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Capa do romance Uma dose de natal, uma pitada de sacanagem

Uma dose de natal, uma pitada de sacanagem

Traída da pior maneira pelo marido e pela melhor amiga, uma mulher vê sua vida desmoronar em meio à humilhação. Em busca de um recomeço durante as festas de fim de ano, ela aceita um trabalho temporário de Natal. O que parecia ser apenas uma ocupação passageira para curar suas feridas logo se revela o ponto de virada definitivo. Esse novo caminho trará surpresas inesperadas, transformando seu destino e sua visão sobre o prazer para sempre.
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Capítulo 2

RENATA RODRIGUES

Já cheguei no trabalho para baixo.

- boa noite, esse é o fardamento!

Recebo a roupa que tenho de usar, me visto, a equipe com a qual trabalharei essa noite está super entrosada, todos comunicativos, faltantes, mas não me sinto bem perto deles, tenho certeza que todos estão julgando meu corpo, me achando gorda e feia, então fico no meu canto, fazendo meu trabalho, respondendo só o necessário, não quero muito papo com ninguém.

Quando estamos com tudo organizado para a chegada dos convidados e os noivos na recepção, uma mulher entra na cozinha esbaforida!

- não vai ter mais recepção!

-COMO ASSIM?

Minha voz sai mais alto do que esperava.

- a mãe do noivo passou mal e foi socorrida, os noivos casaram e estão indo direto para o hospital, parece que foi grave.

Fico chocada em saber disso e com pena dos noivos, principalmente do noivo, coitado!

A moça diz que vai pagar a todos e que podemos ir para casa, penso em avisar ao Henrique que estou largando mais cedo, na mesma hora desisto, ele deve está dormindo.

As crianças vão dormir na casa da minha irmã, ela as levará de volta a amanhã, então pego um Uber e volto para casa.

Entro em casa sem fazer barulho, pois tenho certeza de que o Henrique está dormindo, já entro com meus sapatos nas mãos, coloco ele no canto da porta e vou até a cozinha, bebo um copo d'água, me sentido cansada começo a caminhar para meu quarto, só quero dormir pois sei que amanhã o dia será cansativo cuidando da casa, subo as escadas e quando estou no corredor indo para meu quarto, escuto um barulho, na verdade um gemido!

Henrique está assistindo filmes porno a essa hora? Me aproximo com cuidado e sem fazer barulho, a porta está entreaberta, quando espio dentro do quarto vejo um filme de terror!

Minha melhor amiga Carol dando o cu para meu marido, em cima da minha cama! Ela está montada em cima dele, meu marido com seu pau dentro da bunda de Carol que está pulando sem parar!

Meu mundo inteiro desaba, o chão se abre embaixo dos meus pés, estou tão nervosa que sinto que vou desmaiar.

- Henrique? Carol?

Os dois paralisam e me olham, Henrique está branco como papel e Carol da um sorriso que me faz espumar e fala:

- chegou cedo amiga!

Todo meu nervosismo se transforma em fúria! Eu trabalhando e eles me fazendo de palhaça!

- VAGABUNDA DOS INFERNOS!

vou até ela e arranco de cima do meu marido pelos cabelos!

- comendo meu marido pelas minhas costas!

Nessa hora até agradeci por está com uns quilos mais, pois Carol magricela não teve forças para mim!

- puta safada! Traidora do caralho, vou quebrar sua cara!

Dou um soco no rosto de Carol que berra, mas não solto seus cabelos.

- me larga sua gorducha, me larga!

- desde quando você está comendo meu marido sua vagabunda? Em? desde quando?

- a meses, que culpa tenho se você é uma balofa? Eu sou gostosa e magra!

- desgraçada dos infernos!

Acerto um tapa na cara dela, em seguida finco minhas unhas em sua bochecha e arranho sua cara.

- aí aí aí, Henrique me ajuda, a gorda da sua mulher vai matar!

Quando Henrique fez menção de interferir, eu olho para ele de um jeito, que ele só um passo pra trás.

Puxo Carol pelos cabelos escada a baixo e saio rebocando ela, para fora da minha casa.

- deixa eu pegar minhas roupas!

- pegar suas roupas um caralho, a vizinhança toda vai ver que você é uma puta, vai voltar andando para sua casa nua!

Falo, pois conhecendo meus vizinhos como conheço, sei que já saíram de dentro de casa por conta dos gritos e devem estar ouvindo todo barraco.

Vou estapeando ela no meio do caminho e quando chego na porta de casa, abro e a jogo na rua completamente palada! Como imaginei, a rua está repleta de vizinhos fofoqueiros espiando tudo, então eu enchos os pulmões de ar e berro para todo mundo ouvir:

- PEGUEI ESSA PUTA DANDO O CU PARA MEU MARIDO, EM CIMDA DA MINHA CAMA!

Todos fazem um barulho de espanto e começa o borburinho.

- ISSO É UMA TALARICA!

Bato as mãos uma na outra, como se tivesse pegado em algo sujo, Carol que caiu sentada, se levanta e tenta cobrir os peitos e a boceta com as mãos, enquanto caminha para casa dela.

- AGORA EU TENHO QUE ME LIVRAR DO OUTRO LIXO!

Digo e entro para casa, Henrique já está vestido com uma bermuda, ele anda pela sala de um lado para o outro.

- não era para você ter visto isso Renta, você chegou cedo!

Quando eu escuto a idiotice que ele fala, eu avanço até ele e rodo a mão na cara dele, dou um tapa que sinto a palma da minha mão queimar!

- Seu vagabundo dos infernos! Você quer que eu peça desculpas por ter chegado cedo? Vai te foder!

Eu nunca fui de chamar palavrão e não estou me reconhecendo!

- Renata, calma, vamos conversar, você sabe, eu sou homem!

Não aguento ouvir tanta escrotice e pulo em cima dele, mordo seu pescoço e não solto por nada.

- caralho Renata!

Quando eu o solto, sinto o gosto de sangue na boca, eu só quero que ele sai da minha frente.

- pegue suas coisas e vai embora!

- eu não vou embora da minha casa!

- essa casa é minha!

Essa casa foi da minha mãe, após sua morte passou a ser minha herança, após a divisão de bens.

- eu tenho meus direitos!

- Henrique, eu vou ligar para polícia se você não sair!

Ele me olha e vendo que não estou para brincadeiras, decidi sair.

- eu vou, mas volto para conversamos, você está nervosa!

Ele tem a cara de pau de falar, então ele pede para ir buscar umas roupas e eu digo a ele para esperar lá fora, que vou preparar uma mala com suas roupas, peço a chaves que ele tem da casa, Henrique reluta, mas me entrega a chave, quando ele vai para fora esperar a mala que prometi, tranco a porta de chave, meu corpo treme e minhas mãos também, mesmo assim caminho até o quarto!

Quando abro o guarda roupa e vejo as roupas de Henrique, tenho uma ideia, ele pediu as roupas dele, eu falei que daria, só não disse como...

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