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Capa do romance Uma Mãe para a Filha do Bilionário

Uma Mãe para a Filha do Bilionário

Nicole vive um romance com o bilionário Oliver Mackenzie, agindo como mãe para a pequena Eloá. O empresário decide se divorciar de Martina, uma mãe negligente, para proteger a filha e assumir seu amor pela babá. No entanto, o casal deve enfrentar as armadilhas da ex-esposa, que tenta reconquistar Oliver. Enquanto isso, Emily e Douglas Carter lutam contra o preconceito da família dele, provando que a força do sentimento supera qualquer diferença social.
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Capítulo 1

Oliver 

Já passava um pouco das oito horas da noite quando entrei no táxi em Nova York. Estava voltando de mais uma viagem de trabalho na qual precisei ficar fora por mais de dez dias e não via a hora de estar novamente com as duas mulheres da minha vida. 

— Espero que Eloá ainda esteja acordada — pensei.

— O que disse, senhor? — O taxista perguntou.

— Perdão — pedi constrangido — Estava falando sozinho.

O motorista sorriu e eu voltei novamente os meus pensamentos para a minha pequena e no quanto ela tinha mudado após a minha separação de Martina. Lembrar da criança que Eloá foi enquanto eu estava casado com sua própria mãe me trouxe um calafrio involuntário. Pensar na minha ex-mulher sempre me traz sentimentos ruins e me senti enojado apenas com a lembrança de suas maldades com a própria filha. 

Também senti mais uma vez a culpa, velha companheira, desde que consegui abrir os olhos para a verdade que sempre esteve diante de mim. O fato é que só tomei conhecimento das maldades de Martina após a nossa separação e isso é algo bastante doloroso.  Foram anos em que eu fui um pai relapso sobre o que estava acontecendo dentro da minha própria casa e isso me deixou angustiado.

Mas também existe algo que me consola e a própria Eloá faz questão de repetir sempre que tem oportunidade, é lembrar que a Nicole estava ao seu lado, protegendo e amando como a sua mãe deveria ter feito.

— Chegamos, senhor — o taxista apontou.

Só então constatei que estava distraído ao ponto de não perceber que o carro tinha parado e o motorista estava aguardando pelo pagamento da corrida, algo que fiz rapidamente.

— Pode ficar com o troco.

É o mínimo que eu posso fazer diante da paciência demonstrada pelo homem. 

Poucos minutos depois eu já estava abrindo a porta do meu apartamento e para a minha completa satisfação, encontrei Eloá e Nicole sentadas no carpete. Elas tinham um quebra cabeças enorme, todo de peças em madeira, e deduzi que deviam estar se divertindo muito com aquela tarefa.

— Vejo que as minhas garotas estão bastante ocupadas — comentei para chamar a atenção das duas.

— Papai! — Eloá gritou, correndo ao meu encontro e jogando seus bracinhos em meu pescoço quando a coloquei em meus braços.

— Como você cresceu, querida! — comentei divertido.

— Ah, papai! Não posso ter crescido tanto assim em poucos dias.

Nicole sorriu com a sábia resposta de Eloá e eu a chamei para se juntar a nós, algo que ela prontamente atendeu, abraçando a nós dois ao mesmo tempo.

— Para mim foram muitos dias! — apontei com sinceridade — Dias longos e que senti muita saudade das minhas garotas.

— Também sentimos saudades de você, Oliver — Nicole confessou, me fazendo sentir o homem mais feliz sobre a terra.

— Quero que me contem tudo o que aconteceu enquanto eu estive ausente — pedi, colocando Eloá de volta ao chão.

Sentamos todos juntos no carpete, o quebra cabeças sendo esquecido completamente enquanto Eloá tagarela sem parar sobre a escola, os amiguinhos, Karen e Ben e, principalmente, sobre o seu novo assunto preferido, os trigêmeos de Brian e Charlotte.

— Eu gostaria de ter irmãos, papai – Eloá disse, deixando a Nicole e a mim sem palavras — Quando eu poderei ter irmãozinhos iguais os do tio Brian e a tia Charlote?

O momento tornou-se tenso. Haviam muitas questões ainda para serem resolvidas que não dependiam de nós. Nicole foi providencial e nos salvou de uma resposta naquele momento 

— O que acha de pôr o pijama e ler o livro que compramos hoje? — sugeriu.

— Sim! — Eloá aceitou de imediato, já puxando Nicole para o seu quarto, esquecendo-se do assunto delicado.

Depois de alguns segundos que usei para me recuperar do momento tenso, levantei e fui ao meu quarto, deixar a mala e trocar o terno por outra roupa mais confortável. Só então fui ao quarto de Eloá, deseja-lhe boa noite.

Aquele assunto só voltou ao topo da conversa quando já estávamos apenas Nicole e eu em nosso quarto, já prontos para dormir.

— Ela tem falado muito sobre ter um irmão? Ou essa foi a primeira vez?

Quero saber se aquele foi apenas um rompante momentâneo ou é algo que vem ocupando a cabecinha da minha pequena em outros momentos.

— Ela não tinha falado sobre isso antes — Nicole contou, me deixando mais tranquilo.

— Fico mais aliviado em saber — confessei para minha namorada — Não podemos pensar em ter filho agora. Eu nem mesmo consegui me divorciar da Martina ainda!

Nicole ficou em silêncio, como sempre acontece quando levanto aquele assunto, mas hoje, diferente de outras ocasiões, eu não vou deixar que ela guarde seus pensamentos apenas para si. Preciso saber o que ela pensa e como se sente sobre a nossa situação atual.

Estávamos até então deitados na cama e encostados aos travesseiros enquanto conversamos sobre os dias em que estive ausente. Até então Nicole estava falante, mas agora, quando o assunto se tornou "Martina", o seu silêncio sempre é a resposta para todos os meus questionamentos.

— O que você pensa sobre esse assunto? — perguntei com interesse enquanto a encarava atento a todas as suas nuances — Nunca fala sobre isso. 

— Não há muito o que dizer — Nicole fugiu ao meu olhar — Temos que esperar sair a decisão do juiz.

— Estou cansado dessa situação com Martina — desabafei com irritação — Queria ser livre para fazer o que desejo. Não suporto mais tantas discussões e brigas com a minha ex-mulher.

Mais uma vez, o silêncio foi a minha única resposta.

— Por que você nunca diz nada sobre esse assunto? Por que sempre esse silêncio? Você não se incomoda de não podermos oficializar a nossa relação? 

Logo que escrevi aquelas palavras percebi o meu erro e como estava sendo injusto com Nicole.

— Desculpa, meu amor — pedi, puxando-a para um abraço — Falei bobagem.

— Eu não fiquei com raiva — Nicole tentou me tranquilizar — Você deve estar cansado da viagem. 

Provavelmente a Nicole tem razão, mas isso não me dá o direito de falar com ela daquela forma e eu disse exatamente isso para ela.

— Você me perdoa? 

Recebi um sorriso em resposta e ele foi uma boa resposta a minha questão.

— Eu te amo, Nicole. Não mereço você, sabe?

— Eu também te amo, Oliver. Você e a Eloá são muito importantes para mim.

Aquela declaração, dita com um olhar de devoção e amor me fez derreter por completo. Como posso ser um homem de tanta sorte? Eu não mereço Nicole, não depois de ter sido tão relapso com a minha filha, mas a Eloá merece a Nicole e eu jamais vou reclamar de tê-la em nossas vidas. 

A beijei de maneira apaixonada, sendo retribuído em igual proporção e logo estávamos vivendo toda a nossa paixão, entrelaçando nossos corpos debaixo dos lençóis de seda.

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