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Capa do romance Um Amor do Passado

Um Amor do Passado

Vítimas de uma traição cruel, o CEO Peter e a designer Rose se divorciaram de forma abrupta. Grávida e sem o apoio da família, ela fugiu para o exterior, onde alcançou o sucesso mundial. Anos depois, Rose retorna com o pequeno Henry, que deseja encontrar um novo marido para a mãe. Contudo, o destino força o reencontro desse antigo casal. Entre mágoas antigas e segredos revelados, será que eles conseguirão superar as mentiras e resgatar esse amor do passado?
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Capítulo 2

Fechando seus olhos após um suspiro profundo, em seus pensamentos, vem toda aquela cena fatídica do dia em que descobriu da pior forma, o que é amar e odiar alguém.

Flashback Ok

Era uma grande festa, havíamos tido uma discussão e mais uma vez era sobre a sogra estar atormentando-me de lhe dar um neto. Peter estava enraivecido por ter discutido com sua mãe e consequentemente, discutido comigo por isso e também na possibilidade de engravidar uma mulher e ela ser nossa barriga de aluguel, aquilo me enojava.

Um longo vestido de paetê verde com uma fenda na coxa direita estava vestida. Modelação meu corpo como ninguém. Estava bebendo champanhe e ao longe vi, meu digníssimo marido com Jamile a tirar colo como sempre. Ele sabia o quanto aquilo me feria. Sua mãe, não se importava em demonstrar o quanto está feliz em poder mostrar a todos que era ela quem tinha apreço como nora.

Um belo homem ao meu lado no bar, sorri para mim. Eu fecho meu semblante pois não sou de dar corda assim para ninguém, principalmente porque sou casada. Ele insiste em puxar assunto.

- Dia difícil madame?

- Quem se importa não é.

Ele sorri e continua.

- Ele não parece se importar com você, afinal, se fosse minha esposa faria questão de estar ao seu lado, mas parece que ele preza mais quem está ao redor do que você.

Aquilo foi como uma facada em meu peito. Um homem que jamais vi antes viu o quanto estava sendo deixada de lado por uma discussão boba. Em um só gole tomo o champanhe e peço outro ao garçom. Não demora muito e já tomei três taças em um só gole.

Conversava animadamente com aquele homem ao meu lado e nem me dava conta de que ele estava me enredando por um plano sórdido. Nem me dei conta de que meu marido estava ali e nem tão pouco minha sogra e Jamile.

Pedi licença e fui ao banheiro e lá dentro não havia ninguém. Fiz o que precisava e retornei para onde estava e continuei conversando com aquele homem.

Meu digníssimo marido já não se encontrava no salão de festas e nem tão pouco a que se dizia minha amiga Jamile. Continuei a conversa e nem havia percebido que tinha uma nova taça de champanhe em minha frente. Bebi conversando com aquele homem que se apresentou a mim como Rick.

Me senti estranha e com isso, resolvi ir embora. Procurei por meu marido, ao ouvir uma discussão, me aproximei pois, reconheci a voz de Peter e o que vejo logo ao fim do corredor, ele aos beijos com Jamile e aquilo foi um golpe fatal. Ela me olha com aquele olhar de vitoriosa enquanto o beija e sinto o chão se abrir.

Percebendo que havia algo errado, ele se vira na direção de onde estava e o choque ao me ver foi maior. Maior mesmo, foi ver que meu marido estava em choque quando me viu ali, ele tenta se aproximar e argumentar que não era nada daquilo que via, mas não conseguia ouvir nada. Minha cabeça zunia de um jeito que não conseguia ouvir o que ele falava.

Vomitei enojada do que via e girei meus calcanhares e corri em direção a saída daquele lugar. Me sentia suja, queria sair dali. Estava tonta, até que antes de apagar, fui amparada por aquele homem que antes estava conversando.

Antes de ser amparada por ele, eu ouvia ao longe os gritos do meu marido me pedindo para o esperar. Após isso, não ouvi mais nada. Estava em desespero e com isso, fiquei tonta devido a bebida não sei, mas com certeza depois saberia que era pelo meu pequeno anjinho que já estava em meu ventre.

Desperto com gritos e murros em uma porta. Em um baque alto a porta se abre e eu zona, não reconheço onde estou. Só vejo meu marido e Jamile além da minha sogra me olhando em um quarto que era de um hotel. Estava envolta em um lençol branco e com isso, estava totalmente nua. Um homem dormia ao meu lado. Peter gritava.

- Eu aqui me sentindo culpado por você pensar que havia algo entre eu e Jamile, mas agora vejo que estava enganado com você. Não passa de uma prostituta mesmo.

Tento falar algo mas não consigo. Minha cabeça dói. Nem sei como fui parar ali e nem o que aconteceu. Rick acorda com os gritos e com isso, olha furioso para Peter e o mesmo retribui o olhar, os dois trocam socos e os seguranças logo aparecem separando-os e para meu desespero maior, minha até então sogra me lança um olhar que me deixa ainda mais envergonhada. Ironicamente, minha sogra o olhar que me lança e de puro desprezo. O mesmo olhar com o qual durante três anos de casado com seu filho não havia engravidado e com isso, me desprezava por me achar infértil.

- Não vai falar nada Rose, o gato comeu sua língua afinal. Meu filho, vou sair daqui pois já vi o que precisava ver e faça o favor Rose, não se aproximar mais do meu filho, não tolero sem vergonhice na minha família e achava que era decente, mas vejo que não passa de uma rameira.

Não conseguia falar tamanho atordoamento estava em minha mente. Totalmente confusa em não saber o que estava acontecendo ali.

- Vamos Jamile, você sim é a nora ideal para ficar com meu filho.

As duas saem e logo, Rick levanta -se da cama depois de ser contido pelos seguranças e os dois se entreolhando, ele zomba do meu marido.

- Você ofende sua mulher, se acha ofendido, mas estava trepando com a amiga dela nesse tempo todo em que estavam juntos, ou vai dizer que é mentira por acaso. Só mostra que você não passa de um macho escroto.

- Olha aqui seu verme, pode ficar com essa prostituta, eu nunca me envolvi com a Jamile e nem com mulher nenhuma além dessa daí, mas sua amiga estava disposta a nos ajudar a termos um filho, já que nem para isso ela serve. Jamais teria algo com qualquer mulher se ela me desse um herdeiro.

As palavras doem em meu coração, sinto tudo dilacerar. Finalmente consigo me pronunciar.

- Posso ser uma prostituta e ser até infértil, mas não preciso usar desculpas para sair comendo quem quer que seja. Você que é somente um infiel. Se fiz isso que você está dizendo, saiba que chumbo trocado não dói, mas chifre quando aperta na cabeça de um homem é pior que reconhecer o próprio erro.

- Vagabunda é isso que você é. Não quero te ver mais. Só nos veremos para assinar o divórcio.

Girando os calcanhares, ele olha para Rick antes de sair e ambos mais uma vez trocam socos, pois Peter não deixaria barato o que havia acontecido ali.

Lágrimas rolam por meu rosto, os seguranças do hotel apartam a briga. Eu nem forças tenho para levantar e tentar fazer o que eles fizeram em segundos. Assim que tudo se acalma, olho incrédula para Rick que vai ao banheiro e em seguida retorna vestido e conversa comigo me falando que não havia acontecido nada e que eu havia vomitado no vestido e com isso, uma camareira havia me despido.

Mais tarde depois de tudo o que aconteceu, me divorciei de Peter, ele assumiu relacionamento com Jamile e eu, descobri estar grávida dele. Mas por medo de ser ofendida e também por orgulho ferido, não falei nada. Também com o divórcio oficializado, recebi uma proposta para me especializar na área do meu trabalho e aceitei de imediato já que minha família nunca me apoiou e com isso, fui praticamente expulsa de Londres.

A única que me estendeu a mão foi minha irmã mais velha que é minha amiga e tia do meu filho. A única que sabe de tudo o que descobri do plano sórdido da minha ex sogra com a minha querida ex amiga Jamile e sua mãe, já que um tempo depois, encontrei com o tal Rick que me contou todo o plano delas, o que me deixou ainda mais enojada mas decepcionada por Peter ter se deixado levar por tudo aquilo. Fora que descobri mais tarde que ela estava grávida, e só restava saber se realmente era dele.

Flashback Off

Rose é interrompida das suas lembranças, quando o motorista a chama avisando que chegaram ao destino solicitado. Ela paga pela corrida, ele a ajuda com as malas e ela com seu filho em seu colo adormecido, eles seguem até o apartamento em que sua irmã comprou para ela.

O Passado dói, mas a dor maior de todas para ela é justamente o fato de seu filho não ter uma figura paterna na sua vida. Mas se falasse, com certeza poderia até ter perdido seu filho e assim, não conviver com seu pequeno anjo.

Ao adentrar no apartamento, tudo estava limpo e organizado. Ela colocou seu filho no seu quarto decorado no tema de motos e carros como ele sempre gostou. Foi para seu quarto e finalmente tomou um banho relaxante e ao deitar em sua imensa cama, ela fitou o teto pensando em como tudo seria após seu retorno ao país.

Nessa noite, nem ela e nem Peter adormeceram. Ambos pensaram um no outro. Ele enterrado em seu escritório bebendo várias doses de uísque e ela rolando de um lado ao outro na cama.

Aos primeiros raios de sol, sua porta foi aberta, um lindo menino de olhos azuis como o pai adentra correndo e pulando em sua cama para a acordar. Mal ele imaginava, que sua mãe não havia dormido na noite passada.

Ela sorri genuinamente para seu filho que a olha curioso por ver uma cor escura abaixo dos seus olhos.

- Mamãe, o que é isso?

Apontando para seu olho com seus dedinhos miúdos, ela sorri e o responde gentilmente dando um leve aperto em seu pequeno nariz.

- É algo que adultos tem quando não consegue dormir.

- Hum, a senhora não dormiu?

- Estou bem querido. Vamos tomar café? – Ela desconversa levantando-se e estendendo seus braços para ele.

Ele abre seus bracinhos e se enlaça no corpo de Rose, ela o pega no colo e caminham até a cozinha onde lá, está uma figura que faziam anos que não se viam. Era Loren Hills a antiga governanta da mansão da sua família.

Ela estava a preparar o café da manhã de sua menina. Quando soube que ela estava de volta, logo tratou de se dedicar somente a ela não pensando duas vezes antes de abandonar aquela imensa casa e família que lhe virou as costas quando ela mais precisou, mas que não admitiam que na família houvesse uma divorciada e muito menos promíscua.

- Lolo, bom dia!

À senhora de cabelos grisalhos, quadris largos, corpo robusto, veja-se ao ouvir sua voz. As duas estavam emocionadas. Os olhos daquela senhora de um verde escuro, estava translúcido por suas lágrimas que se formavam. Ela sorriu. Ao solta e seu pequeno de seu colo, o colocando sentado na cadeira, ela caminha até sua adorável governanta que após a morte da sua mãe, foi quem teve como a própria com sua ausência e um abraço é dado após tantos anos longe uma da outra.

- Minha menina, que saudades. Está uma mulher ainda mais linda.

- Oh Lolo que saudades também minha adorada. Amélia não me disse que estaria aqui.

Elas vão em direção a mesa abraçadas e sorrindo, e os olhos de Loren vão de encontro ao garotinho sentado à mesa olhando para elas.

- Venha Lolo, conheça meu anjinho.

Ela assente.

- Lolo, esse é o Kevin. Kevin, essa é a pessoa que mamãe a tem como uma segunda mãe Loren. Lembra que falava dela?

Ele acena sua cabecinha confirmando e sorri para Loren e a mesma com uma mão em seus lábios, olha ternamente para ele.

- Olá pequeno eu sou Loren Hill, mas pode me chamar de Lolo.

- Olá vovó Lolo.

Lágrimas de felicidade escorrem pelo rosto de Lolo. Ela jamais podia esperar que um pequeno menino de cabelos loiros e olhos azuis fosse chama-las de vovó. Logo ela, que nunca havia tido filhos perdendo sua juventude se dedicando a família de Rose por anos.

Ela abraça o garotinho, se afasta voltando para a cozinha e retorna com o café da manhã deles, ao qual Rose faz questão de que ela se sente com eles. Ali conversam sobre várias coisas e após Kevin sair da mesa e ir para seu quarto assistir desenhos, as duas conversam sobre várias coisas. Coisas essas, que ele não poderia ouvir ou saber.

- Minha menina, depois de tudo o que me contou porque voltou afinal?

- Lolo, para você eu posso contar. Eu voltei pela proposta da empresa de Peter. Ele não sabe que sou eu a designer de joias famosa Lena Brooks. E voltei para me vingar de sua mãe, minha madrasta e da queridinha amiga Jamile. Vim limpar meu nome. E com isso, voltar para Nova York sem nem olhar para trás.

Loren suspira. Pousa sua mão sobre as mãos de Rose que estão sob a mesa. Dá um leve tapinha com um aperto. Ela a alerta sobre Peter e o seu filho.

- Você não pensa em Kevin e Peter se conhecerem?

- Não. Ele não merece essa dádiva.

- Minha menina, ele não teve culpa de nada dessa armação. Ele foi tão vítima quanto você. Quem é culpado nessa história são aquelas cobras. Até sua sogra foi enganada por Jamile e aquela ordinária da sua mãe. Não faça seu filho sofrer com a ausência do pai. Eu vejo em seu olhar que ainda o ama.

Ela nega com uma tristeza profunda.

- Lolo por favor. Ele por mim jamais vai saber da existência do Kevin. Ele teve a oportunidade de acreditar em mim, mas preferiu me jogar na sarjeta sem olhar para trás. Fora que por mais que o ame, o ressentimento e mágoa é maior que qualquer outro sentimento. Não consigo perdoa-lo.

Ela suspira se sentindo derrotada. Sabe bem que sua menina é muito teimosa.

- Está bem. Vamos mudar de assunto então. Porque colocou o nome da sua avó e sobrenome de solteira da sua mãe?

- Porque já tinha isso como objetivo. Voltar e limpar meu nome e retornar a minha vida de antes em Nova York. E você poderá ir conosco Lolo quando tudo acabar.

Ela suspira e sorri.

- Ah minha menina bem que queria. Mas não irei com você. Já estou velha demais. Agora, vá. Precisa se arrumar para encontrar sua irmã. Ela me pediu para te lembrar de se encontrarem naquele café que sempre iam.

Ela vai até sua Lolo dando um beijo em sua bochecha e sorri assentindo por saber que vai encontrar com sua irmã.

- Lolo vou me arrumar. Deixarei o Kevin aqui pois preciso conversar com ela seriamente sobre algumas coisas que ele não pode saber. Mas não pensa que esqueci de te convencer a ir conosco para Nova York, pois não me darei por vencida.

- Está bem querida. Sei bem como é teimosa, mas algo me diz que você não irá voltar para lá.

Ela balança sua cabeça em negação rindo e vai para o seu quarto. Loren suspira pois sabe que sua menina não irá embora dali. Ela havia voltado e com isso, seu verdadeiro lugar era o local em que ela não sairia mais.

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