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Capa do romance Uma Submissa para o CEO Arrogante

Uma Submissa para o CEO Arrogante

Mel luta para salvar seu irmão doente após perder os pais. Desesperada por recursos, ela aceita um trabalho peculiar para Levi Santiago, um CEO bilionário que esconde desejos de dominação em sua mansão. Levi evita sentimentos e busca apenas prazer, mas sua rotina muda ao encontrar Mel. Diferente de outras mulheres, ela desafia suas regras e se recusa a ser submissa, levando o poderoso magnata ao limite do controle e despertando uma obsessão inédita.
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Capítulo 2

Quando amanheceu, Mel saiu do hospital antes de tudo desmoronar de vez. Precisava de ar puro e pensar, pensar muito no que fazer e num novo emprego que tinha que buscar. Fechou os olhos para puxar energia e força de viver ainda naquela cidade, naquele bairro, naquele mundo desastroso.

Seu único prazer na vida era cuidar do seu irmão pequeno, de apenas doze anos, feliz e alegre. Trabalhava meio período numa lanchonete perto da escola do pequeno, quando ele saia, ela também terminava seu horário. Era o bastante para viver com ele, até o pequeno começar a demonstrar doenças exageradas e foi então que descobriu tudo. Deixou seu emprego, faculdade e amigos para cuidar do irmão, e tudo foi piorando quando precisou do dinheiro.

Ele não podia ficar sozinho, e ela não tinha como deixá-lo. Quando o menino foi internado no hospital, ela se desesperou ao ponto de receber calmantes. Agora, a conta estava absurdamente alta, e ela sem nem um real no bolso.

As ruas sempre lhe passavam uma calmaria e foi andando em direção a um que lugar que conhecia bem. Seus pais costumavam comer ali quando queriam passar um tempo juntos, o restaurante da sua madrinha... Ou quase madrinha.

Adentrou o espaço com um sorriso no rosto ela não deixaria suas tristezas impediram-na de sorrir para pessoas que um dia fizeram parte de lembranças boas.

- Mel. – A voz de sua madrinha a deixou animada e incentivada a pedir ajuda. Ela necessitava de ajuda. - Como você está? E Maurício? Conte-me todas as novidades.

- Estou bem. E ele também está tomando seus remédios e fazendo os procedimentos mais complicados. - Respondeu desviando o olhar. Sua madrinha a abraçou, massageando suas costas e o cabelo avermelhado comprido entrançado e bagunçado.

- Precisa de mais alguma coisa? - Desfez o pequeno abraço - Está apertado um pouco, mas eu posso ajudar com o que puder.

- Estamos esperando o momento certo para a cirurgia, mas a sua ajuda é sempre bem-vinda, inclusive tenho que dizer que fui demitida da cafeteria. - Contou quase por um fio.

- Eu te contrataria, mas já estamos cheios – a mulher passou a mão no rosto da garota e deu um sorriso depois. - Meu amor, você está precisando de um café, vem que eu lhe sirvo.

Acompanhou-lhe até o balcão sendo servida com seu café sem açúcar, seu preferido. Talvez a bebida mais maravilhosa que tem na face da terra. Enquanto saboreava seu delicioso café naquela manhã que tinha tudo para começar bem, o impacto de uma segunda pessoa ao seu lado a fez voltar ao seu mundo desastroso.

Primeiramente, deixou a xícara de volta ao balcão vendo sua madrinha sorrir para a mulher ao lado e depois lhe encarou. A aflição que vinha da mesma a deixou tensa, impossível uma pessoa ter toda aquela raiva antes das oito da manhã.

- Eu não aguento mais, Larissa, não aguento. Aquele homem acha que sou algum tipo de escrava que está livre e pronta para servi-lo quando quiser? Será que ele não se toca que também tenho uma vida e preciso me distrair. - Bradou à mulher, Larissa sorriu servindo outra xícara de café para a mulher que tentava se livrar de todas as bolsas que trazia e desligava o celular. - Ah, não, aqui você não vai me encontrar, eu não vou surtar e morrer nova por sua causa. Babaca!

- Mirella, por favor, se acalme, e você é tão nova para morrer assim de estresse. - Se encostou ali vendo a mulher tomar todo o café e pedir mais. - O que foi que aconteceu dessa vez?

- Tem um tempo que meu chefe procura uma empregada particular. A última simplesmente disse que ia ao shopping e não voltou mais. - Contou a mesma história que Larissa já tinha ouvido umas quinze vezes - E sabe a dificuldade de encontrar uma nova pessoa para que ele possa se distrair? Eu estava num encontro quando ele me ligou, e disse que precisava que eu fosse a casa dele, naquele momento, duas horas da madrugada. E sabe para que? - A outra negou - Para falar mal da minha incompetência em não fazer o que ele quer.

- Beba mais café. É só nisso que eu posso te ajudar. - Contou sorridente. - E você Mel, quando será a tal cirurgia? Ajudarei no que puder até para passar um tempo com ele no hospital.

- Ah, - A mulher distraída simplesmente sorriu voltando ao seu café. - A Dra. Disse que mais uma ou duas quimioterapia e o tumor será reduzido o máximo que conseguimos para fazer a cirurgia, então será o momento certo. Só vou precisar de dinheiro e de um novo emprego.

- Um novo emprego? - A moça ao lado simplesmente encarou a outra e recebeu um sorriso em troca - Você está atrás de um novo emprego? E no que você tem experiência?

- Mirela, não. - Do outro lado do balcão, Larissa interrompeu. - Eu conheço o temperamento do seu patrão, ele é mandão e minha querida fala tudo o que quer. Não parecia que eles se dariam bem.

- Não, madrinha, tudo bem. - Se animou com a proposta de emprego. - Eu já passei por muitos empregos. Então tenho muita coisa no meu currículo, em especial, como garçonete, uma empregada.

- Meu chefe paga muito bem e está precisando de uma empregada, particular. - Comentou a última parte mais baixo e encarou sua amiga do outro lado, a expressão não era das melhores, mas se tivesse uma oportunidade, nem que fosse mínima, de seu patrão gostar da garota, se agarraria nela. - Bom... Você é bonita, e esses cabelos ruivos parecem naturais.

- E eles são. - Tinha orgulho disso. Ao menos com a beleza Deus lhe abençoou e acabou ali.

- E olhos verdes, se você quiser eu posso te levar agora até ele, então vocês conversam e podem entrar em algum contrato.

- Eu quero.

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