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Capa do romance UNIDOS PELA VINGANÇA

UNIDOS PELA VINGANÇA

Danilo dedicou anos à arquitetura de um plano meticuloso para destruir um magnata cruel e perigoso. Sua jornada solitária muda drasticamente ao cruzar com Aline, uma mulher movida pelo mesmo ódio e sede de justiça. Embora acreditem que o pacto entre eles seja estritamente estratégico e focado em retribuição, a convivência forçada revela sentimentos inesperados. Em meio ao perigo, eles descobrirão que o destino reserva algo além da destruição compartilhada.
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Capítulo 2

NARRAÇÃO DANILO

Olho em volta para ver se não é nenhuma brincadeira, alguma piada das pessoas da Suzana.

- Você não trabalha para o Sr. Rech.

Digo voltando minha atenção para a bela mulher á minha frente.

- Conhece todos os funcionários do Sr. Rech?

Questiona com a sobrancelha erguida e não gosto do olhar superior que vem junto. Sim, conheço todos que trabalham para ele, pelo menos diretamente já que possui muitas empresas espalhadas. Pelo menos os que trabalham na central com ele, conheço muito bem. O prédio da empresa Rech possui dez andares que estabelece o nível de hierarquia ali dentro. Os cinco primeiros andares não são importante ao meu ver, mas conheço todos os 40 funcionários que ali estão, ele são os soldados da linha de frente.

Conhecer cada um me dá maiores vantagens para conquistar e derrubar o império. Conheço suas historias, alguns de seus segredos, seus desejos, suas fraquezas. Por um ano montei o arquivo de funcionários daquele lugar e Dra. Baldan não faz parte dele. Meu arquivo foi atualizado recentemente com a contratação da Olívia, no setor de marketing. Alguns funcionários até o quinto andar podem mudar sem problema, mas dali pra cima nada muda, tudo se mantém na base da confiança e lealdade.

Quinto andar ficam os contadores, sexto andar chamo de lavagem de dinheiro, pessoas responsáveis por entregar o dinheiro antes ilegal, mas agora limpo aos contadores.

Sétimo andar ficam os advogados, o jurídico que por um tempo venho desejando fazer parte. Oitavo andar ficam os parceiros fantasmas que ninguém tem acesso. Nono andar pertence ao braço direito do Sr. Rech, o seu maior homem de confiança, Carlos Brandão e seus seguranças. Ele é responsável pela barreira que impede o mundo de tocar César Rech, o que tem infiltrados na polícia, em todo lugar. No topo do mundo está meu alvo, que pretendo derrubar muito em breve e queimar todo seu reinado.

- Vai ficar me olhando como se fosse arrancar todo meu histórico de vida? Não te interessa quem sou, mas sim quem me mandou e porque.

- Me prova que veio em nome do Sr. Rech!

- Isso é um absurdo! Direi ao Dr. Ferraz que você se negou a me ouvir, ele que procure outra forma de conversar com você.

Fala irritada e quando se vira para ir embora, seguro seu braço.

- Juliano Ferraz quem te mandou?

- Sr. Rech deu uma ordem ao Dr. Ferraz, que me mandou porque é um incompetente de merda.

- Não acho que seu chefe ficaria feliz ao ouvir chamá-lo assim.

Volta a se virar pra mim, tira do bolso o celular e procura alguma coisa. Aperta o áudio e a voz do Juliano surge.

- Aline, estou lhe dando uma ordem e deve cumpri-la. Sr. Rech deseja que o Dr. Spinoza esteja aqui nesta manhã.

Sorri e então um segundo áudio começa.

- A ordem foi para que você procure o Dr. Spinoza e não eu. Se é incompetente, um bosta de um advogado que não levanta a porra da bunda da cadeira pra merda nenhuma, a culpa não é minha. Me chame de Dra. Baldan, não sou sua amiga para me chamar de Aline.

Não contenho a risada alta, desacreditando da coragem dessa mulher em bater de frente assim como Juliano Ferraz. Paro de rir ao ver sua expressão séria e me pergunto se essa mulher é sempre fria assim.

- Então se chama Aline Baldan!

- Meu nome não te interessa, mas o motivo de estar aqui sim.

Puxa seu braço pra se soltar da minha mão e arruma seu cabelo.

- Sr. Rech deseja conversar com você.

- Interessante! Quando?

- Agora!

- Preciso tomar um banho, irei assim que me arrumar.

- Espero aqui!

Cruza os braços e volta os óculos escuro para o rosto.

- Aqui?

- Sim!

- Por que?

- Se eu for embora vai demorar ou até mesmo não ir. Não quero correr o risco de não efetuar algo por sua falta de inteligência, qualquer outro tipo de erro seu.

- Estou dizendo que irei em breve, pode ir.

Mantém-se parada feito uma mula empacada e respiro fundo.

- O carro da empresa está nos esperando, seja rápido.

Ordena como se fosse minha dona.

- Quem você pensa que é para me dar ordens?

Pergunto me aproximando e ficando bem próxima de seu rosto. Ela abaixa os óculos e me olha por cima.

- Sou Aline Baldan e odeio esperar! Se não voltar em vinte minutos vou embora e digo que se negou a me acompanhar.

- Estou me sentindo um prisioneiro com seu carcereiro grosso em cima. Quer vir comigo e garantir que eu não fuja?

- Uma ótima idéia!

Sai da minha frente e caminha pra dentro do meu prédio.

- O que?

Fico em choque e corro pra alcançá-la.

- Aquilo foi ironia!

- Eu sei!

- Não era realmente para vir junto.

- Só que eu vim!

Entra no elevador e aperta o botão do meu andar.

- Como sabe meu andar?

- Você faz muitas perguntas.

- É claro que faço, tem uma louca que conhece a minha vida e não sei nada sobre ela.

- Sabe meu nome e sobrenome, é o suficiente.

- Aposto que deve ser odiada por todos.

- Não procuro aprovação e amor de ninguém, Sr. Spinoza! Me odiar é reflexo de sua incompetência, burrice e falta de controle da situação.

Chegamos ao meu andar e ela caminha até minha porta.

- Você é sempre prepotente e arrogante assim?

- Sim!

Responde e pela primeira vez sorri com satisfação.

- Quinze minutos, melhor se apressar.

Bufando, resmungando e com uma vontade absurda de mandar essa mulher para o inferno, abro a porta e entro.

- Já volto!

Aviso e vou para o meu quarto, tentando entender a mulher mais irritante, grossa, prepotente, arrogante, mandona, folgada, sem noção e linda que já vi na vida. Sim, sua beleza deve ser o que atrai os homens até ela, pra depois comer suas partes intimas, capando suas masculinidades.

******************

Termino de me arrumar, ajeito minha gravata e sinto um cheiro bom de café. Ela está usando a minha cozinha? Coloco meu relógio e saio do quarto pronto para dizer algumas coisas a insuportável Dra. Baldan. Paro de andar quando vejo no balcão dois lugares para tomar café. Tem ovos mexidos, torradas, frutas, café, suco...

- Sr. Rech vai se atrasar, ganhou mais vinte minutos.

- Você mexeu nas minhas coisas?

- Não precisa me agradecer pelo café da manhã, estou com fome também.

Se senta em um dos bancos e começa a se servir.

- Você é... é... é...

- Procure uma ofensa enquanto come, não quero perder tempo.

Respiro fundo para me acalmar, tento de verdade tentar fazer meu corpo relaxar, mas não consigo.

- Quer saber o motivo de te chamarem?

Sua pergunta faz tudo sumir e a curiosidade tomar conta de tudo. Quando menos percebo estou sentado ao seu lado como um cachorrinho obediente aguardando algo. Merda! Ela deve ser alguma encantadora de pênis, não e possível. Me serve o café e fico encarando cada detalhe de seu rosto. Parece um anjo, mas deve ser assim que o diabo envia seus demônios para nos confundir.

- Sr. Rech soube de sua vitória no processo em que o Dr. Ferraz representava a empresa.

- Soube?

- Sim!

Hum! Então se está me chamando é porque deseja me colocar na empresa e não sabe que Suzana comprou aquela sentença.

- A raiva do Dr. Ferraz deve ser por imaginar que perderá sua posição, após essa derrota.

Bebo meu café, me sentindo muito, muito bem. O segredo da sentença comprada está em segurança.

- Não sei porque o Sr. Rech chamaria você para assumir um cargo na empresa, já que a sentença foi comprada pela Dra. Vincent como presentinho ao seu amante.

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