Capa do romance  UM CEO EM MINHA VIDA

UM CEO EM MINHA VIDA

9.3 / 10.0
Em UM CEO EM MINHA VIDA, Arthur Valente precisa de uma esposa para garantir seu império. Ele propõe um contrato à arquiteta Bia, unindo negócios e desejo. Este romance billionaire explora uma guerra de poder e paixão. Leia livros online grátis e descubra se o amor vencerá este acordo.
Resumo de UM CEO EM MINHA VIDA
Arthur Valente, o implacável magnata imobiliário de São Paulo, precisa de uma esposa para garantir seu império devido a uma cláusula de herança. Ele encontra a solução em Beatriz Lovatelli, uma arquiteta audaciosa que luta para salvar o legado de seu pai. O acordo é simples: um casamento de conveniência por um ano. No entanto, a antipatia mútua logo se transforma em uma paixão avassaladora, forçando-os a encarar uma perigosa guerra de sedução e poder.
Ler Mais

UM CEO EM MINHA VIDA Capítulo 1

POV: Arthur Valente

​O topo da Avenida Faria Lima sempre me deu a sensação de que o mundo era pequeno demais. Através do vidro do chão ao teto do meu escritório, os carros lá embaixo pareciam formigas metálicas em um labirinto de asfalto. Eu era o dono do labirinto.

​Ajustei o nó da minha gravata Hermès, sentindo a textura da seda contra os dedos. O reflexo no vidro me devolvia o que o mercado financeiro chamava de "O Tubarão": terno sob medida, ombros largos que denunciavam as horas de boxe às cinco da manhã, e um olhar que já havia feito CEOs experientes gaguejarem. Eu não tinha tempo para erros. Eu não tinha tempo para sentimentos. Eu tinha apenas metas.

​- O conselho está inquieto, Arthur - a voz de Dr. Marcelo, meu advogado de confiança há duas décadas, quebrou o silêncio da sala.

​Virei-me devagar. Marcelo estava sentado em uma das poltronas de couro italiano, com uma pasta de couro aberta sobre os joelhos. Ele parecia exausto. Eu, pelo contrário, sentia o sangue bombando, movido pelo café puro e pela fúria silenciosa.

​- O conselho é um bando de velhos gagás que herparam cadeiras que não sabem ocupar - retruquei, minha voz saindo num barítono baixo e cortante. - Eles deveriam estar agradecendo por eu ter triplicado o valor das ações nos últimos cinco anos.

​- Eles agradecem pelo lucro, mas temem a cláusula. A "Cláusula de Estabilidade Familiar" que seu avô, o velho Victorio Valente, deixou no estatuto. - Marcelo suspirou, ajeitando os óculos. - Você tem trinta dias, Arthur. Trinta dias para se casar, ou o controle acionário da Holding passa para as mãos da sua madrasta, Helena, e daqueles abutres que a apoiam. Se você não apresentar uma esposa, eles declaram que você não cumpre o "perfil de sucessão moral" da empresa.

​Senti um músculo na minha mandíbula saltar. Helena. Aquela mulher era uma praga que meu pai trouxera para dentro de casa e que agora tentava extirpar o que era meu por direito de sangue e suor.

​- Eu não vou me casar com uma debutante fútil para satisfazer o fantasma do meu avô - rosnei, caminhando até minha mesa de carvalho negro. - Ache uma brecha.

​- Não há brecha, Arthur. O estatuto é blindado. Você precisa de uma mulher. E precisa de uma que seja apresentável, que não tenha escândalos e que aceite assinar um contrato de confidencialidade que a mandaria para a cadeia se ela abrir a boca sobre a farsa.

​- Então compre uma - eu disse, friamente. - Ofereça o valor que for. Quero uma mulher que saiba o seu lugar, que sorria para as câmeras e que desapareça quando eu fechar a porta do meu quarto.

​Marcelo ia responder, mas meu interfone tocou. Era minha secretária, voz trêmula.

​- Sr. Valente? Desculpe interromper, mas a arquiteta que o senhor mandou chamar... ela está aqui. E ela disse que não vai esperar mais nenhum minuto.

​Ah, sim. O "problema" do terreno de Pinheiros. Um dos projetos mais ambiciosos da minha gestão estava travado porque uma pequena empresa de arquitetura se recusava a vender a última parcela de terra necessária para o empreendimento. Uma questão de "sentimentalismo", disseram-me. Eu odiava sentimentalismo. Era um custo desnecessário.

​- Mande-a entrar - ordenei. - Marcelo, terminamos isso depois. Vou resolver essa pendência de terra agora e você foca em encontrar a "candidata" para o casamento.

​A porta se abriu antes mesmo de Marcelo sair.

​E foi aí que o ar da sala pareceu mudar de densidade.

​Ela não entrou; ela invadiu. Cabelos castanhos ondulados que pareciam ter vida própria, caindo sobre os ombros de um blazer verde-esmeralda que destacava a pele clara. Ela não usava o uniforme das mulheres que frequentavam meu escritório - não havia saia lápis apertada ou saltos agulha desconfortáveis. Ela usava calças de alfaiataria, uma bota de couro e carregava um tubo de projetos debaixo do braço como se fosse uma arma.

​Mas foram os olhos que me prenderam. Verdes, cor de tempestade na floresta, e faiscando de uma raiva que eu raramente via alguém ter coragem de direcionar a mim.

​- O senhor deve ser o homem que acha que pode comprar a história da minha família com um cheque de muitos zeros - ela disse, sem nem esperar que eu me apresentasse. A voz dela era firme, aveludada, mas com uma nota de sarcasmo que me irritou e me instigou ao mesmo tempo.

​- Beatriz Lovatelli, presumo - falei, contornando a mesa com passos lentos, como um predador avaliando uma presa que acabou de entrar na sua toca. - Você está atrasada. E está sendo inconveniente.

​- Inconveniente? - Ela soltou uma risada curta e seca, aproximando-se. Ela era mais baixa que eu, mas me encarava de queixo erguido. - Inconveniente é receber três corretores seus por dia tentando me coagir a assinar a venda do escritório do meu pai. O terreno não está à venda, Sr. Valente. Nem por um milhão, nem por dez.

​Parei a poucos centímetros dela. O perfume dela me atingiu: nada de essências doces e infantis. Tinha cheiro de sândalo, chuva e algo puramente feminino que fez meu corpo reagir de uma forma que eu não esperava. Meus olhos desceram involuntariamente para a boca dela - lábios cheios, naturais, que agora estavam comprimidos em uma linha de determinação.

​- Tudo tem um preço, Beatriz - eu disse, baixando a voz, deixando-a carregada de autoridade. - Você está segurando um desenvolvimento de quinhentos milhões por causa de quatro paredes velhas e mofadas. O que você quer? Status? Uma diretoria na minha empresa? Aponte o valor e eu assino.

​Ela deu um passo à frente, invadindo meu espaço pessoal. Eu conseguia sentir o calor que emanava do corpo dela.

​- O senhor é tão pobre que só tem dinheiro, não é? - Ela falou, o tom agora baixo e perigoso. - Meu pai morreu desenhando naquele escritório. Aquelas paredes são o que restou dele. Não são "mofadas", são memórias. Coisa que um robô feito de terno e números como você jamais entenderia.

​Eu senti uma chama de irritação se transformar em algo mais sombrio e quente. Ninguém falava comigo daquela forma. A audácia dela era fascinante. Meus olhos percorreram o contorno do seu rosto, descendo pelo pescoço pulsante até o decote discreto do blazer. Onde outros viam uma arquiteta teimosa, eu comecei a ver algo muito mais interessante.

​Lembrei-me das palavras de Marcelo: preciso de uma esposa apresentável, sem escândalos, que precise de algo.

​Olhei para a pasta que meus assistentes tinham preparado sobre ela. O escritório dela estava afundado em dívidas de impostos que o pai deixara. Ela estava a um passo de perder tudo para o governo, não para mim. Ela estava lutando com unhas e dentes para salvar o que já estava condenado.

​Uma ideia, tão perversa quanto brilhante, começou a se formar na minha mente.

​- Você está em apuros, Beatriz - eu disse, minha voz agora suave, quase um carinho perigoso. - Sei que o banco deu um prazo de 15 dias para o leilão do imóvel por causa das dívidas fiscais. Você não está protegendo o escritório; você está apenas adiando o inevitável.

​O brilho nos olhos dela vacilou por um milésimo de segundo. A vulnerabilidade apareceu, e eu a capturei como um troféu.

​- Como você... - ela começou, mas eu a cortei.

​- Eu sou o Arthur Valente. Eu sei de tudo. - Dei mais um passo, encurralando-a contra a borda da minha mesa de carvalho. - Você quer salvar o escritório? Quer que ele permaneça intacto, como um monumento ao seu pai, e ainda ter capital para transformá-lo no maior escritório de arquitetura do país?

​Ela estava ofegante agora. O ódio ainda estava lá, mas a curiosidade e o desespero também.

​- Qual é a armadilha? - ela perguntou, a voz falhando levemente.

​Eu sorri. Não era um sorriso gentil. Era o sorriso do tubarão que finalmente sentiu o gosto do sangue na água.

​- Eu não quero apenas o seu terreno. Eu quero você. Pelo menos, o seu nome no papel. Eu lhe ofereço a quitação total das suas dívidas, a preservação do escritório do seu pai e cinquenta milhões de reais em uma conta protegida.

​Ela franziu a testa, confusa.

​- Para eu vender o terreno?

​- Não - eu disse, inclinando-me para frente até que minha boca estivesse perigosamente perto do seu ouvido, sentindo o arrepio que percorreu a pele dela. - Para ser minha esposa. Por doze meses.

​Beatriz congelou. Eu conseguia ouvir o ritmo acelerado do coração dela. O silêncio na sala era tão espesso que podia ser cortado com uma faca. Eu estava jogando meu jogo mais arriscado, e a peça mais valiosa estava bem na minha frente, cheirando a desafio e desejo reprimido.

​- Você ficou louco - ela sussurrou, tentando se afastar, mas eu coloquei as mãos na mesa, uma de cada lado do seu corpo, prendendo-a no meu círculo de poder.

​- Loucura é perder tudo o que você ama por orgulho, Beatriz. O que eu proponho é um negócio. O melhor que você receberá na vida.

​- Um casamento de fachada? - Ela me encarou, os olhos procurando uma mentira. - Por que eu?

​- Porque você tem fogo. E porque, de todas as mulheres que já entraram nesta sala, você foi a única que não baixou a cabeça para mim. Eu preciso de alguém que convença o mundo de que eu finalmente encontrei meu par.

​Eu a observei processar a informação. Ela olhou para as minhas mãos, depois para o meu rosto. A tensão sexual entre nós era um fio de alta voltagem, pronto para explodir a qualquer toque mais brusco.

​- E as... condições? - ela perguntou, a voz subindo uma oitava. - Um casamento de verdade envolve... coisas.

​Eu deixei meu olhar descer lentamente pelo corpo dela, marcando posse antes mesmo de ter o contrato assinado.

​- O contrato exige convivência. O público precisa acreditar que não conseguimos tirar as mãos um do outro. - Aproximei meu rosto do dela, o calor da minha pele quase tocando a dela. - E, olhando para você agora, Beatriz... acho que fingir desejo por você vai ser a parte mais fácil do meu trabalho.

​Ela levantou a mão, talvez para me empurrar, talvez para me dar um tapa. Mas quando a palma dela tocou o meu peito, sobre o meu coração, ela não empurrou. Os dedos dela se fecharam no tecido do meu terno caro.

​- Você é um monstro - ela murmurou, mas seus olhos estavam fixos nos meus lábios.

​- Talvez. Mas sou o monstro que vai salvar o seu mundo. O que me diz, Beatriz? Você assina com o diabo para salvar o seu paraíso?

Continue Lendo

UM CEO EM MINHA VIDA de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance Amor e Ódio: O Despertar da Fúria
9.7
Ana Lúcia morre após perder a filha e a mãe em tragédias armadas. Como espírito, descobre que seu marido, Pedro, e a sogra planejaram tudo para roubar sua herança de 50 milhões. Consumida pelo ódio, ela desperta milagrosamente no início do mesmo dia fatídico. Com Sofia viva ao seu lado e o dinheiro na conta, Ana inicia um contra-ataque gélido. Agora, ciente da ganância de Pedro, ela usará sua segunda chance para destruir os traidores e garantir sua vingança.
Capa do romance Amores Mafiosos - Família Calderón
8.4
O império dos Calderón projeta poder, mas esconde traições e segredos profundos. Entre alianças perigosas e negócios obscuros, cada membro da família enfrenta dilemas onde a lealdade e a ambição colidem. Em um cenário de vingança e amores proibidos, todos são testados emocionalmente. Agora, esses homens poderosos precisam decidir se protegem seus afetos ou mantêm o controle, tentando preservar a humanidade enquanto buscam o amor em meio ao caos da máfia.
Capa do romance Atraída pelo CEO
9.3
Após se formar, Suzanne conquista o cargo de secretária executiva no prestigiado Grupo Hunter, gigante do setor imobiliário californiano. Ao conhecer seu novo chefe, uma atração avassaladora surge instantaneamente. Contudo, o CEO é um viúvo recente que, com o coração endurecido pelo luto, jurou nunca mais amar. Diante dessa barreira emocional, Suzanne enfrentará o desafio de tentar curar as feridas do empresário e despertar novamente seus sentimentos.
Capa do romance Cinco Anos, Um Nome Esquecido
8.4
Breno recordava detalhes fúteis, mas ignorava a alergia mortal de Eliza. Após cinco anos, o descaso dele transbordou ao presentear Isabela, sua prioridade óbvia. Em um evento, ele sequer lembrou o nome real de Eliza, revelando o vazio da relação. Abandonada por ele em uma estrada escura com o tornozelo quebrado por se recusar a pedir desculpas à rival, ela finalmente encara o desperdício de sua dedicação enquanto ele parte, deixando-a ferida e sozinha na noite.
Capa do romance Desejo Pegando Fogo
8.8
No perigoso jogo da sedução, Kate dita uma regra clara: jamais se apaixonar. Porém, seu adversário Elliot Hollman desperta nela uma atração avassaladora que ameaça seu controle. Enquanto as chamas do desejo crescem, ela se vê confusa e envolvida por um sentimento que jurou evitar. Determinada a não se entregar, Kate usará todas as suas armas para vencer Elliot, embora a vitória pareça incerta. Ela jogará até o fim, mesmo que seu coração esteja em risco.
Capa do romance Gravida do ceo
8.0
Emília Miller é uma funcionária dedicada que busca seu lugar no império de Marlon Campbell, um magnata tão atraente quanto implacável. Ao participar do evento 'A Noite das Máscaras', ela espera apenas reconhecimento profissional, mas um encontro inesperado com seu chefe resulta em uma gravidez não planejada. Diante da nova realidade, Emília é cruelmente rejeitada por Marlon. Agora, ela precisa reunir forças para enfrentar sozinha os desafios de um futuro incerto e solitário.
Capítulos
Leia agora
Compartilhar