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Capa do romance Surpreendida

Surpreendida

Aos vinte e dois anos, Emilly é uma modelo que sonha em alcançar o sucesso internacional de Gisele Bündchen. Contudo, na noite de seu aniversário, um encontro inesperado com o sedutor e misterioso Nicolas transforma sua trajetória. Após uma noite intensa de entrega e paixão, seus planos profissionais ficam ameaçados por uma reviravolta do destino. Estaria ela condenada à solidão ou pronta para encarar as mudanças drásticas que essa conexão trará para sua vida?
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Capítulo 3

‒ Eu sei, por isso reservei lá – dei risada ao perceber a cara de felicidade da minha amiga.

Assim que entramos no carro, Ray colocou Chandelier da Sia para tocar. Logo nos primeiros versos começamos a cantar algumas partes da música.

– Party girls don't get hurt, can't feel anything, when will I learn... – Ray começou a cantar baixinho enquanto eu batia meus dedos no volante do carro conforme o ritmo da música...

– I push it down, push it down – Cadu cantava animado.

– I'm the one for a good time call. Phone's blowin' up, they're ringin' my doorbell – canto baixinho, enquanto meus amigos me olham com um sorriso no rosto – I feel the love, feel the love...

- One, two, three, One, two, three drink. One, two, three, One, two, three, drink, One, two, three, One, two, three, drink – eu, Ray e Cadu começamos a cantar juntos, e a cada vez que a frase se repetia cantávamos com mais vontade, as janelas abertas do carro faziam o vento entrar e bagunçar nossos cabelos.

– Ah, não poderia ter música melhor para começar a comemorar – Cadu disse assim que paramos de cantar. – Beber muito hoje, ouviu dona Emily? Já que até a música dizia para beber. – disse dando uma risada gostosa.

O restaurante era bem sofisticado, o lugar tinha pouca iluminação que o deixava mais aconchegante, não era atoa que não havia mais mesas disponíveis para quem chegasse de última hora. Minha sorte foi realmente o ter reservado, e assim que disse meu nome à recepcionista ela nos acompanhou ao segundo andar, onde ficava a nossa mesa.

Assim que nos sentamos, dei uma olhada no local, o restaurante estava cheio, mas não parecia lotado, já que era bem espaçoso, mas ao me atentar às mesas pude perceber que nenhuma estava vazia. Enquanto analisava o ambiente, percebi dois olhos pregados em mim, tentei não olhar de volta, mas foi inevitável, o rapaz, de pele clara e barba por fazer que me olhava sem menor discrição, era lindo. Ao perceber que correspondia aos seus olhares, um sorriso puxado para o lado surgiu em sua boca me deixando com o coração acelerado.

‒ O que vão beber? – perguntou o garçom todo educado, fazendo minha atenção se voltar para ele.

‒ Eu quero Amarula on the rocks – pedi olhando no cardápio e ele anotava o pedido.

Cadu acabou pedindo o mesmo que o meu, enquanto Rayane ficou com uma cerveja Beck’s e Toninha escolheu beber Smirnoff.

‒ E para acompanhar vão comer o que? – perguntou o garçom, depois de anotar rapidamente os nossos pedidos em seu pequeno caderno.

‒ O que vocês acham de uma porção de Canapê de peito de peru? – perguntei aos meus amigos.

‒ Tá ótimo – falaram os três juntos.

‒ Então queremos esses canapês - falei mostrando o cardápio para o garçom, que anotou e saiu em seguida.

‒ Garota, você já chegou arrasando corações! Olha aquele bofe, sentado no balcão, não tira o olho de você, Emilly.

Quando Cadu terminou de falar as duas curiosas, olharam para o rapaz, me fazendo ficar sem graça, já que ele ainda olhava para mim.

‒ Vocês duas, parem de olhar! Sejam discretas, pelo amor né – falei em um sussurro exasperado, e no mesmo instante as duas voltaram a me olhar, sem graça.

Nossas bebidas e os canapês chegaram A partir daí o tempo começou a passar rápido enquanto conversávamos e ríamos das bobeiras que Cadu falava.

De repente, Chandelier começou a tocar novamente. Cadu não perdeu tempo e logo nos puxou para dançar na pista, sem pensar duas vezes fui com eles, enquanto ainda segurava meu terceiro copo. Estava meio tonta já pelo efeito da bebida, mas não me importei muito de como poderia estar dançando. O importante era que aquele aniversário estava sendo especial, e nem tinha como ser diferente, afinal eu estava com a família que a vida me presenteou.

Apesar da falta que sentia da minha mãe, eu me sentia feliz rodeada de pessoas que eu amava, e isso me fazia bem.

Parei um pouco de dançar e olhei para meus amigos, Ray e Cadu se divertiam juntos, enquanto Toninha estava com um rapaz.

– Você está linda. Amei te ver dançar – uma voz sussurrou em meu ouvido, me assustando rapidamente e causando um arrepio no pescoço.

Assim que me virei para ver quem tinha dito isso, vi o rosto do mesmo cara que estava me olhando antes, assim que cheguei ao restaurante. Se de longe ele era lindo, de perto era ainda mais.

– Obrigada – respondo com um leve sorriso brincando no rosto e ele segura em minha mão.

– Dança uma comigo? – Seu sorriso de lado faz com que meu coração acelere rapidamente e, incapaz de pronunciar uma palavra, apenas aceno a cabeça em afirmativa.

As primeiras músicas foram agitadas e mal tivemos a oportunidade de conversar, mas logo em seguida algumas músicas lentas começaram a tocar e dançamos um próximo ao outro, minhas mãos envolvidas no seu pescoço e as dele segurando-me pela cintura e me conduzindo pelo restaurante.

Ele fez algumas observações sobre o restaurante, elogiando o local, e eu comentei algumas coisas sobre as músicas. Mas conversar, nós não conversamos. Era como se não precisássemos falar muito. Aquele momento estava perfeito assim, nossos olhares fixos, o contato físico que trazia um toque de mistério e desejo.

– Eu preciso ir ao banheiro, volto já – disse baixo próximo ao seu ouvido assim que uma música acabou, ele me soltou e foi para o canto da pista, enquanto segui para o banheiro.

Depois de retocar a maquiagem, saí do banheiro, e quando estava no corredor para voltar para pista de dança, senti alguém me puxar e na mesma hora me beijar na boca. Tentei sair, mas eu estava meio tonta e aquele beijo me tirou as forças para correr dali. Acabei me entregando aquele beijo profundo, e incrivelmente prefeito dado com muito carinho. Meu coração acelerou na hora em que vi o rosto do Nicolas, e minhas pernas bambearam ainda mais. Parecia que o efeito da bebida tinha piorado, mas sabia que não era exatamente isso que estava me causando essas reações. Senti um fogo percorrer meu corpo. Até que poderiam ter sido as três taças de amarula que bebi. Mas no fundo, o fogo era de outra coisa e isso eu sabia.

Ainda me beijando ele começou a sussurrar em meus ouvidos.

‒ Você é linda e te observar essa noite me fez sentir algo diferente, que não consigo explicar. Um desejo de ficar com voce, te amar – e ao dizer isso, me pegou no colo, fazendo minhas pernas, envolverem sua cintura.

Me beijando loucamente, me carregou em seus braços até o banheiro feminino e entramos. Graças a Deus não havia nenhuma mulher ali, e o banheiro era limpinho e cheiroso. Pensei por alguns segundos enquanto ele me fazia carinho. Sem pausar o beijo, ele trancou a porta com a chave que havia ali. Meu corpo estremeceu quando percebi o que nossos corpos queriam. Eu sabia que isso não era certo. Minha mente dizia “não”. Mas meu corpo não me obedecia.

Ele me colocou sentada em cima da pia e ainda com as pernas envolvidas em sua cintura, ele continuou a me beijar. Tirou meu vestido, me deixando apenas de lingerie.

‒ Eu não posso. Não te conheço – falei baixinho, minha voz era apenas um sussurro.

‒ Já me apresentei a você, sou Nicolas – falou ele, quase sem fôlego de tanto me beijar.

‒ Sou... – ele não me deixou falar mais nada, apenas invadiu minha boca novamente fazendo-me perder as forças, e sem perceber, já estava tirando a sua camisa.

‒ Sei que parece loucura, mas quero você ag@r.

‒ É loucura, só que sinto o mesmo que você.

Estou realmente perdendo a cabeça, estou sem controle nenhum, estou totalmente perdida, nos braços desse homem que nunca vi na minha vida, mas que faz com que eu me sinta tão bem.

‒ Tem certeza?

‒ Certeza? Não sei, estou confusa, mas eu quero essa l@ucur○.

Então sem dizer mais nada, ele continuou e me senti sendo d●min@d@ por completo. Meu coração estava aos pulos, meu corpo estremeceu inteirinho, senti um frio na barriga, uma sensação boa me d●min@v@, pois ele mexia de um jeito que parecia a acompanhar o ritmo da música que tocava lá fora. Nicolas me m○rdi@ no pescoço, me beijava e dava leves mordidinhas enquanto estava em mim. Isso me deixava cada vez mais l○uc@. Até que gritando seu nome, juntos cheguemos ao colapso total, ali mesmo na pia do banheiro. Nunca fiz nenhum tipo de l○ucur@ assim, nunca em minha vida imaginei que agiria dessa forma.

Nicolas me beijou carinhosamente, me ajudou a me vestir, me abraçou tão forte, e em seguida se arrumou, se vestindo também.

‒ Me desculpe. Isso nunca aconteceu comigo – falei confusa com o que eu tinha acabado de fazer, já que nunca cheguei nas preliminares com nenhum rolo que eu tive. Assustei-me com minha própria atitude.

‒ Não se desculpe linda, você não tem culpa de ser tão linda, sedutora e apaixonante. O que acha da gente sair daqui para conversar e se conhecer melhor? – quando ele terminou de falar, começaram a esmurrar a porta do banheiro e pelo visto, já faziam um bom tempo que a pessoa estava ali, sequer percebemos.

Ele abriu a porta, e um bando de mulheres irritadas entraram no banheiro, nos xingando. Na mesma hora que sai, Rayane apareceu gritando comigo.

‒ Onde você se enfiou? Tá todo mundo te procurando, já trouxeram o bolo para cantar parabéns para você, e você some assi... – ela parou de falar quando viu Nicolas atrás de mim.

Eu estava sem graça e confusa, com tudo que aconteceu comigo. De repente o garçom e um tanto de gente vieram ao meu encontro. Cadu me pegou no colo, e me guiou até a uma mesa onde estava o bolo. Do colo dele tentei ver onde estava o Nicolas, e o avistei de longe me observando, e meu coração ainda estava aos pulos.

Cadu me colocou no chão e começaram a cantar parabéns, só que eu estava concentrada em avistar novamente o Nicolas. Foi quando, consegui ver ele, falando ao celular e no mesmo instante saia da minha vista descendo as escadas. Eu corri, até a ponta da escada e vi quando ele saiu do restaurante ainda falando ao celular. E me senti, a piores das mulheres, pois me senti usada, só que ao mesmo tempo me sentia feliz.

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