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Capa do romance Série Legados Eternos Vampiro A Ascensão

Série Legados Eternos Vampiro A Ascensão

Soraia vê sua vida comum ruir ao se tornar o alvo de uma disputa entre espécies. O cruel vampiro Julio Cesar planeja usá-la para reviver um antigo amor e desvendar o poder de seu sangue. Enquanto isso, o Alfa Augusto luta para reivindicar Soraia como sua companheira. Em Lacrimal City, a ressuscitada Miranda surge para confrontar Julio e impedir uma guerra iminente. Famílias devem revelar segredos ocultos ou enfrentar a morte em uma jornada de mistérios.
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Capítulo 3

Enfim chegou o tão aguardado sábado. E do início da semana até aqui Julio Cesar não fizera outra coisa senão seguir os passos de Soraia.

O desconhecido dos olhos verdes também. Soraia aproveitou o sábado de sol para dar uma caminhada pelo bairro como tantas outras pessoas, mas ela sentia que alguém a seguia , mas o que lhe fazia suspirar de raiva era que não via ninguém lhe seguindo.

De repente um sussurro chegou pelo vento á seus ouvidos-Soraia tome cuidado com a bruxa- e os pelinhos de seus braços se levantaram, por instinto, os esfregou ao dar uma boa olhada á seu redor e mais uma vez nada vira.

Julio Cesar obrigou-se a se transformar em morcego e sair dali pois não queria arriscar um confronto com aquela raça desgraçada na frente de testemunhas.

O sussurro de vento continuo seu alerta pois a voz sabia que um sussurro de vento nem mesmo um vampiro com audição apuradíssima conseguiria ouvir. Seu problema é que Soraia estava com medo e recuava para longe dali o que era bom já que sentia a presença de Julio Cesar a rondando constantemente, mas no medo não o entenderia, mas não desistiria de sua missão:

PROTEGÊ-LA.

Na casa dos vampiros Brenda e Marcus encontravam-se sentados m sofás de couro negro com mesas de ferro branco ao centro com um único vaso de vidro com um bem opulento arranjo de rosas vermelhas á conversarem enquanto estavam sozinhos.

–E então Marcus, vai me contar como você foi parar no Chile?

Marcus sorriu todo charmoso e sem graça.

–Eu senti a morte me abraçar, Brenda, mas de alguma forma ela me rejeitou- de repente seu sorriso sumiu e uma nuvem negra passou por seu rosto ao concluir- então eu aproveitei para me ver bem longe de Raquel Brenda então levantou-se de sua poltrona e dirigiu-se até Marcus que lhe sorriu com carinho ao ter suas mãos envolvidas pelas dela quando disse- não precisa se preocupar mais com ela, porque Julio Cesar também quis se livrar dela.

–Obrigado- ele dissera e foi ai que Brenda ousou falar aquilo que vinha lhe queimando por dentro desde o momento em que fora

procurar as cinzas de Marcus no penhasco e nada encontrara.

–Eu tive medo do que poderia te acontecido com você.

Marcus então fez a única coisa que o momento exigia e como um filho abraça a mãe ele abraçou

Brenda.

A noite chegou estrelada com uma magnífica lua nova despontando-se para o leito do céu.

O salão do colégio estava abarrotado de gente tanto do lado de dentro quanto fora. Luzes coloridas com várias formas dançavam pelo chão de mármore negro; mesas estavam espalhadas encostadas nas paredes com comidas e bebidas variadas; cortinas de musselina branca repartiam o ambiente como em uma tenda árabe no deserto; e enormes caixas de som espalhavam a musica por

todo o colégio.

Conversas, risadas e fantasias se misturavam, mas uma chamou a atenção dado ao brilho prateado da capa e do macacão e a longa peruca branca .

Distraída Amy estremeceu quando uma voz reverberou atrás de si ao dizer- a tempestade chegou, mas onde estão os raios?

-Caramba!

Soraia riu, mas quando Amy virou-se e viu que a amiga realmente estava vestida de mulher gato seu queixo caiu, pois a fantasia contava com direito ao rabo na calça e as unhas, mas uma coisa faltava e esta aproveitou a deixa-perdeu o chicotinho no caminho?

-Muito engraçadinha.

Julio Cesar e seu bando saiam de casa pois não viam a hora de se ‘empanturrarem’ com o sangue de graça na festa, pois a meses vinham economizando o estoque em casa para não caçarem mais do que o necessário para não levantarem suspeitas.Suas fantasias não fugiam muito da realidade deles já que Julio Cesar estava vestido de Drácula- aquele do livro do escritor Bram Stocker que conta o que seus antepassados fizeram, embora muita coisa não fora contado.

Brenda também optou por não fugir á sua realidade ao vestir-se de bruxa a diferença ficou para o chapéu pontudo.

Lais foi para o traje de vampira bem sexy tipo a Alira do filme Van Helsing já que seu vestido mais revelava do que escondia seu corpo devido a transparência do tecido que escolhera .

A meu ver o único que não gostava da ‘vida’ que tinha era Marcus que foi bem simples ao escolher um traje de soldado do exército. Lá pelo meio do caminho uma surpresa bem interessante acontecera afinal encontrar velhos conhecidos a muito não vistos sempre é uma surpresa, certo?

-Ora, ora senão são os novos moradores de Lacrimal city-disse uma voz aristocrática vindo de um sujeito vestido de exterminador do futuro com a diferença dos cabelos loiros claros espetados para cima e os olhos no mesmo tom.

Julio Cesar estreito seu olhar negro ao exigir com um aceno de cabeça- quem são vocês?

O estranho sorriu ao apresentar-se como Lucas e acenou ao rapaz a seu lado vestido de capitão Jack Sparrow com exceção de seus olhos azuis como sendo seu irmão Lucian.

–Me chamo Julio Cesar- e fora só o que dissera no seu tom mais seco.

Os irmãos se entreolharam no típico olhar de cima abaixo aos estranhos.

–Estão indo para o baile?

Uma pergunta ordinariamente desnecessária já que todos estavam fantasiados, mas para não deixar o ‘climão’ de uma conversa ruim iniciar Lucas se manifestou.

–Sabem que é em prol do hospital que tivera seu estoque de sangue saqueado- e olhou sugestivo para Julio Cesar e seu grupo- e uma ou outra coisa quebrada.

–Não me diga- ironizou este- e já descobriram quem foi?

–Não, e o mais interessante é que as câmeras de segurança nada gravaram.

Estranho, não é mesmo?

Julio Cesar assentiu, e conforme a conversa ia estes iam se dirigindo para o baile. Bem mais afastados deles um estranho de belos olhos verdes claros estreitos, fantasiado de demolidor os seguia como um leão á espreita dapresa.

Amy e Soraia junto a muitas outras garotas na maioria dançavam alegremente ao som de uma musica eletrônica remixada.

De repente um grupo de tamanho considerável de pessoas adentrou o salão, mas quem mais lhe atraiu a atenção no momento fora uma mulher que vinha a frente fantasiada de bruxa e então aquela voz em pensamento veio a sua mentetome cuidado com a bruxa- e sua pele arrepiou-se. Mas em seguida seu olhar fora atraído para um estranho que entrara por último e o que sentiu

com aquele olhar verde foi um calor abrasador, mas não demorou muito para outros olhos negros lhe devorarem fazendo seu coração recear e ansiar por algo que ela nem sabia o que era.

Amy percebeu a aflição nos gestos da amiga e até perguntou o que ela tinha mas esta desconversou;

Amy bem percebeu que Soraia desviava os olhos a todo momento de um estranho vestido de Drácula e então o olho feio como se fosse voar em cima dele, mas logo seu olhar fora puxadode encontro a olhos cor de mel e seu ar ficou preso em sua garganta, mas logo desviou os olhos.

Marcus sentiu um aperto em seu coração que a muito já nem o sentia mais bater, e então uma conversa mais antiga que seu tempo voltou a sua mente- Marcus, num futuro próximo você ira deparar-se com um grande amor.

Ela te hipnotizara com um olhar de esmeraldas.

–Esmeraldas- murmurou ao voltar ao momento presente e sorrir ao ver os olhos de esmeraldas se desviando dos seus.

Brenda sentiu a felicidade de Marcus emanar de seu corpo, mas também sentira a fúria de Lais para com a garota de olhos verdes que ele admirava.

Por quê? Lais, Lais o que escondes que eu não consigo descobrir-pensou Brenda com o olhar fixado nela que por sua vez se fixava com raiva a tal menina, e tentava escavar alguma coisa dali.

Ainda não fora dessa vez...ainda.

A noite prosseguiu calma, apesar de tudo. Julio Cesar e o estranho não tiravam os olhos de Soraia que dançava ao lado de Amy que era cercada pelos olhos tanto de Lais quanto de Marcus.

Brenda mantinha a todos em seu campo de visão, mas em especial Lais e o estranho a pedido de Julio Cesar que já pensava em tirá-lo de campo se é que você me entende.

Num dado momento a noite Julio Cesar tomou a decisão de mudanças de táticas, em outras palavras era hora de sair da defesa para o ataque.

–Brenda? – chamou-o a sua fiel aliada que estava recostada a mesa de bebidas com um copo quase vazio em mãos.

Brenda o atendera prontamente com um olhar serviçal, ficando ereta e largando o copo.

–O que deseja, meu senhor? Julio Cesar olhou para a garota que ria ao lado de Soraia- vê aquela garota?- esta assentiu- ordene que me apresente a Soraia- com um aceno de cabeça Brenda rumou as meninas.

O estranho estreitou os olhos e trincou os dentes ao ouvir o pedido de Julio Cesar e o pior é que não podia fazer nada no momento para impedi-lo ou aquela mulher de ir até Soraia. Mas uma coisa este fizera.

- Soraia tome cuidado com a bruxa-sussurrou no ar.

Soraia estremeceu ao ouvir aquela voz lhe rondar o corpo e o espírito. Ah como queria descobrir a quem pertencia

aquela voz intensa.

–Amy- sussurros ecoaram no ar e chegaram aos ouvidos de Amy que bebericava um suco quando sentiu-se hipnotizada por uma voz que a fez virarse sorridente- apresente sua amiga ao Conde Drácula- ela assentiu.

Brenda conseguiu encarar Soraia nos olhos, mas algo a deixara bastante confusa, pois não conseguira chegar a sua alma e isso a irritara. Afinal jamais em todos esses séculos de vida uma alma lhe fora escondida.

Soraia nem percebera que Brenda tentara entrar em sua mente. Ao que parece sua mente criara um escudo para protegê-la de intrusões, e mal sabe ela que num futuro muito próximo isso vai ser um de seus maiores poderes...

–Que tal se eu te apresentasse ao Conde?

Soraia nem havia se dado de conta que Amy lhe falava, pois seus olhos procuravam pelo dono da voz misteriosa mas, infelizmente, nada encontrara.

–O que disse?

Amy bufou e levou Soraia pelo braço como a uma criança teimosa até Julio Cesar que já as esperava ansioso.

–Soraia não vá- sussurrava a tal voz e num instante de lucidez ela nem soube o porquê de sua atitude, mas retirou bruscamente seu

braço da mão da amiga com um grito- não!

Amy sacudiu a cabeça confusa não só pelo grito da amiga mas também como se tivesse sido arrancada de um lugar muito escuro de volta para a luz.

–Eu não vou. E você também não vai- decretou Soraia ao inverter as posições e levar Amy consigo para longe dali.

–Brenda o que aconteceu? -rosnou Julio Cesar encarando com raiva a mulher á sua frente que também não entendia o que havia acontecido já que isso jamais havia ocorrido antes.

-Eu não sei. Julio Cesar conseguiu controlar á duras penas seu grito de raiva ao sair pisando duro para longe de Brenda que tinha uma certeza em sua mente FOI SORAIA.

Mas quem disse que Julio Cesar iria desistir?

–Marcus?!- gritou não que fosse necessário para vampiros e lobisomens nem mesmo a música bem alta como estava agora

atrapalharia uma conversa em tom baixo, mas a raiva impulsionou seu grito.

Marcus suspirou em desalento, pois algo lhe dizia que fosse o que fosse que Julio Cesar viesse a lhe pedir ele não iria gostar de fazer.

–O que você quer?

–Você já viu a garota ao lado de Soraia?

Como ele não iria ver já que desde que ali entrara seus olhos foram atraídos para ela e, nesse segundo soube que estava apaixonado. E um vampiro quando se apaixona é de verdade e para a eternidade.

Marcus assentiu, mas o que Julio Cesar lhe ordenou o destruiu, foi como enfiar uma estaca em seu coração.

- MATE-A.

–O quê?! Por quê?!

–Porque eu quero- rosnou e dera de ombros sem dar chance de escolhas a Marcus que sentiu lágrimas que a séculos estavam secas em seus olhos arderemnos.

–Soraia quer parar de me puxar assim- ralhou Amy ao largar-se da mão da amiga que olhava para todos os lados como se algo ou alguém fosse pular sobre si.

–Me desculpa.

–Soraia o que tá acontecendo?

–Nem eu sei.

Amy franziu o cenho como se amiga estivesse ficando louca ou tivesse bebido algo além de sucoSoraia fala comigo.

–Eu tenho medo daquele homem.

Essa confissão bastou para Amy abraçar a amiga como a algum tempo não fazia. Sabe aquele abraço de amigas desde o primário foi esse o abraço compartilhado por elas.

O estranho olhou para as duas amigas abraçadas e uma nostalgia lhe atingiu o peito ao lembrar-se de sua mãe e da saudade de seus abraços carinhosos.

Amy seguia por um corredor com muitas portas mas sem ninguém por ali, e entrou em uma porta com uma plaquinha com letras espelhadas que dizia -'banheiro feminino’.

Amy seguia para frente do enorme espelho que ia do teto ao chão atrás das pias no largo balcão e começou a retocar o batom quando um estrondo na porta a fez dar um pulo.

–Meu Deus!

Amy viu-se cara a cara com o garoto dos olhos de mel lhe encarando e disse uma coisa estúpida, mas antes algo estupido do que um silêncio constrangedor.

–Aqui é o banheiro feminino.

–Eu sei- dissera ao dar alguns passos á frente enquanto Amy dera alguns para trás até ver-se prensada entre o balcão e aquela estrutura sólida de músculos dele.

Marcus não conseguia desviar os olhos daquelas esmeraldas brilhantes á sua frente, mas a gota

d'água que fez sua vontade ir para o espaço fora quando ela passara a ponta da língua nos lábios.

Marcus avançou á frente e Amy engoliu em seco com os olhos arregalados quando este lhe enlaçou a cintura num aperto que a levou á seu peito com as mãos espalmadas junto a uma pergunta vacilante:

–O que você pretende fazer?

–Te beijar- dissera e mergulhou seus lábios naquela boca que já considerava deliciosa e só aumentou sua vontade na dança das línguas.

Uma paixão fervorosa gritava entre aqueles dois ali no banheiro e, mesmo que Amy tivesse ficado assustada no princípio agora havia se rendido ao beijo daquele cara que ela nem sabia de onde haviam vindo mas com certeza sabia como beijar.

Ah se sabia.

Lais que havia seguido Marcus até a porta do banheiro rangia os dentes ao ver o que aqueles desgraçados faziam ali.

–Malditos- sussurrou entre dentes com uma fúria a lhe incendiar por dentro. E como o tempo é o amigo dos vampiros raios e trovões se chocaram no céu, e tamanha era a intensidade destes que não só apavoraram muitas pessoas como também causou a destruição de alguns postes de energia o que acabou em um apagão na cidade. Quando a luz acabou no salão a euforia tomou conta de muitos, afinal na escuridão tudo fica mais excitante. Mas um gerador logo fez seu serviço religando a tudo inclusivo a musica que estava num rock remixado nas batidas de um funk. E nesse tempo sem luz, que apesar de curto, muitas coisas aconteceram...

Amy se viu sozinha no banheiro com o gosto do beijo do garoto que num piscar de olhos a abraçava e no outro sumira, mas quando se virou para ajeitar os cabelos emaranhados no espelho, escrito com o seu batom dizia: TOME CUIDADO COM OS ESTRANHOS.

MARCUS.

Então esse é o seu nome soldado?- sussurrou sorrindo como uma tola. Ela ainda não havia se dado de conta do perigo que pairava sobre ela e toda a cidade. Ainda.

Um morcego saíra por uma das muitas janelas do salão e para o céu atormentado se fora.

Já Julio Cesar aproveitara bem o apagão pois quando o brilho dos raios iluminaram o salão este já se encontrava atrás de Soraia, inspirando o cheiro sensualmente almiscarado de seu sangue, que no segundo que a luz voltou levou um baita susto ao deparar-se com aquele cara lhe encarando com um sorriso misterioso nos lábios.

–Desculpe-me, eu não queria te assustar.

Ela suspirou um- tudo bem.

–Eu me chamo Julio Cesar- apresentou-se sempre encarando os belos olhos negros de Soraia que tremia por dentro e seu tremor piorou quando algo mais estranho aconteceu.

O estranho dos olhos verdes surgira do nada ás suas costas e a puxou, de leve, para trás de seu corpo que a cobriu dos olhos de Julio Cesar que rosnou, dizendo- fique longe ela. Soraia não podia negar que o medo que sentia do ’Drácula’ definitivamente não se estendia aquele estranho, pois quando este tocou sua pele um arrepio de prazer e sensação de segurança lhe inundaram tanto por dentro quanto por fora. Sem contar que seu ego feminino adorou ser o alvo da atenção desses dois gatos.

Brenda que estava um pouco mais afastada deles captou no ar as ondas vocais do som da voz daquele estranho e imediatamente tratou de agir enviando outras ondas só que psíquicas a Soraia, digamos que esta ficou surda a eles e acabou desmaiando só vendo o estranho virar-se e mover seus lábios.

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