada." Dispenso a pergunta com um gesto de mão. Apesar do que todos pensam, Colin é bom para mim. Não vou icar reclamando dele por ter cancelado um encontro bobo. Mesmo que eu tenha aproveitado para fazer as unhas hoje de manhã.

"O cara te compra um monte de rosas vermelhas, sendo que as suas favoritas são as amarelas."

Sinto minhas bochechas corarem enquanto Milo me encara. Nem sei por que ele sabe disso. Me dou muito bem com o time, mas não é como se icássemos conversando sobre lores, sentimentos e essas coisas. A última conversa de verdade que tivemos foi uma discussão sobre se abacaxi combina com pizza.

Eles não concordam, aliás.

"Flores são lores", respondo diplomaticamente, já que Milo não parece disposto a deixar isso para lá. Ele hesita no meu escritório mesmo quando passo por ele. "Vamos lá, então. Se você se atrasar para o treino, os treinadores vão fazer o time todo dar voltas."

Isso o faz se mover, embora eu não consiga deixar de notar o jeito cuidadoso como ele me observa enquanto segura a porta do complexo aberta para que eu saia, enquanto caminhamos em direção ao campo. Com um pouco de vergonha, me aproximo de Marty-o treinador principal.

Ele mal me lança um olhar rápido antes de voltar sua atenção para o campo. "Dillon está lento hoje."

Analiso o jogador em questão por um instante, já pressentindo qual é o problema. Mesmo assim, continuo observando-o enquanto corre pelo campo, certi icando-me de que não há nenhum sinal de que ele esteja mancando, indicando um problema maior.

Depois de um minuto, respondi: "Diga a ele para parar de icar acordado até tarde."

Pelo jeito que ele faz uma careta, dá para perceber que a ideia é tão atraente quanto ele pedir para o time dar algumas voltas nus pelo campo.

Marty balança a cabeça e solta uma gargalhada sonora. "Diga isso pra ele. Nenhum desses garotos me ouve. Mas você é tipo a mãe do

time, talvez consiga convencê-lo a entrar na linha, certo?" Entro imediatamente no modo de motivação interna.

Tudo bem, Gemma. Agora não é hora de reclamar de sexismo para o cara que garante seu salário ixo e um lugar na primeira ila para assistir a alguns dos... admito, treinos mais quentes do esporte pro issional. Além disso, não se ofenda com a insinuação dele de que esse time de homens bonitos a vê como uma igura materna.

Eca.

Dou uma olhada nas minhas calças jeans-que tenho comprado num corte um pouco mais alto do que antes. Prometi a mim mesma que só usaria calças skinny na próxima semana.

Em campo, Mateo derruba Anthony com muito mais força do que o necessário para um treino tão tranquilo como esse. Os dois caem no chão em meio a uma avalanche de músculos e palavrões explosivos.

"Droga", murmurei baixinho.

"E", resmunga o treinador em concordância. Me viro para ele com os olhos arregalados bem na hora em que ele grita para o time: "Cuidado lá fora! Não adianta se lesionar antes mesmo da temporada começar." Ah, sim.

Lesões.

Era nisso que eu estava pensando também. De initivamente não estava pensando em como o tackle1 é a parte mais emocionante do rúgbi ou em quanto tempo fazia que um homem não me derrubava daquele jeito.

Pelo canto do olho, vejo Marty olhar na minha direção. "Então, você vai falar com o Dillon?"

Começo a responder com um sonoro não, mas a mesma hesitação de sempre me invade. O técnico Marty Kringle me deu um baita presente ao me contratar logo depois da faculdade. Eu sempre imaginei trabalhar com hóquei ou beisebol, mas foi o rúgbi que me encontrou.

"Vou falar com ele", concordo inalmente. Porque, por mais que eu não queira bancar a mãe superprotetora, desapontar o Marty é o que eu menos quero.

O resto do treino transcorre sem problemas. Quando começam a inalizar, Marty me diz que não preciso icar para o alongamento. Ele está ansioso para que eu entregue a papelada do Ben para garantir que tudo esteja em ordem com o time. Ao me virar para voltar para dentro, sinto olhares ixos na minha nuca. Olho para trás, para o campo, e vejo Cyrus me encarando enquanto me afasto.

Ele detesta quando saio do campo mais cedo. Não sei qual é o problema dele. Não é como se eu já não passasse tempo demais com o time. Mas parece que, se dependesse dele, eu icaria rondando o time o tempo todo.

Merda. Talvez eu seja a mãe do time.

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