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Capa do romance Seja Minha

Seja Minha

Nein enfrenta um momento decisivo em sua trajetória profissional e precisa urgentemente de uma namorada para garantir que sua carreira continue em ascensão. No entanto, o destino coloca Mor em seu caminho de maneira inesperada. Embora ele esteja inicialmente focado em estabelecer uma conexão estritamente profissional com ela, novos sentimentos começam a surgir. Agora, Nein terá que decidir se mantém as aparências ou se entrega a um desejo real.
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Capítulo 2

Mor caminhou pelos corredores da mansão, estava irritada por ter que comparecer as festas de sua mãe. Por mais que a amasse, odiava quando Estrella a fazia se sentir uma criança, como se não pudesse cuidar de si própria, como se já não tivesse uma criança para cuidar, para amar, para proteger.

Arte. Minha menina.

   Suspirou. Era tão difícil manter um trabalho e cuidar de uma criança e agora que finalmente pôde dá um tempo, não podia a ter consigo vinte quatro horas por dia.

Falou vários palavrões em alemão, enquanto pensava em que tipo de merda tinha tido na cabeça no momento em que se deixou levar pelo pai de sua filha. O cara era um merda. Não há deixava ver a menina quando ela quisesse porque achava que Mor vivia com homens dentro de casa e não queria que Arte tivesse que presenciar isso.

Ora, não que fosse totalmente mentira. Mas claro que ela se livraria de todos os cara do mundo só para ficar com a filha!

— Meu deus, meu sonho é descer a porrada naquele desgraçado!

  Respirou fundo antes de entrar no quarto. Abriu a porta, se deparando com um cômodo absurdamente luxuoso. Revirou os olhos para tanto desperdício de dinheiro e lembrando que sua mãe só tinha tudo aquilo porque havia se casado com um velho nojento.

— Olá, mama — caminhou até o espelho que Estrella se olhava, analisando o vestido que usará para aquela noite. — Você está linda.

— Mesmo? Acho que estou ficando gorda, olha como minha barriga está grande!

— Eu não vou tentar fazer você mudar de ideia — Mor andou até a cama grande, onde se jogou de costas. — Uau! sua cama é maravilhosa.

— Sim, hum — Estrella colocou os brincos, antes de se virar para Mor que estava deitada. — Se quiser posso lhe arrumar um quarto aqui.

— Não quero, estou bem — se levantou, contragosto. A cama estava realmente uma delícia. — Talvez eu encontre alguém bonito para passar a noite.

Estrella fez uma cara feia para sua filha do meio.

— Por que você é assim? Já está mais que na hora de você arrumar um marido!

— Ah, pelo amor de deus, essa história de novo — resmungou se jogando de costas contra o colchão novamente. — Já parou pra pensar que nem toda mulher sonha em casar? Já te dei uma neta, que era tudo o que queria, mas casamento eu vou ficar devendo.

— Você sabe que não foi isso que eu quis dizer. Só quero minha filha feliz...

— Então casamento virou sinônimo de felicidade? Uau! — bocejou se levantando.

— Você merece alguém que te ama, amor. Que cuide de você, que te entenda, que te ajude.

— Eu só preciso de um cara que adore o meu corpo como se eu fosse uma deusa, o resto eu dou conta sozinha. Eu tenho uma filha e ela me ama e eu me amo — andou até a porta, abrindo-a e botando só a metade do corpo pra fora. — se um dia eu chegar a casar provavelmente não vai ser porque eu o amo e sim porque ele trepa bem demais.

— Me respeita...

   Fechou a porta antes que sua mãe lembre que ainda podia bater nela. Era óbvio que estava brincando quando disse isso, porém é um saco ter que ouvir isso repetidas vezes de sua mãe em todas as festas.

□□□

   Quando finalmente desceu as escadas, já era meia noite. O grande salão de dança daquela mansão exagerada já se encontrava lotada de convidados. Seu olhar se fixou em cada convidado alí, certamente sua mãe não conhecia nem metade de quem estava na casa dela, mas tinha certeza que Estrella não admitiria isso.

   Mor passou a mão pelo vestido de seda vermelha, logo levando as mãos para o cabelo, puxando a franja que lhe cobria a testa para trás. O único motivo pelo qual ainda vinha para estas festas era a bebida de graça. E, homens irresistíveis, não podemos esquecer isso.

   Chegou ao bar, sentando-se no banco de frente ao balcão.

— O que vai querer, senhorita? — o barman se aproximou, sorrindo lascivamente.

Hm, eu acho que me lembro dele.

— Um cosmopolitan, por favor — Mor cruzou as pernas, fazendo sua melhor expressão de tédio.

   Após alguns poucos minutos, sua bebida chegou e junto com ela, sentiu alguém se aproximar e sentando-se no banco. Bebericou a bebida, sem olhar para quem estava ao seu lado.

— Ora ora, pelo visto nos encontramos de novo.

   Mor virou o seu rosto para o homem ao seu lado. Ela tinha reconhecido aquele cheiro, já sabia que era ele que havia sentado alí, mas mesmo assim se esforçou para permanecer indiferente, como se sua presença não significasse nada.

Porque era o que signficava.

— Olá, Nein.

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