
Um Jeito Estranho de Amar
Capítulo 3
Joguei a calça dele novamente em algum lugar da sala e Apolo tomou
o pacotinho de mim, abrindo-o, e se abaixou a minha frente para colocar a
camisinha em mim. Assim que ele se levantou, eu o peguei no colo e o
recostei contra a parede, usando a mesma como apoio quando o penetrei
lentamente e passei a fodê-lo.
Minutos depois, nos conduzi até um espaço livre do sofá e me sentei,
segurando seu quadril, porém deixei que Apolo cavalgasse no seu próprio
ritmo. Nós dois estávamos com tanto tesão que logo gozamos. Eu, dentro
dele, mas protegido pelo preservativo. Ele, sobre minha barriga, melando-
me. Apolo saiu do meu colo e me jogou a toalha para que eu me limpasse.
— Que tal outra rodada, lá no nosso quarto? – Apolo perguntou e eu
assenti, já dizendo que seria a minha vez de sentir ele todinho dentro de mim.
Jacob me apertava a bunda e arranhava minhas costas enquanto eu ia
intensificando cada vez mais o meu vai e vem, sentindo-o me apertar, o que
me deixava ainda mais louco de tesão. Seu pau estava entre nós e, por
estarmos na posição papai e mamãe, a cada investida que eu dava, meu
abdômen pressionava nele, masturbando-o.
Como de costume, Jacob pediu para ir mais forte e assim o fiz,
sentindo segundos depois, ele gozar entre nossas barrigas. O meu orgasmo
veio logo em seguida, fazendo-me beijá-lo à medida que meu pau pulsava
dentro dele, preenchendo a camisinha. Me deitei ao seu lado e Jacob me
puxou para perto, parecendo não se importar se íamos sujar a cama e o
cobertor de sêmen.
— Sexo de reconciliação é o melhor de todos – ele comentou então
sorrimos um para o outro e Jacob me deu um selinho, depois voltei a
recostar minha cabeça em seu peito – Poderíamos brigar mais vezes, né?
— Não. Eu não gosto de ficar brigando com você.
— Tudo bem, mas tenta não ficar com ciúmes da Thea, ok querido?
Daqui a alguns meses, ela vai embora e seremos apenas eu, você e nossa
princesinha.
Assenti fechando os olhos enquanto sentia Jacob fazer um cafuné
gostosinho em minha cabeça.
— Amor, acabei esquecendo de te mostrar uma coisa – falei saindo
do banheiro à medida que Jacob terminava de trocar os lençóis da nossa
cama.
— Esqueceu o quê?
— Peraí que eu vou buscar.
Me enrolei na toalha, que estava me enxugando e sai do quarto,
descendo até a sala para pegar a sacola com as roupinhas. Quando voltei ao
quarto, não encontrei meu companheiro então o chamei e ele respondeu de
dentro do banheiro.
— Olha aqui, amor – falei depositando a sacola sobre a bancada da
pia e tirei a primeira peça.
— Ownn... Que coisa mais fofa, Apolo – ele disse, já pegando a
roupinha das minhas mãos.
— Também comprei essas aqui – murmurei, mostrando em seguidas
as demais pecinhas de roupas, que incluíam de vestidinhos rosas e floridos à
conjuntinhos com saias e shortinhos para nossa futura filha ser a bebê mais
estilosa do mundo.
— Aí amor. A nossa filha nem nasceu ainda e você já comprou
roupinha para ela vestir só quando ela tiver um aninho – Jacob comentou
rindo, me fazendo rir também.
— Eu sou precavido, querido. Vi, gostei e comprei. Vai lá que daqui
a um ano não tivesse mais, né? Aí a nossa princesinha não ia ficar lindona
nesses modelitos fofos. A gente precisa escolher o nome dela, Jacob. Vamos
escolher agora? – perguntei empolgado.
— Se acalma que ainda temos tempo, amor. Acho melhor você ir
buscar a Thea. Deve estar quase na hora do horário combinado.
— Thea? Que Thea? Não conheço nenhuma Thea?
— Apolo... – ele advertiu-me.
— Era brincadeira. Já estou indo – informei sorrindo, já saindo do
banheiro e indo para o closet, a fim de me vestir.
Assim que Theodora desceu, meu queixo caiu para segundos depois
eu franzir o cenho.
— Ownn... Que fofo! O Cherzito ficou até sem palavras.
— É claro que eu fiquei sem palavras, Ethan! Meu cérebro deu um nó
muito doido aqui e a única coisa que estou pensando é “Que porra é essa?”.
— Isso não foi um tom de elogio – ele retrucou.
— Jura?
— O que foi, Apolo? Eu gostei do look e do meu cabelo.
— Caladinha aí, fofa! – falei apontando o dedo para ela, depois me
virei para o Ethan – Como você me coloca um aplique divo daquele e me
amarra o cabelo depois? Você bebeu perfume por acaso? Sem contar que o
look está horroroso. Parece que ela acabou de vim da guerra ou coisa pior,
acabou de ser atacada por algum estuprador.
Vi Ethan rolar os olhos.
— Deixa de mimimi, Cherzito.
— Mimimi? Você por acaso sairia com essa roupa então?
— Nem fudendo todos os boys magia do mundo. Sou louca, mas
nesse nível aí já é demais.
— É disso que estou falando.
— Não me culpe. Não fui eu que dei isso para ela usar.
— Eu gostei da roupa, Apolo. E foi sua sogra que deu ela de presente
para mim.
— Ok, Thea. Vamos logo embora – falei e olhei para Ethan – Vai
com a gente ou vai no seu próprio carro?
— Hum... Deixe-me pensar. Vou endoidando sozinha ou
acompanhada de três amigas? Acho que fico com a segunda opção.
— Três amigas? Quem mais tanto vai? O Alexos já não está lá?
— Está, mas ela não vai com vocês? – ele indagou indicando a
Theodora e eu assentiu em confirmação – Pois então. Três amigas. Jacobito,
Cherzito e a Buchoca, que é minha amiga agora.
— Buchoca? Que porra de apelido é esse?
— Ué... Buchuda com Lindoca, dá Buchoca.
Não me aguentei e cai na risada sendo seguida pela Thea que tentava
até agora não rir, mas não resistiu.
“Esse Ethan é demais, Senhor”
— Ai ai, Ethan. Só você mesmo para inventar uns apelidos surreais
como esse.
— É porque eu sou especial.
— Então vamos, oh sua especial, senão a gente vai acabar se
atrasando para o casamento da minha irmã e se isso acontecer, ela é capaz de
arrancar os nossos paus à base da dentada. E não está escrito “Eu vou virar
um eunuco hoje” na minha agenda.
Tínhamos acabado de sair da casa do Ethan, onde o mesmo fora
buscar a roupa que ele iria usar no casamento da irmã do Apolo, quando de
repente senti uma vontade enorme de tomar sorvete e não tive vergonha em
expressar isso.
— Tô com desejo de tomar sorvete, Apolo.
— Eu também quero – Ethan anunciou no banco de trás.
— Não temos tempo, gente.
— Sua filha vai nascer com cara de sorvete.
— Isso mesmo, Buchoca. Joga praga nele.
— Ethan, cala a boca! – exclamou Apolo, que depois olhou para
mim, aproveitando a parada em um sinal de trânsito – E isso que você disse
é fisicamente impossível, ok?
— Por favor... – supliquei fazendo um gesto com as mãos.
— É miga, por favorzinho...
— Você vai pagar por acaso? – ele questionou o Ethan.
— Eu não.
— Então fica na sua.
— Deixa de ser mão de vaca, Cherzito.
Vi Apolo rolar os olhos e colocar o carro em movimento. Pensei que
ele fosse direto para a casa dele, mas sorri e beijei sua bochecha quando o
mesmo estacionou o carro a alguns metros de uma sorveteria chamada Ben &
Jerry’s.
— Tome – Apolo disse tirando uma nota de cinco dólares de sua
carteira e me entregando – Vá lá comprar seu sorvete e volte no mesmo
rastro. Não demore.
Assenti, já saindo do carro.
— Eu vou com você, Buchoca – escutei Ethan falar e logo ele me
acompanhou, enlaçando seu braço ao meu.
Quando eu entrei na sorveteria, logo de cara vi o banner da
novidade. Sorvete em forma de tacos mexicanos. Perguntei quanto era um,
mas com a nota que Apolo havia me dado eu não conseguiria comprar então
deixei Ethan fazendo o pedido dele e voltei até o carro.
— Me dá uma nota de vinte – mandei e ele me encarou com uma das
sobrancelhas erguida.
— Tem é ouro nesse sorvete por acaso?
— Anda, Apolo. Me dá logo uma nota de vinte dólares – ordenei e o
mesmo me passou a nota, meio emburrado.
Voltei para a sorveteria e me acabei em felicidade quando a moça me
deu o meu sorvete-taco tamanho grande, já o Ethan havia comprado uma
caixa pequena de sorvetes donuts, então retornamos para o carro.
— Isso vai dar merda. Tô até vendo – Apolo resmungou quando
entramos.
— Você está muito ranzinza hoje, Cherzito. Isso é falta de foder e de
ser fodido.
Dei uma gargalhada do comentário do Ethan e acabei me melando um
pouco de sorvete e algumas gotas sujaram o banco do carro, o que fez Apolo
me encarar, muito puto da vida.
— Não falei. Mais que droga!
— Desculpe – murmurei ainda tentando parar de rir.
Apolo apenas rolou os olhos, me ignorando.
— E para o seu governo, Ethan, eu comi e fui muito bem comido
antes de vim buscar vocês.
“Poxa... Perdi a chance de ver os dois se comendo” pensei
frustrada.
— Pois nem parece, amiga. Toma um donut para alegrar sua vida.
— Eu não quero nada não.
— JACOBITOOO! CHEGAAAMOS! – Ethan gritou assim que
entramos na casa.
— Ele deve ter escutado o carro estacionando na garagem – salientou
Apolo.
Jacob logo apareceu usando um avental bem engraçado e sugestivo
com o corpo de um homem nu segurando uma grelha de assar carne com uma
linguiça assada sobre a grelha onde deveria estar o pau dele.
“Eita, porra! Será que ele está pelado usando apenas esse
avental?”
— Oi, gente.
— Ui, Jacobito! Arrasando meu core desse jeito? Assim eu não
aguento. Pena que você é casado com o Cherzito, senão eu te arroxava era
aqui mesmo.
Jacob riu e Apolo, que já não estava com a cara muito boa, piorou de
vez.
— Eu espero que você esteja vestido atrás desse avental, porque uma
exposição pública de nudez já basta por um dia, né querido? – ele disse para
o outro que logo virou de costas para nós.
— Eu estou de cueca, amor – Jacob anunciou e virou de novo, se
aproximando de mim – Ei, eu conheço essa roupa.
— Sua mãe deu para ela de presente – Apolo informou.
— Ah... Eu tinha dando essa roupa de presente no aniversário dela,
na semana retrasada, lembra querido?
— É por isso que ela deu para a Buchoca, porque era feia demais
para ela própria usar – Ethan comentou, rindo.
— Não me diz que “Buchoca” é o seu apelido que ele te colocou? –
Jacob sussurrou e eu assenti sorrindo – Ok... E a propósito, amei o cabelo.
Tá diva demais.
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