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Sob o Olhar do CEO

Lorenzo Castellani, um CEO implacável e frio, reencontra Zara Nox, a única mulher que desafia seu controle. Após fugir com segredos profundos, ela retorna como funcionária na empresa dele, reacendendo uma tensão perigosa. Entre intrigas corporativas e desejos proibidos, a convivência profissional torna-se uma disputa de poder. Zara descobre que Lorenzo esconde algo capaz de arruiná-los, provando que a paixão em meio ao luxo pode ser um erro fatal e inescapável.
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Capítulo 3

Lorenzo Castellani

O dia de hoje me trouxe uma surpresa que eu estava esperando por onze anos. Zara Nox, estava grande, bonita, e muito mulher, ela não sabia, mas eu sei absolutamente tudo da história dela, e que a estadia dela aqui na empresa foi totalmente premeditada.

- Será que algum dia na sua vida você poderia lembrar de algum almoço com sua vice presidente, Lorenzo? - Alessia, minha irmã fala entrando na minha sala e cruzando os braços.

- Foi mal irmã, esqueci completamente. - Digo levantando pegando o celular, carteira e as chaves do carro. - Vamos?

- Vamos!

Saímos da sala e encontramos Rômulo, meu melhor amigo e meu braço direito aqui na empresa.

- Bom dia senhor. - Alessia diz sorridente. Ela sempre foi apaixonadinha nele, mas ele sempre a tratou como uma irmã caçula.

- Acho bom você tomar cuidado em, Rômulo?

- Como assim? - Rômulo pergunta sem entender.

- Alessia tá tentando roubar seu lugar na vice presidência.

- Sinto muito princesinha, esse lugar é meu. - Rômulo diz rindo.

Em meio a risadas entramos no elevador, Alessia não parava de tagarela, quando as portas do elevador abriram vi ao longe, Zara e a recepcionista saindo.

- Quem é a mocinha nova? - Alessia pergunta.

- Zara Nox, minha assistente.

- Estagiária com esse cargo alto, maninho? Você não tá interessado nela não né?

- Não, Alessia. - Digo rápido demais, e Rômulo da risada.

Quando chegamos no restaurante, Alessia recebeu uma ligação da nossa mãe e teve que correr pra ajudar em alguma coisa, me deixando sozinho com meu amigo.

- Essa menina, é a mesma que você fez questão de ajudar?

- Sim. - Digo bebericando minha água com gás.

- Tá de brincadeira, Lorenzo. O apartamento, tudo que veio dentro dele, a faculdade paga e a conta recheada não foram suficientes?

- Eu não sei explicar, eu só sei que quero ela perto de mim.

- Você sabe que um dia ela vai descobrir né?

- Ela só vai descobrir se você abrir a boca, os únicos que sabem da história do passado é eu e você.

- Mas, e interesse amoroso?

- Ela é uma gata, mas eu sou dez anos mais velho que ela. Não rola!

- Ela já é de maior. - Rômulo diz o óbvio.

- Mas é uma menina, viveu nada da vida ainda. E você sabe como eu sou, talvez ela não iria aguentar.

- E se esse teu ego resolver querer a menina?

- Ai Rômulo, não faz pergunta difícil. Não vou deixar meu instinto falar mais alto, só me sinto responsável pelo futuro dela.

- Essa menina ainda vai ser sua perdição. - Rômulo diz bebendo seu energético.

O almoço tinha acabado mais rápido do que eu esperava. Alessia teve que sair correndo para atender a uma ligação da nossa mãe, deixando Rômulo e eu sozinhos à mesa.

- Essa menina, é a mesma que você fez questão de ajudar? - ele perguntou, bebendo um gole de água com gás, o olhar fixo em mim, mas claramente falando sobre Zara.

- Sim - respondi, tentando manter a naturalidade. - Não sei explicar, só sei que quero ela perto de mim.

- Tá de brincadeira, Lorenzo. O apartamento, tudo que veio dentro dele, a faculdade paga e a conta recheada não foram suficientes? - Rômulo riu, mas havia um toque sério na voz.

- Eu não sei explicar - admiti -, mas é diferente. É... ela é diferente.

- Você sabe que um dia ela vai descobrir, né? - Ele inclinou-se para frente, como se estivesse me desafiando.

- Só vai descobrir se você abrir a boca. - Sorri, mas não consegui evitar que um flash de culpa me atravessasse. Os únicos que sabiam a verdade sobre o passado eram eu e ele.

- E interesse amoroso? - ele provocou, tentando arrancar algo que eu não queria admitir.

- Ela é... atraente, sim. Mas dez anos mais nova, Rômulo. Não rola. - A firmeza na minha voz não convenceu nem a mim.

- Ela já é maior de idade - disse Rômulo, óbvio.

- Mas é uma menina... nunca viveu nada. E você sabe como eu sou. Talvez ela não aguentasse. - Suspirei, sentindo o peso da responsabilidade me puxar para baixo.

- E se esse teu ego resolver querer a menina? - ele brincou, mas havia seriedade por baixo da provocação.

- Ai, Rômulo, não faz perguntas difíceis. - fechei os olhos por um segundo. - Não vou deixar meu instinto falar mais alto. Só quero cuidar do futuro dela.

- Essa menina ainda vai ser sua perdição. - Ele terminou, bebendo seu energético e me olhando como se lesse algo que eu não podia admitir.

Levantei-me, sinalizando que era hora de voltar. O carro nos aguardava.

A viagem de volta para o escritório foi silenciosa, exceto pelo som da cidade passando rápido pelas janelas.

Meu pensamento estava fixo nela. Zara Nox.

A forma como ela tinha entrado na minha vida tão de repente... e a maneira como meu corpo reagiu quando a vi pela primeira vez na minha sala.

Respirei fundo.

Isso não podia acontecer.

Não podia sentir nada por ela.

Mas quando chegamos à empresa, algo no ar mudou.

Logo na entrada do saguão, antes mesmo de pegarmos o elevador, ouvi vozes alteradas.

- Ei, mocinhas, por que não sorriem para mim? - uma voz masculina, baixa e arrogante, ecoou pelo espaço.

Lancei um olhar para Rômulo.

Ele arqueou a sobrancelha.

E então eu a vi: Zara e Liz estavam próximas da recepção, sorrindo nervosamente, mas claramente desconfortáveis. Um homem alto, camisa social abotoada até o último botão, estava encostado perto delas de maneira invasiva, com aquele sorriso irritante que você quer arrancar do rosto.

- Zara... - minha voz saiu firme, controlada, mas com um leve roçar de raiva - afaste-se dele.

Ela me olhou, surpresa.

Os olhos dela encontraram os meus, e naquele momento algo mudou.

O sorriso nervoso desapareceu, substituído por confusão.

- Lorenzo? - sua voz era baixa, quase um sussurro.

Eu não falei nada.

Avancei alguns passos, meu corpo ocupando o espaço entre ela e o homem.

- Senhor... - Liz começou, tentando intervir, mas eu já havia feito meu movimento.

O homem riu, arrogante.

- Ora, ora... quem é esse? O segurança pessoal dela? - Ele se aproximou, ignorando meu olhar gélido.

Foi a gota d'água.

Um movimento meu, rápido, e ele parou imediatamente, sentindo a tensão no ar.

Minha mão pousou levemente no ombro dele, mas o suficiente para transmitir que a paciência tinha acabado.

- Escute bem, amigo. - Minha voz era baixa, cortante, quase sussurrada, mas carregava ameaça. - Você se afasta agora. Antes que eu perca a paciência.

O silêncio caiu.

O homem ergueu as mãos em rendição e recuou um passo, surpreso com a força da minha presença.

Eu mantive os olhos fixos nele até ter certeza de que ele não faria nada estúpido.

- Obrigado... - Liz sussurrou, ainda segurando a respiração.

Zara, porém, não disse nada.

Ela apenas me olhava, os olhos grandes, assustados e fascinados ao mesmo tempo.

Era impossível não notar o choque em cada gesto dela.

O modo como sua respiração acelerou quando a afastei do perigo.

Eu me afastei lentamente, mantendo o controle, mas não pude deixar de sentir o efeito que ela tinha em mim.

Coração batendo mais rápido, mente girando, aquele puxão interno que eu sempre tentei ignorar.

- Está tudo bem, senhor? - perguntou Liz, ainda trêmula.

- Sim. - Minha voz saiu firme, mas com uma ponta de aviso. - Está tudo bem.

Ela assentiu, mas meus olhos não deixaram Zara sair do meu campo de visão.

E ela também não desviou.

Cada músculo do corpo dela estava alerta, como se percebesse a tensão sem entender sua origem.

- Vamos? - falei, rompendo o silêncio. - O elevador está ali.

Zara me seguiu, silenciosa, e algo em mim se contorceu com a vontade de aproximar-me, tocar sua mão, dizer que estava tudo bem.

Mas não podia.

Não agora.

Não enquanto minha mente lembrava do passado dela, da minha culpa, da minha obsessão de mantê-la segura, mesmo que isso significasse me manter à distância.

O elevador subiu lentamente, cada andar trazendo o silêncio entre nós dois mais denso, mais carregado.

Os olhos dela, verdes e curiosos, me prendiam.

Os meus, sombrios e duros, tentavam transmitir autoridade, mas falhavam em esconder a preocupação - e talvez, algo mais que eu não queria admitir.

Quando chegamos ao andar, ela respirou fundo, tentando recompor a postura, como se nada tivesse acontecido.

Eu apenas observei.

- Zara, não se preocupe com nada do lado de fora enquanto estiver aqui.

Ela assentiu, leve tremor na mão que segurava a pasta.

Eu sabia que meu tom de voz a havia atingido de um jeito estranho.

Não apenas medo, mas respeito... e algo que eu não queria.

- Obrigada, senhor... - disse ela, quase murmurando, mas seus olhos não me deixaram mentir.

Ela sentiu o mesmo que eu.

Essa química impossível de negar, mesmo que ambos estivéssemos determinados a ignorar.

- Venha. - Eu indiquei a cadeira. - Vamos organizar seu espaço antes de qualquer outra coisa.

E, por um instante, o mundo fora da Castellani Corp desapareceu.

O perigo, a cidade, tudo... havia apenas ela, e a sensação de que não podia perdê-la de vista, nem mesmo por um segundo.

Eu respirei fundo, tentando engolir o que sentia.

Porque, mesmo que meu instinto gritasse para me aproximar dela, para protegê-la de tudo e de todos, eu não podia cruzar certas linhas.

Pelo menos não ainda.

Mas, algo dentro de mim sabia que essa menina já tinha começado a me dominar, mesmo que ela nem imaginasse.

E, enquanto nos posicionávamos em nossas cadeiras, um jogo silencioso havia começado.

Um jogo de olhares, de proximidade, de tensão... que nenhum de nós dois poderia negar.

O saguão ficou para trás.

E ali, na sala de trabalho, uma guerra silenciosa e irresistível começava.

{...}

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