
Segunda Chance
Capítulo 3
- Ele pode ser um psicopata Lya! - Theo gritava com a amiga ao telefone.
- Não é, Theo, calma...
- Você não vai ligar pra esse cara! Você não é nem louca de fazer isso! Me fala o nome dele, vou pesquisar tudo sobre ele aqui...
Lyane rolou os olhos - Theo, vou desligar, depois a gente conversa.
-LYANE!
- Tchau! - ela desligou e então suspirou sentada na cama. Péssima ideia contar a Theo sobre seu encontro com o tal Pedro Tavares.
Ja estava escurecendo dentro do seu quarto de hotel, e Lya queria conhecer a cidade a noite. Nada melhor que ter um guia certo? O que de pior poderia acontecer a ela afinal? Sempre foi certinha demais e mesmo assim sofreu, porque não ser um pouquinho inconsequente? Pedro nem ninguem ali sabiam sobre ela, ou sobre seu passado, ou sobre o que tinha recem acontecido, ou sobre sua personalidade. Ela estava protegida pela ignorancia, então pegou seu celular e o cartão que ele tinha lhe dado. Mandou um simples "ola" em português. Sentindo o estomago gelar. Alguns minutos depois a resposta chegou.
"Ah, Lyane Sousa"
Lya sorriu. Digitando uma resposta: "Quer ser meu guia hoje a noite?"
*localização*
"Me encontra nesse lugar daqui uma hora"
Ela riu soprado - Mandão.
E foi tomar banho e se arrumar.
A localização dava para um restaurante muito bonito e arrumado no centro de Paris, e claro que ela pesquisou antes de ir. Saiu do taxi - que pelo menos conseguia pegar - e Pedro estava na porta, vestido com uma camisa branca embaixo de um paleto azul marinho, calças coladas e um leve sorriso no rosto - Ravi de vous revoir, Lyane Sousa. - ela corou, mesmo sem saber o que significava. Aceitando o braço que Pedro o oferecia - Bom te ver novamente Lyane - ele disse em seu ouvido, fazendo-a corar mais ainda. Ele falou com o garçom, que os levou ate a mesa reservada, e fez os pedidos, ensinando a Lyane o nome das melhores coisas.- Este macarrão que vamos comer é o melhor da cidade. Eu venho aqui sempre. - Pedro disse se arrumando na cadeira - Nâo vendem churrasco aqui, mas tem um restaurante brasileiro que posso te mostrar onde fica, se ficar com saudade da comida, alias, quanto tempo vai ficar aqui mesmo?
- Só mais seis dias na verdade, é uma viagem rapida, eu tenho alguns ensaios marcados pra fazer quando eu voltar.
- E de onde você é? La no Brasil?
- Curitiba, e você?
- São Paulo - ele disse tomando um gole do vinho que foi trazido a mesa - Tenho amigos la, minha prima Juli.. ah! Maravilha - ele disse vendo o macarrão chegando a mesa.
O garçom serviu os dois pratos apetitosos e Lyane lambeu os labios, a culinária francesa estava se saindo melhor do que esperava.
Eles comeram conversando sobre os mais diversos assuntos. era envolvente, falava com maestria sobre tudo, e Lyane ficava cada vez mais hipnotizada com tudo sobre ele. Eles sairam do resturante cerca de uma hora depois, andando nas ruas iluminadas, vendo as pessoas irem e virem, ate pararem em uma praça onde um homem tocava um acordeon, e varias pessoas dançavam ao redor dele.
Pedro estendeu a mão com uma reverencia e Lya, rindo, aceitou. Uma das mãos do desconhecido a sua frente contornaram a sua cintura e a outra pegou sua mão direta, balançando os pés ritmamente ao som do homem que tocava. Parecia a classica cena de filme onde a estrangeira se apaixona em sua viagem. A unica diferença era que Lyane sabia que nunca mais ia se apaixonar, então, só entrou na brincadeira.
Pedro a conduzia no meio da praça, arrancando sorrisos de Lyane que se entregava a dança, se sentindo leve. - Como foi o primeiro dia em Paris, Lyane Sousa?
-Melhor do que eu esperava - ela respondeu sorrindo.
- Tem o museu do louvre, podemos ver a monalisa amanhã, se você quiser.
Ela ainda sorria - Eu quero.
- Certo, vou reprogramar minha agenda pra fazer sua semana ser incrivel Lyane Sousa.
- Eu não quero atrapalhar seu trabalho Pedro...
- Ta tudo bem, eu trabalho pra mim mesmo, consigo organizar tudo, fica tranquilo Lyane Sousa - ele disse sorrindo.
- Porque fica dizendo meu nome inteiro?
- Porque é lindo, assim como você. - Pedro disse serio e Lyane abaixou a cabeça - Cedo demais? Desculpe, só quis constatar os fatos.
Ela sorriu, ainda de cabeça abaixada - Preciso ir embora, ta ficando tarde.
Ele suspirou, parando de dançar- Vem, eu chamo um taxi pra você.
Lya esperou e então entrou no taxi que Pedro chamou, depois foi embora para o hotel, meio triste pelo modo como tinha respondido ao flerte dele. Mas a verdade era que ela não queria pensar nisso, não queria pensar em alguem romanticamente tão cedo de novo. Suspirou pesado quando seu celular vibrou em sua mão. "Amigos?"
Lya sorriu, Pedro era um anjo.
"Amigos."
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