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Capa do romance VIOLET THOMPSON - SÉRIE LEI & VINGANÇA LIVRO 2

VIOLET THOMPSON - SÉRIE LEI & VINGANÇA LIVRO 2

Violet Thompson enfrenta uma fase turbulenta quando o Juiz Dalamon Costta, uma figura marcante de seu passado, ressurge inesperadamente. No entanto, esse reencontro dos sonhos é repleto de obstáculos. Para complicar, Ivan Czar entra em cena, demonstrando todo o ciúme possessivo de um mafioso cafajeste. Diante de dois homens extremamente intensos, Violet se vê em um dilema: ela deverá escolher um deles ou encontrará uma forma de não precisar renunciar a nenhum?
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Capítulo 3

Um barulho alto e constante alcançou os ouvidos de toda a equipe médica de dentro da sala de cirurgia. O cirurgião e a médica auxiliar ficaram atentos no monitor, precisavam de certa forma, prosseguir com a cirurgia. A paciente chegou e u estado crítico e seu coração parecia estar em colapso.

— Doutor, estamos perdendo ela!! — A cirurgiã auxiliar monitora a tela com a linha totalmente reta e ao mesmo tempo o alarde de que uma parada cardíaca havia se começado.

Ele teria que ser rápido em suas decisões, cada segundo conta, a cada instante, tudo depende do tempo. A vida, e decisões erradas podem desencadear grandes consequências, médico precisa utilizar de seus conhecimentos e de suas habilidades de forma precisa.

— Injete ⅔ de Epinefrina na veia da paciente. – instantes depois, foi feito o que lhe foi dito, enquanto o médico tentava de todas as formas reanimar a paciente que por um milagre, havia sobrevivido na queda da ponte.

Agora, ela corria sérios perigos.

— Não está funcionando doutor! — A mulher diz assim que não nota nem se quer uma batida fraca no monitor.

— Aumente a dose para ¾ de Epinefrina e mantém o ritmo da bomba.

— Sem reação doutor. — Ela diz após analisar o monitor cardíaco.

— Droga, você pegue o desfibrilador. — O doutor preparava seus instrumentos sobre a mesa de ferro, ele havia acabado de a operar para tentar corrigir uma obstrução na válvula direita.

— Rápido!

— Aqui Doutor. — Um rapaz igualmente vestido de verde aparece com o objeto em um carrinho com rodinhas.

— Aumente a voltagem para cem... — Ele dá a ordem enquanto a ajudante segurava um balão de oxigênio e bombeava manualmente conforme a contagem de descargas elétricas sobre o corpo já pálido.

— Ok, diminuem para 90. — O corpo sacoleja sobre a mesa de cirurgia e nenhuma reação ocorria.

— Continue bombeando...

— Mais uma dose de ⅜ de Epinefrina. — E nada. O tempo se passava lentamente e a cada segundo sem pulsação, menores são as chances de sobrevivência. Violet realmente estava morrendo.

🌹🌹🌹

Abro lentamente meus olhos, a primeira coisa que vejo são paredes brancas, uma pequena janela fechada e ao lado esquerdo uma porta verde. Havia algo, como um barulho repetitivo e irritante.

— Oi. — A voz grave veio do lado direito e ao focar meus olhos, notei um homem barbudo e cabeludo me encarando. Ele tinha um porte de lutador, com uma cicatriz no lado esquerdo de seu rosto.

Assustador! Porém, bonito.

— Oi. — Respondo sentindo minha garganta seca. Ele se levanta e eu me encolhi.

— Calma, vou só avisar o doutor que você acordou. — Seus olhos, mesmo que perigosos, de alguma forma, conseguiam demonstrar confiança.

— S-Sim. — Consegui responder sentindo toda a garganta doer, ele sai pela porta a minha frente.

Olho para meu corpo e vejo fios no meu busto, levo as mãos ao meu rosto e sinto que há pequenos canos nas laterais dele que seguiam até meu nariz. Tento lembrar de algo, mas nada me vem a cabeça. Nem mesmo meu próprio nome!

Quem sou eu? A porta se abre e dela entram o homem barbudo mais outro todo de branco.

— Bom dia Srtª, sou o Doutor Agnes. Como se sente? — Ele vem em minha direção, enquanto o outro se manteve de pé perto da porta.

— Me sinto bem, mas também sinto que está faltando algo... – Confesso que estou muito assustada. Acordei em um hospital sem saber de quase nada sobre mim.

— Hum. Certo! — Ele anota algo em uma prancheta. — Pode me dizer seu nome?

Meu nome? Meu... Nome. Pensei um pouco tentando me lembrar de alguma coisa vagueei meus olhos pelo quarto me perdendo no olhar do homem parado na porta.

— Eu... Não sei. — Respondo em uma lufada de ar. O homem na porta se mexe inquieto, suspira e se aproxima.

— Sabe pelo menos de onde você veio? Sua família? Algum parente... — Ele diz e noto sua impaciência ao tom grave.

— Não. — Respondo ao tentar forçar minha mente. A sensação era horrível! Como se... Pertencesse a um lugar, mas ao mesmo tempo a lugar algum. Minha cabeça está apenas, vazia.

— Droga! — Ele xinga e o médico me direciona um sorriso sutil.

— É normal algo desse tipo acontecer, você poderia ter sequelas piores, não poder andar, falar, comer sozinha, entre outros.

— Moça, eu te achei sobre a beira do rio East... – O homem barbudo diz e fico sem o que responder.

— É. Teve muitas sorte Srta. — o médico fala se distanciando.

O rio? Lembro apenas de ter caído na água, memórias torcidas começam a surgir! Uma batida de carro... Meu grito e em fim, a escuridão!

— E-eu não me lembro. — Respondo apreensiva. Pela primeira impressão ele pode ser um cara confiável, mas ainda assim mantenho minhas dúvidas. Ele suspira.

— Bom, acho que não temos mais nada a fazer. — O doutor diz com um leve sorriso no rosto, parecia convicto no que estava falando. — Você precisa se lembrar aos poucos, talvez precise de uma assistência Social. E quando perceber, já terá sua vida normal de volta.

— Espera. O que aconteceu comigo? — Analisei todos os fios em meu corpo ligados às máquinas do lado direito.

— Precisamos fazer uma operação simples em seu coração. Ele estava apresentando uma deformação no ventríloquo direito, utilizamos um cateter para desobstruir uma artéria. — O médico fala, senti um leve cansaço. Fechei os olhos e respirei fundo.

— Sr. Greco, deixarei este receituário. Ela precisará tomar alguns analgésicos para dor e antibióticos, para a imunidade baixa a paciente pode começar uma alimentação mais saudável e pequenas caminhadas.

— Ok. — Ouço ele responder pegando o papel amarelo.

— Ela só terá algumas restrições e recomendações quanto a higienização da incisão, irei dar a alta pela tarde. Uma enfermeira virá para retirar o aparelho respiratório.

E assim ele sai pela porta, me deixando sobre os olhares do tal Greco.

— Então, não se lembra mesmo de nada? — Ele senta sobre a poltrona ao lado da minha cama.

— Não. — Respondo apreensiva.

— Podemos começar então. Me chamo Ricardo. — Ele estende a mão e retribuo o cumprimento.

— Eu não sei o meu nome. — Respondo sentindo o vazio me consumir. — Eu não me lembro de nada!

Uma lágrima cai de meus olhos e sinto uma mão a enxugando de meu rosto. Greco estava bem perto de mim, fazendo meu constrangimento aparecer como vermelhidão em minhas faces.

— Ei, você pode recomeçar. Está bem? Que tal um nome novo que você goste?

— Amélia. — Respondo, era um nome familiar para mim, o único que eu sentia fazer parte de mim e achei que seria um ótimo nome.

— Amélia? — Concordei com a cabeça e ele sorriu satisfeito. — Lindo nome.

— Então, neste caso... Bem vinda de volta ao mundo Amélia!

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