Capa do romance Um presente em minha vida

Um presente em minha vida

8.8 / 10.0
Jeniffer MeclinDeclin enfrentou a dor do abandono pelo marido no quinto mês de gestação. Sem apoio, ela buscou sustento como garçonete no Urbanspace Vanderbilt enquanto aguardava a chegada de seu bebê. Com o nascimento de Rogério, sua rotina passou a ser dedicada inteiramente ao bem-estar do filho. Esta narrativa apresenta uma trajetória de superação e sacrifício, mergulhando em dramas familiares e conflitos intensos sob uma nova perspectiva romântica.

Um presente em minha vida Capítulo 1

Jeniffer MeclinDeclin

Meu marido sempre foi um homem frio, cheio de segredos que não tinha confiança para dizer quais eram, isso me dói saber que ele não confia em mim para nada.

Sempre tento agradá-lo, mas nunca é suficiente para ele.

A noite, enquanto ele dorme, choro feito uma criança que só que o abraço de uma mãe ou um pai, coloco minha mão sobre minha barriga em uma forma protetora com lágrimas em meus olhos penso em tudo o que houve para chegar aonde cheguei, meu corpo vive cheios de hematomas, por conta de toda violência sofrida, por aquele que eu confiei e entreguei meu amor.

Meu semblante já não reluz mais brilho no olhar, minha voz já está fraca de tanto soltar gritos vazios.

Me sinto sufocada presa a um casamento que não tem mais amor, acho que nunca teve, mas como a boba que fui não dei a devida importância.

Você se precipitou, isso sim

Diz meu subconsciente com sarcasmo, me deixando mais devastada ainda, me achando alguém indigna do amor,a única coisa que tenho que pensar e em como vou fazer para dá o devido amor a esta criança que está em meu ventre.

Deixe esta criança em um lugar que irá dar amor a ela, algo que falta neste lar!

Diz meu subconsciente mais algo dentro de mim diz para não ouvi-lo desta vez.

Fecho lentamente meus olhos tentando segurar as lágrimas que estão querendo vir com a força de um vulcão em erupção.

Sinto seu corpo se mexer e ficou dura feito pedra para não acorda-ló, olho para o relógio na mesinha ao lado da cabeceira da cama e já são 4:30 da manhã, novamente não consigo dormir, me levanto e quando estou de pé sinto uma tontura, me seguro na parede ao lado, respiro fundo por alguns minutos quando estou totalmente estabilizada vou para cozinha preparar o café da manhã, ao lado da geladeira tem um espelho quando vejo minha imagem, meu coração se parte, não sou mais quem era. Me perdi no tempo, desde que me casei não sei mais o que é um sorriso verdadeiro.

Não me lembro quando sai de casa para aproveitar uma tarde que fosse com meus amigos, meu tempo se resume a trabalhar e cuidar dos afazeres da casa e das necessidades do meu marido, quando me olho no espelho, só consigo ver uma mulher cansada e com uma aparência de pelo menos vinte anos mais do que realmente tem, com o cabelo em formato de um coque todo bagunçado, os olhos grandes que ressaltam ainda mais as olheiras, o restante da maquiagem do dia anterior, maquiagem essa que uso pra esconder as agressões que sofro, a roupa toda folgada uma camisa grande que chega ao meus joelhos e um mini short folgado também.

Um verdadeiro farrapo, digna do Oscar da mais desarrumada das mulheres, olha oque esse casamento trouxe para você, nada mais que uma mulher destruída e não faz nem dois anos que você se casou e já está neste estado lastimável.

Mais uma vez a enxerida da minha subconsciência entra em ação, me deixando desanimada com as palavras que refere-se a mim, balanço ligeiramente minha cabeça e vou preparar o café.

Faço tudo que ele gosta, bacon, torrada com manteiga, café forte para ficar bem acordado e mini tortilhas para acompanhar ouço a porta sendo aberta e meu corpo começa a entrar em estado de alerta para todos os movimentos possíveis.

Ele entra e me olha com cautela como se estivesse estudando meu estado de espírito.

Lentamente ele se senta e começa a comer cento do outro lado da mesa e comemos a refeição em silêncio, uma memória do nosso casamento passa pela minha cabeça fazendo uma lagrima sair de meus olhos, lembro do homem apaixonado que ele se dizia ser, das promessas feitas dizendo que iria me proteger de tudo e todos, mas o que eu não sabia que ele não iria me proteger dele mesmo.

— Porque você mudou tanto? — falo baixinho só para eu mesma ouvi, mas ele olha para mim como se tivesse ouvido.

— Depois de dois anos você me faz essa maldita pergunta? — diz ele rosnado. — você é uma mulher sem sal, achava que era uma mulher com todas qualidades que um homem deseja mais estava errado, passei dois anos da minha maldita vida casado como você, e aqui estou até hoje. — ele faz uma pausa e respira fundo. — você é a mulher mais frustrante que conheci na minha vida e tive a infelicidade de te fazer minha esposa.

— Se não gosta de estamos casados porque não me dá logo o divórcio? Porque faz da minha vida um inferno. — pergunto entre prantos.

Ele bate as mãos na mesa, se levanta de sua cadeira e vem em minha direção, puxa meu cabelo para trás fazendo com que meu rosto vire para cima e de um jeito em meu pescoço, me faz olhar em seus olhos que está queimando em brasa com a fúria de seu ódio.

— Ouça bem porra! O'Que vou lhe dizer, pois, não irei falar duas vezes. — diz em um tom sombrio. — não vou te dar a merda do divórcio, a menos que eu morra,não se verá livre de mim. Enquanto eu viver serei seu marido e farei da sua vida um inferno. — da a palavra final e saí porta a fora. Me deixando devastada. Me envolvo e começo a chorar, não sei mais o que fazer da minha vida.

Você sabe sim!

Diz esse maldito subconsciente, dou um tapa em sua cara mentalmente para que ele se cale-se, esse maldito tem vida própria.

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