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Capa do romance Vendida Para o Dono do Morro

Vendida Para o Dono do Morro

Nem sempre as escolhas que definem nossa trajetória são as que realmente desejamos. Minha rotina está prestes a sofrer uma reviravolta inexplicável, desafiando minha capacidade de superação. Em meio ao caos, surge a dúvida: serei capaz de amar alguém que é o meu oposto? Entre conflitos e perigos, resta saber se eles estão dispostos a mudar por esse sentimento ou se permitirão que as diferenças e o estilo de vida os afastem para sempre.
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Capítulo 3

Acordo no dia seguinte com alguém me abraçando. Reparo que estou no quarto. Como é que eu vim parar aqui? Será que foi o Terror que me trouxe para o quarto?

Tiro o braço do Terror da minha cintura, me levanto, vou ao banheiro, faço minha higiene e desço. Vou pra cozinha e vejo que tem uma senhora fazendo o café.

Natália— Bom dia?

?— Bom dia, flor. Você deve ser a Natália? O menino Nathan falou de você ontem.

Natália— Sou eu mesma e a senhora é…?

?— Meu nome é Maria. Sou eu que cuida da casa e das crianças. Vem, o café já está quase pronto. Só vou colocar na mesa.

Natália— Eu ajudo a senhora. É bom que distrai a cabeça.

Dona Maria ri. Estou ajudando ela até a Pamela aparecer com a mesma roupa de ontem.

Maria— Qualquer dia seu irmão vai descobrir e você vai estar encrencada, menina.

Pamela— Ele não vai saber se a senhora não falar.

Olho para as duas sem entender nada do que elas estão falando.

Pamela— Depois eu te conto. Não me olha assim com esta cara de fofoqueira.

Comecei a rir. Ela me chamou de fofoqueira, eu não disse nada.

Natália— Eu não falei nada e a única fofoqueira aqui é você. — Mostro a língua para ela.

Ela ajudou a arrumar a mesa para o café da manhã. Terror apareceu na cozinha. Dá um abraço na dona Maria e um beijo na cabeça da Pamela.

Terror— Natália, prepara pra mim dois pão e quero café puro.

Pamela— Você não tem mão não, Nathan? Lia não é sua empregada.

Natalia— Pam, deixa. Eu faço o pão dele. Não quero que brigue por mim. Sério.

Vejo o Terror mostrar o dedo para Pamela. Eu não aguento e caio na risada. Faço o pão e coloco o café na xícara, deixo tudo na sua frente, faço o meu e tomamos café no silêncio até a chegada dos amigos do Terror.

Terror— Minha casa virou a casa da mãe Joana foi?

Grego— Calma, amor. — Fala com a voz fina.

Terror— Vai tomar no cú com caralho de amor.

Eu, Pamela e o VK caímos na risada.

Grego— Bom dia, gatas.

VK— Bom dia, minas. Fala aí, feia. — Ele abraça a Pamela.

Pamela— Feia é teu rabo. Eu sou gostosa.

Natalia— Bom dia… VK, né? — Pergunto. Vai que erre o nome do menino.

Vk — Isso mesmo, Lia.

Terror— É Natalia pra você, fi.

Todos olham para o Terror que encara nós também.

Terror— Perderam o cú na minha cara, foi porra?

Grego— Seja bem-vinda ao rebanho de doido, Lia — Fala olhando para Terror que se levanta e sai da cozinha.

Minutos depois, Terror volta para a cozinha e me olha.

Terror— Natalia, vamos até o quarto comigo.

Natalia— Para quê? — Pergunto com medo.

Terror— Pra porra nenhuma. Vem logo.

Me levanto da mesa e subo para o quarto. Terror fica parado na porta, quanto eu me sento na cama de frente pra ele.

Terror— Você vai cuidar da casa. Dona Maria vai ter que ficar fora por alguns dias.

Natalia— Tá bom, sem problema.

Ele sai do quarto e eu fico até eu ver ele saindo com seus amigos de moto. Saio do quarto e vou para cozinha. Pamela está comendo ainda.

Pamela— O que o idiota do meu irmão queria? — Fala com a boca cheia.

Natalia— Pra avisar que vou ter que cuidar da casa, porque a dona Maria vai ficar fora por algumas semanas.

Pamela— Ele só pode estar louco. Semana que vem nós começamos aqui na UPA. Eu vou falar com ele, Lia.

Natalia— Não quero que brigue com o seu irmão por mim e eu também gosto de arrumar a casa e você pode ajudar, preguiçosa.

Pamela se levanta e me ajuda a limpar a casa. Ela limpa o andar de cima e eu limpo o andar de baixo. Limpei a sala, a cozinha e a área de lazer. Já está tudo limpo. Volto para dentro e começo a procurar as coisas pra fazer o almoço.

Pamela— Lia, já limpei. Vai fazer o almoço, amiga. Queria te ajudar, mas sou péssima na cozinha.

Natalia— Oh amiga, eu amo cozinhar. Vou fazer arroz, feijão, lasanha e carne acebolada, mas não tem nada pra fazer lasanha nem cebola.

Pamela— Vou mandar mensagem pro Natan. Ele compra e traz.

Pamela liga para o Terror e escuta ele falar que vai comprar e trazer daqui a pouco. Enquanto isso, eu coloco o feijão e o arroz no fogo e começo a temperar a carne. Vinte minutos depois, Terror entra na cozinha cheio de sacolas com um rapaz que deixa as sacolas na mesa e sai de casa. Terror coloca o restante das sacolas no balcão.

Terror— Está tudo aí.

Natalia— Tá bom. Obrigada.

Terror sai da cozinha e vai para sala. Peço ajuda da Pamela para montar a lasanha e depois de quase tudo pronto, colocamos na mesa. Escutamos as vozes do Terror, Grego e o VK. Eles estavam rindo e gritando.

Já estava tudo na mesa. Pamela vai lá e chama os meninos pra almoçar. Tiro a minha comida e a do Terror. Ele se senta do meu lado. Depois que terminamos o almoço, Pamela me ajuda a lavar a louça, depois ficamos assistindo filme no quarto dela. A tarde passou rápido. Eu ajeito tudo e vou para o quarto, porque hoje estou com dor de cabeça e acabo dormindo.

Acordo com a Pamela, pulando na cama sem parar.

Saímos de casa e entramos no carro do Terror. Grego foi na frente e pela cara, ele está morrendo de ciúmes de Pamela. Descemos a ladeira e chegamos no tal baile. Tinha muita gente. Mesmo assim, todos abriram caminho para nós passar. Terror pega no meu braço, Pamela segura a minha mão e eu olho tudo, mas todo mundo parece gostar muito. O som é alto demais. Fomos para uma área mas separada da multidão. Acho que era tipo uma área VIP. Ao chegar lá em cima, Terror me puxou de lado e falou no meu ouvido.

Terror— Toma cuidado. Só fica aqui em cima e só do lado da Pamela. Não fica com ninguém, porque senão, eu mato você e a pessoa que chegar perto.

Depois de falar, nem esperou eu responder e saiu. Ele vai para uma mesa cheia de homem. Volto a ficar do lado da Pamela encostada na grade olhando para a multidão lá embaixo.

Pâmela— Lá vem as putas do morro.

Natalia— Quem são, Pam?

Ela aponta para a escada que dá acesso ao camarote.

Pamela— Aquela ali é a puta da Letícia. Já passou na mão de todos os vapores do meu irmão. Ela e as suas amiguinhas querem pagar de fiel do Terror, do Grego e do VK.

Natalia — Ah tá, entendi, Pam.

Vejo a tal Letícia sentar no colo do Terror e olhar para mim. Ela se levanta. O Terror só observa de longe.

Letícia— Então é você, né puta? Que anda dentro da casa do meu macho.

Natalia— Oi, fofa, não estou entendendo.

Letícia— Não se faça de sonsa.

Natalia— Já que ele é seu macho, não parece.

Letícia— Vou te avisar. Saia da casa do meu macho ou eu quebro você na porrada.

Pamela— Com quem você pensa que está falando, boneca de voodoo?

Ela fica com raiva e vai para cima da Pamela. Eu segurei ela pelos cabelos duros e jogo ela no chão. Vejo o Terror vindo em nossa direção.

Natalia— Se quer ameaçar, vai em frente. Agora se você encostar na Pamela, eu mesma quebro você, fofa. Se quer que eu vá embora, manda o seu macho dar minha liberdade.

Terror— Que porra aconteceu aqui, Natalia?

Letícia— ela me bateu, amor.

Terror— Cala a porra da boca, caralho e Menor, tira esta merda daqui vai. Tô esperando você duas falar.

Pamela— Perguntei para porra da Letícia, Terror, ela aí me bater. Natália só me defendeu. — Ele me olha.

Natalia— Amiga, já deu. Quero voltar para casa.

Pamela— Vamos, amiga. Vou chamar o Grego para nos levar.

Pamela sai e Terror se aproxima de mim.

Terror— Você é minha. Nunca vou te dar sua liberdade, Lia.

Ele termina de falar e sai. Vejo ele entregando a chave pro Grego.

Grego nos deixou na frente do portão e voltou. Entramos para dentro de casa, fui direto para o quarto, tiro a roupa e jogo uma água no corpo. Coloco uma camisola quase transparente junto da calcinha vermelha, deito e durmo.

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