
Senhor da Guerra Inigualável
Capítulo 2
"Meu pai quer que eu me case com Ruby Harper?"
Dominik olhou para a carta que segurava, seus lábios tremendo ligeiramente. Ruby era sua amiga de infância.
Mesmo quando eram pequenos, Ruby tinha um charme cativante e, agora, ela devia ter se transformado em uma verdadeira beleza.
A carta de Cormac tinha um tom inflexível. Dominik suspirou, resignado a ceder.
Na manhã seguinte, os internos se despediram de Dominik com entusiasmo, celebrando sua saída da Prisão Phantom. Com sua ausência, poderiam voltar a se entregar à travessura.
"Voltarei a qualquer momento. Fiquem de olho nas ações de todos enquanto estou fora e documentem qualquer perturbação!", declarou Dominik com um sorriso astuto.
Os internos jubilosos imediatamente se calaram, apreensivos com a vigilância iminente.
O olhar de Dominik pousou em alguns encrenqueiros, e ele riu friamente antes de deixar a Prisão Phantom, sua casa por mais de uma década. Ele então embarcou em um avião com destino a Zlexvale.
"Como é possível encontrar essa mulher em todos os lugares que vou?", questionou Dominik. Uma expressão de surpresa marcou seu rosto ao entrar na cabine de primeira classe.
Entre os oito assentos da cabine, um estava ocupado por Sylvia, que ele havia encontrado recentemente.
Sylvia, vestida em um vestido preto, emanava uma aura de autoridade mesmo sem seu uniforme militar.
Ao avistar Dominik, ela pareceu surpreendida, balançou a cabeça levemente e manteve um silêncio impassível.
"A senhorita Hewitt já esclareceu tudo, não foi? Vocês dois pertencem a mundos completamente diferentes. E, no entanto, aqui está você, embarcando no avião depois de nós?", questionou a assistente de Sylvia, Trudy Curtis, com um tom severo, seu rosto adorável agora frio.
Ao ouvir isso, Dominik hesitou momentaneamente. Um sorriso irônico surgiu em seus lábios enquanto ele, indiferente, puxava uma revista, recusando-se a reconhecer as duas mulheres.
Sylvia não pôde deixar de franzir a testa. Ela não via nenhum encanto nesse homem persistente.
Quando eles se encontraram na entrada da Prisão Phantom, Dominik era reticente e reservado. Agora, ele seguia silenciosamente no avião, ganhando seu verdadeiro desdém.
Um homem deveria saber quando avançar e quando ceder!
De repente, três homens irromperam, empunhando armas de fogo, apontando-as diretamente para Sylvia.
"General Hewitt, você prendeu nosso chefe, nos causando um mundo de problemas!", zombou o líder, desativando a segurança com um sorriso.
Os passageiros da cabine de primeira classe ficaram atônitos. Como esses três indivíduos conseguiram contrabandear armas para dentro do avião?
Dominik colocou a revista de lado, olhou para eles brevemente e então casualmente retomou a leitura, como se estivesse alheio à presença deles.
Trudy ficou atônita e seu rosto empalideceu. Ela não esperava que os subordinados de Whisker fossem hábeis o suficiente para rastreá-los no avião dessa maneira.
Incapaz de resistir, ela virou a cabeça para espiar Dominik. Ele ocupava o ponto cego dos três homens, apresentando uma oportunidade potencial para ela contra-atacar se ele escolhesse agir.
Mas Dominik permaneceu impassível, absorto na revista como se ela contivesse algo profundamente cativante.
Que covarde! Felizmente, a senhorita Hewitt já cortou laços com ele! Trudy pensou com desprezo, embora um fio de ansiedade persistisse em seu coração.
Sylvia, mantendo uma expressão impassível, comentou: "Oh! Parece que alguns dos capangas de Whisker escaparam das brechas. Ou será que Whisker tem algum apoio influente?"
Os homens armados zombaram e retrucaram: "Isso não é da sua conta. Apenas coopere e venha conosco de bom grado!"
Mais uma vez, Trudy lançou um olhar a Dominik. Somente sua intervenção neste momento poderia potencialmente inclinar a balança a favor delas contra os agressores.
"Este covarde!" Trudy não conseguiu conter sua frustração ao observar a atitude indiferente de Dominik.
Enfrentando três homens armados de forma ameaçadora, Sylvia ostentava um leve sorriso e comentou: "No mundo das artes marciais de Sruburgh, há um ditado—'Num piscar de olhos, todos podem ser letais.'"
A expressão do trio mudou, e um deles gritou: "Chega de tolices! Se quiser viver, venha conosco agora!"
Sem hesitar, Sylvia, que estava sentada, saltou com velocidade relâmpago. Seus movimentos eram graciosos e seus braços esbeltos desarmaram habilmente um dos homens num instante.
Concomitantemente, sua palma pousou em sua garganta. Um som nítido foi ouvido antes que ele desmoronasse. Os dois restantes, pegos de surpresa, receberam cada um um golpe na testa e tombaram no chão. Seu destino permaneceu incerto—se vivos ou mortos.
Em poucos minutos, Sylvia dominou sem esforço os três indivíduos perigosos.
Trudy estava maravilhada. Ela nunca esperava que Sylvia derrubasse sozinha três homens armados, tudo sem causar danos a inocentes.
"Desculpem a perturbação, todos. Vou garantir que isso seja resolvido prontamente. Não afetará o horário do voo", declarou Sylvia, inclinando-se ligeiramente e oferecendo um sorriso tranquilizador aos passageiros atônitos.
Um passageiro a reconheceu e exclamou: "Você é a General Hewitt, certo? A estrela em ascensão, saudada como a heroína de guerra do nosso país!"
"Você é mesmo a General Hewitt. É uma honra compartilhar este voo com você."
"Com a General Hewitt aqui, este voo não poderia ser mais seguro! Não precisa se desculpar", acrescentou outro passageiro.
À medida que a identidade de Sylvia se espalhava, os passageiros a cobriam de elogios.
Logo, militares chegaram para lidar com os homens subjugados, garantindo que o horário do voo permanecesse inalterado.
Trudy não conseguiu esconder seu desgosto ao olhar para Dominik.
Dirigindo-se a ele calmamente, Sylvia afirmou: "Não somos feitos do mesmo tecido. Pare de me seguir, pois isso não mudará minha decisão."
Com um sorriso sarcástico, Trudy advertiu: "Se continuar grudado na senhorita Hewitt assim, não me culpe por ser cruel!"
Certamente, essas palavras chamaram a atenção de todos. Cada pessoa olhou para Dominik com desprezo.
Imperturbável com a zombaria, ele desembarcou no aeroporto de Zlexvale, recolheu sua bagagem e saiu sem pensar duas vezes.
"Hmm? Ele..." Trudy avistou uma carta no assento de Dominik e entregou a Sylvia.
Sylvia olhou para ela e então riu. "Ele não está me seguindo. Ele está aqui para encontrar outra mulher. É para o melhor. Ele deve perceber que somos de mundos diferentes, e é hora de seguir em frente."
Dominik, recém-saído do avião, avistou um rosto familiar.
"Senhor Gilbert!" O homem, ao ver Dominik, imediatamente fez uma reverência profunda, dirigindo-se a ele com o máximo respeito.
Os passageiros ao redor ficaram em choque.
"Quem é esse? Estou sonhando? Não é aquele o homem mais rico de Zlexvale, Bruce Higgins?"
"Por que um homem tão rico se curvaria a ele? Poderia ele ser uma figura de alto perfil de Frutshire?"
"Sério, Bruce é sempre arrogante, tratando todos como se estivessem abaixo dele. Quem poderia comandar tal respeito? Este jovem deve ser algo especial..."
Dominik riu e entrou suavemente no Rolls-Royce de Bruce.
Sylvia saiu pelo portão do aeroporto e viu um Rolls-Royce elegante passar. Espiando pela janela, ela avistou um rosto que reconhecia.
"Huh? Devo estar enganada." Sylvia riu para si mesma. Poderia ser que Dominik, que foi expulso da família Gilbert, agora tivesse meios para um carro tão luxuoso?
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