Capa do romance SIN - Um jogo de amor e sedução

SIN - Um jogo de amor e sedução

8.2 / 10.0
Em SIN - Um jogo de amor e sedução, Eduardo comanda um clube de erotismo sob regras rígidas. Sua disciplina é testada quando a inocente Jade surge no local, desafiando seus princípios nesta envolvente romance novel. Leia livros online grátis e descubra o desfecho desta modern novel.
Resumo de SIN - Um jogo de amor e sedução
Eduardo comanda um clube de erotismo exclusivo e segue a risca a norma de jamais se envolver com os frequentadores do local. No entanto, sua postura inabalável é colocada em xeque quando Jade cruza as portas do estabelecimento pela primeira vez. Ao encarar o olhar repleto de inocência da jovem, o proprietário perde totalmente o controle de sua razão, mergulhando em um inesperado jogo de sedução que desafia todas as suas convicções anteriores.
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SIN - Um jogo de amor e sedução Capítulo 1

Eduardo Cavalcante nunca tinha se sentido acuado na vida. Em seus 27 anos, sempre tinha sido esperto o bastante para saber recuar quando algo fugisse de seu controle. Sempre foi meticuloso ao extremo, perfeccionista. Nao era a toa que ja tinha sucesso em seu empreendedorismo. Quem visse de fora poderia estranhar. Um clube de erotismo. O mais famoso e visitado do Brasil. Um luxuoso lugar onde as pessoas vinham em busca de prazer ou só assistir algo mais sensual. Eduardo Cavalcante ou Caco, como era conhecido dentro das paredes da Sin, sabia o que seus clientes buscavam.

Sentado em seu escritório luxuoso no subsolo do clube, Eduardo mexia no computador, vendo o balanço do mês. Ainda eram 19 horas, o lugar ainda estava razoavelmente vazio. No sofá a sua frente Nicole estava concentrada no computador, fazendo notas em um papel. Com certeza um trabalho da faculdade.

NIcole era a dançarina mais cara e requisitada da Sin. Suas apresentações duravam apenas 15 minutos por um preço exorbitante, e ninguém, absolutamente ninguém podia tocar nela.

Exceto Eduardo.

Eles tinham uma relação carnal estabelecida. Eram exclusivos um do outro. Nicole continuava a trabalhar na Sin e Eduardo bancava tudo o que ela precisasse. Um sugar daddy, como Nicole gostava de o chamar, exceto que ao invés de um velho asqueroso Nicole se aproveitava do corpo definido e tatuado do seu benfeitor.

O acordo era durar até um deles se apaixonar. Coisa que Eduardo afirmava veemente que nunca aconteceria.

Já Nicole era uma romântica incurável que sonhava com o príncipe que ia salva-la.

Já eram mais de 22 horas quando uma mensagem apitou em seu celular, o movimento tinha começado e o clube já estava abarrotado de homens e mulheres em busca de preencher um vazio. Roberto, seu gerente e melhor amigo, dizia pra ele ir resolver algo no setor 6.

O setor 6 era o local onde dançarinos ficavam envoltos em vidro, seminus, apenas por provocação. Eduardo saiu, deixando um selar nos cabelos de Nicole e subindo o elevador até o clube, que já tinha gente indo e vindo.

Passou pelos setores, finalmente chegando ao setor 6, ele ficava no começo do clube, pra que as pessoas fossem aos poucos se acostumando com o tema, e foi ali que ele sentiu.

Acuado.

Sem saber o que de fato tinha o atingido.

Uma presença parada no começo do clube, os olhos felinos ao mesmo tempo temerosos e deslumbrados, a cabeleira rosa fazendo contraste com suas roupas pretas e pele branquinha.

Eduardo sentiu seu corpo revirar por dentro. Ficou tão desnorteado que nem ouvia o que Roberto o dizia.

A regra. A maldita regra. Nao se envolver com nenhum cliente do clube.

Mas não custava nada chegar perto não é? Sentir o perfume, talvez esbarrar pra pedir desculpas e olhar aqueles olhinhos e saber se eles eram tão hipinotizantes quanto parecia.

- É a primeira vez dela.

- Quem? - Eduardo perguntou.

- Ah, até parece que não to vendo você secar a garota. Ela é linda, realmente, mas você não precisa de mais uma adolescente Eduardo.

- Eu nem sei do que você tá falando Roberto.

Ele se controlou, respirou fundo e tentou prestar atenção no que tinha vindo resolver.

Após passar instruções a Roberto ele começou a andar pelo clube. Perseguindo com o olhar o objeto de sua obsessão. Era passageiro, nunca mais veria a garota.

Era engraçado o jeito como ela agarrava o braço do amigo cada vez que entravam mais dentro do clube.

🐍🔥

- Você tem que ficar calma se não todo mundo vai perceber que é sua primeira vez. - Luís sussurrou para Jade enquanto eles andavam.

- Eu to calma, só é tudo intenso demais.

- Falou a puritana.

Jade o fuzilou com o olhar. - Porque a gente nao vai fazer o que a gente veio fazer logo?

- Porque a apresentação dela é só daqui meia hora.

- Afffff

- Jade eu juntei dinheiro por meses pra conseguir a entrada pra ver a dança da Colet, eu não saio daqui sem ver.

- Tá bom, não tá mais aqui quem reclamou.

Eles iam andando juntos até Jade sentir um corpo trombar o seu, que se virou para se desculpar, mas só o que viu foram desenhos por todos os braços, que saiam de sua camiseta preta e preenchiam o pescoço, e os olhos pequenos o olhando.

- Desculpe eu esbarrei sem querer.

- Tudo bem - Luís respondeu porque aparentemente Jade havia ficado sem voz.

- Vocês parecem perdidos, primeira vez aqui certo? - Os dois concordaram com a cabeça. - Ninguém se ofereceu pra fazer um mini tour com vocês? - os dois negaram com a cabeça.

- Voce trabalha aqui?

Luís quem perguntou.

- Sim, digamos que sim. Sou o Caco - disse fazendo uma pequena reverência.

- Eu sou Ja...

- Eu sou Lelo, ela é a Cristal.

- Cristal? - Jade sussurrou para o amigo.

- Você não fala seu nome verdadeiro num clube desses - Luís respondeu entredentes.

- Mas Cristal?

Eduardo riu - Vamos então?

- Eu tenho a apresentação da Colet daqui 10 minutos, pode nos levar lá?

- Colet? Uau, vão começar bem, levo sim, só precisam me seguir.

Os dois seguiram Eduardo para um corredor escuro, seguido de outro, e mais outro. Jade agarrou a mão de Luis prometendo mata-lo se eles saíssem vivos dali naquela noite.

Até pararem numa grande porta vermelha almofadada.

Eduardo a abriu, esperando que eles entrasse primeiro, e Jade jurou que sentiu uma mão em suas costas que levou arrepios pelo corpo inteiro.

Era muito a sua cara mesmo, pensou Jade, estar num clube desse e se sentir atraída por um funcionário.

Na sala já haviam mais 4 pessoas, 3 homens e uma mulher. A dança era reservada para 8 pessoas no total, faltando assim apenas mais duas pessoas entrarem.

Luis correu e se sentou na primeira fila. Jade ficou parado atrás, com os braços cruzados, observando tudo.

Alguns minutos depois as outras duas pessoas entraram e as luzes se apagaram, deixando apenas um fiapo azul no meio do palco, que continha uma barra vertical de ferro no meio, e então, a tal Colet entrou, toda de preto, usando uma máscara no rosto.

A música começou e ela dançava magnificamente.

Jade arfou tamanha a agilidade da garota.

- Gostando? - Ela sentiu uma voz rouca atrás de si.

- Ela é realmente muito boa.

- Mas...

Jade se remexeu - Não entendo porque pagar uma fortuna só pra vir ver alguém dançar.

- As pessoas não pagam pra ver, elas pagam pela sensação que isso pode trazer.

- Hmm.

- Já vi que meu clube não faz seu estilo.

- Seu clube? - Jade o olhou na escuridão.

- Meu clube.

- Uau, eu to falando mal da apresentação pro dono.

Eduardo riu - Gosto de saber das críticas.

- Certo.

- Mas o que te incomoda? A nudez? A sensualidade? É virgem por acaso?

- Virgem? - Jade riu - Me incomoda as pessoas terem que pagar pra ver algo assim.

- As vezes as pessoas são tão quebradas que precisam de algo assim pra preencher seu vazio.

- Mas existem tanta coisa pra isso...

- Cada um com seu cada um... Cristal. - Eduardo sussurrou no ouvido de Jade, que sorriu para o nome ridículo que Luis escolheu mas que saia como música na voz do homem ao seu lado. Ela esfregou os braços, tentando se livrar do arrepio que sentiu.

- Bom, me parece que há algo que mexe com você aqui afinal - ele continuou falando ao ouvido de Jade, que sentia o vento de suas palavras atingirem sua bochecha, o hálito fresco de menta, ela engoliu em seco.

Se virou para olhar o rosto de Eduardo no meio da escuridão e sentiu quando seus narizes se tocaram, a apresentação continuava acontecendo mas só o que importava pra Jade era quem estava a sua frente. Uma carga elétrica parecia inundar seu corpo apenas com a presença dele,Era como se algo a puxasse pra perto. É claro que ja tinha sentido atração por desconhecidos antes, mas nunca foi assim. Ela não conseguia o enxergar muito bem na escuridão, mas só sua presença ali já fazia Jade sentir algo que nunca tinha experimentado antes.

As luzes então se acenderam e palmas preencheram o lugar. Jade e Eduardo finalmente olharam nos olhos um do outro, e ele se sentiu acuado novamente. Parecia que Jade conseguia ler seus segredos mais secretos.

- Espero que tenha gostado do clube.

- Gostei,só não sei se volto.

Os lábios quase se tocavam quando eles falavam.

- Uma pena. Seria interessante te ver aqui de novo.

Jade deu um meio sorriso - Quem sabe a gente não se esbarra por aí, no mundo real.

- Vou torcer por isso. Foi um prazer te conhecer, Cristal - Eduardo se aproximou dando um beijo no canto da boca de Jade, que abriu os lábios sem acreditar, ela virou a cabeça e seus lábios passaram pelos de Eduardo, que olhou em seus olhos e pra sua boca e então sorriu, e se afastou para trás do palco.

-

- Ela olhou pra mim! Jade, ela parou na minha frente e olhou pra mim! Os olhos atrás daquela máscara pareciam duas jabuticabas, você tá ouvindo? - Luís falava sem parar no caminho de volta pra casa.

- To Lu, e eu ouvi das outras dez vezes que você disse a mesma coisa.

- Eu vou juntar dinheiro pra ir de novo.

- Luis, nao vale tudo isso não.

- Vale sim!

Jade bufou - Pois vá sozinho porque  eu não vou junto não.

- Mas Jade...

- Nem pensar. - disse enquanto saiam do táxi e subiam para o apartamento que dividiam.

Jade entrou em seu quarto. Se sentia frustrada e nem sabia porque. Se arrumou e deitou na cama, fechou os olhos mas só o que conseguia ver era um par de iris a olhando, e uma voz rouca falando em seus ouvidos.

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