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Capa do romance Vingança: A Segunda Chance

Vingança: A Segunda Chance

Após ser empurrada do terraço por Laura, sua melhor amiga, e traída por seu ex, Pedro, uma jovem desperta misteriosamente três meses antes de sua morte. Com a chance de retomar sua bolsa de estudos e evitar sua ruína, ela descobre que Pedro também voltou no tempo para manipular o futuro. Agora, ciente das intenções cruéis de seus rivais, ela inicia um jogo estratégico de vingança para reescrever seu destino e garantir que não será a vítima outra vez.
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Capítulo 3

Laura não desistiu. Ela se inclinou sobre a minha mesa, o rosto perigosamente perto do meu, o sorriso venenoso de volta.

"Só um conselho de amiga, Sofia", ela sussurrou, a voz carregada de uma ameaça velada. "Tome cuidado com o que você bebe antes de eventos importantes. Às vezes, as pessoas podem ter o estômago fraco."

Meu sangue gelou.

Minhas unhas se cravaram na palma da minha mão, a dor aguda me ancorando no presente.

Ela estava falando sobre o dia da entrevista para o intercâmbio.

A memória, antes uma mancha de dor e humilhação, voltou com uma clareza cortante. Eu estava nervosa, minhas mãos suando. Laura apareceu com um sorriso radiante, segurando uma garrafa de uma bebida energética importada, minha favorita.

"Para te dar sorte!", ela disse, animada. "Bebi um pouco, é delicioso. Você precisa de toda a energia possível!"

Eu, tola e confiante, bebi.

Vinte minutos depois, no meio da minha apresentação para a banca de avaliadores, meu estômago começou a se contorcer em espasmos violentos. Suor frio brotou na minha testa, a visão ficou turva. Tentei continuar, mas as palavras saíam embaralhadas, sem sentido. Acabei vomitando no banheiro da sala de espera, humilhada, minha chance de ouro transformada em um desastre completo.

Na época, Pedro me "consolou", dizendo que era apenas azar, que meu nervosismo tinha atacado meu estômago.

Laura me abraçou, dizendo que sentia muito por mim.

Mentirosos. Traidores.

Agora, olhando para o rosto presunçoso de Laura, eu via tudo. A bebida não era para dar sorte. Era para me destruir. Eles planejaram tudo.

"Obrigada pelo conselho, Laura", respondi, minha voz um fio de gelo. "Mas, ao contrário de certas pessoas, eu não preciso de artimanhas para conseguir o que quero. Eu consigo com meu próprio esforço."

A raiva brilhou nos olhos dela antes de ser mascarada por um falso ar de ofendida. Ela se afastou rebolando, voltando para os braços de Pedro, que a esperava na porta da biblioteca com um olhar triunfante.

Olhando para eles, eu não sentia mais a dor da traição. Sentia uma espécie de pena amarga.

Pedro, em sua arrogância renascida, achava que tinha a fórmula para o sucesso. Casar com Laura, usar o dinheiro da família dela, construir seu império. Que idiota. Ele não sabia que a empresa da família de Laura iria à falência em poucos anos devido à má gestão e a investimentos arriscados. Ele estava apostando em um cavalo perdedor, e estava sacrificando tudo por isso.

Minha vingança não seria apenas expô-los. Seria deixá-los construir seu castelo de cartas e depois assistir tudo desmoronar, exatamente como eles fizeram comigo.

Nos dias seguintes, o plano de Pedro começou a se desenrolar, e era tão patético quanto eu imaginava.

Ele começou a faltar às aulas de reforço da noite para levar Laura a jantares caros e ao cinema.

Ele, que antes contava cada centavo, agora aparecia com tênis de edição limitada e o último modelo de celular. Para pagar por tudo isso, ele arrumou um emprego de meio período em uma lanchonete, chegando na escola com olheiras e cheiro de gordura.

Laura, por sua vez, exibia seus novos presentes como troféus, postando fotos de tudo nas redes sociais com legendas melosas sobre o "melhor namorado do mundo".

Não demorou muito para as consequências aparecerem.

Um aviso foi afixado no mural principal da escola, uma lista de alunos com frequência insuficiente nas aulas obrigatórias.

O nome de Pedro estava lá, em negrito.

Ele começou a andar com um grupo de rapazes mais velhos, conhecidos por arrumar confusão e fumar nos fundos da escola. A ambição em seus olhos foi sendo substituída por uma espécie de desespero disfarçado de rebeldia.

Uma tarde, eu estava descendo as escadas quando dei de cara com eles. Pedro, Laura e seu novo séquito de "amigos".

Pedro me viu e um sorriso de escárnio se espalhou por seu rosto.

"Olha só, se não é a nossa futura ganhadora do Prêmio Nobel", ele disse em voz alta, para que seus amigos rissem. "Ainda perdendo sua vida com esses livros chatos, Sofia? Você deveria aprender a se divertir um pouco. A vida é curta."

Seus amigos riram. Laura sorriu, satisfeita, agarrada ao braço dele como um acessório caro.

Eu parei no degrau acima deles, olhando-os de cima.

Na minha vida passada, suas palavras teriam me ferido. Agora, elas soavam vazias, o eco das palavras de um fracassado.

A vida é curta, Pedro. Você não faz ideia.

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