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Capa do romance Somente Minha

Somente Minha

Arthur é um médico atraente e conhecido por seu estilo de vida mulherengo, mas tudo muda quando ele experimenta uma paixão avassaladora à primeira vista. O alvo de seu desejo é Carla, uma bibliotecária que exala charme, vivacidade e uma pureza encantadora. Diante de personalidades tão opostas e mundos distintos, resta a dúvida se esse intenso sentimento será capaz de prosperar. Será que este romance improvável conseguirá realmente dar certo?
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Capítulo 2

Carla Fontana, filha única, foi mimada até não poder mais por seus pais. Eles trabalhavam muito para lhe dar tudo de melhor na vida. Ela era uma menina estudiosa e comportada. Nunca deu incomodação para seus pais, ficava feliz de lhes dar orgulho, sendo sempre a primeira da classe.

Sempre foi uma garota muito alegre e apaixonada pela vida. Amava ler, amava tanto que decidiu ser bibliotecária, que lugar melhor para se trabalhar do que em uma biblioteca? Ela não poderia ser mais feliz com seu trabalho.

Ela nunca teve muitos namorados, os poucos garotos que se aproximavam dela, era para pedirem ajuda em alguma matéria na escola. Se bem que pensando bem, ela nunca dava atenção aos garotos que se aproximavam.

Hoje com 24 anos, Carla estava satisfeita com sua vida. Era baixa, cerca de 1,55 de altura, cabelos curtos castanho e cacheados, tinha olhos verdes claros, que eram seu ponto forte. Vestia-se de maneira confortável, sempre prezava pelo conforto, amava calça jeans, camiseta, macacão, tênis all star, ou chinelo de dedo. Tinha miopia, mas era um grau moderado, usava um óculos com armação fina e arredondada, com 2 graus em cada olho, mas isso não a incomodava. Tinha o emprego dos seus sonhos, seu próprio apartamento e seu próprio carro. Seus pais sempre estavam por perto pra quando ela precisasse. Sentia-se grata pela vida maravilhosa que tinha.

***

Carla recebera uma ligação de Luana, dizendo que estava de alta.

- Ah meu Deus, que bom Lu. Estou tão feliz. - Carla falava pulando, enquanto sentia os olhos arderem com as lágrimas que ameaçavam em sair. - Claro amiga, deixa de ser boba, vai ser um prazer ir te buscar no hospital... Quando? Amanhã? Tá ok, pode deixar, que eu vou pegar umas roupas suas e te pego... Capaz o Jeremias não vai se importar.

Jeremias, ouvindo a conversa de Carla logo apareceu no balcão da biblioteca. - Quem era? Luana? Como ela está?

Carla pulava, balançando os cachos sedosos e batia palmas. - A Lu vai receber alta amanhã... aaaah, que felicidade meu Deus.

Jeremias se escorou no balcão. Os braços fortes se contraindo. - Graças a Deus, eu estava preocupado com ela.

- Posso sair amanhã para buscá-la? Ela pediu para eu pegar umas roupas dela e ir pegá-la no hospital. - Carla o olhava esperançosa. Jeremias era um chefe legal, sempre se deram muito bem.

- Mas que pergunta? É claro Carla, e me mande notícias depois, tá?

- Pode deixar. - Disse ela sorridente, voltando ao trabalho.

***

Carla corria com seu carro para o apartamento de Luana. A biblioteca enchera na hora dela sair, o que a fez se atrasar. Pegou duas mudas de roupas para Luana e correu para o hospital.

Carla entrou no hospital sentindo o cheiro forte de limpeza. Se dirigiu a recepção.

- Olá, vim para levar uma amiga que receberá alta hoje...

- Qual o nome da paciente?

- Luana da Silva.

A moça digitava em seu computador.

- Sim, um documento por favor.

Carla entregou, a moça anotou seus dados e lhe entregou um crachá de visitante. - Pode passar, 2º andar, quarto 7.

- Muito obrigada. - Carla saíra sorrindo. O dia estava lindo, um vento fresco soprando. Ela estava com seu macacão marrom favorito, uma blusinha de magas curtas amarela por baixo, e tênis all star.

Carla estava tão ansiosa que quando avistou o quarto 7, correu até lá. Foi entrando e falando sorridente. - Lu, que bom que está bem, trouxe tudo que você pediu. - Parou assim que viu o bonitão com a mão no rosto de Luana e ela vidrada nele.

Luana se virou para ela com os olhos brilhantes. Sorriu para ela.

- Prazer me chamo Fabio. - O bonitão ao lado de Luana dissera.

- Sou Carla, amiga de Luana. - Carla olhava com olhos arregalados para amiga, como em tão pouco tempo ela arrumara um gato daqueles? Invejou Luana por um momento, afinal ela não lembrava de ter tido um paquera tão bonito desde a escola.

- Obrigada Carla por se disponibilizar em vir me buscar.

Carla saiu de seu devaneio. - É um prazer Lu. Estava morrendo de saudade. - Disse indo ao encontro da amiga para lhe dar um forte e apertado abraço. Ao se afastar deu um sorriso e ergueu a sobrancelha de maneira travessa em direção a Fábio.

Luana não pode deixar de rir. A amiga era uma romântica incurável. Se bem que ela não ficava muito atrás.

- Fábio, como eu disse agradeço, mas já tinha pedido Carla para me pegar.

Carla viu o tal Fábio se aproximar da amiga e a beijar apaixonadamente, cochichando algo em seu ouvido.

Fábio virou as costas para Luana, balançou a cabeça em direção a Carla e saiu.

Carla abriu a boca de forma inacreditada, e sorrindo começou a pular até Luana.

- Não acredito no que vi, ele parece ser um anjo, um anjo muito alto, forte e musculoso, mas aqueles olhos dele? Amiga, estou tão feliz por você. - Disse lhe abraçando.

- Pare com isso, eu mal o conheço.

- Hummmm, mas ele parecia muito íntimo de você - Carla provocou rindo . - Quero saber de tudo dessa história emmmm...

- Cale a boca! - Disse Luana rindo também. - Quando chegarmos em casa te conto. Agora precisamos esperar o médico vir me liberar.

Nesse momento, Dr. Arthur entrou no quarto. - Olá, estou atrapalhando?

- De maneira nenhuma doutor. - Disse Luana, sorrindo. - Estávamos lhe esperando.

Arthur se direcionou a moça que estava com Luana. Ela era ainda mais linda de frente do que de costas. Olhos verdes como grutas cristalinas, óculos arredondados, e um sorrisão que lhe tomava o rosto todo. No momento que a encarou intensamente, ela ficou séria.

Uau, ele era o homem mais charmoso que ela já tinha visto na vida, pensou Carla. Olhos negros, pele morena, o jaleco cobria seu corpo até quase os joelhos, os cabelos curtos, penteados para trás, e ele falava de modo firme. Quando viu que ele a encarava seu estômago se revirou.

- Prazer, sou Dr. Arthur Gonçalves. Você é quem? - Arthur não perdia tempo, se interessou por ela no mesmo instante, e já pensava em tirar aquele macacão horrendo dela e devorá-la em sua cama.

- Carla. - Respondeu simplesmente.

- Ela é minha amiga veio para me levar para casa. - Dissera Luana, percebendo a tensão entre os dois.

Arthur se virou para Luana. - Que ótimo, precisa se cuidar pelas próximas semanas. Você está ótima, já retiramos os pontos, que estão com uma cicatrização ótima. Só peço que não faça força pelos próximos dias para acelerar sua recuperação. Espero que atenda o conselho que lhe dei, e vá a um psicólogo também. Pode não parecer nada agora, mas pode lhe trazer sequelas no futuro uma perda como essa.

Luana assentiu, assinou os papéis. Estava contente em poder finalmente sair daquele hospital, queria ver o sol, correr na avenida e tomar um bom banho de banheira. Luana olhou para Carla que não tirava os olhos de Arthur.

- Terra chamando Carla... - Luana brincou com Carla, que mostrou a língua pra ela.

Arthur presenciando essa cena não pode deixar de sorrir. Então ela também tinha gostado dele. Daria um jeito de chamá-la para sair.

Luana, olhou para Arthur agradeceu mais uma vez e pediu licença para ir ao banheiro se trocar, para poder sair do hospital, deixando a sós Carla e Arthur.

Arthur encarou descaradamente Carla, que acompanhava com os olhos a amiga sair. Praguejava em pensamento. "Aquela garota danada, a tinha deixado sozinha com o Dr. bonitão. Ela iria lhe pagar.". Enquanto isso, Arthur a analisava da cabeça aos pés. Ela era linda, ele se imaginou mordendo aqueles seios redondos que se sobressaiam no tecido jeans do macacão.

- Você tem namorado? - Perguntou sem discrição.

- Ahn, o quê? - Carla estava surpresa, o Dr. bonitão não perdia tempo. - É... não. - Olhou para ele diretamente nos olhos.

Arthur perdeu o fôlego ao se ver refletir naqueles olhos. - Eu também não tenho namorada. - Respondeu sem que ela tivesse perguntado. - Gostaria de sair para jantar comigo amanhã à noite? Conheço um lugar maravilhoso que abriu recentemente na cidade. Posso pegá-la as 19hs é só me passar seu telefone e me mandar seu endereço.

Nossa, pensou Carla, ele não perde tempo mesmo.

- Bem, eu ... - Engoliu seco, o que responderia? - Ok. Eu aceito o convite para o jantar. Anote meu número.

Arthur anotou o número em seu celular rapidamente. Piscou para ela e saiu do quarto sem dizer mais nenhuma única palavra. Carla estava lá, parada no mesmo lugar quando Luana saiu do banheiro.

- Tudo bem Carla?

- Sim, sim. Podemos ir?

- Falou mais com o Dr. Arthur? - Perguntou Luana cutucando a amiga

- Deixa de ser boba, e vamos logo. - Carla ria com a amiga.

Luana concordou, mas achou a amiga um pouco distraída.

Ao chegarem no carro, Carla olhou para Luana e disse: - Ele me chamou pra sair, amanhã a noite. - Carla estava apavorada.

Luana não conseguia acreditar. - Eu sabia que você estava estranha. - Luana ria com vontade. Estava tão empolgada, pela primeira vez em muito tempo estava tão feliz e relaxada.

Carla ria com ela, entraram no carro e foram para a casa de Luana.

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