
Um Amor Inesperado para o CEO - Série Mulheres Poderosas
Capítulo 3
- Ele voltou a ter febre pela manhã, coletamos amostras do sangue.
Júnior tirou o papel do envelope e o analisou, Benjamin apresentara uma piora significativa, havia uma infecção persistente no sangue, os rins já estavam em estado crítico.
- Estão mantendo a diálise? – Ele virou o rosto para enfermeira.
- Sim, Doutor. – A mulher manteve os olhos longe, envergonhada.
- Ótimo. Vamos entrar com antibiótico agora. – Júnior pensou por um tempo, e voltou a falar. - Melhor ainda, transfiram o paciente para a UTI.
- Sim, Doutor.
Júnior deixou os exames na mão da enfermeira, se aproximou do quarto, Ana Claudia encarava o filho que dormia. Em pé na ponta da cama ela fungava baixinho, as lagrimas pingando no colchão e coberta do filho.
- Ele está partindo, Doutor? - Ela virou o rosto para ele.
- Venha comigo Ana, as meninas vão cuidar do Bem agora, acho que temos uns minutos.
Júnior levou a mulher até a capela naquele mesmo andar. Não era grande como a que Fernando se casou com Luiza, mesmo assim era um santuário naquele lugar de sofrimento. Ele se sentou com a mulher ao seu lado. Ambos em um silêncio doloroso. Por fim, ele juntou as mãos e fez como Luiza, pedindo para quem quer que seja guia-lo naquele momento. Tinha de dar a notícia para a mãe e já se preparava para ser o apoio dela ali.
- Eu rezei tanto. - Ela disse entre as lágrimas. - Dia após dia entro aqui e peço, e peço e peço.
- Não á mal em pedir, Ana. - Era tudo o que podia falar. - Seja forte, comunique ao pai dele para vir, hoje pela noite vamos sedá-lo e entrar com os antibióticos para conter a infecção. Amanhã vou me reunir com a equipe e analisar se o Ben terá condições para continuar com os tratamentos, ou se deveríamos deixa-lo confortável de agora em diante.
Ana chorou como criança, e no fim, quando não tinha mais lágrimas, se levantou e voltou para junto do filho.
Ben já estava acordado em uma conversa com uma das enfermeiras do plantão, a febre persistia em continuar. Júnior se aproximou dele.
- Como está se sentindo, Ben?
- Com frio, - O menino engoliu com dificuldade. - Mas a dor passou depois que fui medicado.
- Que bom. Vamos tratar a infecção. Me diz uma coisa Ben, o que você mais tem vontade nesse mundo?
- Assistir um jogo no Mac. Meu pai prometeu me levar e nunca teve tempo. - Ben sorriu, as covinhas apareceram para afundar o peito de Júnior. - Se eu me curar, vou ser jogador.
Ana lançou um olhar a Júnior, ele bateu na perna do menino, não era um desejo como ir à Disney, ou viajar. O menino só queria ir ao estádio da cidade e assistir uma partida do time da cidade. Era hora de entrar em contato com o pessoal do projeto.
O dia passou rápido, Júnior se alimentou na sala, enquanto trabalhava. Por fim, pegou o telefone e ligou para Luiza.
- Oi, Júnior.
- Lu, como vai?
- Estou bem, indo para uma conferência com a Cecilia.
- Estamos perdendo um paciente. - Ele ouviu quando Luiza puxou o ar. Nunca era uma notícia fácil de dar. - Está em tratamento paliativo, os rins estão parando e hoje apresentou uma infecção no sangue. Fiz a pergunta á ele.
- E aí?
- Ele quer assistir um jogo em um estádio daqui. Disse que será jogador.
- Ah Júnior, lamento muito. Eu já levei meu irmão ao Mac, realmente é um pedido simples, mas bonito. Todo menino daí, sonha em jogar pelo menos uma vez ali. - Luiza tinha pesar na voz. - Eu vou informar o pessoal, amanhã mesmo entramos em contato com a mãe dele.
- Obrigada, Lu.
Júnior encerrou a ligação, encarou o retrato dele com a família Olivar Smith. Até uns anos atrás eram somente Felix e Fernando. Agora, estavam crescendo tanto que a foto estava cheia, de rostos pequenos e sorridentes.
A tarde chegou e Júnior se lembrou do pedido de Mari, vestiu o jaleco e tomou o elevador, estava tão distraído que não percebeu que ao fazer a curva, uma pessoa também a fez. Dando de frente com ele, chocando corpo contra corpo.
Lillian praticamente se chocou com o peito de Júnior, sentiu as mãos dele segurando firme em sua cintura impedindo a queda, ao olhar para cima viu os olhos azuis que lhe tiravam a concentração em seu turno.
O cabelo castanho deu uma leve bagunçada enquanto ele a mantinha presa em si. O cheiro dela era cítrico e doce.
Ela engoliu em seco, o peito acelerado e os olhos presos nele.
- Me. Desculpa, eu.
- Eu não percebi que estava vindo. - Ele mantinha o aperto no corpo dela.
Júnior tirou uma mão somente para ajeitar uma mecha do cabelo dela, eram macios e deslizaram pelos dedos dele, leves. Os pensamentos vagaram para algum momento envolvendo algemas, e olhos cobertos.
Lillian se soltou do aperto dele, endireitou a postura, os olhos perderam o brilho enquanto assumia a policial dentro de si.
- Tenha uma boa noite, Doutor. - Desviou os olhos para o corredor. - Até amanhã.
- Sabe que não é o certo. - Ele disse, decepcionado pela quebra do encanto tão repentino e pela falta de agradecimento dela.
- Eu sei, mas preciso mesmo ir. Ela só tem a mim, e o dinheiro da minha mãe não dá para quase nada.
- Entendo. - Ele concordou. - Nesse caso, posso fingir que não te vi.
Lillian o encarou, concordou com um aceno e partiu, caminhando rápido até demais.
Entrou no carro contrariada, não queria sentir nada, era feliz servindo ao estado e cuidando da irmã. Quando queria sexo, recorria à Marcelo. Sua amizade cafajeste e colorida. Por falar nele.
- Marcelo. - Lillian apertou o celular na mão gelada. - Vou passar na sua casa, preciso relaxar.
- Sorte sua que estava indo tomar banho agora.
- Me espera.
No caminho para o batalhão, Lilian comprou camisinhas, já que o infeliz sempre dava a desculpa da mente cansada. Rumou para a casa do amigo sentindo-se estranhamente molhada.
- Mas que porra. - Pensou alto. - Parece que nunca vi um par de olhos azuis, e um corpo bonito. Merda!
Marcelo aguardava, encostado em seu portão, com uma mão na arma em sua cintura e outra na fechadura. Deu passagem para a amiga, duro só de imaginar a brutalidade dela na cama.
Ao entrar, fechou a porta e prensou o membro na bunda de Lillian.
- Está sentindo falta do meu pau? - Ele sussurrou, safado.
- Hum. - Ela gemeu. - Não sei.
- Toma um banho comigo?
Lillian tirou a roupa no caminho até o banheiro, não ia contar sobre a situação da irmã, não queria chorar as mágoas. Queria gozar e tirar aquela impressão da mente.
Marcelo tomou a boca dela com a sua, sentiu a língua quente de Lillian, logo separou as bocas e com a mão enterrada nos cabelos dela, a forçou a se ajoelhar. Lillian o abocanhou, engolindo todo o membro, sugando, repetiu os movimentos, enquanto Marcelo gemia enlouquecido. De todas as fodas, Lillian era a melhor.
Ele estava por um fio quando ela se levantou e saiu do banheiro. Usou a toalha dele, mas não chegou a entrar no quarto quando fora envolvida pelos braços tatuados do amigo, amante.
Marcelo a colocou debruçada na cama, deitou-se em baixo e passou a língua pela vagina molhada e desejosa. Ao ouvir os gemidos de Lillian, enfiou dois dedos em sua abertura, quente e molhada.
Lillian começava a rebolar quando ele parou, se posicionou atrás dela, passou o pau pela intimidade molhada.
- Camisinha. - Ela gemeu.
- Porra, Lilli.
- Agora Caralho! Está ali. - Ela apontou para a penteadeira.
Muito a contragosto ele colocou, estava tão duro que colocaria uma sacola, se ela mandasse.
Ao se aproximar desferiu um tapa forte na bunda redonda. Lillian jogou a cabeça para trás. Adorava sentir dor seguida do prazer de ser penetrada. Então, empinou a bunda ainda mais.
Marcelo com aquela visão se tocou e sem avisos a penetrou, não na vagina, onde Lillian gostava.
Sentiu o orifício apertado lhe envolver o pau e enfiou mais ainda. Viu que Lillian começou a se tocar, então estocou com força. Os gemidos dela se misturavam aos gemidos roucos dele. A bunda redonda estava vermelha pelas batidas, quando Lillian estava totalmente entregue ele tirou o pau e enfiou na vagina dela. Não demorou muito para Lillian o apertar, logo ele sentiu a abertura dela o apertar e relaxar.
Marcelo sabia que não precisava de gentilezas com Lillian então socou, provocando o som do choque dos dois corpos, até se derramar nela com uma estocada forte e a cabeça jogada para trás.
- Puta. Que. Pariu. Lillian. O que foi isso?
Marcelo saiu de dentro dela, ia se livrar da camisinha, quando voltou Lillian já se vestia.
- Sexo Marcelo. - Ela o encarou, um sorrisinho safado nos lábios. - Sexo bruto.
- Depois dessa, eu tenho que me lembrar de me segurar para não machucar as mulheres.
- Simples. - Ela deu de ombros. - Goza como um virgem.
Depois de devidamente arrumados rumaram para o batalhão. Ali, Lillian deixava a garota de lado, e tornava a implacável, Soldado Nascimento.
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