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Capa do romance TOMADA PELO MAFIOSO

TOMADA PELO MAFIOSO

Diana, de 17 anos, vê sua vida ruir após a morte da mãe. Sob a tutela de um padrasto viciado, ela é sequestrada pelo impiedoso mafioso italiano Maxweel Bennavent para pagar dívidas de jogo. Prestes a casar, Maxweel se surpreende com a atração que sente pela jovem. Para fugir da prostituição, ela tenta enganá-lo trabalhando em sua boate. O que ele ignora é que Diana esconde um segredo fatal: ela é a filha perdida de seu maior rival na máfia.
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Capítulo 2

Na boate de alto padrão da cidade, a noite me parecia longa, com homens de características distintas sentados à sala com a luz amena, bebiam do melhor whisky, cheiravam da melhor produto sobre a bandeja, ia de um lado para o outro, sentado no meio deles os acompanhando, as mulheres dando o seu melhor dançando sensualmente para atraí-los, as gorjetas dos ingleses são as melhores, elas amam quando eles vêm, mas no momento o interesse deles é a nossa droga, a nossa bebida, as mulheres vêm depois dos negócios. 

Aspirei ao máximo que eu poderia da bandeja, Blanka me encheu os ouvidos no nosso último encontro com a sua família sobre o nosso casamento, dependesse de mim, já estaríamos casados há muito tempo. Eu a amo desde sempre, mas foi com várias mulheres que trabalhavam para o meu avô, que eu me transformei um homem experiente para distrai minha total atenção dela, até que ela aceitou ser a minha noiva.

Casamento deveria ser algo que o homem pede e ambos em seguida caminham até a igreja rapidamente, cumprem seus votos e adeus vida de solteiro, nenhuma mulher mais no mundo me basta a não ser tê-la em minha cama, em minha vida. Levantei do sofá deixando meus clientes, as mulheres que trabalham para mim vieram, desde o meu namoro e noivado eu permaneço fiel, intacto, não toco nelas, não tenho relações com elas, mas quando casar-me ficaremos por três dias no quarto, a terei diariamente, valerá o sacrifício.

Olhei para baixo na pista da boate, e como sempre as mulheres se mantêm atraentes, quem fizer o maior lucro da noite tem direito a duas horas de compras no shopping, pode comprar o que quiser, e quanto quiser. É uma forma que encontrei de movimentar o comércio das mulheres, apesar de que as mulheres fazem muito bem, o que gostam. Sou um cafetão de mulheres, drogas e armas, mas ultimamente mais de mulheres é o que mais tem me dado lucro por aqui, não há outros concorrentes, pelo menos os Donatellos não interviram nesse negócio.

Ao olhar em volta, notei uma confusão no cassino, me chamou atenção, quatro clientes ameaçavam um cara nada aparentar, ele estava sozinho, na minha boate pode haver de tudo, menos bagunça, meus clientes não gostam, além de ser ruim para o comércio. Desconcentra tudo, além da maioria dos homens que vem aqui são empresários casados, que procuram diversão, uma foto na mídia, casamentos são desfeitos e empresas despenca as ações, eles perdem dinheiro, e eu também.

— Boa noite senhores! — Falei ao me aproximar, a maioria deles recuou ao me ver, sou alto, forte, não acredito que minha aparência ajudou a conquistar Blanka, minha amada, e sim seus bons olhos. Olhei em volta, o homem mediano, caucasiano, meio gordo de olhos verdes, seguro pela gola da camisa, estava com duas armas apontadas para sua cabeça. — Senhor desculpe-me por... — Dei com a mão evitando escutar, não há desculpa para fazer o meu estabelecimento entrar em descrédito.

— Qual o motivo da desordem? — Arqueei a sobrancelha à pergunta, vendo que na mesa todos ganhavam e apenas um perdera, tudo, na verdade, não havia nada, até que o dealer usando um terno clássico aproximou-se com receio, o encarei em busca de resposta. — O senhor aqui apostou alto, e agora diz não haver tanto a pagar. — Suspirei, lá em cima havia acabado de fechar um negócio, os ingleses são muito discretos, não é atoa que possuem a boa fama que tem, se soubesse que há um cliente desse tipo no estabelecimento, o negócio será desfeito.

— Leve-o para os fundos, arranque tudo dele! — Desta vez quem se ajoelhou em súplica foi o forasteiro, o olhei, sem compreender como ele conseguiu entrar em meu cassino. — Senhor tenha piedade, eu não tenho dinheiro para pagá-los. — O observei sério, pelo traje e aparência não havia mesmo. — Quem o trouxe aqui? — Questionei — Apolo Benavente. — Mordi o lábio inferior por hábito, meu meio-irmão sempre arrumando confusão.

— Mas senh... — Apenas dois olhares em sua direção o escutei tremer sua voz. — O leve para os fundos, arranque tudo dele, até não restar nenhum dano aos meus clientes. — Sai em seguida após receber olhares de admiração, caminhei em direção às escadas, e desta vez, sim, minhas garotas estavam trabalhando dando o seu melhor aos meus clientes, girei nos calcanhares ao ver um dos meus clientes no seu momento íntimo de prazer, sentindo o máximo de prazer com um oral de Lavinsky, seu olhar fazendo aquilo tão bem na minha direção me excitava, pedindo para ser sentida por seu dono engoli a saliva com dificuldade, quase um ano sem sentir uma mulher, se meu casamento não sair em menos de dois meses irei enlouquecer.

Enquanto Andreza saciava outro cliente, aquilo era mais que delicioso para Halfe que recebia aquele carinho maravilhoso, empurrando sua cabeça para penetrar em sua garganta, as outras também desempenham seu papel, devoradoras de homens e certamente no dia seguinte não haveria do que eles reclamarem, bebida, comidas, drogas e mulheres perfeitas em sigilo.

Suspirei encostado na porta por um longo tempo, até que cada um saiu acompanhado por uma mulher para as suítes. — Meninas tratem bem os meus amigos! — Disse vendo John subi as escadas com uma carranca. — Diga John qual o problema da vez? — Balançou a cabeça em negação. — O filho da mãe não tem nada, e um dos apostadores na mesa é um dos Maleastes — Suspirei vendo que mexeria no meu bolso, a família. Maleaste é de alto padrão, se um deles é ofendido, dúzias o segue. — Pague a eles, livre-se desse desgraçado, após tirar tudo que ele tiver.

Subiu até o último degrau, abaixou a cabeça negando. — O problema Max é que ele não possui nada em seu nome, tudo que há em sua responsabilidade não lhe pertence, é tudo da enteada que mora com ele. — Suspirei era apenas mais um noite com problemas. — Faça o que for preciso, para que eu tenha meu dinheiro de volta. — Olhei para a aliança que reluzia em meu dedo girei devagar, sentindo um enorme desejo.

Blanka é uma mulher linda, extremamente loira os cabelos compridos, as sobrancelhas grossas de pelos claros, seus olhos azuis me dão a sensação de estar diante do oceano inteiro sem fim, sua pele branca, alva, me dá a sensação de paz me afastando de tudo isso que herdei, da minha família, sou um mafioso italiano. Por isso todo sacrifício, para ser o dono da sua doçura e ingenuidade será pouca, não foi fácil conquistá-la, poderá ser anos de espera, já que a minha adorada noiva quer tudo perfeito, um jardim aberto apenas para os mais importantes da família, e alguns homens como eu, ainda não acredito que os Donatello vá a este cerimonial, mas seu pai os convidou.

— Olhe esta foto… — Mal olhei a fotografia nas luzes da noite que cintilava em meus olhos, a foto, não me interessava a beleza se quer de outra mulher que não fosse da minha noiva, nada e nem ninguém seria tão bela, tão graciosa e doce como ela, mas era uma bela garota. — O que sugere com esta fotografia? - Questionei visando as luzes na pista de dança, as pessoas consumiam dos melhores produtos, bebem do melhor whisky, e outros produtos na minha boate sem nem mesmo preocupar-se com o valor, como um sem teto e sem posses veio parar aqui? Ninguém poderia saber disso. — É uma bela ragazza senhor, nova, olhe estes olhos, a quantia que levaram foi alta.

Assenti, não tenho ideia de quanto, mas pela preocupação do meu capô deveria ser muito dinheiro. — O que me sugere? — Questionei calmamente. — Essa garota com esses olhos e tanta beleza lhe renderá uma fortuna a cada noite, terá homens a seus pés. — Olhei para ele, tirando um charuto do bolso, o mesmo retirou seu isqueiro acendeu para mim, traguei. — Está me sugerindo que o perdedor tem uma enteada bonita, que pode me garantir o dano que ele me causou em uma noite? — O encarei ele apenas assentiu. — Sim senhor, eles são pobres a garota é bonita, ninguém vai se importar!

Continuei tragado com ele de pé ao meu lado. — O que fizeram com ele? — Questiono entrando na sala que não fedia a outra coisa a não ser sexo, sentei-me ele também a meu lado. — Uma surra como de costume, mas podemos melhorar. — Concordei, era devido dar-lhe outra. — Melhor soltá-lo, o siga e traga a sua sobrinha para nós, quanto anos possui?

— Vai fazer dezoito anos— Franzi o rosto, deveria ser uma adolescente cheia de espinhas, com herpes e cheia de frescuras. — O que você acha que eu vou fazer com uma garota de dezoito anos, John? — Sorriu de cabeça baixa. — Muitos clientes pedem garotas mais novas, e ninguém precisa saber a idade dela. — Assenti, nada que uma maquiagem, e um vestido, salto não ajudasse, importante era recuperar meu dinheiro. — Solte-o e siga em todos os passos, traga ela para mim, quero ela aqui, quanto a ele veremos o que faremos depois. 

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