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Capa do romance Uma Cowgirl em minha vida

Uma Cowgirl em minha vida

Cristiano é um empresário gélido que despreza sentimentos, acumulando amantes e conflitos. Dono de um império e de um novo hospital em Pedra Bela, ele busca ferir o próprio irmão, Christopher, que ainda tenta conquistar seu afeto. No hospital, o misterioso Adalberto permanece em coma. Entre o dever e o destino, as amigas Ísis e Juliana iniciam suas carreiras na saúde, enquanto a cigana Dara luta contra previsões sombrias para evitar que vidas sejam destruídas.
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Capítulo 3

No quarto, Ísis manda mensagem para Juliana.

— Como foi com seu namorado?

— Comum, sinceramente não gosto tanto de fazer amor com ele como antes. Porque será?

— Deve ser porque não é a pessoa certa ainda para você.

— Sei lá amiga, eu amo meu namorado.

— Certo, então talvez esteja de TPM ou muito cansada.

— É pode ser isso mesmo. E nossos horários mudam amanhã, vai ser mais cansativo ainda.

— Vai ser quase igual se você pensar bem. A escola vai ser de dia e o trabalho a noite.

— É...

— E esse horário vai definir se no fim do curso continuaremos nesse hospital.

— Espero que sim, gostei muito de trabalhar lá. — Juliana lembra do rapaz em coma. — Viu, e aquele deus grego em coma, será que ele sai dessa?

— Muito provável que sim, acompanho o caso dele desde o início.

— Você o conhece?

— Não, ele é capataz de um tio vaqueiro.

— Muito lindo, tive uma impressão estranha quando o vi.

— O quê?

— Deu uma leve sensação que já o conhecia. Mais estou ficando louca, sei que nunca o vi antes. Mais ainda tenho essa impressão.

— RS... tá endoidando mulher.

— Sei lá, pode ser, RS.

— Bom, vamos dormir que já é muito tarde.

— Verdade, estou muito cansada.

— Boa noite amiga.

— Boa noite.

De manhã Christopher vai atrás de um carro para a enteada na cidade vizinha.

— Ísis, filha acorda. — Helena bate na porta do quarto da filha.

— Vai chegar atrasada na aula.

Ela acorda cheia de sono:

— Hummm... já vou mamãe.

— Se não levantar em cinco minutos vou te puxar da cama, seu café está na mesa.

— Sim, senhora. — Ela sai da cama se arrastando e vai se arrumar. — Preciso ir dormir mais cedo...

Ela entra na cozinha ainda se arrastando:

— Ainn mamãe que sono.

— Eu também estou querida, dormi muito tarde ontem. Vamos tome seu café e saia, já está na hora.

— Tá bom.

Ísis vai para o curso e encontra Juliana que também está morrendo de sono.

— Estou vendo que não seremos muito produtivas hoje. — Fala Ísis.

— Que merda. Não gosto de dar mancada no trabalho.

— E eu? AFF amo trabalhar, não quero perder meu serviço.

— Também não amiga.

Na volta para casa, Ísis está com tanta fome que para na padaria para tomar um lanche. Estaciona a motoca e uma mulher está indo até ela.

— Olá, meu nome é Dara.

— Sou, Ísis Silva.

— Poderia ler sua sorte por algumas moedas. 

Ísis fica pensativa.

— Pode ser.

Sorrindo Dara pega sua mão:

— Ah querida! Vejo um amor não correspondido. Escuridão, muitas lágrimas, muito rancor... sinto muito.

— Mais...

— Se afaste da tentação querida.

— Certo...

Dara ainda segurando sua mão e pergunta:

— Tem tempo para ver uma dança?

Ainda pensando no que ela disse responde:

— Sim, aqui estão suas moedas. — Ísis lhe dá três notas.

— Muito obrigada!

Dara leva Ísis sorrindo, seu grupo já está tocando e dançando. Ela fica no meio da praça vendo os ciganos dançando alegres. Dara é exótica, lindíssima, ninguém da cidade a paquera por ser cigana.

Um fazendeiro passa pela praça para entrar na padaria, observa a dança dos ciganos. 

Assim que coloca seus olhos em Dara, ele para como se estivesse petrificado. A olhando o homem diz uma única palavra:

— Maravilhosa! — Fala Hugh para si mesmo.

Dara olha o homem e também para de dançar por um instante. Dara sabe seu destino e volta a dançar, rodopia e volta a sorrir. Ísis segue o olhar dela, que está em seu amigo fazendeiro Hugh, Ísis vai até o amigo o cumprimentar.

— Oi Hugh como está? Que, que é isso? Oiê! — Balança a mão na frente do rosto dele.

— Ah, é... o que foi Ísis?

— Tá aí babando como um cão raivoso.

— RS, como está garota?

— Muito bem! Você gostou da Dara, não é? RS.

— Ela é maravilhosa.

— Pede para ela ler sua mão, seria uma boa desculpa para chegar perto, RS. Vou indo estou caindo de fome.

Ísis sai e Hugh se aproxima de Dara.

— Licença bela dama.

— Senhor?

— Poderia ler minha mão?

Ela sabe que não pode recusar, mais quando está perto de segurar a mão de Hugh, seu irmão a impede.

Manolo

— Seria um prazer ler sua mão senhor. — Manolo segura a mão de Hugh no lugar de Dara.

— Mais...

— A leitura é a mesma senhor. — Insiste Manolo. Vejo uma fazenda que está crescendo é produtor de soja. Tem sua própria marca de óleo, meus parabéns, senhor.

Dara abaixa os olhos aguardando o irmão terminar a leitura.

— Não irá demorar a crescer senhor.

Hugh olha para Dara e pergunta para o cigano.

— E no amor? O que vê?

Manolo vê algo que não pretende contar ao fazendeiro então mente.

— Por agora ficará só, daqui a um tempo conhecerá uma filha de um fazendeiro e se casará.

Hugh olha decepcionado para Manolo.

Manolo lhe solta a mão e Hugh lhe dá uma nota alta.

— Eu pensei que...

— Entendo senhor, mais tem cultura que não pode se misturar. Obrigado senhor. Vamos meninas.

Dara sai de cabeça baixa, Hugh os observa irem.

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