
Trono de vidro
Capítulo 3
Carlos Bustamante
Dafne entrou em colapso, e em breve ela ficaria marcada para o resto de sua vida, com a humilhação que é ser assistida em sua noite de núpcias.
Dafne saiu de meu closet com uma camisa minha, não era o momento e eu não queria, mas fiquei ereto só em vê-la daquele jeito, me aproximei dela, tirei uma mecha de cabelo que estava em seu rosto colocando atrás de sua orelha.
— Desculpe por isso. — Digo.
— Agora você é meu marido, Carlos. Não tem mais como voltar atrás.
— Eu sei. — Digo beijando seu rosto, e em seguida sua boca. Nossas línguas travavam uma guerra, quando segurei sua cintura firme, senti ela gemer, e sua pele arrepiar.
Não nos amávamos, mas nossos corpos eram carne, e carne sente vontades e necessidades. A porta foi aberta e Nicous entrou, senti o corpo de Dafne ficar rígido, beijei seu ombro e fui até sua orelha.
— Sei que eu sou a última pessoa que você gostaria de pensar, mas finge que está nos dois aqui, não pensa que ele está aqui. — Ela assente e eu beijo seu ombro novamente.
Sigo até a cama e deito-a, com carinho, beijo seu corpo inteiro, acariciando-a por completo para que ela fique molhada e que não doa tanto.
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Dafne Bustamante
Nunca pensei que o famoso Carlos Bustamante, conhecido por ser arrogante, cruel e frio pudesse ser carinhoso comigo. Estava sentindo calafrios, arrepios e desejo, meu coração era de outro, mas naquele momento era Carlos que estava me acariciando, e eu não conseguia ver o meu amor, a não ser o Carlos, era ele que estava ali e eu sentia que poderia amá-lo, algum dia.
— Carlos, não quero carinho. Quero ver a brutalidade de um casamento arranjado, você vai apenas consumar o casamento e jorrar seu semem dentro dela para que ela engravide. — Nicous diz e o olhar de Carlos muda para completo desespero.
— Você está maluco?
— Não! Faça o que eu mando, eu sei que ela ama o cavalariço do papai morto dela, ela não merece o seu carinho, sabe-se lá se ela ainda é pura.
— Você vai ver quando tudo isso acabar! — Digo sob ranger de dentes. — Não se preocupe, Carlos. Faça o que ele manda, eu vou ficar bem.
Naquele instante nos deixamos tudo de lado, toda a indiferença, ele entendeu o meu lado e eu entendi o dele.
— Me desculpe, Dafne. Me desculpe. — Ele diz repetidas vezes antes de me penetrar.
E quando isso acontece fecho os olhos com força deixando as lágrimas caírem, cravo minhas unhas em suas costas, enquanto ele empurra várias e várias vezes dentro de mim.
— Pode me arranhar se quiser.
— Okay.
— Me desculpe.
— Está demorando mais do que o previsto, Carlos. Goze dentro dela agora!!!
— Como você acha que eu vou gozar se não estou sentindo prazer?
— Ou você goza ou o próximo a morrer é a irmãzinha que está prestes a assumir o reinado.
— Por favor, Carlos. Goze! — Digo entre soluços.
Mais alguns movimentos e ele gozou dentro de mim, saiu vestiu uma bermuda, me cobriu com o cobertor e seguiu até Nicous.
— Já teve o que quis. Agora vá embora! — Ele diz empurrando o mesmo para fora e trancando a porta do quarto. — Me desculpe Dafne, por favor, me perdoe. — Ele diz repetidamente, mas eu já não escutava mais nada, tudo ficou escuro.
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Carlos Bustamante
Dafne apagou, e eu não podia deixá-la daquele jeito, então fui até o banheiro, enchi a banheira, coloquei sais minerais e algumas coisas que lá tinha, voltei para o quarto a peguei em meu colo e a coloquei dentro da água, segundos depois ela acordou.
— Você está bem?
— Apenas dolorida. — Ela diz sem tirar a cabeça que está apoiada na minha mão.
— Se quiser, podemos tentar de novo, outro dia, e eu lhe darei prazer. — Digo.
— Por favor, Carlos. Não quero isso de novo, espero que dessa vez venha um filho, eu nunca pensei que fosse fazer isso sem amor, ou me casar sem amor, nada disso estava nos meus planos.
— Tudo bem. — Digo. — Está se sentindo bem?
— Sim! — Dito isso, saio do banheiro olho em cima da cama e vejo sangue nos lençóis, saio do quarto e sigo para o de hóspedes.
Estou parecendo um idiota, tentando algo quando ela só me pisa e joga na minha cara que não me ama. Eu sei porra!
— Mas já terminou na noite de núpcias? — Era Nicous.
— Depois do que você pediu que fizesse. — Digo entrando no quarto de hóspedes e batendo a porta firme.
O que esse cara passou na vida dele para ser tão maldito?
Sub: O sobrenome dele já diz, Cruel.
Mas esse cara é um verdadeiro estrume, como que ele me pede um absurdo desses? E mais idiota, eu que fiz.
Sub: Você queria o que, que ele mandasse matar toda a família de Dafne?
Não poderia deixar que ela me repugna-se mais do que já repugna, eu acho que ela pensa que eu sou o pior ser humano na face da erra. E eu acho que melhor seria se fosse assim, certo?
Sub: Errado!
A partir de hoje eu não tocarei mais nela, que ela sinta na pele a sensação horrível que foi, eu não encostarei um dedo nela.
Sub: E os filhos?
Darei um jeito, afinal estamos em pleno século XXI.
Sub: Eles não vão permitir métodos médicos jamais, você está ficando doido?
Não! Quando eu for o rei, poderei mecher os pauzinhos e aí ela nunca mais sentirá meus toques, eu nunca mais chegarei perto dela, a não ser estritamente profissionais, e a coroa fica intacta.
Sub: Isso não vai dar certo.
Claro que vai!
Sub: Pode não ser hoje, pode não ser amanhã, mas isso vai da merda e vai explodir.
Minha decisão já está tomada e não há o que me faça mudar de ideia, eu preciso ser tratado como o sem coração, do que ter um quebrado.
— Filho?
— Oi mãe!
– É seu pai!
– O que aconteceu?
{...}
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