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Capa do romance Trono de vidro

Trono de vidro

Em pleno século XXI, as famílias reais Bustamante e Riviera impõem um casamento arranjado em Luxemburgo. O príncipe Carlos e a bela princesa Dafne são unidos sem amor, desencadeando um ciclo de ódio. Carlos jura vingança contra a esposa, mas sua frustração acaba amaldiçoando as gerações futuras. Entre a fúria paterna e o anseio de felicidade do herdeiro, a coroa surge como uma ameaça capaz de destruir linhagens e deixar famílias inteiras na miséria absoluta.
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Capítulo 1

Dafne Riviera

Estava correndo floresta adentro, sabia que era extremamente perigoso, mas eu não podia casar com aquele homem, ele tem fama de ser cruel e meu coração já pertencia a outro. Como eu poderia deixar o meu grande amor, para me casar com o futuro Rei de Luxemburgo e me tornar Rainha dos suditos dele?

Eu sou a sexta das minhas irmãs, então não sou a próxima na linha de sucessão real da minha família, mas os pais de Carlos viram algo em mim, algo que disse que eu poderia ser a rainha deles, mas eu não posso, eu não posso. Eu fui criada nas melhores escolas, sei tocar seis instrumentos diferentes, sou boa em redação, cálculos e astronomia, posso dizer que dentre as minhas irmãs sou a mais inteligente, eu fui criada por meus pais, para o mundo de hoje, no qual as mulheres podem estudar e ter um futuro, caso a coroa acabasse algum dia, eu estaria salva.

Sub: Então aí está o que os Bustamante viram em você, viram inteligência, astúcia e poder.

Mas o problema é que eu não imaginava que um dia iria me casar com alguém importante, eu sou a princesa da Grécia, apenas princesa, a sexta na linha de sucessão real, e não tinha probabilidades de ser rainha ou me casar, e agora eu estou no meio da floresta de Luxemburgo, correndo dos guardas reais, e o meu amor me espera a beira do riacho para podermos fugir.

A neve me impedia de correr, meu vestido me impedia de correr, meus sapatos me impediam de correr e esses malditos espartilhos me impediam de correr. Eu começará a ficar sem ar, e o vento gélido entrava por minhas narinas trazendo um incômodo forte. Lembro que tropecei em uma rais de árvore e cai na neve batendo a cabeça em uma das árvores, tudo ficou escuro e eu apaguei.

●●●

Carlos Bustamante

Estava sentado em uma poltrona aleatória do escritório de meu pai, onde ele gritava com os guardas dizendo o quão incompetentes eles eram por deixar uma jovem de dezessete anos sumir em meio a essa nevasca.

— Deixem-a, esse casamento é indesejável tanto para ela quanto para mim. — Digo revirando os olhos.

— Não seja imprudente, Carlos. Você irá de casar com a senhorita Dafne, você e ela querendo ou não. — Meu pai diz.

— Nesse caso é melhor eu ir procurar minha futura esposa, antes que ela se torne um picolé e eu fique viúvo antes mesmo de me casar. — Digo pegando minha capa de frio, celando meu cavalo e saindo em meio aquela nevasca.

Sub: Afinal voce não é tão cruel como dizem.

Eu poderia ser feliz com Dafne, poderia, quem sabe em alguns anos.

Estava em meio aquela nevasca e rapidamente ela sessou, segui mais um pouco e pude ver Dafne caída na neve vermelha, cheguei mais perto e pude ver que ela tinha cortes na cabeça. Droga!

— Espero que esteja viva. Você não pode morrer, garota. — Pego-a colocando-a no cavalo, subo no mesmo e sigo para o Palácio.

Chegando lá sou bombardeado com guardas e meus pais, e os pais de Dafne ao telefone, ela estava cheia de sangue e eu coberto com o sangue dela, era uma cena aterradora.

— Menina, o que você foi fazer. — Minha mãe diz seguindo-me até os aposentos. Estava com ela em meus braços, estilo noiva, e a deixei na minha cama, era a primeira porta, então só entrei.

— Eu vou tomar um banho no quarto de hóspedes. — Digo deixando Dafne aos cuidados de minha mãe.

Entrei no quarto de hóspedes, deixei as roupas no chão e entrei debaixo do chuveiro, vendo o sangue escorrer até o ralo. Mas que droga de garota.

Sub: Espero que esse vocabulário seja somente na tua mente, pois a coroa te mata.

●●●

Dafne Riviera

Acordei em um quarto que eu nunca vi, olhei ao redor e não vi ninguém, me levantei sentindo uma dor de cabeça forte, tontiei e segurei na parede.

— Fique deitada, sra Riviera. — Era Carlos.

Droga! Eu não consegui.

— Você se machucou em sua fuga, ontem. — Ele diz sentando na poltrona prestando atenção no livro que está em suas mãos.

— Onde eu estou?

— No meu quarto, eu te encontrei ensanguentada na floresta, da próxima vez que quiser se matar deixe um bilhete, assim não vamos atrás.

— Você é sempre assim?

— Assim como?

— Grosso! — Digo deitando na cama novamente não estava me sentindo bem. — Não precisa responder. Sabemos que nosso casamento é uma farsa, e se eu não consegui fugir até o dia okay, mas caso contrário quero que fique claro que eu não te amo, e sei muito bem que o sentimento é recíproco.

— Fico imensamente feliz por tudo ser esclarecido. — Ele diz sem me olhar e ficamos ali, ele lendo o livro e eu deitada sentindo meu corpo todo doer, a cabeça latejar, a casa girar, eu estava enjoada e sentindo como se tivesse bebido uma adega inteira.

●●●

Carlos Bustamante

A verdade é que quando eu a vi, pensei que poderia ama-lá algum dia, que poderíamos ter um futuro suave, mas a verdade é que ela já está com sete pedras nas mãos e principalmente por já amar alguém. Se eu pudesse escolher, deixaria ela ir, não me casaria nunca, mas a coroa exige uma rainha.

Eu já não estava mais prestando atenção no livro, estava olhando ela dormindo, de olhos fechados ela é mais educada.

Sub: Você esta abaixando a bola?

Não, óbvio que não.

Sai do quarto antes que fizesse uma loucura, entrei no escritório pronto para atacar os whisky do meu pai, mas lá estava a minha mãe.

— Oi querido.

— Mãe, isso é um erro! Vocês não podem procurar uma mulher melhor?

— Querido, Dafne é a melhor. É de família nobre, ela tem vários dotes que você não imagina, ela está a sua altura.

— Mas nos não temos o principal.

— E o que seria?

— Amor.

— Querido, não seja bobo. Eu e seu pai não nos amávamos, lembro-me de uma vez que ele disse que nunca me tocaria e nunca daria um herdeiro a coroa, mas aí veio você.

— Somente eu.

— Nos quisemos curtir nosso amor, depois que ele aconteceu.

— Mas...

— Querido, dê herdeiros para seu pai, ele quer Herdeiros para a coroa. Lembrando que a coroa só aceita o primogênito, mas, dê quantos filhos puder, já que creio que eles lhe deixaram em paz no futuro, quando já não estivermos mais aqui.

— Não fale bobagens mamãe.

— Querido, o amanhã apenas a Deus pertence e você tem que ficar ciente de que não estaremos aqui para sempre. — Ela diz servindo whisky para mim. — Seu pai está conversando com Dafne.

— O que?

— Ela precisa entender que não só a nossa pele está em jogo, mas a da família dela também. Imagina o quão horrível seria se os pais dela perderem o reino? E suas irmãs? Ficariam a minguar.

Sub: Tá explicado de onde vem tanta crueldade.

A coroa é um poço de crueldade, caro subconsciente.

{...}

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