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Capa do romance Sob meu Domínio: Você pertence a mim, bebê.

Sob meu Domínio: Você pertence a mim, bebê.

Aos 25 anos, um jovem tenta recomeçar sua vida em anonimato, mas seu mundo desaba ao presenciar um crime terrível. Ele acaba na mira de um implacável chefe da máfia que não aceita ser desafiado. Obcecado por controle, o criminoso transforma a existência do rapaz em um jogo de posse e manipulação. Encurralado em uma rede de desejo e perigo, o jovem tenta resistir, mas descobre que escapar desse tirano impiedoso pode ser uma tarefa impossível.
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Capítulo 2

Asher Bennett

As ruas de Nova York estavam quietas, banhadas pela luz suave do início da manhã. O sol ainda não estava totalmente alto, andava com as mãos no bolso da jaqueta, sentindo uma leve brisa fria. Era sábado, finalmente um dia sem aula, estava a caminho da casa de Douglas. Precisávamos conversar.

Nos últimos meses, ele estava diferente, distante. As mensagens que antes eram constantes se tornaram raras. E quando eu mandava algo, a resposta quando vinha, era curta e fria. Nosso relacionamento de dois anos parecia estar pendurado por um fio invisível, e não entendia por quê.

Olhei para o céu, tentando afastar os pensamentos ruins. 

— Talvez ele só esteja estressado. —  Murmurei para mim mesmo, tentando encontrar uma desculpa para o comportamento dele. — Hoje, nós vamos conversar e resolver tudo.

Cheguei à casa dele e algo imediatamente pareceu fora do lugar. A porta da frente estava entreaberta, algo que Douglas nunca faria. Franzi a testa, hesitando por um momento, antes de empurrar a porta e entrar.

— Douglas? — Minha voz ecoou pela sala vazia. Nenhuma resposta.

Olhei em volta, mas a casa estava estranhamente silenciosa. Meu coração começou a bater mais rápido, uma sensação desconfortável crescendo dentro de mim.

— Douglas, sou eu, Asher. — Subi alguns degraus da escada, chamando novamente. Ainda nada.

Subi as escadas, cada passo parecia mais pesado que o anterior. Quando cheguei ao corredor do andar de cima, ouvi um som que fez meu estômago afundar: gemidos baixos e contínuos, vindo do quarto dele. Fiquei paralisado por um instante, meu cérebro tentando processar o que estava ouvindo.

Não... Não pode ser... Pensei, meus pés se movendo quase por conta própria em direção à porta.

Minha mão tremeu ao girar a maçaneta e, com um movimento lento, abri a porta.

O que vi me atingiu como um soco no estômago. Ali, na cama, estava Douglas, meu namorado, e com ele... minha mãe.

Eles nem perceberam que eu estava ali, perdidos naquele momento que destruiu o meu coração. Minha respiração ficou presa, e senti minhas pernas fraquejarem.

— Douglas? — Minha voz saiu mais como um sussurro, quase inaudível, mas o suficiente para interromper a cena diante de mim.

Eles se separaram num movimento brusco, olhos arregalados, tentando cobrir-se com o que podiam encontrar. Minha mãe foi a primeira a falar, a voz dela trêmula, tentando explicar.

— Asher, eu... isso não é o que parece...

— Não! — Gritei, interrompendo-a. — Não quero ouvir nada! — Minha voz saiu alta e rachada, o peso da traição esmagando meu peito. — Como vocês puderam fazer isso?

Douglas tentou se aproximar, a mão estendida como se quisesse me acalmar.

— Asher, por favor, deixe-me explicar...

Sem pensar, meu punho voou para a frente, acertando o rosto dele com força. Douglas cambaleou para trás, segurando o nariz ensanguentado, os olhos arregalados de choque.

— Não toque em mim com suas mãos imundas! — Gritei, as lágrimas correndo pelo meu rosto. — Como você pôde, Douglas? Como você pôde fazer isso comigo?

Virei-me para minha mãe, minha visão turva pelas lágrimas e pela raiva.

— Como você pôde fazer isso com o meu pai? — Minha voz estava cheia de dor. — Ele trabalha tanto, tentando nos dar uma vida boa, e você faz isso?

Minha mãe, ainda se enrolando no lençol, gritou de volta, a voz cheia de frustração.

— Seu pai também me traiu, Asher! Ele fez isso por anos!

— E por que você teve que trair o meu pai justo com o meu namorado? — Gritei, a voz quebrando. — Por quê? Por que fizeram isso?

Douglas, ainda segurando o rosto, finalmente encontrou coragem para falar.

— Eu... eu não sentia mais nada por você, Asher. Não sabia como terminar...

As palavras dele foram a estocada final, e eu senti meu coração se partir de uma maneira que nunca pensei ser possível. Olhei para os dois, os dois que eu amava, que eu confiava, e agora estavam ali, destruindo tudo.

— Eu odeio vocês... — Sussurrei, a voz quase sumindo. — Eu os odeio...

Sem esperar mais, virei-me e corri escadas abaixo, o som de seus gritos se tornando cada vez mais distante. Precisava sair dali. Precisava escapar da dor que parecia querer me sufocar.

Corri o mais rápido que pude, sem rumo, sem destino, apenas querendo me afastar daquele lugar, daquela dor que queimava meu peito. As lágrimas escorriam sem controle pelo meu rosto, e minha visão estava turva, mas não parei. Não conseguia parar.

Meu coração batia como se fosse explodir, e minha respiração estava ofegante. As ruas pareciam desertas, e o mundo ao meu redor se tornou um borrão indistinto de cores e formas. Tudo que sentia era a dor esmagadora e a traição cortante.

Depois de não sei quanto tempo correndo, minhas pernas começaram a ceder. Eu tropecei, quase caindo, e foi quando senti mãos firmes me segurarem.

— Asher? — A voz de Nick, meu melhor amigo, foi como um farol no meio da tempestade. — Cara, o que aconteceu?

Tentei falar, mas as palavras se recusaram a sair. Minha garganta estava fechada pela emoção, e tudo que consegui foi soluçar. Nick me puxou para um abraço apertado, segurando-me firme enquanto meu corpo tremia.

— Asher, por favor, fala comigo. O que aconteceu? — A preocupação na voz dele era palpável.

Finalmente, as palavras começaram a sair, entrecortadas e gaguejadas.

— Douglas... ele... ele me traiu... com a... minha mãe. — As palavras saíram aos tropeços, e senti meu corpo desmoronar ainda mais nos braços de Nick.

Ficou em silêncio por um momento, absorvendo o que eu havia dito. Então, me apertou ainda mais forte.

— Meu Deus, Asher... — Sussurrou, a voz cheia de empatia e raiva contida. — Estou aqui, vai ficar tudo bem. Chora, cara, deixa sair.

E eu chorei. Chorei como nunca, deixando todo o meu sofrimento fluir, enquanto ele me segurava, oferecendo o único conforto que eu poderia encontrar naquele momento. Senti meu coração se apertar, a dor da traição ainda cravada profundamente, mas o abraço dele era como um pequeno escudo contra o desespero completo.

Não disse mais nada, apenas continuou me segurando, deixando-me saber que não estava sozinho.

Não sabia quanto tempo havia passado, mas aos poucos, meus soluços começaram a diminuir, e minha respiração foi ficando menos ofegante. As lágrimas ainda escorriam, mas em menor intensidade. Nick continuava me segurando firme, como se tivesse medo de me deixar cair novamente.

— Está se sentindo um pouco mais calmo? — Perguntou suavemente, sua voz um fio de preocupação e carinho.

Apenas acenei com a cabeça, incapaz de encontrar palavras. Minha garganta ainda estava apertada, e minha mente, uma confusão de pensamentos dolorosos.

Suspirou, aliviado por me ver um pouco mais estável. Segurou meu rosto com as duas mãos, forçando-me a olhar para ele. Seus olhos estavam sérios, mas cheios de compaixão.

— Asher, olha para mim. — Esperou até que meus olhos focassem nos dele. — Lembra que eu te falei que estava planejando me mudar para Elyssia? — Sua voz estava firme, mas gentil. — Quero que você venha comigo. Podemos arrumar um trabalho lá, começar uma nova vida. E se algum dia você quiser voltar para cá, a gente volta, mas, por agora, você precisa de um tempo longe disso tudo.

O olhei, absorvendo suas palavras. Sem pensar duas vezes, sabia o que queria. A ideia de nunca mais ver minha mãe ou Douglas era tudo que precisava no momento. A dor ainda estava aqui, latejante e crua, mas a proposta dele parecia uma pequena luz em meio à escuridão.

— Eu vou. — Minha voz saiu baixa, mas firme. — Quero ir com você, Nick. Não quero mais ficar aqui, não quero vê-los.

Assentiu, um pequeno sorriso de alívio surgindo em seu rosto.

— Então é isso. Vamos começar de novo, juntos. — Me puxou para mais um abraço, e desta vez, senti um pouco de esperança se infiltrando no meio da minha dor.

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