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Capa do romance SERÁ QUE FOI UM ERRO?

SERÁ QUE FOI UM ERRO?

Alice é uma contadora esforçada em Vitória da Encosta que lida com colegas abusivos e um namoro frio. Para agradar Marcos, seu namorado distante, ela sustenta todos os seus caprichos financeiros. Enquanto isso, Diego da Nobrega, um poderoso empresário do setor de combustíveis, vive um romance com a bailarina Clara. Pressionado por sua avó CEO a se casar para gerar um herdeiro, Diego resiste a uniões por obrigação, defendendo sua autonomia apesar da imensa riqueza familiar.
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Capítulo 1

---- Escritório Contar Bem, centro da cidade. ----

- Alice, que alegria toda é essa? Me conta que eu também quero ficar feliz.

- Janete, juro, que nesses meus 26 anos de vida não me sinto tão feliz. Estava até esgotada que há mais de um mês. – Diz sorrindo.

- Deve ser alguma coisa boa para esbanjar toda essa felicidade. Você é bem reservada.

- É que estou me preparando para aquela viagem de cruzeiro, Janete.

- Gostei! Se eu tivesse dinheiro, iria junto.

- Sei que é bem caro, pelo meu pequeno bolso, mas preciso fazer essa viagem.

- Alice, torço por sua felicidade. – Janete sorri.

- Eu sei, miga.

- Nesse caso, não cometa nenhuma loucura. Você começou a organizar sua vida financeira há pouco tempo e ainda deve horrores para a faculdade.

- Nem quero pensar no que devo, senão nem saio de casa. Aliás, sairia apenas para trabalhar. Triste vida de sofredora.

- Eu também se pensar assim, nem eu saio. Ficaríamos juntas chorando no apê. Duro ser pobre, miga.

- Por isso mesmo que vou investir nessa viagem. – Ela diz e se vira para o computador, entrando em contato com o agente de viagem.

“Vou reaver o meu namoro com Marcos, sinto que ele está ficando distante. Para salvar nosso romance, vou comprar em doze suaves prestações o pacote de viagem para esse cruzeiro de luxo que ele tanto falou. É um sonho dele, e se ele for comigo, será inesquecível! Nessa viagem, pretendo dar um grande passo no nosso romance de dois anos.” – Alice pensou.

Uma hora depois...

- Janete, finalmente consegui! Comprei as passagens para o cruzeiro pelo Caribe. O Marcos vai adorar. Afinal, ele disse que voltaríamos a namorar como antes se eu desse este presente para ele.

- Alice, pelo seu bem, você deveria ter cuidado com o que faz pelos outros. Você não é a empregada dele. Pelo que vejo, parece que ele só quer te explorar.

- Não acredito amiga, sei que ele me ama. Já estamos namorando há quase dois anos e eu nunca quis dar um passo além no nosso relacionamento.

- Ele deveria respeitar a sua decisão! Fazer sexo, só porque o seu namorado decidiu, deveria ser fora de questão.

- Você sabe. Os homens se interessam muito por sexo. Não posso me considerar moderna se não conseguir fazer isso pelo meu namorado.

- Pelo seu namorado? Tinha que ser porque você quer, Alice! Aquele homem não parece ser honesto o suficiente. Ele não te valoriza, e dormir com ele não vai mudar em nada o que ele sente por você.

- Ele é diferente, sei que é. Só que está passando por uma fase ruim, nem consegue um contrato de jogador de futebol. Ele precisa mesmo espairecer e de minha ajuda.

- Ninguém muda sentimentos por receber ajuda ou porque fez algo por uma pessoa que não gosta de verdade. – Janete suspira.

- Vai ver, amiga, nós vamos reatar. É só eu ceder ao que Marcos quer, sinto que ele vai amolecer o coração. – Alice sorri.

- Alice, aquele lá não parece ser do tipo romântico, talvez só você pense isso. Está parecendo sentimento... algo unilateral, um romance que o cara se aproveita dos seus sentimentos e não apenas isso.

- Amiga, tenho que voltar a trabalhar. Ainda tenho muito trabalho para digitar. As pessoas pedem, sabe que não sei dizer não.

- Alice, o seu trabalho já terminou faz tempo! Esqueça os pedidos que só favorecem os colegas. Eles são uns aproveitadores.

- Tenho que fazer as coisas que me pediram. Senão, eles acabam ficando chateados quando furo com eles. Principalmente se o trabalho acumular.

- Alice, você se esforça demais pelas pessoas erradas!

- Sabe que só vou ficar bem se ajudar os meus companheiros de trabalho.

- Nunca vou te entender, Alice. Tente ser menos obediente, busque fazer algo mais rebelde. Se solta mulher! – Janete massageia o ombro de Alice.

- Simplesmente não consigo! – Alice olha para a amiga, o olhar cansado.

- Tente pelo menos começar.

- Não consigo, Janete, sou mole quando se trata de ajudar os outros. Sinto um peso na consciência.

- Bom, Liz, já estou indo, e você deveria fazer exatamente o mesmo.

- Prometo que fico apenas um pouco mais.

- Faça algo por você. Apenas isso, verá que sua vida mudará. – Janete diz se afastando.

--- Centro comercial de Vitória da Encosta, Empresa de Biogás da Nóbrega. ---

Diego, olhando atentamente as imagens de uma ilha e um documento aberto em seu computador.

- Tadeu, então o que me diz? Podemos vender essa ilha ainda nesta semana?

- Senhor Diego, lá mora uma pequena população que vive da pesca de peixes, ostras e outros frutos do mar. As pessoas precisam do trabalho para sobreviver.

- O que importa se não há rendimentos. – Diz mostrando um gráfico.

- Sei que é um homem decidido, senhor Diego, que não costuma mudar de ideia tão fácil.

- Aqui estão os rendimentos que pediu para analisar, senhor. – Jeremias, o assessor, chega entregando um tablet.

- Não me interessa se isso que chamam de ilha não me der lucro. Não sou bonzinho assim, a ponto de fazer caridade para um grupo de pessoas que eu nem conheço.

- Claro, o senhor é quem manda. - “Ele deve se achar, não pela fortuna, por ser podre de rico, mas por causa da aparência de modelo, com esses cabelos castanhos escuros e olhos acinzentados. Nem seria por se achar forte, e alto 1.90 m.” – Tadeu pensou.

- Marque uma reunião o mais rápido possível, se possível, no máximo até a próxima semana. Seja lá onde os empresários estiverem, vou atrás deles. Não gosto de negócios que não me rendam bons frutos. – Diego olha-o sério.

- O senhor é quem manda. –Jeremias diz.

- Deve ser por isso que está podre de rico. – Tadeu, completou.

- Eu não ouvi você falar nada disso, Tadeu. Escutei?!

- Não, senhor. – Tadeu sorri. - “Ainda bem que ele não escuta pensamentos.”

- Jeremias, se mais algum de vocês achar que não conseguirei vender aquele pedaço de terra, que saia daqui agora, peça demissão e procure outro emprego. Não quero nenhum pensamento contrário ao que tenho. – Diego diz, encarando os dois.

- Entendido, senhor! – Todos responderam.

- Senhor Diego, já que o senhor insiste, irei procurar um comprador para aquela bendita ilha o mais rápido possível.

- É assim que se fala. – Diego bate na mesa. - E sei muito bem que é petulante, Tadeu. Seu olhar diz o que pensa sobre mim. Se controle, homem.

- Sou bem controlado, Diego. - “Será que esse homem tem mesmo esse poder de saber o que penso, apenas pelo meu olhar!? Não. Se tivesse escutado eu estaria demitido agora.” - Não pensei nada, senhor!

- Melhor assim. Se não tiver satisfeito, já sabe.

--- Minutos depois ainda no escritório da Empresa de Biogás da Nóbrega. ---

- Senhor, parece que um grupo de empresários interessado pela tal ilha estará em um cruzeiro pelo Caribe na próxima semana.

- Então, Jeremias, trate de comprar as minhas passagens e uma extra para a Clara, e de primeira classe. – Diego sorri. - Vou aproveitar para fazer mais um pedido de noivado.

- Claro, senhor!

- E, de quebra, oferecer aquela ilha sem graça por um bom preço.

“Minha linda namorada tem a pele tão clara, que combina muito com seu nome: Clara. Seus lindos cabelos castanhos levemente ondulados e aproximadamente 1.60 m de altura, ainda por cima é delineada com tudo no lugar. Ela é maravilhosa.” – Diego pensou.

- O senhor está pensando nela mais uma vez?

- O que disse, Tadeu?

- Seu olhar e o leve sorriso, entrega.

- Não se meta na minha vida!

- Mas, senhor, este será o terceiro pedido. Se contar somente os deste ano.

- Quem se importa com isso? Se precisar, pedirei Clara em casamento por uma vida inteira. Sabe que a amo!

- A sua avó, Gorete, já não aguenta mais de tanto esperar.

- Tadeu, se tudo der certo e tenho quase certeza que vai. Semana que vem estarei finalmente noivo de Clara e minha avó não terá do que reclamar. Nem que demore a ter filhos.

- A não ser pelo fato de que dona Gorete não terá um bisneto.

- Nem me lembre disso. Mesmo assim, posso protelar com o casamento. – Diego sorri.

- Claro que pode, senhor. – Tadeu diz, com um leve sorriso.

- Olhe bem, homem. Não senti firmeza em suas palavras.

- É que a sua avó quer que o senhor se case porque quer ter um bisneto antes de fazer 80 anos, e isso já é para ano que vem. - “Em resumo, esse cara vai descontar em mim se tudo der errado! Tomara que saia logo esse bendito noivado!”

- Por que cargas d’água eu sou filho único e sem primos? Essas bobagens só sobram para mim.

- Ela querer o herdeiro de um império desse tamanho, não é bobagem nenhuma, senhor!

- Esse assunto já deu. Vá logo aos seus afazeres que tenho que conseguir organizar meu mais novo pedido de noivado. Quero que tudo ocorra perfeitamente e Clara não me recuse mais uma vez.

- Já acionei a equipe. Tem pelo menos 10 pessoas envolvidas, só para organizar tudo, antes de entrarmos no cruzeiro senhor.

- Jeremias e Tadeu, não economizem em nada nesse navio. Comprem o que precisar e preparem tudo do melhor. Escutem com atenção: não vou economizar gastos.

“Mais uma vez, Diego está metido a besta. Para que esbanjar tanto dinheiro?” – Tadeu pensou.

- Que olhar é esse, Tadeu? – Diego resmunga.

- Nada, senhor. Estava pensando apenas que é um homem romântico. – Tadeu sorri falso.

- Está querendo dizer alguma coisa?

- Apenas que vou providenciar tudo, Diego. Não é Jeremias?

- Claro!

- Estou achando que dou muita liberdade para vocês dois.

--- Enquanto isso, Escritório Contar Bem, centro da cidade. ---

- Não acredito que já passou das 20 horas da noite e eu estou aqui sozinha, trabalhando para terminar um serviço que nem é meu! Por que eu aceitei? Infelizmente, nem sei por que sou tão boba. Depois, ainda terei que correr contra o tempo para arrumar minhas malas!

- Vou ligar para o Marcos para matar a saudade. – Alice esboça um sorriso.

“Meu Marcos é um homem perfeito, desde de sua altura 1.85 m, os cabelos castanhos e olhos esverdeados, apesar do corpo modesto, sem ser magro. Meu mais lindo romance!”

--- Início da ligação. ---

- Alô, amor! Está com saudades de mim?

- Ei, Alice, estou com fome. Não tem nada pra comer nesse seu apartamento.

- Me desculpe, é que estou sobrecarregada de trabalho e não tive tempo de comprar nada.

- Quando vier, pode trazer um sanduba com refrigerante?

- Claro, meu amor!

- Vai demorar? Não poderia pedir? Sabe que gosto de ser servido pela minha mulher.

- Vou demorar pelo menos uma hora!

- Tudo bem, aguardo.

- Já arrumou as suas coisas?

- Não, isso também vou deixar passar. Você é a melhor no papel de empregada, minha magrelinha.

- Poxa! Vou chegar cansada e você, que está o dia todo aí, nem ao menos...

- Vou desligar, estou vendo futebol e meu time está ganhando.

- Marcos! Me escute...

--- Fim da ligação. ---

- Ele ainda deve estar chateado depois da briga que tivemos. Só porque eu não quis dormir com ele!

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