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Capa do romance Um bebê para o CEO italiano

Um bebê para o CEO italiano

Após uma noite intensa no Rio de Janeiro, Gabriela Nolasco vê sua vida mudar para sempre. Dois anos depois, o destino a coloca na empresa de Lorenzo Mancini, o italiano com quem viveu aquela paixão fugaz. Lorenzo, pressionado pela família a gerar um herdeiro aos trinta e oito anos, nunca esqueceu a mulher que sumiu após o encontro. O reencontro reacende o desejo e revela um segredo capaz de garantir sua herança, unindo-os em uma nova e profunda descoberta.
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Capítulo 3

—Está bem.. Você, minha melhor amiga e o meu irmão – falei e repeti aquilo na minha cabeça, não era estranho era só Estranho para caralho. Eu não sabia como colocar aquilo em palavras.. Não que eu tivesse alguma coisa contra, amava Diogo e Julia na mesma proporção.. Só não entendia o fato de eles esconderem isso de mim.. Até agora.

—Não faz essas caretas Gabi – ela pediu e eu nem sabia que estava fazendo careta. —Simplesmente aconteceu – ela falou com a voz um pouco baixa

—Desde quando? – perguntei, olhando diretamente em seus olhos. Ela balançou a cabeça, aquilo significava que tinha algum tempo que eles.. Era a minha melhor amiga e o meu irmão tudo bem.. Tudo bem! Aquilo não era nenhuma bicho de sete cabeças, ninguém iria morrer por aquilo.. Eu dava graças a Deus por estar tão relaxada, caso contrário eu poderia ter um pequeno surto.

—Tem um mês – ela falou e eu arregalei os olhos.. Um mês, tem um mês que eu viajei para fazer um trabalho com a minha turma de administração – foi quando você viajou – ela percebeu que eu tinha pensando exatamente naquilo. —Eu tenho tanto medo de perder a sua amizade.. Por isso eu nunca te contei – franzi o cenho.. Nunca me contou? Se só tinha um mês.. Como assim nunca? —Escuta.. Só escuta por favor – pediu e eu Puxei uma respiração forte. —Eu sempre gostei dele, mas eu sempre prezei a nossa amizade.. Nunca quis ter que dividir isso, e eu estava indo bem.. Até o dia que você viajou e eu me esqueci, vim aqui e bem.. – ema parou

—Você não pode mais se segurar? – perguntei e vi lágrimas brilhar nos olhos dela.

—Não.. Não pude, mas não foi uma coisa carnal. Quando eu lembrei que você tinha ido viajar eu estava saindo e ele pediu que eu ficasse – ela falou – tem noção do que é isso.. A pessoa que você pedindo para você não ir, no começo achei que a conversa iria ser sobre você —fez uma pausa – mas ele começou a contar uma história.. Uma história que resumia bem o que sentíamos, mas por medo de magoar você.. Sempre reprimimos e também pela diferença de idade —ela falou e a questão da idade fazia mais sentido, eu jamais colocaria barreira entre eles. Levei a minha mão até a dela por cima da mesa.

—Você sabe que eu jamais os condenaria.. Ou ficaria chateada – falei e ela abriu um sorriso. Seus olhos voltaram a brilhar, dessa vez pelo motivo certo.

—Você é minha melhor amiga.. É a família de Diogo, a prudência fez mais sentido – ela falou e eu me senti mal por saber que pensaram em mim ao invés de se entregarem ao que sentia a tempos. Levantei do meu lugar e me joguei no colo de Julia.

—Agora além de minha melhor amiga.. Você também é minha cunhada é da família – falei e ela gargalhou com vontade.

—Eu achei que já fosse da família – ela falou enquanto eu a apertava em abraço. Balancei a minha cabeça em falsa negativa e ela riu ainda mais.

—Meu Deus.. Acho que eu nunca te vi tão dramática – falei e ela fez um biquinho que me fez retorcer o rosto em uma careta, voltei para o meu lugar rapidamente —por que vocês dois não me contaram isso juntos? —perguntei.

—Eu convenci o seu irmão que era melhor assim.. E eu também precisava conversar com você sobre a noite passada, não foi nada fácil inventar uma desculpa pra ele —ela falou me fazendo levantar a sobrancelha em sua direção. Confesso que estava curiosa para saber o que ela falou.. Julia percebeu a curiosidade estampada em minha cara. – eu disse a ele que você tinha dormido no taxi e acabou indo com uma colega para a casa dela – ela falou dando de ombros, eu só me espantava era de Diogo ter acreditado naquilo.

—O que me espanta é o Diogo ter acreditado nisso – falei balançando a minha cabeça de um lado a outro, de repente a gargalha de Julia invadiu o lugar.. Eu levantei a minha sobrancelha em direção a ela, esperando saber o que eu havia dito de tão engraçado.

—Na verdade.. Ele não acreditou, mas eu o convenci de outra forma —arregalei os meus olhos, horrorizada com o que ela estava dando a entender. Eu quase senti a minha bile vir a boca.. Era o meu irmão, ela não podia me falar aquelas coisas... Com aquelas insinuações.

—Julia.. Por favor, guarde essas insinuações para você – falei e vi ela rir mais ainda, achei que ela estivesse ficando louca.. Ou talvez eu estivesse.

—Não é o que você está pensando Gabi.. Eu juro – ela falou me fazendo suavizar um pouco a minha expressão. – você sabe que quando ele começa a falar do trabalho.. Ele perde horas e horas, eu usei isso como escape —ela falou e foi a minha vez de rir, agora acompanhada por ela. Acho que ela entendeu.. Que eu não queria imagens obscenas do meu irmão com a minha melhor amiga, aquilo seria um pouco demais para mim.

Tivemos um dia apenas para nós duas.. Um dia pós chutar o balde na balada, volta e meia eu não podia de me pagar pensando no deus italiano que me levou as nuvens. Eu mesmo cheguei a pensar nos “e se” e se eu não tivesse saído daquele jeito, e se eu tivesse o conhecido em outro lugar, e tivéssemos mais uma oportunidade. Eu dava um jeito de me livrar daqueles pensamentos rapidamente.

Eu tinha sorte de o cara não ser um traficante internacional de órgão.. Era só isso o que ele iria conseguir de mim, ou se ele fosse um traficante de mulheres para o mercado de escravas sexuais. Balancei a minha cabaça com aquelas possibilidades hediondas. Era tudo a mais pura loucura da minha menta.. E também a ressaca moral, depois de ter meu organismo limpo da bebida eu me via raciocinando e querendo me bater pelas burradas que eu fiz.. Bem, mas tinha sido a melhor burrada da minha vida.

Duas semanas haviam se passado.. Eu me sentia extremamente cansada e dormido bem mais do quê a cama, por duas vezes Diogo teve que me arrastar da cama, quase eu perco as entrevistas de emprego que eu havia conseguido.. Mas no fim uma não deu certo e eu estava esperando apenas a resposta da outra, mas eu já me preparava para começar a procura novamente.. Ninguém gostava de dar empregos a recém formados e aquilo era um saco.

—Eu pedia uma portuguesa e uma de quatro queijos – Júlia falou, enquanto balançava o telefone no ar.. Como passamos o dia resolvendo coisas na rua, ninguém fez o jantar e os pais dela estavam viajando. Pizza era a melhor opção naquele momento, ou morreríamos de fome.

—Por mim.. Parece ótimo —falei, bem eu achei que seria realmente ótimo até que elas chegassem e o meu estômago se revirou completamente ao sentir o cheiro, não podia ser eu amava os dois sabores de pizza.. O que estava acontecendo comigo?

—Você está bem Gabi? – Julia perguntou enquanto segurava o meu cabelo.. Eu estava debruçada no vaso sanitária.

—O que está acontecendo aqui? —ouvi a voz de Diogo.. Aquilo não podia ficar pior. Na verdade podia sim, eu estava enganada se pensava que aquilo era o pior.

—Está tudo bem.. Eu só não comi nada o dia todo, agora que senti o cheiro das pizzas.. O meu estômago não aceitou – falei e levantei o meu rosto, passei uma água do meu rosto até o meu pescoço e escovei os dentes para tirar o gosto ruim. Julia tinha saído com Diogo.. Me dando privacidade ao me ver um pouco melhor, quando eu saí do banheiro os encontrei na cozinha.. Ninguém voltou a abrir as caixas de pizza, mas Diogo tinha uma cara nada boa.

—Pode me contar o que está acontecendo, agora Gabriela! – ele falou em um tom autoritário, que só usava quando preciso.. Ele quase nunca precisou.

—Não está acontecendo nada – falei e ele balançou a cabeça e Julia segurou o braço dele. —eu já falei tudo.. Eu não comi nada durante todo o dia.

—E esse maldito sono? Você sempre acordou cedo para correr na praia, agora mal consegue levantar se eu não arrastá-la —ele falou e eu engoli a seco. —Você está grávida Gabriela? —a sua pergunta me deixou completamente em choque.

—Grávida.. Não, meu Deus é claro que não eu.. – as palavras se perderam ao me lembrar que a minha menstruações estava atrasada a quase nove dias. Ela nunca atrasou tantos dias, nem mesmo nas semanas de maior estresse na faculdade. Senti as minhas vistas escurecer ao me dar conta de que a noite com o deus italiano.. Teve consequências e que eu nunca mais iria esquecê-la, pois eu carregava um fruto daquela minha loucura. —Eu estou grávida! – afirmei quando voltei ao normal.. Ou ao menos quase.

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