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Capa do romance The Revenge

The Revenge

Uma investigadora determinada mergulha na resolução do enigma mais complexo de sua trajetória profissional. Apoiada por seu grupo de amigos, ela logo percebe que a verdade exige um preço alto. Para desvendar a trama, a protagonista será forçada a revisitar traumas e revelar segredos obscuros de seu próprio passado que ela jurou esconder. É uma jornada perigosa onde o mistério central se entrelaça com sua história pessoal em uma busca por justiça.
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Capítulo 2

Enquanto isso em Londres....

- Já conseguiu a confissão dele? – disse o Comissário Andersen.

- Não, ele não fala de jeito nenhum – respondeu um policial ali presente – Só tem um jeito.... Temos que chamar ela- continuou.

O Comissário assentiu com a cabeça e disse:

- Chamem a agente Edwards

Então eles chamaram a agente Edwards que rapidamente chegou no local...

- Me chamou senhor? – perguntou Edwards.

- Sim, precisamos que você faça o suspeito confessar – afirmou o Comissário.

- Essa é a minha especialidade senhor – afirmou com um leve sorriso – Me fale mais sobre o suspeito – disse desfazendo o sorriso.

- Jacob Millers, 24 anos, suspeito de assassinar sua própria namorada...- é interrompido.

- Espera... Esse é o assassinato da rua 3? – perguntou curiosa.

- Sim – afirmou o Comissário.

- Pode deixar, já sei o que fazer.

A agente Edwards sai imediatamente da sala de observação e entra na sala do interrogatório.

- Senhor Millers – indagou Edwards.

- Quem é você? – perguntou o suspeito.

- Eu sou a detetive que vai te interrogar – respondeu seca.

O suspeito explode em gargalhadas, e Edwards o encara confusa.

- Posso saber o que é tão engraçado? – questionou Edwards.

- Sério que mandaram uma mulher me interrogar – respondeu o suspeito ainda rindo – Como se eu tivesse medo de uma mulher o vaso mais fraco – debochou

Enquanto isso ocorria, o comissário e seu colega estava na sala de observação conversando.

- E lá se vai o interrogatório – disse o Comissário Andersen.

- Não seja pessimista, minha sobrinha sabe ser profissional – respondeu o Comissário Roberts.

- Se você diz - retrucou Andersen.

Enquanto isso da sala de interrogatório a detetive Edwards observa o suspeito enquanto ele continua a gargalhar até que ele para.

- Já terminou? – disse Edwards em um tom firme.

- Escuta aqui gracinha, você deve ser uma secretária que nem sabe o que está fazendo aqui, e nem o porquê eu estou aqui então porque você não facilita para mim e...- é interrompido.

- Jacob Millers, 24 anos, acusado de assassinar a própria namorada, provavelmente porque ela quis terminar com você porque você é um verme – o encara friamente – e eu não vou fazer para você “gracinha” – debochou - e a propósito é detetive Edwards pra você, não sou uma secretária.

O suspeito fica surpreso com o que acabou de ouvir, ele está nervoso, mas não demonstra.

- Continuando, a vítima além da bala em seu tórax, havia hematomas em seu corpo, ou seja era agredida.

- E daí? – falou o suspeito com deboche.

- Você gosta de bater em mulheres? – questionou Edwards incrédula.

- Não vejo problema nisso – respondeu o suspeito com tranquilidade.

- Homem que bate em mulher não é homem de verdade, é um nada, um zero à esquerda, um verme. De onde eu venho homem que bate em mulher são tratados pior que serial killers, sabe o que fazem com esses lixos? Eles matam, se você tivesse lá já teria morrido, na verdade eu poderia te matar agora mesmo – o encara com ódio.

O suspeito paralisa e engole seco.

- Você não pode fazer isso!- disse nervoso

- Sim eu posso – de repente ela dá um soco na mesa – Por que você a matou?! – gritou – Diga, vamos lá! Está com medo? Diga!

- Sim, eu a matei, eu matei ela por ciúme, por que aquela idiota saia todo o dia com os amigos dela, nossa como eu odiava aquilo, pronto falei, só não me mata- falou com medo.

A agente Edwards dá um sorriso vitoriosa.

- Obrigada pela cooperação – falou sarcasticamente.

Edwards saiu da sala, para fazer o relatório escrito do interrogatório.... Enquanto isso na sala de observação o Comissário Andersen encontra-se pasmo pelo método que a agente Edwards usou para conseguir a confissão.

- Eu disse que ela conseguiria – comentou o Comissário Roberts.

- Realmente, eu a subestimei, afinal nunca tinha visto ela fazendo o interrogatório- confessou Andersen.

- Seus métodos podem ser um pouco brutos, mas são eficazes – falou esboçando um leve sorriso.

- Ela realmente é sua sobrinha, ela tem a garra do tio – respondeu com convicção.

- Realmente – concordou o Comissário Roberts.

Depois disso a detetive Edwards foi chamada a sala do Comissário Andersen.

- Me chamou senhor? – perguntou Edwards

- Sim, pode entrar detetive – afirmou o Comissário.

Edwards se sentou e encarou Comissário. Ele está bem tranquila, outra pessoa no lugar dela estaria nervosa mas ela está calma.

- Senhorita Avyrie Edwards... Eu fiquei pasmado pelo jeito que você o fez confessar, e... – o Comissário é interrompido.

- Sem querer ser grossa comissário, mas se você for me dar lição de moral, ou sermão por causa dos meus métodos, eu prefiro ser mandada embora porque eu não vou muda-los.

- Senhorita Avyrie, eu não a chamei aqui por conta disso, até porque você fez um excelente trabalho, mas chamei aqui porque um novo detetive irá chegar amanhã e, tanto eu como o seu tio achamos que você deveria mostrar como o FBI funciona, podemos contar com você?

- Claro senhor, farei meu melhor

- Ótimo, pode se retirar.

Avyrie se levanta e sai da sala sem graça pelo que havia dito ao Comissário Andersen.

- Hey Edwards! – alguém gritou no corredor.

Avyrie se virou rapidamente.

- Ah, e aí Nick – falou surpresa

- Por que você fui chamada na sala do Comissário?- questionou Nick.

- Ah, é que um novo detetive vai vir ele quer que eu mostre como tudo funciona por aqui.

- E você está com essa cara por? – perguntou Nick com curiosidade.

Avyrie ficou apenas em silêncio por alguns minutos, e depois respondeu....

- Eu achei que iria falar sobre o jeito que eu fiz suspeito confessar e...- é interrompida

- E você achou que eu ia te dar sermão e fui grossa com ele – respondeu Nick convencido.

- É – concordou Avyrie.

- Mudando de assunto, você sabia que o comissário Andersen ido para uma filial do FBI no Canadá?

- Eu não estava sabendo disso – respondeu surpresa – mas você sabe por quê?- continuo

- Na verdade não sei o porquê, só sei que ele vai embora hoje à noite – respondeu meio cabisbaixo – Enfim, isso significa que só teremos o seu tio como chefe.

- Fala baixo, esqueceu que de todo mundo que sabe queria meu tio – Avyrie falou brava o repreendendo – Agora vamos temos serviço a fazer – continuou.

E quanto dava continuaram conversando sobre o comissário Roberts ser tio da Avyrie...

- Eu não entendo por que vocês não contam que são parentes – perguntou Nick curioso.

- Porque pode pensar que eu só consegui uma vaga no FBI, porque meu tio é o “chefe”, por assim dizer – respondeu com tranquilidade.

- E por que contaram para mim? – questionou.

- Porque você foi meu colega na academia de polícia, e sabe que eu ralei para estar aqui, e você é meu amigo também - respondeu dando um soquinho no ombro de Nick.

- Me sinto lisonjeado – disse com deboche.

Avyrie revira os olhos e vai para sua mesa trabalhar...

Após o seu expediente de trabalho, ela vai para casa.

- Tio cheguei! – falou alto entrando em casa.

- Estou de cozinha – respondeu o mesmo.

- O que tem pro jantar? – perguntou entrando na cozinha.

- Espaguete ao molho pesto – respondeu terminando de preparar a comida.

- O cheiro está ótimo – respondeu Avyrie esboçando um leve sorriso.

Depois de um tempo, Avyrie e seu tio estão comendo e silêncio, o clima é um tanto constrangedor, até que Roberts quebra o gelo....

- Então amanhã chega o novo detetive – falou um pouco tenso.

- É, eu sei - respondeu friamente.

- Eu ouvi dizer que ele foi o melhor e sua turma na academia de polícia, quase bateu seu recorde na pista de obstáculos – disse tentando provocá-la.

- Ele não deve ser lá muita coisa, e além disso novato são muito chatos – respondeu seca.

- Vê se pega leve com ele – falou em um tom firme.

- Se você me vence no pôquer eu posso pensar a respeito – debochou Avyrie.

- Malandrinha – falou Roberts com um sorriso.

Eles jogaram quase a noite toda e, embora não admite-se Avyrie estava curiosa sobre o novato, apenas uma pergunta estava em sua mente:

“Como ele é?”

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