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Capa do romance Violeta. A dama e o vigarista

Violeta. A dama e o vigarista

Única mulher entre cinco irmãos, Violeta Avilar sempre se dedicou exclusivamente ao lar, anulando seus próprios desejos. Sua rotina muda com a volta de Diego, um amigo de infância e antiga paixão juvenil. Esse reencontro inesperado desperta nela a vontade de assumir o controle da própria vida e fazer escolhas independentes. Porém, Violeta logo descobre que Diego mudou drasticamente, deixando de ser aquele menino ingênuo que ela tanto amou no passado.
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Capítulo 2

VIOLETA AVILAR

_ Violeta, Violeta, você precisa engomar essa camisa para mim!

Geraldo fala entrando no meu quarto como um desesperado e joga uma camisa azul de mangas em cima da minha cama e volta a falar:

_ Eu não posso ir para o casamento do Galvão todo amassado ou nenhuma mulher vai olhar para mim.

_ Violeta! Meu sapato está sujo, precisa ser engraxado antes do casamento.

Gaspar fala surgindo no meu quarto e colocando um par de sapatos social no chão ao meu lado.

_ Violeta, a bonequinha foi para o salão com a Kelly e não teve tempo de separar minha roupa para o casamento, preciso de sua ajuda.

Gerônimo fala já emburacano no meu quarto, inspiro e respiro, olho para os três marmanjos parados na minha frente e me passa um filme em minha cabeça, quando eu fiz alguma coisa para mim de verdade? Quando eu me preocupei em cuidar de mim? Hoje meu irmão casa e nem nesse dia eu posso descansar, estou sempre a cuidar dos meus irmãos tenho quase vinte anos e se continuar assim terei 30, 40, 50 anos e ainda estarei aqui para eles, e quem estará para mim? Me levanto e pego a camisa e depois o sapato, ando até o Geraldo e falo:

_ Você consegue passar sua camisa sozinho, afinal você tem duas mãos enormes e saudáveis!

Digo e jogo a camisa no seu ombro.

_ Você consegue engraxar seu sapato sozinho Gaspar ou você quer que eu passe o dia do casamento do Galvão com as mãos pretas de graxas?

Então vou até Gerônimo e falo:

_ você não é uma criança, não tem mais três anos, consegue escolher por conta própria uma roupa para vestir, e caso não consiga vista qualquer uma, só não apareça no casamento pelado!

Falo e me sinto leve e olho para eles que estão a me olhar sem esboçar reação alguma com cara de bocós:

_ estou indo ao salão, hoje é o casamento do meu irmão e de minha amiga, como qualquer um de vocês eu também tenho o direito de estar bonita e descansada!

Falo e pego minha bolsinha feita de fuxico, que são vários panos coloridos remendados um no outro e saio do quarto batendo a porta.

_ será que exagerei?

Me pergunto com a consciência pesada, mas logo esqueço esses pensamentos e pego a charrete e dirijo até o centro, eu também tenho o direito de cuidar de mim ao menos hoje.

Não tem muitos salão de beleza no centro e eu sei qual Eduarda costuma ir, a encontro escovando e cabelo e a Kelly pitando a unha, meu sobrinho está dormindo no seu carrinho.

_ olha lá a tia Vi, tia Vi!

Minha pequena é a primeira me ver e faz uma festa.

_ Oi princesa!

_ eu to pitando a unha de brilho tia!

Ela mostra a unha pintada de dourado com brilho.

_ Violeta você veio!

Eduarda fala feliz e espantada, ela sempre me chama para acompanha-la ao salão e eu sempre arrumo uma desculpa para não ir.

_ resolvi me arrumar um pouco para o casamento, nada em especial.

Digo me sentindo envergonhada e não sei se fiz bem em ter vindo.

_ Você fez mais que bem em vim.

Eduarda diz como se lê-se  meus pensamentos.

_ Minha amiga vai querer tratamento completo, hidratação, corte, escova, mãos e pés!

Eduarda fala e eu acho exagero, a moça do salão lava meus cabelos, faz hidratação completa, corta as pontinhas e escova.

_ Meu Deus!

Falo surpresa com meus cabelos, nunca os vi tão macios e brilhantes, os fios se movem com facilidade e deslizam por entre meus dedos.

_ Nossa Violeta, você está linda demais.

Eduarda fala e sei que ela está sendo sincera.

Depois faço as unhas das mãos e dos pés e eu nunca fui de fazer unha no salão e confesso que gostei, pinte de rosa claro e estão lindas, fiz até maquiagem.

_ Deixa que eu pago Violeta, afinal estou com o cartão do seu irmão.

Eduarda fala piscando o olho.

_ Precisamos comprar um vestido novo para você.

_ eu tenho uns vestidos...

_ roupa velha nem pensar, esses cabelos negros maravilhosos pedem um vestido novinho em folha.

_ eba, eu quero roupa nova, eu gosto de comprar roupa.

Kelly fala eu sorriu, tão pequena e tão vaidosa, Gerônimo terá vários cabelos brancos na adolescência da filha.

_ você já tem roupas de mais Kelly, seu guarda roupa vai explodir qualquer dia desses.

Eduarda fala e saímos para comprar roupas, entramos de lojas em lojas.

_ Esse está perfeito!

Eduarda fala e eu não sei se gosto.

_ você acha? Ele é tão aberto aqui!

Falo mostrando as costas, o vestido é verde turquesa e lindo, ele é leve, tem a saia longa e esvoaçante, mas as costas é toda aberta.

_ você está linda Violeta, parece até uma fada, o meu vestido também é aberto nas costas e para mim está tudo bem, mas se você não se sentir confortável podemos escolher outro. 

Ela fala e eu acho que ela está certa, o vestido é lindo e não á nada demais.

_ eu vou ficar com esse!

Falo e levamos o vestido, Eduarda insiste e eu acabo comprando um sapato com um salto quadrado e pequeno, uma bolsa e um perfume. Já em casa vou direto para meu quarto e tranco a porta, em mais ou menos duas horas é o casamento, visto meu vestido, calço o sapato, borrifo meu perfume novo e coloco minha bolsa, me olho no espelho e fico encantada.

_ pareço outra pessoa!

Falo e olho minha imagem refletida no espelho, o vestido parece ter sido costurado no meu corpo, justo na cintura e a saia cai suavemente nos meus quadris indo até os pés, meu rosto com uma maquiagem natural mas que deu um aspecto elegante que nem pensei ser possível, estou parecendo com a Eduarda, com aquelas garotas de capa de revista eu não pensei que seria possível ficar tão bonita assim, sinto vontade de chorar, se minha mãe fosse viva ela cuidaria de mim? ela me arrumaria igual a Eduarda arruma a Kelly? Eu nunca vou saber, mas me sinto bem e bonita, e sorriu, não me lembro de ter tirado um dia só para cuidar de mim.

A festa está linda, eu amo essas terras que eu moro, amo tudo aqui e acho linda todas as flores, toda arrumação está perfeita, são poucas pessoas convidadas, algumas amigas da Angélica da escola, pessoas que trabalham na fazenda , meus já irmãos estão todos aqui.

_ Violeta quase não reconheci, me permita dizer mas você está linda.

_ Obrigada 

Mathias um peão que trabalha com meus irmãos fala, ele trabalha aqui desde sempre, mas nunca foi de falar comigo além de bom dia, boa tarde ou boa noite e até estranho.

_ Mathias vai circulando!

Gaspar a aprece com sua cara séria de sempre.

_ só estava cumprimentando a Violeta Gaspar.

Ele fala e eu acho um absurdo a grosseria do Gaspar.

_ Já olhou? Agora circula!

Mathias vai e eu fecho a cara.

_ não tenho medo da sua cara feia, é melhor não dá abertura a esses peões e essa arrumação toda ai achei muito exagerada, to de olho em você Violeta!

Gaspar fala e eu acho um absurdo tudo, para evitar uma discussão dou as costas e saio de perto dele, a cerimonia começa e me sento na frente para ver tudo, me emociono a cerimonia inteira, ver a Angélica casando com meu irmão, ela está linda com um vestido todo rendado, uma coroa de flores, parece um anjo de verdade, meu irmão a esperando com um sorriso de apaixonado no rosto e eu me imagino casando, imagino meu dia, e penso no Diego, sempre que penso essas coisas eu lembro do Di, eu sei que é bobagem ele já deve até ser casado, eu nem sei mais como ele é hoje, só lembro que ele tinha um olhar marcante, não sei se vou casar um dia, afinal o Gaspar e meus irmãos não me deixam se aproximar de nenhum rapazes, mas eu gostaria do fundo do meu coração de viver esse momento com alguém bom e que me amasse muito.

Na hora de jogar o buquê eu acaba indo para o meio da roda e para minha surpresa eu pego o buquê.

_ você vai ser a próxima a casar!

Alguém fala eu nego com a cabeça, não acredito nessa historia, então derepente parece que todo mundo é congelado, um homem alto começa andar em nossa direção, quanto mais ele se aproxima mais alto ele parecer ser, ele veste uma roupa que parece ser de um príncipe, os cabelos dele se movimentam indo para frente do rosto e ele passa a mão os colocando para trás, ele para e coloca uma das mãos nos quadris e com o dedo mindinho coça a sobrancelha, igual o Diego fazia.

__ Não pode ser!

Falo me sentindo nervosa e então eu vejo aquele olhar que eu nunca esquecei, um olhar doce e carinhoso que só ele tinha, o garoto mais doce que conheci, sim é ele:

__ Diego...

Continua...

Olá meninas a largada foi dada e postei o capítulo 01, deixem sua estrelinha e comentários se estão gostando, volto logo.

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