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Capa do romance Toques Proibidos: Prazer em Série

Toques Proibidos: Prazer em Série

Destinada a adultos, esta antologia de contos eróticos explora o desejo que ignora regras. Em cenários como escritórios e elevadores, chefes e assistentes ou desconhecidos se entregam a uma tensão sexual voraz. A obra foca em encontros intensos e secretos, onde a luxúria domina cada toque proibido e sussurro no escuro. Sem pudor, os personagens mergulham em clímax suados e provocantes, garantindo uma leitura viciante que só termina no último orgasmo.
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Capítulo 3

O sol já havia se posto quando Athos veio me buscar. Eu estava sentada diante da lareira, com uma taça de vinho meio esquecida nas mãos, os pensamentos ainda turvos pela sessão da manhã. Meus músculos ainda lembravam o gozo, como se o corpo não quisesse esquecer o que a voz dele fizera comigo.

Ele não bateu. Apenas entrou.

Vestia preto. Camisa de linho aberta no peito, calças que delineavam as coxas fortes. Como sempre, firme, silencioso, no controle absoluto da própria presença. Quando seus olhos encontraram os meus, não houve palavra - apenas o mesmo convite de sempre, aquele que me fazia derreter entre as pernas mesmo antes do toque.

- Está pronta para a primeira noite? - ele perguntou.

Minha boca secou.

Assenti. Ainda que uma parte de mim gritasse que não fazia ideia do que estava prestes a acontecer.

Athos estendeu a mão, e quando a toquei, senti aquele mesmo calor subir pela minha pele, como vinho derramado sob a luz das velas. Ele me guiou por corredores pouco iluminados, onde a sombra das tapeçarias dançava como se a casa celebrasse em silêncio.

Paramos diante de uma porta dupla de madeira escura.

Ele a abriu lentamente.

O quarto era diferente de todos os outros. O chão era forrado de tapetes macios. No centro, uma estrutura de tecido pendia do teto - véus brancos e vermelhos que flutuavam com a brisa. O ar cheirava a baunilha, canela e algo mais denso... incenso, talvez. Havia música instrumental tocando ao fundo - algo lento, pulsante, quase tribal.

No canto, uma pequena mesa com frascos de vidro âmbar, plumas, fitas de seda e uma vela cuja cera escorria como se tivesse sido usada mil vezes.

Athos se virou para mim.

- Esta é a primeira permissão - disse. - O toque suave. Nada além de seda, plumas e óleo. Nenhuma palavra, Isadora. Apenas sensações. E silêncio.

Meus mamilos endureceram sob o robe de cetim. Ele não precisava dizer mais nada. Tudo estava dito no tom da sua voz, no modo como olhava para mim, como se me conhecesse mais do que eu mesma.

Ele estendeu a venda de cetim.

De novo.

Eu aceitei.

A escuridão me abraçou, e meus outros sentidos acordaram imediatamente.

- Fique de pé - sua voz sussurrou. - Braços soltos ao lado do corpo. Feche a boca. Respire pelo nariz.

Obedeci.

O primeiro toque foi com seda.

Ele passou o tecido pela minha clavícula, tão leve que achei que tivesse imaginado. Desceu até o colo, depois aos seios, contornando os mamilos sem tocá-los diretamente. Minha pele se arrepiou. Um gemido quis escapar, mas o engoli com força.

Depois veio a pluma.

Ela roçou a parte de trás do meu pescoço, meu ombro, o centro das costas. Meus joelhos amoleceram. Os pelos da nuca se eriçaram. Quando ele deslizou a pluma entre meus seios, senti o ar escapar dos meus pulmões em um suspiro.

O silêncio era erótico. O som mais alto ali era minha respiração e o leve arrastar da seda contra minha pele.

Então, sem aviso, senti o frio do óleo sendo derramado devagar sobre minha barriga.

Arfei.

O calor veio em seguida, quando ele espalhou o líquido com as mãos. Suas palmas eram firmes, mas precisas, como um escultor tocando sua obra. Não era carícia. Era comando. Meu ventre contraiu quando ele passou os dedos sobre minha cintura, contornando, provocando, descendo apenas até o limite do tecido do robe.

Ele não tirava minha roupa.

Não expunha minha pele.

Mas me deixava completamente vulnerável, como se cada centímetro do meu corpo estivesse nu para ele.

A pluma voltou.

Dessa vez, entre minhas pernas.

Por cima do tecido. Apenas um roçar. Mas foi o suficiente para me fazer gemer, baixa, como uma prece.

Athos se afastou.

Por um segundo, achei que ele tivesse ido embora. Mas então ouvi o som do tecido sendo arrastado. E algo me envolveu.

Seda.

Fui amarrada suavemente pelos pulsos, com fitas que pendiam dos véus do teto. Meus braços estavam erguidos, mas não presos com força. Eu podia soltar se quisesse. Mas não queria.

Minha respiração ficou irregular. Meu corpo tremia. A excitação era absurda. Eu nunca fora tocada com tanta paciência, tanta reverência. Era como se ele estivesse despertando pedaços de mim que haviam dormido por anos.

O óleo voltou. Dessa vez, na parte interna das coxas.

Ele empurrou o tecido do robe para o lado, ainda sem tirar. Só afastando. E quando os dedos escorregaram com o óleo quente até quase o centro do meu sexo, senti meu corpo inteiro implorar por mais.

Mas ele não deu.

Se afastou.

Silêncio.

Tensão.

Então, ouvi passos atrás de mim. Athos circulava. Estava me observando. Eu sabia. Sentia seu olhar queimando minha pele. Meu clitóris latejava de tanto querer. Minhas coxas estavam molhadas, meu ventre em fogo.

E então...

A pluma. No pescoço.

Depois na nuca.

Desceu.

Seios.

Barriga.

Coxas.

Clitóris.

Direto.

Sem aviso.

Roçou, girou, pressionou levemente.

Eu gritei.

Mas o som saiu preso, quase dolorido.

Meus quadris se moveram, buscando mais.

Ele não deu.

Apenas continuou.

Devagar.

A pluma dançava. O óleo escorria. A seda apertava. E eu... eu estava à beira do orgasmo só com isso.

Foi então que ele falou, pela primeira vez desde que tudo começou.

- Quer gozar, Isadora?

A pergunta rasgou o silêncio.

Sim, eu queria. Meu corpo gritava sim. Mas eu não conseguia responder. A voz travou. Tudo em mim era desejo bruto. Gemi. Solucei. Me contorci nas amarras de seda como uma oferenda viva.

- Você só precisa dizer - sussurrou ele, agora muito perto. - E eu permito.

Senti seus lábios roçarem minha orelha, mas ele não beijou.

Apenas esperou.

- Por favor... - sussurrei.

E então ele me tocou.

Com os dedos, diretamente.

Por cima da pele já molhada de óleo. No ponto exato. Com a pressão exata. Meus joelhos cederam. Se não fossem as fitas, teria caído.

Gozei em segundos.

O orgasmo explodiu de dentro para fora, como lava. Meus músculos se contraíram, meu peito arfava, meus quadris giraram contra a mão dele. E quando achei que fosse acabar, ele continuou. Mais suave. Mais lento. Prolongando o prazer. Me fazendo gozar de novo.

E de novo.

Perdi a noção do tempo.

Quando me soltou, caí de joelhos no chão macio, os olhos ainda vendados, o corpo suado, úmido, exausto.

Senti um tecido quente me envolver - o próprio robe, recolocado com cuidado.

A venda foi retirada com gentileza.

Encarei os olhos de Athos.

Ele ainda estava vestido. Intacto.

Mas seus olhos diziam outra coisa.

Diziam que ele também sentia tudo.

- Uma noite - ele disse. - Uma permissão. Amanhã, a próxima.

Ele se inclinou, e pela primeira vez seus lábios roçaram minha testa.

Aquele beijo casto.

Mais erótico do que qualquer outro.

Fiquei ali, ajoelhada no centro do salão, com o coração descompassado, o sexo pulsando, e a alma em combustão.

E aquilo... aquilo era só o começo.

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