Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Um doce presente

Um doce presente

Após a trágica perda de seu bebê, Gina Summers busca uma nova chance de ser mãe através da fertilização, evitando novos relacionamentos. Porém, um erro clínico a deixa grávida inesperadamente. Sua vida vira um caos quando Clive Jackson, um bilionário viúvo e amargurado, surge em sua porta reivindicando a paternidade da criança. Entre o luto de Clive e o desejo de independência de Gina, nasce uma conexão intensa, marcada por segredos e uma atração irresistível.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

_ Gina, eu preciso passar em casa rapidinho para pear algo e então a levarei para casa, ok! _ ele avisou e ela concordou, imaginando que assim que a deixasse em casa e retornaria para a festa.

Era melhor mesmo que o fizesse, caso contrário seu amigo Michael pensaria que estavam mesmo fazendo “aquilo”, ela pensou, sorrindo divertida.

Ficar bêbada tinha lá o seu lado divertido também, pensou ela.

Minutos depois paravam em frente à casa de Doug.

_Venha, eu não vou demorar. _ ele a chamou e Gina o seguiu para dentro da casa.

Não era a primeira vez que entrava na casa de Doug com ele quando seus pais estavam viajando, mas sempre ficava no piso inferior.

Ela não sabia bem o porquê, mas a mãe de Doug não gostava muito da amizade dos dois e ela preferia evitar a mulher a todo custo para evitar qualquer desentendimento.

_ Você não vai subir? _ Doug perguntou já no terceiro degrau da escada, olhando para ela com um sorriso divertido.

Gina negou.

_ Eu vou esperar aqui...

_Não seja boba! Meus pais não estão em casa. _ ele revirou os olhos.

Sem pensar direito no que estava fazendo, Gina deu de ombros e o seguiu escada acima.

Era a primeira vez que entrava no quarto de Doug, portanto ela olhou em volta para os vários pôsteres da banda favorita de ambos, enquanto ele se movimentava pelo quarto.

_ Você tem uma bela coleção aqui... _ ela comentou e quando se voltou para ele bateu de encontro ao seu peito.

Doug a fitava de uma maneira que nunca a fitara antes, seus lábios estavam entreabertos, sua respiração pesada.

_ Gina... _ ele gemeu seu nome antes de puxá-la para si e beijá-la ardentemente.

Aquela era a primeira vez que alguém a beijava.

A primeira vez que ela estava guardando para quando encontrasse alguém com quem realmente quisesse estar...

Mas por algum motivo ela não sentiu vontade de afastá-lo.

A língua de Doug penetrou sua boca, explorando cada recanto, e aos poucos Gina se viu respondendo ao beijo da mesma maneira.

Ela precisava interromper o beijo e sair dali depressa, mas não conseguia tomar iniciativa de encerrar aquilo e se afastar de Doug.

A bebida a deixara letárgica, era difícil raciocinar ao mesmo tempo em que Doug a beijava e apertava contra seu corpo.

Ele afastou os lábios dos seus, provando seu rosto e descendo por seu pescoço.

_Doug... _ ela chamou, sua respiração acelerada enquanto tentava recuperar o fôlego.

Mas ao invés de se afastar, Doug a fitou com os olhos amendoados, o desejo evidente em seu olhar.

_ O que estamos fazendo? _ ela perguntou, completamente confusa com o que estava acontecendo entre eles.

Eram amigos!

Sempre foram.

Quando eram mais novos, passando pelas transformações que todo jovem passava, ela havia imaginado como seria se Doug olhasse para ela como mais que uma amiga.

Mas também imaginara que, se isso acontecesse, mais tarde se arrependeria e a amizade deles já não seria mais a mesma.

Decidiu então deixar as coisas como estavam e via Doug se envolver com várias meninas sem se relacionar seriamente, e percebeu que tomara a decisão certa.

Então, porque ele a beijara agora?

Depois de tantos anos sendo apenas amigos.

_Estamos nos beijando, tolinha... _ ele sorriu, arrumando uma mecha de seus cabelos para trás de sua orelha enquanto a observava com carinho. _ Eu sempre me imaginei fazendo isso, mas nunca tive coragem de estragar nossa amizade. Mas essa noite...

Gina ficou para enquanto ele a beijava nos lábios novamente.

Sentia-se tonta ainda pelo efeito da bebida, seus pensamentos estavam completamente embaralhados em sua cabeça.

Em um instante se beijavam ali de pé, no meio do quarto de Doug, e no instante seguinte ele se ajeitava sobre ela em cima da cama enquanto abria o zíper de seu vestido.

_Você é tão linda... _ ele murmurou deslizando as mãos por todo o seu corpo e Gina não pode deixar de sentir prazer com o seu toque.

Era errado.

Eles eram amigos.

Mas estava entorpecida demais, envolvida demais nas sensações das mãos de Doug em sua pele.

Em pouco tempo ambos estavam completamente nus e ela observou o corpo dele, maravilhada com seu porte atlético.

Então ele se voltou para junto dela, tomando seus lábios novamente em um beijo faminto enquanto se ajeitava entre suas coxas...

Gina entrou em casa o mais silenciosamente possível para não despertar seus pais.

Estava completamente confusa sobre o que acontecera entre ela e Doug e precisava ficar sozinha para pensar no que fizeram.

Ela tivera sua primeira vez com seu melhor amigo, logo após beberem bastante em uma festa.

Doug lhe dissera que tudo ficaria bem; que fazia tempo que já pensava nela como mais do que uma amiga e que agora seriam namorados.

Deixou-se cair no chão do banheiro, sentindo a água quente batendo em suas costas, sem se importar se molhava os cabelos.

As coisas estavam mudando rápido demais e ela se sentia perdida.

Não soube ao certo quanto tempo ficara ali sentada sob o jato de água do chuveiro até começar a sentir frio.

Levantou-se, sentindo um desconforto entre suas coxas, lembrando-a mais uma vez do que acontecera e então se enrolou na toalha.

Talvez depois de algumas horas de sono pudesse pensar com clareza, mas pensar em quê exatamente? Ela se perguntou, deitada na cama e olhando para o teto.

O que não devia ter acontecido acontecera e não havia nada que pudesse fazer a respeito.

Ela e Doug fizeram sexo e ela temia que as coisas agora ficassem diferentes entre eles.

Fechou os olhos e após rolar de um lado a outro na cama, ela finalmente conseguiu dormir.

Nos dias que antecederam a partida de Doug para a universidade para qual ele iria, Doug não saiu do seu lado.

Mostrava-se carinhoso, fazia questão de ficar sempre ao seu lado e até mesmo contara aos pais de Gina que estavam namorando.

Seu pai ficara satisfeito, pois sempre os provocava dizendo que um dia seriam mais que amigos, mas sua mãe se mostrara um pouco receosa.

Gina ainda achava estranha a mudança, mas preferira deixar como estava.

Ela e Doug estavam se dando bem e isso era o que importava.

Não havia aquela sensação de calor que ela imaginara que sentiria quando fosse beijada e muito menos surgira outra oportunidade para que ficassem sozinhos novamente, então ficavam apenas nos abraços e beijos no quintal da casa de Gina ou quando saiam para passear.

Nas últimas semanas tudo parecera normal para Gina, mudando apenas com o fato de que agora ela e Doug não eram mais apenas amigos.

_ Gina, notei que não usou os absorventes que comprei para você, querida. _ disse sua mãe quando Gina estava deitada em sua cama lendo um livro.

Já era noite e Doug saíra dali fazia pouco tempo.

_ Meu período ainda não veio. _ ela respondeu, sem se constranger. Ela e sua mãe conversavam sobre tudo e as vezes Gina se sentia culpada por não ter contato sobre ter feito sexo com Doug.

Clery saiu do banheiro com algumas roupas sujas que levaria para lavar e observou Gina atentamente, com uma expressão preocupada.

Largou as roupas em um canto da cama e se sentou bem perto dela.

_ Queria, você e Doug já fizeram sexo? _ ela foi direta, pegando Gina de surpresa, que largou o livro e abaixou a cabeça, sem coragem de encarar a mãe nos olhos.

Isso foi o suficiente para responder à sua pergunta e Clery suspirou.

_ Me diga que ao menos usaram proteção? _ quis saber, começando a ficar preocupada e o olhar que Gina lhe lançou demonstrava confusão antes do pavor tomar conta de sua expressão.

Clery se levantou rapidamente, as mãos cerradas antes de pegar as roupas novamente e se encaminhar para a porta.

_Mãe... _ Gina chamou, mas ela não parou.

_ Assim que acordar vamos ao médico e faremos um teste de gravidez! _ ela disse da porta, encarando Gina com decepção evidente. _ E se por acaso estiver grávida, espero que Doug esteja preparado para subir ao altar porque é para lá que vocês vão!

Você pode gostar

Capa do romance A Noiva Indesejada É uma Lenda
9.4
Dante Moretti tratava sua noiva, prometida por uma dívida de sangue, como uma empregada. Após humilhá-la publicamente e permitir que sua amante destruísse a única lembrança de sua mãe, ele acreditou que ela estava arruinada. Contudo, a jovem submissa escondia uma identidade secreta: a Fantasma, lenda das pistas. Ao vencer a Corrida da Morte e ser reivindicada pelo perigoso Lorenzo Falcone, ela prova que Dante não perdeu apenas uma esposa, mas selou o próprio destino.
Capa do romance A Vingança Agridoce da Esposa Negligenciada
8.4
Casada com o produtor Bruno, suporte o desprezo dele para honrar o legado musical do meu pai. Contudo, após vê-lo com sua amante e sofrer um aborto causado por ela, meu mundo desabou. Bruno tentou fingir arrependimento, mas a perda do meu filho extinguiu qualquer rastro de afeto. Agora, movida por um frio desejo de justiça, decidi pedir o divórcio. Não aceitarei mais migalhas; vou recuperar minha herança e destruir quem me traiu sem piedade.
Capa do romance Amor possessivo: meu marido deficiente
9.1
Abandonada no altar, Elyse propõe casamento a Jayden, um estranho com deficiência que também foi rejeitado. Decidida a cuidar dele, ela ignora que seu novo marido é, na verdade, um bilionário influente. Inicialmente, Jayden planeja o divórcio por desconfiar das intenções dela, mas a bondade da esposa o conquista. Agora, o jogo virou: enquanto Elyse deseja a separação, o magnata fará de tudo para não perdê-la, preso em um dilema de amor e posse.
Capa do romance Limite do desejo
8.0
Após um encontro às cegas desastroso, Violet confronta seu pretendente e atrai a atenção de Terence, um bilionário intrigado por sua coragem. Uma noite intensa de paixão e bebidas leva o casal a um inesperado matrimônio, abençoado por suas famílias. Terence, antes frio, agora devota um amor ardente à esposa. Contudo, o retorno do ex-namorado de Violet ameaça essa união, trazendo à tona segredos ocultos há quatro anos que podem destruir sua felicidade.
Capa do romance Lobo em pele de cordeiro
8.4
Meses após completar dezoito anos, Electra descobre que está na miséria. O choque maior vem ao saber que seu falecido pai, em circunstâncias misteriosas, a vendeu para um magnata poderoso antes de partir. Sua existência vira um caos absoluto, mergulhando-a em um turbilhão de incertezas enquanto a jovem tenta identificar quem realmente é o vilão dessa história. Esta obra instigante desafia sua perspectiva sobre lealdade e perigo em um mundo de luxo.
Capa do romance Mamãe, não deixe o papai
8.7
Após um encontro acidental há seis anos, Lance, o herdeiro dos Hardwick, perdeu o contato com a mulher que mudou sua vida. Na mesma época, Carly foi expulsa de casa grávida e sem rumo. Agora uma médica renomada, ela reencontra Lance em um hospital, mas o confunde com um perigoso criminoso. Desesperada para proteger os dois filhos de uma má influência, Carly se choca ao ver que os pequenos já criaram um laço inexplicável com o pai biológico.