Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Vampiro dos Meus Sonhos

Vampiro dos Meus Sonhos

Christine, uma Dhampir que valorizava o amor puro, vê seu mundo ruir após ser traída pelo cruel Eduardo. Fugindo da opressão desse vampiro sem escrúpulos, ela busca refúgio no clã dos Independentes. Lá, conhece Nicholas, um guerreiro letal que desperta nela uma paixão avassaladora e inesperada. Enquanto tenta curar seu coração ferido, Christine enfrenta um dilema: poderá ela amar novamente ou a obsessão de Eduardo destruirá sua liberdade e seu novo futuro ao lado de Nicholas?
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Pego a mochila e corro em direção a uma vasta floresta, algo que escondia nossa localização dos olhares humanos, depois de uma hora sem parar , dou com a visão da cidade. Finalmente poderia relaxar, mas não muito, apesar da esperança de encontrar a morada Independentes antes do anoitecer, devia continuar alerta.

Os Independentes, eram vampiros com uma forte lealdade para com os de sua raça, entre eles havia uma busca pela liberdade individual. Todas as actividades dos Independentes se centravam na lealdade e cumprimento da lei entre eles. Existiam para estragar os planos de alguns antigos, ou mesmo impedir líderes recentes de espalhar sua dominação sobre os outros. Assim foi criado um clã, vampiros suficientemente fortes para se defenderem deles e defenderem aqueles que não conseguiam lutar contra a opressão. Um clã formado para aplicar as leis, e as fazerem cumprir. Vampiros sem clãs se juntavam ou pediam asilo quando a razão era válida e justificável devido a crimes ou abusos.

Respirando fundo várias vezes ajeito o cabelo depois da correria, tentando passar despercebida entre os pedestres que enchiam as calçadas. Humanos concentrados nas suas rotinas diárias , não se preocupando com uma ameaça latente entre eles , apesar das regras que proibiam os vampiros de se alimentarem sem consentimento, ainda existiam renegados que não respeitavam a vida humana, apesar do castigo ser a morte , muitos arriscavam pelo prazer da caça. No fundo estar sob a proteção desses defensores da lei era um meio eficaz de afastar Eduardo até poder ter provas para o acusar e o fazer pagar por seu crime.

Olhando ao redor procuro a marca que indica os estabelecimentos geridos por simpatizantes de vampiros , conseguindo uma informação válida sobre os defensores dos mais fracos, depois de várias que não deram frutos e somente me fizeram perder um tempo precioso . Para meu alivio ainda tinha algumas horas até ao anoitecer , talvez Eduardo dentro da sua própria insanidade me esquecesse por um tempo, afinal ele pensava que eu seria uma menina obediente aos seus desejos, assim estaria relaxado , não imaginando que eu desaparecera nessa noite . Bastardo! Que vontade de arrancar suas presas uma a uma enquanto o observava se engasgar em seu próprio sangue.

Sem perder mais tempo e me livrando de tais pensamentos violentos sigo para o bar noturno indicado pelo humano escravizado por sangue. Proprietário de uma transportadora, suas informações não eram muito detalhadas sobre o clã, mas a informação de que o bar era um dos intermediários em suas entregas mensais era o suficiente. Mestres tinham a lealdade de certos humanos , dispostos em pontos estratégicos , úteis aos seus negócios , os viciavam com seu sangue, assim eles fariam qualquer coisa para ter mais uma dose . Lealdade comprada à força, eu diria , mas resultava, certos assuntos teriam que ser tratados à luz do dia , assim eles eram um meio seguro para serem a mão invisível dos seres da noite .

Bares góticos, um bom disfarce no meio dos humanos , que não tinham nem ideia que os donos e a maioria dos frequentadores eram vampiros procurando dadores dispostos a uma troca de fluidos. Qualquer tipo de fluido, devo acrescentar. Tinha visitado poucos na minha ainda curta vida , mas sabia como tudo funcionava, apesar de não ser participante desse tipo de eventos , era uma boa observadora. Um sorriso sem graça desponta em meus lábios, lembrar desses tempos alegres com Andreia me deixavam nostálgica . Era tão sem noção do que se passava realmente ao meu redor. Droga! Me sentia tão estúpida por não ter visto como aquele mundo era realmente.

Ao entrar, a escuridão no lugar ainda vazio fez mudar a cor dos meus olhos , uma Dhamphir se adaptava as condiçoes que à medida iam surgindo, perante o dia e a luz do sol habitualmente meus olhos eram castanhos claros , mas com a visão vampírica se tornavam cinzentos. Imaginava que estariam dessa cor no momento em que olhei ao redor, o que me permitia ver a aura de cada ser, os distinguindo entre os humanos.

Algumas luzes psicadélicas iluminavam o local, dando o estilo de sombras em todos os lugares , mesmo assim conseguia perceber o barman humano que freneticamente limpava os copos que seriam usados nessa noite em questão. Robustos sofás, ocultos nas sombras davam privacidade a quem quisesse estar longe dos olhares dos demais, predispostos estrategicamente para troca de sangue entre outras coisas , imaginava.

Quatro mesas eram distribuídas aleatoriamente em frente aos instrumentos musicais que provavelmente seriam usados na atracão da noite. Contando com o barman, notava a presença de mais dois humanos, sentados em uma das mesas do centro , sua ansiedade era latente,talvez a primeira vez num lugar assim. Sua indumentaria excessivamente revestida de correntes e um exagerado eyeliner mostrava que tentavam se ambientar, muito cedo na minha opinião.

O bar Darkness, era famoso por suas noites de arromba , mas somente mais pela noite dentro , não ao entardecer. Mas meu interesse residia na segunda mesa, um trio ao longe, com postura relaxada sem se importarem com os presentes , conversando animadamente. Podiam até passar despercebidos para os poucos clientes, mas para mim, sua aura era luminosa. Vampiros ! Aproximei-me cautelosa , mas confiante .

__ Oi !- mostro um sorriso amigavel, apesar de forçado. __ Posso vos dar uma palavrinha ?

Como habitual num vampiro , sou detalhadamente analisada dos pés à cabeça como se tentassem ler os meus mais profundos segredos pela linguagem corporal, postura , até pelo olhar. . Podiam sonhar com isso , nunca iria acontecer, conseguia bloquear minha mente , quase imune a todos os seus poderes naturais .

__ Pode perguntar o que quiser doçura! – Um deles rapidamente se recostou na cadeira mostrando seu amplo peito descoberto sob a camisa preta e justa, seu sorriso sensual mostrava a pretensão de me derreter. Podia até achar engraçado se me encontrasse noutra situação que não aquela . Ser seduzida seria impossível nos próximos tempos, minhas cicatrizes eram recentes em relação a homens . Sem mais rodeios , encaro os três , um a um pausadamente .

__ Preciso de asilo. – Olhei ao redor , me certificando que mais ninguém entrara entretanto. Sentia nas minhas entranhas que meu tempo escasseava. __ È urgente! Sei que aqui, de todos os presentes , só vocês tem a informação que preciso, neste caso, a morada, o resto eu posso tratar. A tensão que se instalou entre os três me envolveu, apesar das trocas de olhares e comunicações secretas , permaneciam em silencio. __ Por favor , não estou brincando, cada segundo que passa , estou em maior perigo!

__ Calma moça! - A mulher finalmente decide intervir, mostrando um sorriso amigável, mesmo assim notava a desconfiança enquanto estudava minha reação.

__ Sou Beatriz! Meus amigos aqui... - assinalando cada um deles continuou.__ Olonso e Alleandro. Na minha humilde opinião achava que não era hora para muitas apresentações , afinal estava em fuga , precisava de ajuda, proteção, mesmo assim, retribuo o cumprimento, suspirando impaciente.

__ Muito prazer. Meu nome é Christine!

__ Noto que não é humana totalmente! O que realmente você è? E mais , como você sabe quem somos?

Beatriz se mostrava firme com as perguntas , apontando para uma cadeira insistiu para que socializasse um pouco. Percebia que não obteria ajuda em meus termos e sim nos dela, assim achava melhor seguir a corrente . Só desejava que a corrente não me levasse para longe num maremoto gigante e fatal. Resignada me sento ao mesmo tempo que Alleandro se levanta, se afastando. Meu olhar segue seus movimentos , levando seu celular ao ouvido me deixou esperançosa. Menos mal, talvez obtivesse uma resposta em breve.

__ Consigo perceber quem são porque sou mestiça. -Declarei como se fosse algo natural, o que não era . Mas o nervosismo tomava conta de mim, clientes começavam a surgir , cada vez mais barulho , mais confusão, isso significava que tinha escurecido o suficiente para que vampiros andassem pelas ruas da cidade, o que indicava que meu tempo tinha terminado .

Um assobio rapidamente me tirou de um dos pensamentos mais sombrios, imaginar a reação de Eduardo ao descobrir que me tinha rebelado contra seu poder. Isso me assustava, droga , mais do que tinha imaginado.

_ O quê é? - Olonso me olhava com descrença, o que fez com que o encarasse rudemente.

__ Nada ,não! Só fiquei surpreso. Dhamphirs são raras entre nós. Seu sorriso mostrava duas presas bem alinhadas e afiadas sob o lábio superior, confirmando que eu estava certa, vampiros puros. __ Podemos te ajudar! Alleandro está tratando disso nesse momento.

As palavras de Beatriz soaram de imediato na minha mente, me tranquilizando, uma respiração profunda de alivio acompanhou o meu agradecimento mental e verbal .

__ Nicholas respondeu ao meu chamado, em um minuto estará aqui. - Alleandro olhou Beatriz e Olonso antes de me encarar com um meio sorriso. __ Você terá que esperar e falar diretamente com ele.

Mesmo sendo uma boa noticia , não relaxei, esperava que fosse literalmente um minuto, não tinha tanta certeza do tempo que ainda teria, esperar ali como um alvo a ser atacado, não era propriamente uma das minhas ideias iniciais.

Eduardo tinha a rapidez própria de um vampiro centenário com poderes extremamente desenvolvidos. Eu, pelo contrario, uma mestiça com poderes sobrenaturais mas ainda por desenvolver, com apenas 23 anos de experiência no mundo vampiro, não me parecia uma rival á altura para o vencer. Estava perdida , sem dúvida alguma.

Você pode gostar

Capa do romance A Redenção do Alfa
8.6
Criado sob as ordens de um líder cruel, Tristan Tybalt suportou abusos até que a perda de sua amada o levou a matar o Alfa de Maldagam. Agora no poder, o novo protetor dos fracos assume a missão de escoltar uma bela santa para cumprir uma antiga profecia. No entanto, a conexão avassaladora entre o lobo e a jovem ameaça o destino da nação. Entre raças inimigas e um amor proibido, Tristan deve decidir se seguirá o legado ou seu coração ferido.
Capa do romance A Segunda Chance de Sofia
8.3
Sofia desperta no passado com lembranças vívidas de um futuro trágico. Ela recorda a traição de Lucas com Mariana e sua própria morte solitária. No dia do noivado com o renomado arquiteto, Sofia percebe que recebeu uma oportunidade divina para mudar tudo. Determinada a não ser novamente uma vítima de negligência e humilhação, ela decide romper o ciclo de sofrimento. Agora, ela lutará para retomar o controle de sua vida e reescrever sua história com as próprias mãos.
Capa do romance Apoteose
9.7
Zen Luo caiu da nobreza para a escravidão, tornando-se um saco de pancadas humano para seus primos. Tudo muda quando ele descobre como transformar o próprio corpo em uma arma lendária. Movido por uma fé inabalável e sede de vingança, ele enfrenta guerreiros de clãs poderosos em um mundo em caos. Confiando em sua nova natureza física para superar inimigos brutais, Zen trilha o caminho rumo à imortalidade. Será ele capaz de alcançar o topo do mundo?
Capa do romance Entre Anjos e Demônios: O Herdeiro do Purgatório
9.2
Uriel é um jovem de quinze anos dividido entre duas realidades distintas e assustadoras. Diante do desafio de escolher um único caminho, ele embarca em uma jornada perigosa por mundos desconhecidos ao lado de seus amigos. O grupo precisa enfrentar uma ameaça misteriosa para restaurar o equilíbrio universal. Nessa aventura repleta de riscos, o adolescente busca combater o mal enquanto tenta finalmente descobrir sua verdadeira identidade e essência.
Capa do romance Exilada Pelo Meu Companheiro, Coroada Por Canalhas
9.3
Após sete anos presa injustamente, meu companheiro Alfa me liberta para assumir o posto de Luna por obrigação. Contudo, ele me abandona ao primeiro sinal de crise de Serafina, a irmã adotiva que me incriminou. Ao descobrir que meus pais planejam meu exílio permanente para proteger a saúde dela, a dor dá lugar ao vazio. Diante do descarte da própria família, recebo uma proposta de fuga para o norte. Eles acham que me expulsaram, mas eu já escolhi partir.
Capa do romance Maridos trocados, sentimentos emaranhados
8.6
Após uma vida de traições, Gracie e Ellie renascem com a chance de mudar seus destinos. Ellie, cobiçando o falso prestígio de Theo, apressa-se em desposá-lo, sem saber que repete o erro trágico da irmã. Já Gracie escolhe um casamento de contrato com Brayden, o homem que outrora abandonou Ellie. Surpreendentemente, ela descobre nele um protetor feroz diante dos perigos. Entre escolhas trocadas e novas alianças, as irmãs buscam um final diferente para suas histórias.