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Capa do romance Trabalho em dupla- tensão sexual

Trabalho em dupla- tensão sexual

Após um trágico acidente de moto que tirou a vida de seu irmão, John, um jovem vive assombrado pelo remorso. Naquela noite escura, John percebeu que o veículo estava sem freios e sacrificou a própria segurança, entregando seu único capacete para salvar o irmão mais novo. Agora, em meio a destroços emocionais e feridas que não cicatrizam, ele precisa enfrentar o peso de ter sobrevivido. Uma história intensa sobre perda, culpa profunda e a busca por um recomeço impossível.
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Capítulo 3

— Bom dia, galega — respondo, me levantando. — Posso tomar

banho primeiro?

— Claro. — Ela faz um gesto com a mão, como se estivesse me

dispensando.

Como ela mesmo diz, demora alguns minutos para que sua alma volte

para o corpo quando acorda. Faço um xixi rapidinho e vou para o banho.

Isso facilita nosso convívio, pois, enquanto uma vai ao banheiro, a outra

toma banho. Se bem que, Taylor bota o café a fazer antes mesmo de fazer

xixi ou lavar o rosto.

Ela e o café tem um caso sério de amor.

Tiro a roupa e ligo o chuveiro, gemo ao sentir a água quentinha. Pego

o shampoo e começo a lavar meus cabelos, ainda sinto falta do comprimento.

Não diria falta, mas o costume de sempre ter os cabelos compridos faz com

quem eu sinta falta de algo. Cortei dois dias antes de viajar. Meus cabelos

batiam na cintura, agora batem no ombro. Eu quis fazer em minha aparência

algo tão radical quanto a minha mudança de país. Sim, eu queria literalmente

uma mudança.

Para algumas pessoas, cortar o cabelo parece bem normalzinho, não

para mim, que tenho cabelo comprido desde que me vejo por gente. Há

alguns anos eu já vinha querendo cortar..., mas, como sempre, não tive

coragem.

Ensaboo o corpo e logo tiro a espuma. Desligo o chuveiro e me

enxugo ainda dentro do box, me enrolo na toalha e quando saio Taylor está

escovando os dentes encostada na parede.Quando me vê, se vira de costas

sem jeito.

— Vai ser sempre assim? — pergunto.

Ela larga a escova na pia e põe água na boca, tirando o creme dental.

— O quê? — ela pergunta, ainda de costas.

— Toda vez que eu vou mudar de roupa ou saio de toalha do box,

você fica desconfortável.

Ela suspira alto e se vira para mim.

— Eu não fico desconfortável — declara. — O que eu não quero é

que você se sinta assim. Eu sei que o fato de eu ficar com meninas pode te

deixar constrangida, sei lá. Não quero que fique um clima estranho.

— Você quer ficar comigo? — pergunto, confusa.

— Não — ela ri —, somos amigas. Tenho medo de você pensar que

estou te tarando, te cantando...

— Você tem medo que eu te julgue? Eu não sei o tipo de gente que

está acostumada a lidar, mas não sou assim. Eu gosto de homem, porém, o

fato de eu gostar do sexo masculino não faz com que eu sinta desejo por

todos os homens na terra.

— Sim — ela respira fundo. — É que o julgamento é tão grande, que

eu já prefiro prevenir...

— Não precisa ficar pisando em ovos comigo. Somos amigas,

moramos juntas. — Tiro a toalha, ficando só de calcinha. Pego o sutiã e o

coloco.

— Sem climão então? — ela pergunta sorrindo.

— Sem climão — respondo.

— Aí, você é tão fofa. — Ela vem até mim e aperta a minha

bochecha.

— Ei, para — empurro ela rindo.

Ela gargalha e vai para o box tomar banho. Escolho uma calça jeans

simples e uma camiseta preta lisa de manga comprida. Pego meias, o all star

branco, vou até à cama onde me sento para calçar. Bocejo e me espreguiço

antes de voltar a me levantar, pegar minha escova e ir em frente ao espelho.

Penteio meus cabelos. Nossa, se fosse há uma semana, teria mais trabalho,

cabelo curto é vida. Taylor sai do banheiro ainda se enxugando e reprimo um

sorriso por ver que após nossa breve conversa ela se sente à vontade de

trocar de roupa perto de mim.

— Hoje sou eu quem fecha a Coffe Academics. Você e o Andrew

poderiam ir lá, né? Dás seis às sete a cafeteria é quase deserta.

— Claro, desde que você guarde uma mil-folhas para mim.

— Interesseira — diz, negando com a cabeça.

— A interesseira aqui vai fazer um misto quente, você quer?

— E eu lá sou de negar comida?

— Bom dia, turma! — o professor fala bem-humorado, assim que

entra na sala.

— Bom dia só se for para você — Andrew murmura. Ele está em um

dia ruim hoje.

Segundo ele, precisou bancar o hétero para o pai, que só aparece

uma vez por mês. Mas como ele paga as contas, meu amigo diz que vem se

mantendo no armário em sua frente e eu nem posso imaginar o quanto deve

ser horrível fingir ser algo que não é. Na verdade, posso ter uma noção, já

que eu fiz muito isso. Claro que as situações são incomparáveis, ainda que a

farsa presente nas duas seja a mesma.

— Sou Nilman, professor de mixagem e edição musical. Minhas

aulas serão voltadas à prática...

Pela próxima hora ele fala sobre sua disciplina. Basicamente, o que é

mixagem e em qual etapa do processo de produção fonográfica ela se

encontra. Conta onde começou e como se desenvolveu pela história da

música.

— Vocês devem ter percebido que estamos em duas turmas aqui. —

Ele olha em sua folha. — Sendo específico, trinta e seis alunos. Entre vocês,

temos alunos do curso de Bacharel em Música e Produção Fonográfica.

Olho em volta, para os rostos desconhecidos.

— Por que não estou com um pressentimento bom? — Andrew

murmura baixinho ao meu lado.

— Eu decidi que nesse semestre eu tornaria tudo ainda mais prático.

Por que não juntar o artista ao produtor? — ele fala como se conversasse

com si próprio. — Pensando nisso, decide que faria duplas com um aluno de

cada curso...

— Ah, caralho... — Andrew reclama. Por mais que eu não verbalize,

também não gosto da ideia.

— Eu já separei as duplas. — Balança duas folhas no ar. —

Conforme eu for falando, peço que levantem a mão e se sentem juntos,

porque durante a próxima hora vocês poderão trocar ideias sobre o trabalho.

Ah, eu não disse o principal. O trabalho de vocês será criar uma composição

do zero. Usem a criatividade. Ela será gravada e apresentada para a banca

da universidade.

Depois disso, ele começa a ler os nomes e segue formando duplas. O

meu nome é chamado e, para a minha infelicidade, o meu parceiro não veio

para a aula. Sério, quem falta na primeira semana de aulas? Devo ter jogado

pedra na cruz, porque provavelmente deve ser um idiota, irresponsável.

— Hoje quero que foquem nas etapas de produção; como produzir

timbres, criar arranjos. Vai depender muito do estilo musical escolhido.

Volto a olhar à minha volta, desanimada. Caramba, sou péssima com

a parte da criação. Sem muita escolha, me levanto da minha cadeira e vou

até o professor, que agora está sentado atrás de sua mesa.

— Senhor Nilman — ele levanta os olhos para mim —, a minha

dupla não veio... e não sou muito boa com a parte da criação.

— Você é? — ele pergunta, falo meu nome e ele volta os olhos para

suas folhas com as duplas. — Justin Davis — abro um pequeno sorriso. —

A matrícula dele está ativa, temos cinco meses pela frente.

Após mais algumas palavras, volto para o meu lugar e fico viajando

durante a próxima hora, me sentindo deslocada por todos estarem entrosados

e trabalhando enquanto estou sozinha.

— Ele é meio entojado — Andrew dá de ombros. — Pelo menos,

não é homofóbico, bom, julgo que não é.

— A menina do trabalho de anatomia é querida. Acredito que vamos

no dar bem.

Fico escutando Andrew e Taylor divagarem sobre seus colegas,

dupla de trabalho. Isso só me deixa ainda mais triste pelo fato de o menino

que vai fazer trabalho comigo ter faltado. Caramba, esperei tanto por hoje,

por essa disciplina, para logo no início já levar um toco desses.

— Desfaz essa carinha, Pri — meu amigo fala. — Semana que vem

ele não vai furar.

— Não sei de quem estão falando. — Um loiro alto se senta ao meu

lado no balcão. — Seja quem for, é um babaca por furar com você. — Ele

me encara. — Eu jamais faria isso.

Sinto minhas bochechas esquentarem na hora. Ele está flertando

comigo? Eu, definitivamente, não sou boa nisso. Não sei o que dizer.

— Deixa de ser abusado, Jamie! Deixou a menina com vergonha —

Taylor o repreende. Ele sorri e eu, idiota, solto um riso nervoso.

— Jamie — ele se apresenta e me surpreende ao se inclinar e beijar

meu rosto. — Você é? — pergunta diante do meu silêncio.

— Priscila — falo e ele sorri.

— Que sotaque bonito, é natural de onde?

Taylor bufa do outro lado do balcão.

— Brasil.

— Vai querer algo, Jamie? — minha amiga pergunta.

— Quero um mocaccino[7] para a viagem.

— Não cai no papo dele, amiga — ela fala enquanto prepara a

bebida — ele é da Khapa Alfa e além de fazer parte da elite, é um dos mais

mulherengos de lá.

— Não queima meu filme, loirinha — Jamie a responde rindo,

voltando a me olhar. — Todos sossegam um dia — fala olhando em meus

olhos e, então, pisca.

Novamente, sinto o sangue do meu corpo ser todo direcionado ao

meu rosto.

— Seu café. — Taylor entrega a bebida. — Pare de deixar a garota

constrangida.

Ele apenas ri, pisca para mim e sai do estabelecimento.

— Você não cobrou — Andrew a lembra.

— Ele é filho do dono — dá de ombros —, come aqui em várias

refeições.

— O mundo é muito injusto mesmo. Ele come esse monte de comida

boa e é aquela parede de músculos? A barriga dele deve ser tipo a do Ken.

— Ken? — pergunto.

— Você não teve infância, menina? O marido da Barbie, né — fala

como se fosse óbvio, fazendo Taylor e eu darmos risadas.

— Ele é capitão do time de futebol americano.

— Hum, ele é um dos gostosões que você vai cuidar ano que vem

então? — pergunto só para provocar.

— Credo! Não, é o último ano dele. Provavelmente, o próximo

capitão vai ser o Brandon. — Faz uma cara de desgosto.

— Não vai com a cara desse aí também? — Andrew pergunta.

— Não. Ele também é da elite e é meio abobado. — Dá de ombros.

— Pri, você já percebeu que a Taylor é antissocial? — ele me

pergunta, ganhando um tapa da nossa amiga.

— Só tem minha atenção as pessoas que merecem. — Ela pisca.

Ela brinca e partir daí, são conversas em meio aos risos, até irmos

para o alojamento. Com os dois, me sinto mais amada do que em meio aos

vários “amigos” que tinha em São Paulo. Enquanto estamos sentados sobre o

tapete, tomando uma long neck, faço uma prece silenciosa me sentindo

abençoada, agradecendo por eles terem aparecido em minha vida.

Isso não é para você

A foto que eu postei, eu queria dizer,

sim, "Adeus"

Para o bem ou para o mal

Não é pessoal, não há nada

o que explicar, adeus

Adiós — Selena Gomez

— Não sei se é uma boa ideia — Taylor fala assim que engole a

comida.

— Por quê? — Andrew retruca. — Eu só tenho dois anos aqui, quero

viver intensamente cada momento.

Sorrio, negando com a cabeça.

— O que você acha, Pri? — Taylor pergunta.

— Por mim… — Dou de ombros.

— Ela ainda está chateada por causa daquele trabalho. — Ele revira

os olhos e Taylor bufa.

Ok.

Talvez, eu esteja só um pouquinho repetitiva com esse assunto. Ou

muito. Sim, muito. Era para ser a minha matéria preferida e o garoto, minha

dupla, já faltou duas aulas! DUAS! Fui novamente questionar o professor e

ele me garantiu que o garoto está matriculado e virá em breve. Em breve.

Será que esse breve é quando para ele? Pergunto-me se é semana que vem,

mês que vem...

— Ei! — Minha amiga estala os dedos em frente ao meu rosto. —

Para de ficar se martirizando. Se seu colega não aparecer na próxima, você

volta a se preocupar, agora esqueça isso. — Ela vira o rosto para Andrew.

— Vamos nessa festa!

— Ah! — ele grita comemorando, fazendo nós duas gargalharmos. —

Que roupa vocês vão?

— E o que você tem a ver com isso? — pergunto, arqueando a

sobrancelha.

— Bebê, não aceito menos que muita pele à mostra! Vai ser tipo

triteto fantástico.

— Triteto? — a galega pergunta, mordendo o lábio.

— Sim! Se a Marvel criou o quarteto fantástico, acabo de criar o

triteto. — Empina o nariz. — Eles que lutem.

Kane entra no refeitório com a sua pose de “foda-se, eu sou lindo”.

Usa uma calça jeans preta skiny rasgada, camisa preta, coturnos pretos. Tem

uma jaqueta jeans amarrada na cintura e ostenta um cabelo despenteado que

o deixa ainda mais gato. Quantas tatuagens será que ele tem?

— Ele é muito gostoso — Andrew fala. Não preciso olhar para ele

para saber que também se refere a Kane.

— Quando vocês virem o trio juntos, vão atualizar com sucesso o

significado de beleza em seus dicionários.

— Os primos? — pergunto.

— Sim — Taylor afirma.

— Ele está vindo! — Andrew fala e logo disfarça, pegando o copo

de suco e tomando.

Kane se senta no banco da minha frente.

— Oi, bebê — ele fala para mim, pisca para Andrew, que suspira, e

então se vira para Taylor.

Ele se sentou sim no banco em minha frente, porém, com uma perna

de cada lado, ficando de frente para Taylor, que está ao seu lado.

— Oi, loirinha — ele sorri e pega uma batata do prato dela.

Ela o encara, estreitando os olhos quando ele novamente pega uma

batata.

— Por que não pega uma folha de alface em vez da batata?

Ele gargalha alto.

— Eu não mantenho uma alimentação saudável, linda. — Ele faz uma

careta. — Se bem que isso muda com a chegada de Brandon.

— Ele chega quando? — ela pergunta, surpreendendo a todos nós.

Kane sorri de lado.

— Interessada no meu irmão?

— Claro que não! — afirma, para logo questionar. — Vocês são

irmãos?

— Meio irmãos.

— Sério? — Arregala os olhos.

— Meu pai se casou com a mãe dele quando éramos crianças. — Ela

apenas move a cabeça em resposta que entendeu.

— Então, posso deduzir que o Honey bun[8] também estará de volta

— pergunta.

Ele abre um sorriso lindo.

— Como sabe que chamo ele assim? — Kane questiona.

— E quem não sabe? — ela devolve.

— Amanhã é a primeira festa da Khapa Alfa. Não sei se já foram

convidados...

— Não fomos — Andrew fala rápido e Kane sorri de lado por sua

afobação.

— Em que festa nós iriamos, então? — Taylor pergunta, franzindo a

sobrancelha.

— Quem se importa? — Andrew responde, fazendo todos nós

rirmos.

— Vou esperar vocês lá. — Então se vira para Taylor. — Eu pediria

seu número, mas tá na cara que tem uma quedinha pelo meu Teddy Bear[9]. E

quer saber? Ele se deitaria para você rolar por cima.

— Não quero nada com seu irmão. Foi só uma curiosidade — ela

fala séria.

— Sei — fala, já se levantando. — A gente se vê.

Fala para todos nós, dá duas batidinhas na mesa e vai em direção a

onde costumam ficar, como diz Taylor, a elite.

— Esse boy é muito quente — Andrew diz, puxando a gola da sua

camisa.

— Sabe, amiga — Taylor me olha. — Acredito que esse ódio pelo

tal Brandon é...

— Tesão incubado — Andy decreta e eu confirmo com um mover de

cabeça.

— Eu já falei, ele é um babaca egocêntrico — ela responde e

emenda, desconversando. — Sobre as roupas, não sei se tenho algo decente.

Não costumo sair.

— Tudo que eu trouxe é bem normal...

— Vamos às compras! — Andrew rebate, animado.

— Eu trabalho hoje à tarde, amigo — Taylor fala desanimada, mas

logo sorri. — Porém, amanhã de manhã é minha folga.

— Resolvido! Amanhã vamos às compras, depois vamos para o meu

apartamento. Passamos o dia lá e à noite vamos juntos a festa.

Taylor e eu nos olhamos, ela apenas dá de ombros e eu suspiro,

sabendo que questionar Andrew nem sempre é a melhor saída. Lembro de

minha mãe dizendo para eu viver todas as experiências. É isso que vou fazer.

— Essa blusa é muito chamativa. — Estendo o pedaço de pano no ar.

— Isso mal vai cobrir meus seios.

— Essa blusa é ótima — Andy rebate.

— Mas…

— Penso que não vou ter coragem de usar essa roupa — Taylor

murmura do provador, parecendo tão aterrorizada quanto eu.

Andy caminha até onde ela está e abre a cortina sem cerimônia

alguma.

— Caralho! — exclama, surpreso. — Eu sabia que ficaria bem em

você, mas nossa…

Vou até o encontro dos dois e a primeira coisa que vejo é a bunda

muito bem desenhada de Taylor em uma calça jeans. Ela tem uma senhora

bunda. Levanto os olhos por suas costas, vendo um body rendado preto para

encontrar seu reflexo pelo espelho, notando seus seios moldados em um

decote generoso. O resto da renda se agarra em sua cintura, deixando pontos

estratégicos expostos pelo tecido fino. A calça jeans parece ainda mais

perfeita em suas coxas grossas do que na parte traseira.

— Você está gostosa, amiga! — exclamo e ela ri sem jeito.

— Não sou acostumada a mostrar tanto…

— Sorte sua que agora me tem em sua vida! — Andy diz orgulhoso.

— Vou passar frio… — ela tenta.

— Não vai. Aquele lugar vai estar lotado, calor humano, galega. —

Pisca para ela, que revira os olhos.

— Quem sabe o tal Brandon aparece? — Jogo no ar.

— Pelo amor de Deus, eu já disse que não quero nada com esse

menino! — Ela empurra Andy e eu para fora e fecha a cortina.

Nós nos entreolhamos em um claro “aí tem”.

— Agora é sua vez, princesa. — Ele segura minha cintura, me

empurrando até o provador. — Vamos, não enrole.

E eu não enrolo.

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