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Capa do romance Segredos do ceo Fagan

Segredos do ceo Fagan

Criada como filha de humildes funcionários, Hailey Conway ignora que seu progenitor biológico comanda uma gigante americana dos transportes. Em um cenário de omissões, ela se entrega a uma paixão intensa por Julian, o herdeiro da FagTranport. Contudo, a busca por sinceridade revela um obstáculo devastador: a possibilidade de Julian ser seu próprio irmão. Entre segredos de família e dilemas morais, Hailey precisa descobrir a verdade sobre sua origem.
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Capítulo 2

A mulher dona de uns olhos verdes-claro, sua pele branca como a neve e cabelos loiros em um tom puxado para o dourado me olhava com um leve sorriso em seu rosto. Suas mãos em frente ao corpo com tamanha elegância como se fosse a rainha da Inglaterra. Nos olhava com atenção.

A nossa relação entre a gente era ótima quando vim morar definitivamente aqui com os meus pais, mas as coisas mudaram depois que decidi devolver todo o dinheiro que sua família pagou pelos meus estudos na faculdade. Não sei se ela levou como ingratidão o que fiz, mas não me sentia bem pelo dinheiro gasto. Meus pais sempre pagaram a escola para mim, o valor não se comparava ao da faculdade, mas deram um jeito.

Aceitei o dinheiro naquela época, mas devolvi antes mesmo de me formar. Tinha um objetivo que era dar o melhor para os meus pais e estudei, colocava tudo em prática e graças a Deus tendo sucesso nos meus trabalhos.

— Olá, Senhora…

— Ah, Hailey. — Levou a mão ao ar com um leve gesto. — Não comece com as formalidades. É de casa.

Suas últimas palavras não foram muito agradáveis e podia perceber no seu olhar, não sei se foi impressão minha. Sorri em resposta, minha mãe me abraçou de lado. Sarah é um pouco mais baixa que eu.

— Hailey acabou de chegar. — Sarah sorri novamente me olhando, antes de voltar a olhar para Débora.

— É bom vê-la, Hailey. — Seu olhar desceu pelo meu corpo, analisando minhas roupas. — Se ouvir bem… — Olhou em meus olhos. — Pretendem ir para algum lugar hoje?

Sarah dá um sorriso bobo, balançando a cabeça em um gesto de negação.

— Minha menina que chegou bem agitada e está dizendo coisa com coisa…

— Não estou dizendo coisa com coisa. — Interrompi minha mãe. — Acredito que já chegou a hora dos meus pais terem um lugar só para eles e aproveitar as belezas desse mundo.

Débora nada falou, mas as minhas palavras de algum modo mexeram com ela. Não sei se era algo bom ou ruim, Débora mudou bastante comigo. Em passos rápidos gritando pelo nome da minha mãe, Audrey apareceu. Seus olhos se arregalaram ao me ver, muito parecida com a mulher mais velha há alguns metros de distância. Audrey tem olhos verdes, seu cabelo é um tom de castanho-claro, uma mistura com os cabelos negros de seu pai. Ela é uma pessoa muito fofa e divertida, mas sem deixar o lado sério e observadora de seu pai.

— Hailey! — Gritou e correu em minha direção.

Débora levou a mão ao ouvido e fez uma careta pelo grito da filha. Audrey é muito agitada e muita das vezes difícil de acompanhar. Retribuir o abraço, sentia sua falta. Quando fui embora de Nova York tinha dezoito anos, Audrey tinha treze anos e Julian vinte anos. Beijei o seu rosto quando desfizemos o abraço, ela sempre foi a nossa menininha que insistia em brincar conosco e não deixávamos já que era muito mais nova.

— Você chegou! — Ele abriu um sorriso de felicidade ao me ver, mas logo esse sorriso desapareceu. — Por que não me avisou antes? Queria ter ido te buscar.

Estiquei meus braços no ar com um sorriso em um pedido de desculpas.

— Surpresa. — Agitei as mãos no ar.

Audrey estreitou os seus olhos em minha direção.

— Vou te perdoar dessa vez. — Falou.

Débora pigarreia depois que Audrey e eu nos abraçamos novamente, olhamos para ela.

— Continuando a nossa conversa de antes. — Lançou um olhar severo para sua filha que não se incomodou com o olhar da mãe. — Hailey sua mãe não comentou nada sobre viagens, ou sobre ir embora daqui.

— Como assim? — Audrey se afastou um pouco olhando para minha mãe e depois para mim. — Então esse era o seu plano? Voltar e tirar a dona Sarah de mim?

Seu tom era de brincadeira, mas sei como Audrey é apegada a minha mãe. Não tivemos muito contato nesses últimos anos, pouco que falava ela era sempre muito gentil. Audrey é um amor de pessoa, aquelas que dá vontade de colocar em pote e proteger do mundo. E esse era um dos motivos para escolher ficar quieta, não queria falar alguma coisa e acaba sendo rude com a Audrey. Provavelmente não entenderia os meus motivos e não quero magoá-la. Sarah notou isso e resolveu falar por mim.

— Vamos deixar essa conversa de lado, minhas meninas. — Sarah ficou entre nós duas, segurando nossas mãos e nos guiou para a sala de jantar. — Fiz aquele bolo de baunilha com recheio de morango. Sei que vão gostar.

Audrey deu alguns pulinhos, porque esse era o bolo preferido dela. Não gosto de morango, eu como, mas não é a minha fruta preferida. Notei o olhar de Débora conforme passamos por ela, a mesma não fez questão de ir conosco comer o bolo. Audrey começou a contar como está sendo bom trabalhar na empresa de seus pais, donos de uma das maiores transportadoras. A família Fagan mantém essa empresa há 100 anos.

Era bom ver o entusiasmo dela. Trabalhando ao lado do gerente executivo que logo assumiria esse lugar, a mulher de vinte anos que está do meu lado não me surpreendeu com suas conquistas. Tem pais bem rígidos, mas tendo certeza que Audrey mostrou para seus pais que consegue ajudar seu irmão nos negócios da família.

— Julian deve se tornar CEO antes do Natal. — Se aproximou de mim como se fosse contar um segredo. — Ouvir a conversa do meu pai com alguns acionistas, mas não conta para ninguém.

Fingi que tinha um zíper em minha boca e fiz sinal de que estava fechando, ela riu. E continuamos conversando, minha mãe pediu licença e voltou para seu trabalho. Nesse final de semana a família Fagan teria um jantar aqui. Sarah poderia fugir por enquanto de mim, mas não iria escapar.

— Ai meu Deus! — Audrey diz olhando para a tela do seu celular. — Desculpa, Hailey, mas preciso ir. — Nos levantamos. — Esqueci completamente do compromisso que tinha.

— Ei, tudo bem. — Dou mais um abraço nela. — Mas tarde nos falamos.

Audrey não prestava mais atenção em mim e se apressou, saindo correndo sem olhar para trás. Parecia muito preocupada com o seu compromisso que acabou esquecendo. Pensei em procurar a minha mãe ou até mesmo meu pai e colocar as minhas ideias em ação. Sarah não apareceu muito confiante em minhas palavras. Decidir ir pelo caminho mais longo, quem sabe não encontrava com o Sr. Fagan e ele pudesse me ajudar a convencer os meus pais.

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