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Capítulo 3
Wendy e Charlie se viram pela última vez há poucas horas atrás.
E, no final, ele era o convidado importante mencionado pelo Sr. e pela Sra. Lim.
Assim como ela, o homem ficou em choque, mas sua expressão se tranquilizou em um piscar de olhos. Ele fitou Wendy sem esboçar qualquer movimento em seu queixo, parecia um deus extremamente cruel.
Wendy não olhou para ele novamente e também não esperava que ele a ajudasse.
Yolanda, que estava ao lado do homem, agachou-se na frente de Wendy e disse com um tom inocente: "Minha querida irmã, você está bem? Por que deixa o papai tão bravo toda vez que vem aqui? Sabe que o papai tem pressão alta.
Pai, por favor, não fique com raiva. Pega leve, Charlie ainda está aqui."
Yolanda e Helen eram iguais. Quando estavam na presença de Johnny, sempre fingiam ser uma ótima esposa e uma boa filha, e falavam mal de Wendy.
Johnny se acalmou e explicou: "Charlie, sinto muito por ter presenciado essa situação chata."
Charlie sorriu com desprezo, ele estava indiferente, como se não se importasse com os problemas familiares das outras pessoas.
Yolanda tirou um pouco dinheiro de sua carteira e disse: "Irmãzinha, só tenho US$400 que economizei no mês passado! Por mais que nosso pai seja rico, você sabe que eu nunca gasto dinheiro à toa!"
Que mentira! Quem acreditaria nisso?
Johnny respondeu: "Wendy! Precisa ir embora agora!"
Ela seria espancada novamente se não caísse fora logo.
Wendy não queria mostrar mais fragilidade diante daquele homem. Ela agarrou os US$400, deu um tapa nas mãos de Yolanda, cerrou os dentes e se levantou, depois saiu da villa em um caminhar firme.
Helen Lim, que estava parada atrás, gritou mal-humorada: "Onde está a governanta? Venha trocar o tapete! Que nojeira!"
Era um longo caminho da vila até o ponto de ônibus.
Wendy colocou os US$400 que segurava com força em seu bolso. Ela decidiu não jogá-lo na cara de Helen e Yolanda. O motivo não era sua timidez, mas sim o fato de que o dinheiro da família Lim também era dela.
"Idiotas", ela pensou.
Wendy se virou e notou que um Land Rover branco estava seguindo ela.
Quando reconheceu o motorista, Wendy caminhou mais rápido. No entanto, o carro acelerou e pisou fundo no freio na frente dela.
O homem já havia aberto a porta e se aproximado antes que Wendy pudesse se afastar.
Pela curva de seus lábios e seus olhos, Wendy pode basicamente ler seus pensamentos: "Se já sabe que não vai conseguir dessa forma, por que não aceita os US$3.000?"
"Tome", disse Charlie lhe entregando uma bolsa de gelo.
Wendy entendeu do que se tratava e não aceitou porque não conseguiu entender sua intenção. Então, ele jogou a bolsa de gelo nos braços de Wendy, que a pegou e colocou na testa direita enquanto olhava para ele com cautela.
Charlie levantou a mão direita, que estava escondida atrás dele, revelando um estojo de primeiros socorros tão pequeno que só cabia um comprimido dentro. Ele pegou uma garrafa de água e disse a ela: "Tome o remédio".
"Quero ter certeza de que tomou", ele acrescentou.
Só então Wendy entendeu seu verdadeiro propósito e respondeu:
"Não será preciso."
Ela tomou a pílula rapidamente.
A pílula escorregou para sua garganta e ela sentiu uma leve dor ao engolir, mas não mostrou qualquer desconforto. Ela olhou para cima e percebeu que ele estava olhando para ela fixamente.
Wendy virou o rosto para o outro lado.
Charlie balançou a chave do carro e disse: "Aonde você vai? Posso te levar."
"Não preciso disso," Wendy respondeu.
Então, ele entrou no carro e saiu sem hesitar.
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