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Capa do romance Destinos Entrelaçados,A Noiva Substituta e a Batalha Pelo Trono

Destinos Entrelaçados,A Noiva Substituta e a Batalha Pelo Trono

Traída pela irmã Guinevere e abandonada pelo noivo, Gwendolyn vê sua vida ruir. Para quitar uma dívida familiar, Sir Ulrich destina Guinevere a um príncipe, mas ela se recusa. Gwendolyn decide assumir o lugar da irmã no casamento para salvar o pai e a honra da família. Em meio a intrigas reais, ela luta pelo controle de seu destino enquanto sua trajetória se entrelaça à do enigmático príncipe, em uma jornada de sacrifício e descobertas inesperadas.
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Capítulo 3

Os corredores do palácio ecoavam com os murmúrios sobre a chegada da noiva, enquanto Magnus se encontrava nos jardins em seu assento especial projetado para permitir que ele ficasse sentado ou deitado. O rei havia mandado construir uma um pequeno suporte em forma triangular com uma roda na ponta, que podia ser movida facilmente. Quando colocada no chão com os apoio na parte de trás, permitia que Magnus escolhesse entre ficar deitado ou sentado. Os sussurros com seu nome alcançaram seus ouvidos, provocando uma crescente raiva,que  logo foi aplacado por  seus sentidos aguçados que capturam os passos de Fenrir se aproximando.

“Meu príncipe,já providenciei sua noiva?”Diz Fenrir ao sentar-se à sua frente com um sorriso.

"A mais bonita do reino", acrescentou, concluindo sua fala.Magnus o observou por um momento, sem entender por que Fenrir o tratava com tanta formalidade. Ele foi o único amigo que permaneceu ao seu lado após o acidente que tirou a vida de seus pais.

"Perfeito. Alistar ficará enfurecido quando eu apresentar minha noiva", Magnus disse, imaginando a expressão em seu rosto.

"Sabe que ele não permitirá isso", disse Fenrir com um sorriso de canto de boca. Magnus percebeu que ele tinha algo mais a dizer e esperou pacientemente.

"Sua noiva chegou hoje ao castelo", revelou Fenrir.

"Foi uma decisão do rei, ele case-se em meu lugar", retrucou Magnus com raiva.

"Você deveria ao menos vê-la", sugeriu Fenrir  Magnus não tinha interesse em nada que viesse do rei.

"A verei amanhã, durante a apresentação. Se meus olhos estiverem bons, ainda está embasado", disse Magnus, esfregando os olhos. Na realidade, Alistar já havia assumido o trono de seu pai, tornando-se o alfa por conquista. Ele não governaria a  sua vida. Passos apressados se aproximavam deles e Magnus e Fenrir se entreolharam. ele conhecia esses passos; era o conselheiro, que antes havia sido do seu pai.

"Meu príncipe, o rei deseja vê-lo", disse o conselheiro. Os batimentos cardíacos do homem mudaram consideravelmente ao se aproximar dele.

"Estou tomando banho de sol, irei encontrá-lo depois", respondeu Magnus, percebendo a importância do chamado.

"Meu príncipe, o rei deseja falar-lhe sobre sua noiva, que já está no castelo", disse o conselheiro cautelosamente.

"Eu não desejo esse casamento, e você sabe disso", respondeu Magnus, perdendo a paciência.

"Meu príncipe, entendo que não queira esse matrimônio. Se me permite dizer...", o conselheiro começou a falar, e Magnus assentiu para que continuasse.

"O rei está tentando fazer o melhor para o príncipe. Ele ficará ofendido com sua recusa", explicou o conselheiro. Essa forma de falar deixou Magnus furioso, e ele rosnou em resposta.

"O que o rei fez por mim em minha deficiência? Se Fenrir não tivesse pensado nessa cadeira, eu estaria preso em um quarto. Onde estava o rei quando eu precisei? Cresci com vocês dois, não me importo com ele. Diga-lhe que irei assim que terminar aqui, e se ele quer que eu me case, eu me casarei", ordenou Magnus. O conselheiro assentiu e saiu apressadamente, com o coração acelerado.

Fenrir olhou ao redor, buscando ver se havia alguém por perto. Percebendo que estavam sozinhos, ele se virou para Magnus com uma expressão preocupada.

"Vamos resolver aquele problema?" perguntou, com uma expressão de preocupação. 

Eu entendo seus motivos, penso.

"Sim, precisamos intervir nisso", respondi, refletindo sobre a situação. Ele continuou falando, sua voz carregada de preocupação.

"Estou no rastro dele, mas sempre desaparece quando estou chegando perto. Isso me intriga", disse Fenrir, referindo-se ao lobo negro que atacou os pais de Magnus. Naquele maldito dia, momentos antes do coração do meu pai parar de bater, ele me revelou a existência de outro lobo.

"Sinto que ele está próximo", falei, pensativo.

"Você mencionou que o rei o alertou a ter cuidado no castelo. Algo está acontecendo aqui!", disse Fenrir, com um olhar preocupado, soltando um longo suspiro. 

"Por isso, precisamos agir com cautela", acrescentei, consciente de que a cada dia que passava, sentia a necessidade de permanecer vigilante.

"Não vamos deixar o rei esperando mais", disse Fenrir, levantando-se e pegando meu suporte especial. Ele me empurrou pelos jardins e corredores em direção à sala do trono. Ao chegarmos, senti a tensão no ar. O coração do rei estava acelerado, e sua voz soava preocupada enquanto conversava com seu conselheiro de confiança, que parecia estar impregnado de medo.

"Não quero que isso vaze. Descubram quem é e eliminem-o", consegui ouvir o rei dizer durante a conversa, que foi interrompida assim que me viram entrar na sala, conduzido por Fenrir. Odeio a expressão de pena que ele sempre faz quando me vê.

"Ah, meu querido tio, se soubesse o que tenho preparado para você", pensei com determinação.

"Magnus e seu fiel escudeiro. Pensei que me fariam esperar mais", falou o rei com ironia.

“Meu rei sabe que sou adepto aos passeios  de banho de sol” falou

 com ironia igual.Contínuo

"Meu rei, se soubesse que era algo sério, teria vindo imediatamente", respondi, com um sorriso no canto dos lábios.

“ Sempre tão espirituoso,caminhe venha mais perto”ele fala ironizando  com deboche a minha condição de aleijado.

"Claro", respondi, e Fenrir me empurrou ainda mais, aproximando-me dele.

"Olho para você e vejo seu pai", disse o rei com uma expressão séria e difícil de decifrar.

"Imagino como deve ser difícil", respondi, sem demonstrar emoção na voz.

"Serei direto. Sua futura esposa já está no castelo", disse o rei,esperando a aguardando reação do sobrinho,desde  que seu irmão foi morto,cuidou dele não havia procurado se aproximar,porém sempre procurava saber dos seus passos o que não eram muitos,um leve sorriso passou nos seus lábios,mas o garoto cresceu e se tornou um problema para ele e para o Reino pois é cruel com seus servos.O afrontava sempre que podia,precisava dar um basta nisso.

"Suponha-se que eu deva aceitar suas ordens", disse, controlando minha raiva. O rei olhou para o príncipe à sua frente e suspirou profundamente, ciente de que aquela seria uma conversa difícil para ambos.

"Claro, tendo em vista sua condição, cego e aleijado", disse o rei com seriedade, tentando fazer o sobrinho lembrar de sua condição e aceitar seu destino.

"Sinto lhe informar que não quero que escolha nada sobre minha vida", rosnei, mostrando os dentes para ele.

"Infelizmente, você está dentro do meu castelo e fará o que eu ordenar. Se casará, e já está decidido", disse o rei com um semblante sombrio.

“Ou o que?” desafia o príncipe e continua: "Este castelo nunca foi seu, pertencia ao meu pai, e eu sou o herdeiro dele. É bom que não esqueça disso",disse com firmeza acrescentei, deixando toda minha raiva transparecer. Pude sentir sua pulsação acelerar e sua respiração ficar mais rápida.

"Não esqueço que você é filho dele! Então, meu nobre príncipe aleijado e cegueta, você vai aceitar sua futura esposa", disse o rei, desafiador e acrescentou com desdém. "Tendo em vista que a primeira já o rejeitou, e agora sua irmã está no lugar dela", acrescentou, descendo os degraus do trono em direção do príncipe.

"Acha que não sou capaz de conseguir uma esposa?", perguntei, rangendo os dentes de ódio. O rei respirou fundo.

"Magnus, tomei essa decisão apenas por causa de sua condição. Entenda, escolhi alguém de uma excelente família nobre", explicou o rei, tentando fazer com que eu compreendesse.

"Eu a rejeito! Eu já tenho uma escolhida", disse o príncipe em tom sério, fazendo o rei olhar para ele com surpresa, erguendo a sobrancelha cheio de dúvidas.

"Ora, Magnus, não me faça rir", disse o rei de forma debochada.

"Fenrir, leve-me daqui. Amanhã, eu a mostrarei no banquete. Eu poderei escolher minha futura esposa", afirmei, esperando que ele me tirasse da presença repugnante do meu tio.

"Peço permissão para nos retirarmos", ouvi Fenrir pedir, irritando-me ainda mais.

"Estão dispensados, mas quero que tragam sua escolhida e sua família amanhã", ordenou o rei, voltando para o trono outrora ocupado por seu irmão, Cedric.

Naquela tarde, no quarto do príncipe, Fenrir entrou e trancou a porta, como de costume. Magnus se levantou do seu suporte especial e caminhou pelo quarto.

"Por que pediu permissão naquela hora?",perguntou com raiva, sua respiração ofegante.

“Ele é o meu rei, devo respeito”Ao ouvir isso, Magnus se virou rapidamente e segurou o amigo pelo pescoço, mas ele permaneceu imóvel.

"Ele não é seu rei", disse Magnus soltando-o enquanto ele ajeitava suas roupas.

“E eu não sou seu inimigo.Sou apenas filho de uma família simples", afirmou Fenrir.

"Eu sei, acabei me descontrolando", disse o príncipe, indo em direção a uma passagem secreta que os levaria a uma densa floresta, longe do castelo. Magnus olhou para o amigo e disse:

"Vamos", assumindo sua forma na passagem, junto com seu amigo, correram em direção à saída.

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