
Sempre Seu Amor
Capítulo 2
Minhas pernas se dobram e eu caio de joelhos. Eu posso enfrentar muitas coisas, ser um SEAL, a probabilidade de cem homens contra mim, mas não posso emfrentar a visão desta menina diante de mim.
Minha filha.
Uma filha que eu não conhecia, uma filha de quem perdi tudo há anos.
"Essa é a minha filha", eu sussurro, sem tirar os olhos dela. Ela deixa cair o cobertor e corre em minha direção. Ela me conhece? Ela pára quando me alcança, e é preciso todo o meu controle para não agarrá-la.
Solto uma respiração profunda e suavizo meu rosto. Uma coisa que eu não quero é que ela tenha medo de mim. "Venha aqui, Baby." Eu estendo a mão e pego a sua. Isso é tudo que ela precisa antes de cair no meu peito. Seus pequenos braços envolvem meu pescoço e ela começa a chorar alto.
Meu coração se quebra em milhões de pedaços.. “Posso morar com você agora? Eu não gosto da
casa da mamãe. Ela não levanta da cama e eu fico sozinha.. A raiva me varre e estou pronto para matar tudo o que levou minha filha para longe de mim todos esses anos.
"Sim, Baby, você nunca vai ter que me deixar de novo", eu prometo a ela e digo essas palavras com cada pedacinho do meu ser. Eu vou derrubar quem tentar ficar no meu caminho com esta menina. Eu não estou perdendo outro segundo de sua vida.
Ela é minha filha. Não há como negar isso. "Podemos ir para casa agora?" Ela sussurra, e eu a
sinto enrijecer como se estivesse com medo da minha resposta. Eu a pego e não a deixo ir. "Estou levando-a para casa."
Esse foi o momento que mudou minha vida para sempre.
"PAPAI , posso comer algumas panquecas?"
Depois de colocá-la de volta no sofá, vou para a cozinha e começo a fazer a massa. Ela tem que estar na escola em uma hora. Quando as panquecas ficam prontas, grito para ela vir até a cozinha. Ela entra na sala, com o cabelo preso em um dos lados da cabeça, parecendo um zumbizinho. Ela não é uma pessoa matinal nem um pouco. Eu me viro, tentando não rir.
"Você sabe, papai, eu sei uma maneira de passarmos mais tempo juntos."
Meu quadril está encostado no balcão, cruzo meus braços sobre o peito e olho para ela. Aposto que é algo a ver com não ir à escola.
"Você poderia me deixar faltar à escola e eu poderia passar o dia todo com você." Ela me olha e me dá o seu melhor sorriso. Ela faz quela carinha de gatinho do Shrek, mas eu não vou ceder nisso. "Papai, por favor." Insiste.
Eu comecei a rir e beijei o topo de sua cabeça. "Tente de novo, querida."
Ela bufa e volta para suas panquecas.
Ela tenta algo novo todos os dias. Ela gosta da escola quando está lá; é o processo de levantar e ir que é seu problema..
Em seu quarto sua roupa já esta separada para que ela se vista. Tentei vesti-la eu mesmo, mas isso não deu certo. Aparentemente, uma camiseta do AC/ DC, jeans e botas de motoqueiro não são boas para as meninas. Minha irmã assumiu esse departamento.
Eu pego suas roupas para o dia e seus sapatos e os coloco na beira da cama para ela. A ouço entrar em seu quarto para se vestir. Aproveito o momento para tirar a arma da mesinha de cabeceira, colocá-la no coldre e calçar minhas botas.
Mais ou menos um minuto depois, minha porta se abre. "Papai, podemos fazer uma trança hoje?"
Eu aceno e sigo para o banheiro. Levo-a para o balcão e ela se vira para o espelho, me dando as costas. Eu pego a escova de cabelo e um laço da gaveta. Eu corro a escova pelo cabelo dela até que fique sem nó, o que leva um maldito tempo porque ele rola enquanto dorme.
"Trança francesa?" Eu pergunto e ela balança a cabeça. Eu posso parecer meio estranho trançando o cabelo da minha filha, mas eu não me importo de parecer o filho da puta que for se isso faz minha filha feliz. Isso é o mínimo que ela merece.
Um minuto depois: "Feito".
Ela se vira e me abraça. "Você é o melhor." Deus, eu amo essa menina.
"Posso ver o Pops mais tarde?" Minha filha é obcecada pelo meu pai, o que me irrita pra caralho.
“Acho que todos vamos sair para jantar.” Costumamos nos reunir uma vez por semana - eu, papai, minha irmã Shaylin e seu homem, Butcher. "Vamos para a escola." Eu a ajudo do topo do balcão. Ela corre para fora da sala para pegar sua mochila.
Quando chegamos à sua escola vinte minutos depois, abro a porta e ajudo-a a descer. Ela desliza a mão na minha e aperta meus dedos. Sentindo que algo está errado, eu olho para ela. "O que foi filha?"
Ela olha para a entrada da escola e de volta para mim, os olhos arregalados. "Você estará aqui quando a escola terminar, papai?"
Eu olho para a escola, tentando controlar minha raiva. Eu odeio que ela ainda tenha essa preocupação de que eu vou deixar sua vida de repente. Minha raiva se dispersa e eu me inclino até estar no nível dos olhos dela. “Ninguém pode te tirar de mim, nem te manter longe de mim. Você é minha menina."
Ela sorri, mostrando o dente da frente ausente. "Tiffany!"
Meus olhos se estreitam. Por que um garotinho está gritando por ela? Porra. "Quem é aquele?"
"Greg", diz ela através de pequenos risos. “Não se preocupe, papai, ele pode escrever pequenos recados para mim, me convidando para almoçar ou lanchar. Mas eu sempre vou marcar o quadrado 'não'”.
O que ela porra está dizendo? Eu olho para ela e depois para a pequena merda do outro lado do estacionamento. "Está certo."
Ela se afasta de mim e desliza sua mochila nas costas. “É melhor eu ir para a aula. Até mais tarde. Ela sorri e vira as costas para mim, caminhando para a entrada da escola. Enquanto me inclino de volta para o meu caminhão, vejo as mães que estão deixando seus filhos, olhando para mim.
Eu gosto de uma fodida perseguição, não de ser perseguido. A porta se fecha atrás de Tiffany e eu entro na caminhonete, batendo a porta atrás de mim.
Hora de trabalhar
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